ANS divulga resultados do Programa de Qualificação das Operadoras

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Nota de 2018, relativa ao ano-base 2017, é traduzida pelo IDSS; consulta pode ser feita pelo site

Estão disponíveis para consulta os resultados do Programa de Qualificação das Operadoras 2018 (ano-base 2017), iniciativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para o estímulo à qualidade dos planos de saúde. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (16/09), apontam que o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) geral do setor em 2017 foi de 0,7295, sendo 1,0 o valor máximo que pode ser atingido.

A nota do Programa de Qualificação é apurada através do cálculo da média ponderada dos Índices de Desempenho das operadoras. Das 1.019 operadoras ativas em 2017, 858 atenderam aos requisitos para a divulgação dos resultados.

O IDSS permite a comparação entre empresas, estimulando a disseminação de informações de forma transparente, a redução da assimetria de informação e a ampliação da concorrência no setor. Para o ano-base 2017, iniciou-se uma nova etapa do Programa de Qualificação, que passou a utilizar o TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar), um padrão de trocas eletrônicas de dados de atenção à saúde.

"A utilização do Padrão TISS possibilitou a ampliação do escopo do Programa, permitindo a introdução de novos indicadores ou de ajustes de outros, obtendo, assim, a melhor avaliação do desempenho das operadoras, em particular, em seus aspectos assistenciais", afirma Rodrigo Aguiar, Diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS.

A gerente de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade Setorial, Ana Paula Cavalcante, explica que metodologia foi totalmente modificada com os indicadores calculados sobre uma nova base de dados do TISS, conferindo maior fidedignidade aos dados. "Apesar de ser o mesmo programa de avaliação de desempenho das operadoras, os resultados não são totalmente comparáveis, mesmo assim, será possível conferir, no site da ANS, o histórico das notas desde o ano de 2008", destaca Ana Paula.

IDSS

Para o ano-base 2017, o Programa de Qualificação das Operadoras conta com quatro dimensões e é composto por um total de 29 indicadores, dos quais, 18 utilizam dados extraídos do Padrão TISS. Portanto, o novo IDSS-TISS apresenta indicadores que melhor discriminam o desempenho das operadoras em seus aspectos assistenciais. Destaca-se o Programa de Acreditação de Operadoras, que confere pontuação base de até 0,15 no IDSS para as empresas acreditadas.

Como forma de induzir o setor às melhores práticas e diferenciar as operadoras que aderem aos programas de indução da qualidade estabelecidos pela ANS, foi introduzido um maior número de indicadores bônus e de pontuação-base, em um esforço de integração entre os diversos programas de avaliação e indução da qualidade da ANS.

Outra novidade do Programa IDSS- TISS foi a inclusão de bônus na dimensão "Sustentabilidade do Mercado" pela realização voluntária de uma Pesquisa de Satisfação de Beneficiários orientada pelas diretrizes estabelecidas em um Documento Técnico elaborado pela ANS. Além disso, a participação da operadora em programas de Indução da Qualidade da ANS como o Parto Adequado, por exemplo, também confere pontuação extra na dimensão Qualidade de Atenção à Saúde.

Para conferir maior confiabilidade aos dados, foram destacados dois indicadores que buscam garantir a qualidade e a completude dos dados enviados:

  1. Completude dos dados enviados via TISS: indicador Razão de Completude do Envio dos Dados do Padrão TISS (Razão TISS); e
  2. Qualidade dos dados encaminhados para o sistema de Informação de beneficiários: Índice composto de Qualidade Cadastral (SIB) - Qualidade dos Dados de Cadastro do Cliente

Na plataforma eletrônica de divulgação, os resultados do Programa de Qualificação são apresentados por operadora, incluindo as opções de seleção por segmento (médico-hospitalar ou odontológica), faixa de avaliação e possibilidade de comparar na mesma tela os resultados das empresas. Além disso, estão disponíveis no portal da ANS diversos relatórios consolidados, incluindo o histórico dos resultados do IDSS por operadora desde o ano-base 2008.

Acesse a página do programa e faça a busca dos resultados por operadora.

Clique aqui e acesse o relatório completo.

A operadora deverá disponibilizar em seu portal na internet, em no máximo 30 dias, os resultados obtidos no Programa de Qualificação, além do link dos resultados divulgado pela ANS. Essas informações devem ser mantidas no site da operadora até a próxima divulgação do IDSS.

