Precisamos desmistificar a franquia em planos de saúde, afirma IESS

Doctors and nurse going over patient's results in hospital
Doctors and nurse going over patient's results in hospital

Estudo inédito demonstra e experiência internacional e por que é importante avançar em sua regulação no País

"O mercado de saúde suplementar no Brasil precisa trabalhar para desmistificar ferramentas como a franquia se queremos possibilitar que mais brasileiros realizem o desejo de contar com um plano de saúde." A afirmação é de José Cechin, superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), que acaba de publicar o estudo "Mecanismos Financeiros de Regulação: conceitos e impactos no sistema de saúde suplementar".

Além de explicar detalhadamente o funcionamento desses recursos de regulação da utilização e seus efeitos no sistema de saúde, o trabalho também analisa a experiência internacional de Estados Unidos, Portugal, França e Suíça. "É fundamental que a sociedade entenda que esse não é um recurso para fazer o beneficiário pagar mais pelo plano. Na verdade, é justamente o oposto. Um meio para baratear as mensalidades e possibilitar que mais brasileiros contem com um plano de saúde, o 3° maior desejo da população segundo pesquisa recente do Ibope Inteligência", comenta Cechin.

O executivo explica que apesar de os mecanismos estarem previstos em Lei no Brasil, é necessário atualizar a norma infralegal sobre coparticipação, pois já ficou defasada no tempo, e introduzir norma sobre franquia agregada anual, ambas com o objetivo de garantir segurança jurídica e transparência em sua aplicabilidade no sistema de saúde. "Com essas medidas, o mercado conseguiria ofertar planos com mensalidades menores e, simultaneamente, trabalharia para a conscientização do beneficiário quanto ao uso dos recursos de saúde", afirma. "Outra grande vantagem é que o uso mais racional dos serviços de saúde tende a reduzir os desperdícios e, portanto a velocidade de avanço dos custos médico-hospitalares e, consequentemente, o reajuste dos planos", completa.

Uma das grandes preocupações da sociedade é o desincentivo que tais mecanismos poderiam gerar para a realização de exames e consultas necessários, já que os beneficiários pagariam por esses serviços do próprio bolso até atingir o valor da franquia ou uma parcela deste valor após isso. O estudo do IESS, entretanto, aponta que há mecanismos simples para evitar que isso aconteça já aplicados com sucesso em outros países. Não cobrar franquia ou coparticipação para exames e consultas que têm caráter preventivo é uma das medidas mais eficientes nesse sentido. "Não é do interesse de ninguém que o beneficiário deixe de realizar exames necessários. Do ponto de vista financeiro, a não realização de exames necessários significaria aumentar os custos posteriores com internação e o tratamento de doenças que só serão detectadas em estágios mais avançados. Não é inteligente e iria contra as iniciativas que as Operadoras de Planos de Saúde têm implementado de incentivar programas de promoção de saúde e médicos de família", argumenta Cechin. "E dizer que as medidas fariam com que os planos ficassem duas vezes mais caros, como algumas entidades apontaram que aconteceria quando a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tentou regular a questão em 2018, me parece no mínimo ilógico. Planos que custassem duas vezes mais não seriam interessantes para o público e nem para a operadora, que não manteria sua carteira."

Olhando a questão do ponto de vista de qualidade de vida, tornar o beneficiário consciente dos custos de cada procedimento é ainda mais importante na opinião do executivo. "O antibiótico é bom quando precisamos combater uma bactéria, mas se tomado sem necessidade causa males à saúde. Realizar exames desnecessários é o mesmo que expor nosso corpo à radiação e outras substâncias que podem nos fazer mal, sem nenhum benefício para a saúde, apenas com os efeitos colaterais. É uma questão de equilíbrio", conclui.