A ANS informa ainda que o prazo de recurso das operadoras é de 17 de setembro a 1º de outubro de 2019.

Pesquisa de Satisfação do Beneficiário

O IDSS no ano-base 2017 inovou ao estimular e orientar as operadoras de planos de saúde a realizarem uma Pesquisa de Satisfação de Beneficiários de Planos de Saúde, seguindo parâmetros técnicos que permitam pontuar e comparar as diferentes empresas que comercializam planos.

Das 1.008 operadoras avaliadas, 89 pontuaram no IDSS por terem realizado e enviado os dados da pesquisa para a ANS de acordo com as diretrizes estabelecidas. Essas 89 operadoras representam 42,19% dos beneficiários da saúde suplementar no ano-base 2017, ou seja 29,1 milhões de beneficiários.

A pesquisa apontou que mais de 80% dos beneficiários entrevistados recomendariam o plano de saúde para amigos ou familiares e qualificam seu plano de saúde como bom ou muito bom.

A participação na pesquisa foi voluntária e pode ser feita para obter pontuação no IDSS, caso seja aplicada de acordo com as diretrizes previstas no documento técnico elaborado pela ANS.

O acesso aos resultados detalhados da pesquisa está disponível no portal das operadoras.

Conheça as operadoras que realizaram a pesquisa – ano-base 2017.

Controlar a sinistralidade é uma questão de saúde financeira

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A saúde no Brasil ainda é uma questão que requer muito debate, por um lado acompanhamos a queda de braço na rede privada com relação aos reajustes aplicados – o índice neste ano chegou a quase 20% nos planos coletivos. Na outra ponta, acompanhamos a rede pública que é constantemente criticada pelo atendimento, mesmo assim, não significa que o custo do sistema seja baixo.

Para o setor produtivo, a questão tem igual importância já que o plano de saúde representa cerca de 35% dos custos com recursos humanos, ficando atrás apenas da folha de pagamento. No último ano, colocando na ponta do lápis, as empresas tiveram um aumento de quase 10% no custo com esse benefício.

Nesse sentido, não existe outra alternativa que não seja a de repassar a conta ao funcionário. Em muitos casos, a empresa acaba adotando contrapartidas como a implementação ou aumento do percentual de coparticipação, aumento da contribuição e mensalidade dos dependentes ou, ainda, acaba reduzindo os padrões de coberturas.

Por isso, a gestão desse benefício não pode ser negligenciada, é preciso acompanhar de perto. A principal ação, de início, é incentivar o uso consciente do plano, para que possa ter o resultado esperado de proporcionar qualidade de vida aos funcionários, além de contribuir com a produtividade.

No entanto, não podemos desconsiderar o fato de que o plano de saúde é um beneficio muito importante para o trabalhador em termos de segurança familiar. Diante de um cenário instável, como o atual, toda a atenção sobre o direcionamento da renda familiar deve ser bem gerida e ter dependentes cobertos por um plano tem grande valor.

O maior desafio para as empresas está em administrar de forma responsável esse custo e alinhar as reais necessidades dos colaboradores. Essa não é uma tarefa fácil, geralmente, os controles dos gastos recaem sobre a frequência do uso e pouco sobre os motivos da utilização.

Por outro lado, é preciso estabelecer alguns limites e fazer uma avaliação criteriosa da carteira, verificando quais são os fatores mais preocupantes. Diversos mecanismos podem ser utilizados, a exemplo de ações técnicas voltadas ao mapeamento dos tipos de sinistralidade e investigação das causas em potencial. Com essas informações, é possível estruturar a implementação de programas focados em prevenção.

Logo, planos baseados nas características peculiares de determinado contingente são capazes de atuar na utilização adequada dos recursos, objetivando a redução da sinistralidade. A consequência desse acompanhamento será percebida na redução dos índices de reajuste.

Além disso, a interação entre as áreas gestoras dos planos de saúde – Recursos Humanos e Financeira – também tem resultados significativos no controle dos custos. Por meio da troca de experiências, essas áreas conseguem estabelecer limites para assegurar uma visão adequada de indicadores qualitativos e quantitativos.

Outra forma de atuação, é a geração de um banco de dados com informações relevantes sobre a carteira, as formas de utilização e os custos. A definição de indicadores eficientes pode auxiliar na gestão dos planos, colaborando no processo de definições de estratégicas.

Um dos grandes motivadores para que este tipo de projeto ocorra é o potencial de economia que pode ser gerado, por meio de ações simples. É preciso atentar-se ao fato de que os planos empresariais representam 80% da cobertura privada, com cerca de 47 milhões de beneficiários, conforme dados da ANS (Agência Nacional de Saúde). Qualquer controle nessas carteiras resulta em economia para uma grande parcela da população atendida pelos planos coletivos.

Sobre o autor

Argimiro Espagnol Ferreira é CFO no Grupo Implus, especialista em Finanças Corporativas

Ergonomia é aliada do bem-estar de colaboradores e empresas

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Adaptações do ambiente de trabalho garantem qualidade de vida e previnem doenças ocupacionais

Um ambiente de trabalho confortável e seguro é imprescindível para o bem-estar de todo o colaborador. E, para que esse quadro seja uma realidade, são necessárias medidas preventivas e adequações periódicas por parte das empresas e também engajamento do conjunto de colaboradores. Ciência que estuda as adaptações do posto de trabalho em busca de soluções para melhorar a qualidade de vida e da atividade laboral, a ergonomia tem como principal foco trazer, de maneira eficaz, técnicas adaptativas para facilitar as atividades diárias dos trabalhadores, buscando prevenir patologias que podem surgir por esforço repetitivo e melhorando o rendimento dos colaboradores junto às empresas, o que ajuda no desenvolvimento de ações que trarão benefícios para a empresa e seus colaboradores.

Atividades realizadas em posição indevida, mobiliário mal conservado ou impróprio, uso incorreto de equipamentos, iluminação deficiente, jornadas longas e sem pausas, tensão permanente e movimentos repetitivos são gatilhos frequentes para uma série de males físicos, causando vulnerabilidade nas equipes e alto índice de absenteísmo por lesões e dores. No Brasil, o tema é regulamentado pelo ex-Ministério do Trabalho e Emprego (atual Secretaria de Trabalho, do Ministério da Economia) por meio da NR-17, conhecida também como Norma da Ergonomia. Com cumprimento obrigatório, a NR-17 estipula parâmetros para a boa condição de trabalho, com adaptação às características físicas e psicológicas dos empregados e oferecendo segurança durante o expediente.

Para o diretor-médico da RHMED|RHVIDA, dr. Geraldo Bachega, especialista em medicina do trabalho, a ergonomia é uma efetiva aliada no ambiente de trabalho, pois sedimenta a segurança dos colaboradores e, consequentemente, do conjunto da empresa: “Em linhas bem gerais, os principais parâmetros a serem observados são: levantamento e transporte de descarga; mobiliário; organização; ruídos; equipamentos; temperatura; umidade; condições ambientais e organização. Questões ligadas a tempo, ritmo e aspectos operacionais também devem ser levados em conta. Em cada atividade, a organização precisa focar nas especificidades e criar um planejamento capaz de abarcar todos os departamentos da empresa”.

Bachega ressalta que o engajamento das organizações no cumprimento das normas funciona como medida de prevenção e redução de ocorrências: “Analisar os ambientes de trabalho, processos e equipamentos que fazem parte das atividades laborais dos colaboradores é o primeiro passo para identificar a necessidade de adequação ergonômica. Produz-se um relatório técnico e, a partir das conclusões, são feitas observações e recomendações de melhorias no ambiente de trabalho. Os resultados permitem que a empresa se programe e priorize seus investimentos para diminuir e extinguir as ocorrências causadoras de mal-estar”, explica o diretor-médico.

Problemas ocupacionais mais comuns

A Norma de Ergonomia aconselha que a vistoria seja feita a cada alteração no ambiente de trabalho. O objetivo é maximizar a comodidade e a seguridade do trabalhador. “Para avaliar a adaptação das condições do meio às características psicofisiológicas dos colaboradores, o recomendado é a realização de vistoria técnica periódica a fim de formar parâmetros para adaptação das condições de trabalho dos colaboradores, oferecendo o máximo de conforto, eficiência e segurança do trabalho”, esclarece o médico.