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

Projetos da Prati-Donaduzzi conquistam prêmio Bumerangue do Sindusfarma

Projetos da Prati-Donaduzzi conquistam prêmio Bumerangue do Sindusfarma

A indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi conquistou dois troféus na 9º edição do Prêmio Bumerangue, promovido pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos, o Sindusfarma. A solenidade foi realizada na sede da Associação de Procuradores do Estado de São Paulo (APESP), na quinta-feira (19).

É a primeira vez que a farmacêutica conquista esse prêmio que reconhece projetos em quatro modalidades, destas, duas a empresa teve destaque. Nele são identificados os melhores projetos em gestão de pessoas, com o objetivo de reconhecer e homenagear as indústrias farmacêuticas.

Cada modalidade reconheceu farmacêuticas em cinco categorias: inovação e criatividade, metodologia, investimento x resultado, impacto no público-alvo, impacto no resultado das organizações.

Na categoria, treinamento & desenvolvimento corporativo, foi inscrito o programa Gestação Segura, realizado há 14 anos já atendeu mais de 2 mil mulheres. Nas atividades do programa, são feitas orientações para colaboradoras, esposas e filhas de colaboradores com o intuito proporcionar conhecimentos para o momento que vivem.  O destaque foi nas categorias investimento x resultado e impacto no público- alvo.

Já na segunda categoria, qualidade na inclusão da pessoa com deficiência, foi inscrito o programa Pratincluir, que oferta para pessoas com deficiências (PCDs), a possibilidade de inserção no mercado de trabalho e crescer profissionalmente. O objetivo principal, além de cumprir cotas, é desenvolver, capacitar e reter essas pessoas. Nessa categoria, a Prati-Donaduzzi teve um destaque ainda maior, ganhou em todos os quesitos.

Capital humano

A Prati-Donaduzzi foi representada pela supervisora de Responsabilidade Social, Maria Rita Pozzebon. Para ela, o reconhecimento é resultado de um trabalho focado no desenvolvimento de pessoas. “Essa conquista revela o quanto a empresa se preocupa com seu capital humano. Também é um estímulo para continuarmos com nossos projetos. Agradeço a todos pela dedicação em fazer isso acontecer, é uma conquista nossa”, revela.

O Prêmio Bumerangue também é uma forma de reconhecer os profissionais que atuam diretamente na criação de ferramentas de solução para atrair, desenvolver e reter as pessoas nas empresas. Participaram indústrias farmacêuticas nacionais ou multinacionais associadas ao Sindusfarma.

O processo de participação da Prati-Donaduzzi iniciou em Abril quando foi submetido ao prêmio as informações para o projeto. Em junho, Maria Rita, foi à São Paulo, para apresentar os projetos a uma banca avaliadora. Agora em setembro ocorreu a divulgação dos vencedores.

SOBRE A PRATI-DONADUZZI

A Prati-Donaduzzi, indústria farmacêutica 100% nacional, é especializada no desenvolvimento e produção de medicamentos genéricos. Com sede em Toledo, oeste do Paraná, produz, aproximadamente 11,5 bilhões de doses terapêuticas por ano e gera aproximadamente 4,3 mil empregos. É considerada a maior produtora de medicamentos genéricos do Brasil* e pretende incrementar em 15% seu faturamento e capacidade produtiva em 2019.

*IQVIA MAT JUL/2019 PMB + NRC Doses Terapêuticas

ANS na rota internacional de cooperação técnica

ANS na rota internacional de cooperação técnica

Acordo possibilitará acesso mais ágil a tecnologias, conhecimentos, informações e capacitação

O diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar e o diretor-adjunto Daniel Pereira estiveram em Brasília na quinta-feira (19/09) para IX Reunião do Grupo de Trabalho de Cooperação Técnica Brasil – Colômbia, que aconteceu na sede da Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Na ocasião, foi celebrado pelas autoridades brasileiras e colombianas a assinatura da ata com os compromissos assumidos por ambos os governos para o programa de cooperação técnica 2019-2021, que permitirá o primeiro projeto de cooperação internacional da Agência Reguladora.