Engajar os funcionários na prevenção de riscos ergonômicos é essencial no efetivo processo de prevenção dentro das organizações. “Eles são as melhores fontes para indicar, diagnosticar e prevenir problemas. Também, ao se sentirem seguros e valorizados, terão sua autoestima elevada e reforçarão seu compromisso com a própria segurança e com a do restante da equipe”, pondera Bachega.

Entre os problemas ocupacionais mais comuns estão as lesões por esforço repetitivo (LERs). A doença ocupacional atinge trabalhadores de diversos setores em todo o mundo. No Brasil, dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revelam que as LER são responsáveis por 11% de todo o universo de benefícios acidentários liberados pela previdência social em 2017, sendo fraturas de perna e tornozelo, punho e mão estão as segunda e terceira maior causa de afastamento.

O médico do trabalho alerta para situações facilmente prevenidas, como a má postura e suas consequências à saúde: “As LERs configuram a segunda maior causa de afastamento do trabalho no Brasil, com incidência majoritária justamente entre os profissionais na faixa etária de maior produtividade, de 30 a 40 anos de idade. Esforço físico pesado e posturas incorretas provocam fadiga, asma, dores musculares e fraqueza, além de contribuírem para o agravamento de doenças crônicas, como hipertensão arterial e problemas de coluna, entre outros”, observa dr. Geraldo.

O médico salienta que medidas como rodízio de atividades podem ajudar na ergonomia, mas não extinguem outras ameaças ao bem-estar do colaborador:  “De um modo geral, a ergonomia pode ser aplicada com exercícios laborais, intervalos regulares e rotatividade de tarefas, entre outras precauções. São reforços importantes no dia a dia, mas não chegam a eliminar totalmente riscos e problemas recorrentes. O ideal é que tais medidas venham acompanhadas de abordagem mais efetiva, com completa adaptação do ambiente de trabalho às funções desempenhadas e à carga horária do trabalhador”, conclui diretor-médico da RHMED|RHVIDA, dr. Geraldo Bachega, especialista em medicina do trabalho.

Diálogos sobre a Agenda Regulatória

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Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos fará rodada de reuniões com o setor

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por intermédio da diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos (DIPRO), realizará entre os dias 18 e 25/09, uma série de encontros com representantes do setor para debate sobre os pontos da Agenda Regulatória da ANS 2019-21 pertinentes à diretoria.

O propósito dos "Diálogos sobre a Agenda Regulatória" é promover discussões sobre os temas, garantindo maior transparência, previsibilidade e o acompanhamento pela sociedade dos compromissos preestabelecidos pela Agência.

As reuniões serão com as entidades que compõem a Câmara de Saúde Suplementar (CAMSS) e outras que serão convidadas pela DIPRO.

"A discussão com os atores do setor da saúde suplementar é imprescindível à Agenda Regulatória, instrumento de planejamento que orienta a atuação da ANS e estabelece os temas prioritários em determinado período", afirma o diretor da Dipro, Rogério Scarabel.

Nos encontros, serão discutidos os seguintes temas:

• Acesso a planos privados de assistência à saúde;

• Aperfeiçoamento das regras sobre transferência de carteiras;

• Aperfeiçoamento dos critérios para alteração de rede hospitalar;

• Aprimoramento das regras de notificação de inadimplência;

• Aprimoramento da Nota Técnica de Registro de Produtos;

• Estruturação e desenvolvimento de política para revisão técnica.

Posteriormente, o debate poderá ser ampliado a toda a sociedade por Consulta e Audiência Pública.

Acesse aqui para mais informações sobre a Agenda Regulatória da ANS.

Cardiologistas lançam Diretriz de Prevenção com novas estratégias para o combate das doenças cardiovasculares, principal causa de morte no país

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O documento inédito da Sociedade Brasileira de Cardiologia será apresentado no Congresso, que começa nesta sexta, em Porto Alegre, e traz conceitos novos para um coração saudável, como espiritualidade, fatores socioeconômicos e ambientais e emprego de vacinas

A atualização da Diretriz de Prevenção da Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC – constata que as taxas de mortes por doenças cardiovasculares por faixa etária estão diminuindo no Brasil, mas o número total de óbitos tem aumentado devido ao envelhecimento e adoecimento da população. O Brasil ganhou quase cinco milhões de idosos, desde 2012, que já são mais de 30 milhões no total, equivalente a três vezes a população de Portugal.