Durante o encontro, Daniel Pereira realizou uma apresentação sobre o papel da ANS no contexto de regular os planos de assistência à saúde no Brasil e salientou que o projeto de cooperação permitirá uma importante troca de experiências. "Através deste acordo, poderemos destacar uma evolução no programa de avaliação de desempenho da saúde suplementar e uma melhor avaliação dos indicadores de gestão interna da Agência", avaliou.

Rodrigo Aguiar enfatizou a importância do projeto, que ressalta o fortalecimento das capacidades técnicas da Superintendência de Saúde na elaboração de indicadores estratégicos e de gestão e fortalecimento da ANS no controle de gastos em saúde. "A cooperação internacional tem se revelado como um valioso instrumento da política externa do Brasil. Neste projeto, vislumbro uma grande oportunidade onde os dois países serão beneficiados, promovendo o bem-estar e revitalizando a parceria global para o desenvolvimento sustentável, compartilhando as boas práticas e medidas de regulação", comemorou.

No fim da reunião, o Embaixador Ruy Pereira evidenciou que o encontro foi oportuno para reafirmar o dinamismo das relações bilaterais e a assistência ao projeto. "Fico muito feliz que o primeiro projeto da ANS seja com a Colômbia e com a ABC. Tenho certeza que estamos prontos para fornecer todo o apoio necessário", declarou.

Na comitiva do governo colombiano, participaram da reunião a responsável pelo programa de cooperação técnica na Embaixada da Colômbia no Brasil, Luz Maria Fernandez; o ministro Edgar Rodrigo Rojas Garavito, da Embaixada da Colômbia no Brasil; a diretora geral da Agência Presidencial de Cooperação Internacional da Colômbia (APC), Ângela Ospina Nicholls; o Embaixador da Colômbia no Brasil, Senhor Dario Montoya e a chefe da delegação colombiana, Ministra Plenipotenciária Marcela Ordoñez Fernandez, diretora de Cooperação Internacional do Ministério das Relações Exteriores da Colômbia.

O câncer como um problema de atenção primária

Hacer-frente-a-un-diagnostico-de-cancer

A Cobertura Universal de Saúde é o sistema mais justo que existe para garantir que todos os indivíduos e comunidades recebam os serviços de saúde necessários, sem que isso comprometa sua situação financeira. Apesar de não ser um sistema utilizado no mundo todo, tem se tornado pauta de muitas discussões entre líderes mundiais e ganhado força nos últimos face à iniquidade vigente atualmente.

O Brasil é um dos países que conta com um modelo de  cobertura universal - saúde pública para todos, sem descriminações. O Sistema Único de Saúde (SUS) é um importante alicerce à população, pois fornece acesso universal a este direito fundamental garantido pela Constituição de 1988. É preocupante porém, ver o aumento da demanda por atendimento em saúde pública e o sub financiamento do setor. Apesar de importantes serviços de saúde serem prestados, encontramos grande fragilidades na área de câncer que comprometem – e muito – a vida de pessoas.

Os dados não mentem: o mais recente relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que pacientes podem esperar até 200 dias para conseguir o diagnóstico da doença no SUS. São quase sete inaceitáveis meses de espera. Num período tão longo assim, o câncer se desenvolve e a pessoa acometida pela neoplasia vai perdendo suas chances de cura.

As lacunas encontradas pelo TCU são as mais diversas e vão desde a demora no agendamento da primeira consulta com o especialista, até o acesso aos exames e biópsias, o atraso nos resultados, e o retorno ao médico para confirmar o diagnóstico. O percentual de pacientes que recebem a confirmação diagnóstica apenas quando o câncer já está em estágio avançado é preocupante e tem crescido nos últimos anos: em 2013, eram 53% e, neste ano, já são 56%.