Em 2019, as doenças do coração serão responsáveis por 400 mil mortes, a principal causa, segundo o Cardiômetro da SBC. “O coração mata duas vezes mais que todos os tipos de câncer, 2,5 vezes mais que os acidentes e mortes decorrentes da violência e seis vezes mais que as infecções, incluídas as mortes por AIDS É uma epidemia que precisa ser combatida com prevenção”, afirma o diretor científico da SBC e um dos coordenadores da Diretriz, Dalton Précoma. O documento, voltado para orientar médicos e profissionais da saúde, atualiza as estratégias para abordar os fatores de risco clássicos que provocam as doenças do coração e analisa questões também relacionadas ao regionalismo do Brasil.

A taxa de mortalidade por doença cardiovascular atribuída à falta de atividade física diminuiu, nos últimos 25 anos no Brasil, em 45%, tanto para homens, quanto para mulheres, enquanto a média mundial esse índice ficou em apenas 24% para eles e 31% para elas. Os estados do sul e sudeste apresentaram as menores taxas de mortalidade pelo coração, devido à inatividade física. Enquanto estados como a Paraíba e o Maranhão apresentaram as maiores. “Se todos praticassem exercícios físicos com regularidade, os óbitos por doenças do coração cairiam em 15,8% para homens e 15,2% para mulheres”, completa Précoma que ressalta a importância de campanhas regionais de prevenção.

A Diretriz ainda discute novos conceitos como a necessidade de agregar o conhecimento de fatores de risco emergentes como a espiritualidade, que é abordada pela primeira vez como importante fator de prevenção; aspectos socioeconômicos e ambientais; bem como estratégias adicionais como o uso de vacinas. O documento revela que a hipertensão arterial, o tabagismo e o diabetes são os três fatores de risco que mais provocam mortes, seguidos pelo sedentarismo, sobrepeso/obesidade e colesterol alto.

As primeiras páginas da Diretriz orientam os médicos a estratificar o risco de cada pessoa em relação às doenças cardiovasculares e ordena as categorias em baixo, moderado e alto risco. “Indicamos os tratamentos, com base nas evidências, e estratégias para minimizar os riscos de um infarto ou AVC, mas o paciente tem que ajudar e fazer a sua parte para que viva mais e melhor”, conclui Précoma.

Práticas Assistenciais: avanços na atenção domiciliar será tema do III Summit NEAD

Práticas Assistenciais: avanços na atenção domiciliar será tema do III Summit NEAD

O evento anual de Educação Continuada NEAD já entrou para o calendário da Saúde como o mais importante do segmento de Atenção Domiciliar e tem por objetivo disseminar conteúdo de qualidade a respeito dos principais temas do setor e aproximar todos os interessados nessa modalidade de assistência.

Mais uma vez, renomados e experientes especialistas estarão reunidos para compartilhar conhecimentos, oferecer suas reflexões, experiências e opiniões sobre assuntos importantes do dia a dia de quem se envolve com a atividade de cuidar de pacientes nos seus domicílios. A iniciativa faz parte do Projeto Parceria Educacional NEAD e, além de aprimoramento e reciclagem profissional, é uma excelente oportunidade de networking.

O III Summit NEAD acontecerá no dia 26 de novembro de 2019, das 8 às 18 horas, no Teatro Shopping Frei Caneca, em São Paulo, e terá uma programação abrangente:

  • Farmácia Clínica para a Segurança do Paciente
  • Desmame da Ventilação Mecânica: Estratégias e Desafios
  • Transição do Cuidado do Pronto Atendimento para Atenção Domiciliar
  • Nutrição Parenteral Domiciliar
  • Mesa Redonda: Cuidados Paliativos

•        Ética e Judicialização em Cuidados Paliativos

•        Manejo da Dor e Sedação paliativa

•        Relato de Experiências

O evento será palco também do lançamento do Caderno de Boas Práticas NEAD Fascículo VI, que é um gabarito de recomendações técnicas, abrangendo assuntos relativos à desospitalização segura e já é referência no mercado.

Vale destacar que o III Summit NEAD tem como público alvo, além de gestores e equipes multidisciplinares das empresas de home care, os profissionais de hospitais e operadoras de planos de saúde ligados à desospitalização.