No Brasil,  o câncer é ainda um tema tratado como de “alta complexidade”, ou seja, não faz parte das políticas públicas da atenção primária, no entanto, o câncer é a segunda principal causa de mortalidade no planeta e precisa, com urgência, se tornar um problema da Atenção Básica (ou Primária) de Saúde. Não há país no mundo que esteja preparado para os impactos que a doença pode causar se continuarmos diagnosticando tardiamente – não somente em termos sociais, mas também econômicos – e é por isso que essa discussão precisa transpor quaisquer barreiras e fronteiras.

Estamos nos unindo a outros players da saúde mundial para discutir o que é necessário fazer para que o câncer seja realmente priorizado em um contexto de Cobertura Universal de Saúde. O painel “Câncer, inequidades de cuidados e o papel da Cobertura Universal de Saúde” realizado em Nova York, simultaneamente à 74ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), trata disso.

Para que os pacientes tenham suas vozes ouvidas, é mandatório abrir o diálogo, ter mais transparência e não somente buscar soluções, mas fazer tudo o que está em nosso alcance para encontrá-las. Precisamos criar modelos de saúde eficientes, adaptados a cada realidade, que possam reduzir o impacto do câncer no mundo.

Vidas estão sendo perdidas enquanto pensamos e discutimos, por isso é necessário agir rápido. Precisamos colocar o câncer na vanguarda da cobertura universal de saúde para que possamos não somente mudar as tristes estatísticas de alta mortalidade mas a própria realidade desafiadora vivida pelo paciente que está com o diagnóstico de câncer atualmente.

Sobre a autora

Maira Caleffi é médica Mastologista, presidente voluntária da FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) e Chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento em Porto Alegre.

Como aperfeiçoar os impactos da Indústria 4.0 sobre a produtividade, estoques e resultados das empresas?

Como aperfeiçoar os impactos da Indústria 4.0 sobre a produtividade, estoques e resultados das empresas?

Intimamente relacionada com atributos como conectividade, inteligência artificial, big data, robótica e tantos outros, a Indústria 4.0 marca um avanço significativo na relação dos homens com as máquinas e transforma os negócios das empresas. No entanto, como saber se as digitalizações aplicadas na sua instituição são as mais indicadas para trazer resultados efetivos?

Primeiramente, é preciso ter em mente que a Indústria 4.0 é a indústria da transformação digital e está mais associada aos diferentes modelos de negócios existentes do que às tecnologias em si. O conceito nasceu na Alemanha, na primeira metade desta década, quando o governo - vendo as mudanças que estavam acontecendo no mundo - chamou organizações para ver como o país poderia manter sua posição de líder mundial no setor industrial.

De tudo que estava circulando no mundo, havia cerca de 10 tecnologias que estavam provocando uma transformação nos negócios das organizações. No entanto, os empresários investiam em alguma inovação, mas não sabiam responder o quanto ela verdadeiramente ajudava a empresa a crescer. Isso acontece agora também: com as soluções da Indústria 4.0, grande parte das empresas focam em novas tecnologias, mas às vezes nem geram resultados concretos e as questões básicas, mas também estratégicas do negócio continuam sem respostas.

Mas há como vencer este conflito que aflige empresas e empresários: a Teoria das Restrições (Theory of Constraints - TOC, na sigla em inglês), uma metodologia que pode contribuir com as organizações na hora de optarem por determinadas tecnologias. Importada de Israel, o método tem ajudado companhias nacionais e multinacionais, incluindo empresas familiares, a identificarem os pontos que bloqueiam o crescimento da empresa para, só depois, aplicarem as high-tech.

Com os princípios da TOC, é possível olhar o negócio de forma holística e identificar os reais pontos que impedem as empresas de darem um salto na performance. Se há recursos disponíveis para investir, a partir desta análise será possível apontar o real caminho e até qual o melhor recurso ou ferramenta para sanar a dor. Uma indústria pode estar com problemas de giro do estoque, mas será que soluções para este fim baseadas em RFID (método de identificação automática através de sinais de rádio), drones ou inteligência artificial - de fato - irão solucionar o problema? A Teoria das Restrições permite um modelo de gestão diferente, que não investe em tecnologia apenas por se tratar de tendências, por estar em voga ou pelo fato de a empresa ter recebido budget da matriz para inovarem.