Informações e Inscrições:  http://www.neadsaude.org.br/summit_nead/

III Summit NEAD – Práticas Assistenciais: Avanços na Atenção Domiciliar

26 de novembro de 2019, das 8h00 às 18h

Teatro Shopping Frei Caneca • São Paulo • SP

www.neadsaude.org.br

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Health Techs: startup brasileira cria tecnologia que promove saúde e engaja pessoas

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Por meio de dispositivos wearables, IoT, Data Science e Inteligência Artificial, a startup health.D busca promover saúde por meio de ações preventivas, além de engajar pessoas a terem hábitos mais saudáveis.

De acordo com informações do Liga Insights Health, o Brasil possui mais de 260 health techs – startups com soluções para área da saúde. Os dados também mostram que o uso de Inteligência Artificial e Big Data podem gerar ganhos de até 35% em hospitais e clínicas médicas. Os avanços tecnológicos no setor da saúde ajudam a automatizar processos, organizar prontuários e otimizar diagnósticos e tratamentos de doenças, além de ajudar as pessoas a terem uma rotina de vida mais saudável.

Uma solução que está inovando ainda mais este segmento no Brasil foi criada pela health.D – startup que visa promover saúde e engajar pessoas em hábitos mais saudáveis a partir da integração de dispositivos (IoT) e wearables, tecnologias emergentes como Data Science e IA e conceitos de gamificação. A empresa faz parte do grupo FCamara – empresa brasileira de TI com foco em transformação digital – e oferece diversas funcionalidades que irão ajudar o paciente a agir de forma preventiva.

“Com o uso de dispositivos e wearables que coletam em tempo real dados de saúde comportamentais e contextuais, tais como batimento cardíaco, qualidade do sono, calorias, entre outros, é possível interromper hábitos inadequados e engajar o usuário para realizar atividades e movimentações físicas que proporcionem uma vida mais saudável. As funcionalidades da plataforma avisam o médico quando o paciente está entrando em uma situação de risco de saúde, para que os profissionais ajam de forma preventiva e antecipada”, explica Bruna Souza, 22 anos, cofundadora da startup.

Além disso, utilizando os serviços da startup será possível reunir em um único lugar inúmeros dispositivos de mercado a fim de utilizar os dados coletados de maneira estruturada, padronizada e inteligente. Outro diferencial é que a startup oferece também soluções customizadas, com práticas de Ciência de Dados e Inteligência Artificial para que insights sejam obtidos, a partir da identificação de padrões e desvios, a fim de promover saúde de maneira personalizada para cada perfil de pessoa.

Como surgiu a ideia

Idealizada por Kleber Santos, a startup nasceu dentro da FCamara. Ele identificou alguns problemas dentro das operadoras de saúde, clientes que já atendiam na empresa e pensou em uma solução para resolvê-los. “Verificamos que o modelo de gestão da saúde é bastante reativo e baseado da doença e isso dificulta a vida das operadoras de saúde, pois a conta não consegue fechar. Nossa ideia é ajudar essas empresas a trabalharem de maneira preventiva porque é um investimento mais inteligente e mais barato“, explica Kleber Santos, idealizador da startup.

Conheça as principais funções da plataforma

– Broker de integração: Permite conectar em um único lugar inúmeros dispositivos coletores de dados de saúde e wearables de mercado, independente de marcas, modelos e tipos.

- Portal Médico: Central responsável pelo acompanhamento dos indicadores clínicos por um profissional de saúde e com alertas inteligentes que notificam quando uma pessoa está em entrando em situação de risco a fim de que ações preventivas sejam tomadas.

– Aplicativo: Responsável pela coleta e envio de dados ao portal médico, além de diversas funcionalidades de gamificação e engajamento de hábitos saudáveis.

* Este texto sofreu alteração em 02/10/2019 a pedido da assessoria de imprensa da empresa responsável

Bradesco Saúde recebe nível máximo da ANS em qualificação

Bradesco Saúde recebe nível máximo da ANS em qualificação

A Bradesco Saúde mais uma vez se destaca por sua excelência e acaba de receber o nível máximo no Programa de Qualificação das Operadoras 2018 (ano-base 2017), divulgado na última segunda-feira (16/09) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Com pontuação de 0,96 (sendo 1 a nota máxima), a seguradora é uma das melhores do setor classificadas pela agência, que avaliou conjunto de ações com ênfase em promoção, prevenção e assistência à saúde prestada.

Segundo ANS, os dados apontam que o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) geral do setor foi de 0,7295. Das 1.019 operadoras ativas em 2017, 858 atenderam aos requisitos para divulgação dos resultados. A metodologia do programa leva em consideração diversos fatores, entre eles: sinergia entre os programas da ANS, foco em indicadores que avaliam a qualidade e pesquisa de satisfação do beneficiário.

Além disso, um dos indicadores se refere ao Programa de Acreditação de Operadoras, que confere pontuação até 0,15 no índice para empresas acreditadas. A Bradesco Saúde renovou, no fim de 2018, a certificação de Acreditação com nível máximo, após avaliação do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), e aferida pela ANS.

“A busca por melhores práticas em saúde e inovação sempre fez parte da cultura da empresa. Algumas dessas práticas inclusive anteciparam normas estabelecidas posteriormente pelo órgão regulador no mercado de Saúde Suplementar. É gratificante este reconhecimento da agência e só reforça nossa responsabilidade em manter a qualidade de nossa assistência”, afirma Flávio Bitter, diretor-gerente da Bradesco Saúde.

A Mediservice – operadora na modalidade de administração por pós-pagamento e controlada pela Bradesco Saúde – também obteve destaque na avaliação ao atingir a nota 0.8, com expressivas notas nos indicadores. A Odontoprev, que também faz parte do Grupo Bradesco Seguros, também conquistou a faixa máxima do IDSS, recebendo a nota 0.8, sendo a única operadora exclusivamente odontológica que está na faixa 1.

Estratégico, comprador deve desenvolver análise

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Buscar o menor preço de produtos ou serviços deixou de ser meta fundamental dos compradores que, nesta quinta-feira, dia 19/9, receberão homenagens pelo Dia do Comprador.

A função evoluiu. Hoje, exige-se do profissional capacidades que envolvem desde a integração de tecnologias, poder de análise, planejamento e até o cumprimento de processos legais e de integridade.

“O comprador deve assumir uma posição de analista, atento ao que acontece no mercado, empenhado em compreender a legislação, os conceitos de transparência, sustentabilidade, sempre com foco na realização de compras qualificadas”, explica Eduardo Menezes, diretor de Suprimentos da Pró-Saúde.

A instituição é uma das maiores entidades filantrópicas de gestão de serviços hospitalar do país. Está presente em municípios de todas as regiões brasileiras — desde grandes centros urbanos até lugares remotos, incrustados no meio da floresta amazônica. Na capital paulista, ainda realiza a gestão de quatro creches em uma das regiões mais populosas da cidade.

“Quase 80% das compras para os mais de 20 hospitais que a Pró-Saúde gerencia são realizadas pela sede corporativa, que fica em São Paulo”, ele conta. É onde atua uma equipe composta por outros 30 profissionais — a maioria dos quais contratados nos últimos dois anos.

Todos os meses, o time da Pró-Saúde realiza algo em torno de 6.000 compras de produtos utilizados na manutenção e operação das unidades de saúde. O volume de rotina chega a alcançar aproximadamente R$ 13 milhões por mês.

“Centralizar o processo de compra foi uma decisão estratégica para a Pró-Saúde — e é um caminho consolidado. Conseguimos aliar preço e qualidade. Com os investimentos feitos em tecnologia, também melhoramos a segurança da integridade, ampliamos a transparência e a isonomia junto aos fornecedores”, explica Menezes.

Ele acrescenta o planejamento como um divisor importante nas operações de compra. “Talvez um dos maiores desafios para quem atua na área de compras é superar a ação reativa, ou seja, só compro quando me solicitam”, resume.

“Na verdade, o comprador precisa identificar necessidades com antecedência para que possa realizar compras qualificadas — e essa condição só se alcança com planejamento. Quando falo em compra qualificada, destaco um compromisso que a instituição tem com os pacientes atendidos nos hospitais ou as crianças nas creches”, diz Menezes.

O grau de complexidade das operações de compras também exige que o profissional tenha o entendimento do contexto socioeconômico onde a unidade de saúde está inserida. “Há muitas variáveis que o comprador que atua na Pró-Saúde precisa considerar”, observa a gerente corporativa de Compras, Giselle Mayumi Ishiki.