Por meio da TOC, a necessidade é atendida de forma efetiva: primeiro, parte-se do entendimento de qual é a real meta da empresa, identificando todos os gargalos e restrições, e depois desdobra-se nos conflitos e dilemas. Essa harmonização - dificultada neste cenário de Indústria 4.0, onde há uma avalanche de novos recursos tecnológicos batendo às portas de empresas - é atingida com a adoção de procedimentos desenhados para as dores reais da companhia ou de determinado departamento dela.

É fato que a quarta revolução industrial marca um avanço na relação dos homens com as máquinas. No entanto, antes de decidir pelo investimento em quaisquer das inúmeras possibilidades tecnológicas, é preciso ter bem definido quais são os fatores que limitam a empresa de alcançar a sua meta. Em diversos casos, a opção por certas tecnologias é o passo seguinte, e não o primeiro. Se implantadas precocemente, revelam-se improdutivas, ineficazes e pior: um desperdício de recursos e aceleram resultados ruins.

Sobre o autor

Márcio Mariano Jr. é consultor associado à Goldratt Consulting e vem transformando varejistas e indústrias em negócios 4.0

LGPD em foco: O que as empresas precisam saber para se preparar às novas regras

security-1440x564_c

Tema muito debatido ultimamente, mas ainda complexo para grande parte da população e das empresas, a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.708/18), mais conhecida como LGPD foi elaborada a partir do regulamento europeu General Data Protection Regulation (GDPR) e estabelece bases legais para o tratamento de dados pessoais pelas organizações, além de garantir diversos direitos aos titulares dessas informações. Em linhas gerais, as empresas precisarão ter cuidado redobrado com a coleta, o tratamento, o armazenamento e o compartilhamento de dados pessoais de seus clientes. Em caso de algum incidente, as empresas deverão comunicar ao órgão regulador chamado Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD) e o consumidor terá direito à indenização. As novas regras passam a valer a partir de agosto de 2020.

No início de julho deste ano, o presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a LGPD. As principais alterações foram em trechos que tratam sobre a criação da ANPD, em que os vetos derrubaram as punições que a Agência poderia aplicar em caso de violação da LGPD; a necessidade de uma revisão de dados, anteriormente sendo realizada apenas por uma pessoa e que agora passa a ser feita por meio de um sistema automatizado, com base em algoritmos; a necessidade de conhecimento jurídico do Encarregado de Dados; e a inclusão do parágrafo que veda a utilização dos dados para indicar banco de riscos na contratação ou exclusão de benefícios de planos de saúde.

Ainda se discute até que ponto vai a regulação, quais são os critérios e cenários de maior exposição de negócios e todos os fatores que não são transparentes para as empresas, mas a verdade é que a Lei sancionada acabou eliminando pontos bem preocupantes para os líderes das empresas, e sua implementação tende a ser facilitada em meio a um prazo considerado curto.

O que essa nova legislação acarreta para as empresas? Os pensamentos se dividem em dois lados: de um, a oportunidade de crescimento que a LGPD pode representar para as organizações, uma vez que certa vantagem competitiva no uso desses dados de forma ética e considerando boas práticas de proteção e privacidade de seus titulares podem aumentara confiança dos atuais e potenciais clientes e colaboradores. E, por outro lado, a pressão regulatória que a Lei trará, já que exigirá esforços consideráveis para o controle de qualidade quanto ao tratamento dos dados pessoais e aumento da responsabilidade nas medidas organizacionais para gestão do risco cibernético na proteção desses dados.

Como especialista na área de risco cibernético, tenho notado uma demanda crescente por parte das empresas para entender os benefícios e desafios que a Lei trará e os aprimoramentos técnicos que deverão ser implementados interna e externamente, como processos eficientes de atendimento aos direitos dos titulares, um programa sustentável de inteligência e segurança da informação. A pouca atenção dada para a privacidade e segurança das informações ganhou destaque e a necessidade de um cuidado maior surgiu com o avanço tecnológico crescente. Com o aumento significativo do volume de informações digitais, a área de segurança cibernética se tornou indispensável para as empresas e estas precisam estar preparadas a fim de evitar as ameaças cibernéticas que evoluem também em grande velocidade, colocando em risco a reputação de organizações

As empresas já possuem inúmeras práticas de compliance, mas necessitam fazer uma jornada integrada, dessa vez, visando também a legislação e não só os negócios. Este momento está apresentando o "Desafio dos dados" para as organizações, que sempre existiu, mas agora ganha prioridade, por isso costumamos dividir esse desafio em quatro áreas de atuação, que se conectam em ciclo: a Governança de Dados, onde deve haver a precisão e integridade das entradas, análises e relatórios, assim como implicações legais da utilização dos dados e mapeamento dos mesmos; a Privacidade dos dados, que se resume na transparência do uso, no inventário, na governança regulatória e no gerenciamento de consentimento dessas informações pessoais; a Proteção de dados, que abrange a confidencialidade, a proteção em todo o seu ciclo de vida e o gerenciamento de riscos de terceiros quanto aos dados pessoais; e os Relatórios e a análise de dados, que consiste no uso das informações de forma ética e com fins puramente analíticos, assim como a apuração da confiabilidade dos dados e o formato de relatórios.

Entendida a primeira etapa, outros fatores são importantes para o sucesso na implementação das regras da LGPD aos negócios, tais como saber endereçar a Lei nas diversas camadas da empresa, utilizando um framework de privacidade, que tem como principal objetivo resolver as questões recorrentes do uso de dados com uma abordagem ampla, permitindo o foco na resolução do problema em si, se utilizando de tecnologia para manter a visibilidade necessária sobre os dados e opiniões jurídicas sobre os fluxos de tratamento de dados. E, complementando a linha de procedimentos, elaborar e manter um cronograma claro de organização do programa de privacidade (ações, esforços e prioridades a serem traçadas nas diversas camadas).

O esforço é grande, mas o maior desafio das organizações é entender como conseguir se aproveitar do que já fazem para atender às demandas. O ponto principal é a confiança do cliente e a prioridade em obter um sistema transparente. Espelhados nas lições aprendidas com a GDPR, já em funcionamento na Europa, o primeiro passo é garantir uma melhoria da segurança cibernética, seguida do aprimoramento das capacidades de gerenciamento de dados, disponibilização dos direitos dos titulares e remediação de processos e sistemas e direcionamento de comunicação clara aos titulares dos dados, ,que certamente serão responsáveis pela manutenção ou construção da confiança dos clientes.

As organizações com maior chance de sucesso para se adequar à LGPD serão aquelas que conseguirem organizar a dinâmica de trabalho e priorizar os passos citados acima. Não deixar para depois significa dominar o assunto e as estratégias que levarão as empresas ao êxito nas implementações regulatórias, técnicas e operacionais e garantirem sucesso com a LGPD.

Sobre o autor

José Pela Neto é sócio da prática de Cyber Risk da Deloitte

Grupo DPSP lança primeiro aplicativo de ativação de ofertas personalizadas do varejo farmacêutico

relator-quer-equilibrio-em-mp-que-flexibiliza-presenca-de-farmaceuticos.jpg
- Shutterstock

O aplicativo está disponível para clientes Drogaria São Paulo e Drogarias Pacheco

O Grupo DPSP, formado pelas redes Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, está constantemente em busca de inovação. E pensando sempre à frente, ele se coloca a cada dia mais próximo de seus clientes. Tão próximo que agora coloca na palma de suas mãos o app Meu Viva Saúde – o primeiro aplicativo do gênero no segmento de varejo farmacêutico. Desenvolvido pelo Labs DPSP, e ligado à estratégia omnicanal da empresa, o app oferece conveniência, inteligência e personalização à jornada do cliente, que passa a ter acesso a ofertas personalizadas, transparência de preços, carteirinha virtual, entre outros benefícios.