Ela explica que, tão importante quanto a definição do fornecedor, é a logística que resulta na entrega dos produtos. “Saúde é um serviço em que o planejamento alcança uma importância fundamental. Por isso, a compra de produtos deve estar associada, impreterivelmente, à capacidade do fornecedor de entregar os produtos no prazo pactuado”, acrescenta.

As compras realizadas pela Pró-Saúde são feitas por meio de uma plataforma on-line, em que o rigor começa no credenciamento dos fornecedores. “Todo o processo é feito pelo sistema. É, de fato, uma qualificação que considera cumprimento da legislação e das boas práticas de mercado”, ela diz.

Atualmente, a Pró-Saúde tem cerca de 600 fornecedores credenciados. É diante deste universo que o comprador José Carlos Alves dos Santos atua diariamente. Administrador por formação, ele chegou na Pró-Saúde em 2015, como assistente.

Ele reforça o entendimento atual da profissão. “Não é mais o menor preço, mas o melhor preço”, resume. “O processo de compra envolve uma série de fatores — como as diferenças regionais e culturais de mercado num país que é imenso —, mas eu destacaria a necessidade de conhecer exatamente o que as áreas precisam e, sobretudo, os produtos que se está comprando”, comenta.

De acordo com José Carlos, o conceito de melhor preço envolve a qualidade da prestação de serviços. “Temos uma preocupação com a qualidade e processos administrativos que consideram essa condição. Ou seja, buscamos o menor preço sem abrir mão da qualidade”, acrescenta o comprador.

A compradora Caroline Coriolano, que assumiu a função neste ano, já demonstra um entendimento apurado da profissão. “A transparência é algo que levamos muito a sério. Ao final de cada compra, todos os clientes têm acesso a uma ata contendo o histórico da operação. Ou seja, tudo é rastreado e compartilhado. Essa dinâmica nos dá segurança para atuar”, explica.

Caroline também reforça a percepção de seu colega, José Carlos. Ela diz que conhecer as características dos produtos e como eles serão utilizados é outro diferencial importante. “Um hospital é um universo a parte porque cada produto tem uma especificidade complexa e, nesse contexto, exigir qualidade é vital para que os profissionais das unidades de saúde tenham condições de atender bem o paciente”, observa Caroline.

Startup PGS Medical recebe Selo GovTech

Startup PGS Medical recebe Selo GovTech

A primeira startup público-privada do Brasil, PGS Medical, recebeu o Selo GovTech, do BrazilLAB, que certifica startups aptas a trabalharem e venderem seus serviços para diferentes órgãos do governo. As GovTechs, como são chamadas, formam uma rede de empreendedores que possuem soluções tecnológicas para os desafios enfrentados na esfera pública.

A PGS Medical é responsável pelo desenvolvimento de uma plataforma de gestão de atendimento para o Sistema Público de Saúde (SUS). Por meio da implantação de um Centro Altamente Resolutivo (CAR) nas unidades de saúde e do uso do software, os pacientes portadores de doenças crônicas passam a receber um atendimento personalizado e acompanhamento periódico.

Com isso, o número de atendimentos presenciais destes pacientes nas unidades de saúde pública de Penedo (AL), cidade que recebeu o projeto piloto, caiu 90% e o número de internações teve redução de 66%. A queda no custo por paciente atendido também teve redução de 80%.

“Nossa intenção é estender o atendimento para um número maior de pacientes. Já a economia gerada aos cofres públicos, será aplicada na atenção básica”, ressalta Marcius Betrão, prefeito de Penedo.

PGS Medical

Criada a partir da regulamentação da Lei de Inovação, a PGS Medical tem o propósito de desenvolver tecnologias e implantar novos processos na área de saúde pública no Brasil.

O objetivo é a redução do encaminhamento do paciente para tratamentos de alta e média complexidade, a integração e a análise compartilhada dos diagnósticos, melhor performance no uso de equipamentos e infraestrutura, além da prevenção substancial das doenças crônicas.

“A intenção da PGS Medical agora, é levar essa tecnologia para mais municípios brasileiros”, explica o cofundador da PGS Medical, Wagner Marques.

Selo GovTech

O Selo GovTech é uma certificação independente concedida pelo BrazilLAB, organização não governamental sediada em São Paulo-SP. A BrazilLAB é o primeiro hub de inovação que acelera startups e conecta empreendedores com o setor público.A plataforma Selo GovTech é uma vitrine para as startups e para os gestores públicos do país.