Transparência e conveniência

“O app Meu Viva Saúde traz para os clientes de farmácia a facilidade de ter nossa vitrine de preços e ofertas na palma da mão para ser acessada a qualquer momento e de qualquer lugar. Essa conveniência aproxima a relação do cliente com nossas marcas e torna mais transparente as vantagens que os clientes podem ter em nossas mais de 1.300 lojas”, explica Roberto Tamaso, diretor de Comercial e Marketing do Grupo DPSP, que deixa claro ainda que existem muitas evoluções previstas para, por meio do aplicativo, levar mais saúde e bem-estar para o dia a dia das pessoas.

Transformação digital

O Meu Viva Saúde é apenas um exemplo dessa jornada de inovação do Grupo DPSP.

A companhia tem investido em serviços como “Retire na Loja”, no qual o consumidor pode retirar em uma loja de sua preferência as compras realizadas no site, televendas ou aplicativo de vendas. Atualmente, aproximadamente 1.000 filiais do Grupo disponibilizam o serviço.

Mas, para o Grupo DPSP, não basta se diferenciar e se modernizar. É preciso usar a tecnologia como uma ferramenta para se colocar lado a lado do novo comportamento do consumidor. A transformação digital do varejo farmacêutico deve acontecer sim, mas sem perder o seu principal foco, que é o lado humano das relações.

Sobre o Grupo DPSP

Com a missão de proporcionar qualidade no atendimento, cuidados com a saúde e bem-estar a todos os brasileiros, o Grupo DPSP nasceu em 2011, a partir da fusão das redes Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo.

Presente em oito estados e no Distrito Federal, empregando mais de 26 mil colaboradores e atendendo mensalmente milhões de clientes, as marcas Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo carregam em seu DNA uma história de confiança e credibilidade no mercado. Isso se deve também às respectivas trajetórias individuais, pontuadas pelo respeito à prescrição médica e à ética na orientação e atendimento ao cliente. Juntas somam quase dois séculos de cuidado, respeito e proximidade, se preocupando constantemente em oferecer excelência em seus processos; nos serviços oferecidos, a exemplo de suas linhas de marca própria Ever Care e V.It Care, que se destacam pela qualidade e o custo-benefício, e a garantia da satisfação do consumidor. Um reconhecimento comprovado com os resultados de pesquisas, como “O Melhor de São Paulo – Serviços”, e “Marcas Cariocas”, que elegeram as redes como as melhores farmácias de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente.

Hospital Edmundo Vasconcelos conquista primeiro lugar entre as Melhores Empresas para Trabalhar

Hospital-Edmundo-Vasconcelos-min-1024x410

O Hospital Edmundo Vasconcelos foi eleito, pelo terceiro ano consecutivo, como a Melhor Empresa para Trabalhar na área da saúde, na categoria Hospitais. A premiação é fruto de uma pesquisa realizada pelo GPTW- Great Place toWork, em parceria com a Informa Markets.

O GPTW é pioneiro em conduzir essa pesquisa, aplicada em 53 países. No Brasil, o Instituto promove e divulga mais de 40 rankings no âmbito nacional, regional, temático e setorial, dentre eles, o dedicado à área de saúde.

Desde a primeira edição, em 2016, o Hospital tem estado presente na seleção que estabelece um padrão de excelência e revela os melhores ambientes de trabalho dentre os participantes do estudo. Segundo o Diretor da Instituição, Dario Antonio Ferreira Neto, é uma honra ter esse reconhecimento por mais um ano.

"Estar entre as melhores no setor Saúde revela que nosso trabalho caminha no sentido correto, e que conseguimos, diariamente, traduzir nossos valores baseados na valorização de todos os profissionais. São esses profissionais que permitem que o Hospital seja uma referência na área", enfatiza.

HOSPITAL EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Hospital Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.000 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 - Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o primeiro lugar no Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar na categoria Saúde - Hospitais, conquistado por três anos consecutivos, 2017, 2018 e 2019.

Qualicorp alcança 92% das vendas via ferramenta digital

Fashion woman using tablet with sunbeams and lens flare
Fashion woman using tablet with sunbeams and lens flare

Comercialização online torna o processo mais ágil e seguro, além de reduzir custos

A Qualicorp - administradora de planos de saúde coletivos e prestadora de serviços em saúde – antecipou em quatro meses sua meta de vendas via ferramenta digital. A meta era até dezembro comercializar 80% das vidas por meio digital, mas, já no encerramento de agosto, as vendas digitais responderam por 92% das comercializações.

Desde maio deste ano, a Qualicorp intensificou as campanhas para a plataforma online com o objetivo de melhorar a experiência do cliente na compra do plano de saúde, além de tornar o processo mais ágil e seguro.

O sistema digital de vendas da Qualicorp torna o processo de implantação dos planos de saúde mais ágil e simplifica a elaboração das propostas comerciais. Com isso, a empresa prevê uma redução de custos de aproximadamente 41,5%, considerando a utilização de menos espaços físicos para armazenamento de documentos, menos deslocamentos com logística e diminuição do uso de papel, sendo que este último item evita a derrubada de cerca de 2 mil árvores por ano, área equivalente a um campo de futebol.

Além disso, a ferramenta digital também permite que o cliente assine a proposta de forma online, por meio de um token, e possibilita ao corretor o acompanhamento de todas as etapas do processo.

“Faz parte da estratégia de negócio da companhia investir em um processo de transformação digital, com o objetivo de facilitar e agilizar os procedimentos e tornar o atendimento mais eficiente. A partir das vendas via ferramenta digital conseguimos diminuir o prazo de aprovação de uma proposta em até sete vezes”, completa Carlos Eduardo Martins, Superintendente Geral Comercial da Qualicorp.

Cia. da Consulta participa do ‘Fórum de Clínicas’ do Healthcare Innovation Show 2019

HIS

O diretor médico da empresa, Dr. Felipe Folco, abordou sobre os benefícios das tecnologias a serviço dos médicos e dos pacientes

O diretor médico da Cia. da Consulta, Dr. Felipe Folco, participou na manhã de 18/09, do painel “Integração da Saúde Digital na rotina clínica”, Healthcare Innovation Show 2019, no São Paulo Expo.

Folco expôs sobre as soluções tecnológicas usadas pela Cia. da Consulta. “Buscamos ferramentas customizadas que contribuem para o dia a dia do médico e do paciente. Com o nosso sistema integrado conseguimos ter o histórico, permitindo um atendimento de qualidade”, afirma.

A companhia atua para mudar a relação médico-paciente, aproximando interesses para que a experiência de se cuidar seja impecável: da facilidade do agendamento até o atendimento atencioso e um ambiente acolhedor. “A tecnologia contribui neste processo proporcionando eficiência e agilidade em toda jornada. Com isso, o médico pode ter mais tempo com o paciente”, diz.

Outro ponto que Folco falou no evento foi sobre o cuidado com a segurança da informação. “É fundamental pensarmos na segurança de dados, pois temos todas as informações do paciente”, conta.

Sobre a Cia. da Consulta

A Cia. da Consulta é uma rede de clínicas independente que oferece serviços integrados com alta tecnologia e qualidade médica, relacionando consultas, exames e cirurgias em um único lugar. Disponibiliza mais de 38 especialidades médicas, como Cardiologia, Ginecologia, Dermatologia e Oftalmologia, além de 2000 exames laboratoriais e de imagem.  A empresa já possui 7 unidades na cidade de São Paulo.