faz parte da divisão da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

ABRAIDI participa do Fórum mundial de Ética Empresarial para Dispositivos Médicos Implantáveis da APEC

APEC_Chile 2019.09.09

Encontro é realizado em Santiago do Chile e reúne países membros e convidados, como o Brasil, Suíça, Uruguai, entre outros

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde – ABRAIDI, Bruno Bezerra, está em Santiago do Chile para participar do Fórum de Ética Empresarial para DMIs da APEC. A Cooperação Econômica Ásia-Pacífico – APEC, sigla em inglês – é uma entidade internacional de 21 países-membros localizados no Círculo do Pacífico, que visa promover o livre comércio e a cooperação econômica em toda a região da Ásia-Pacífico, mas que também reúne nações convidadas, como o Brasil.

Bezerra esteve presente nos debates sobre as perspectivas e desafios dos distribuidores, em relação também aos programas de ética e integridade. Participaram da mesa com o diretor da ABRAIDI, Michelle Wagner da Austrália, Eduardo Del Solar do Chile, Ma Ensheng da China, e Omar Neyra do Peru.

“O problema dos prazos de pagamento foi bastante comentado pelo representante do Chile. Assim como na Argentina e no Brasil, os distribuidores sofrem com atrasos. Detalhamos a questão da retenção de faturamento e os dados obtidos com o estudo ‘O Ciclo de Fornecimento de Produtos para Saúde no Brasil’”, contou Bezerra. O diretor da ABRAIDI propôs, pela importância, que a discussão seja feita também no âmbito da APEC e da Coalizão Interamericana de Ética porque os atrasos representam uma janela para a corrupção e problemas éticos com os distribuidores.

Os presentes ainda ressaltaram a necessidade de envolver os compradores na discussão do compliance. O representante do Peru comentou que os governos poderiam começar comprando apenas de quem tem programas de compliance. “Lembrei que, no Brasil, é preciso trazer os hospitais e operadoras para a mesa e discutir isso”, completou Bruno Bezerra.

Outro tema debatido foram os modelos de contratos entre fabricantes e distribuidores. “É necessário que os distribuidores façam contratos com os clientes incluindo questões chave como condições de fornecimento e de pagamento. O suporte dos fabricantes é vital para fortalecer a ação e evitar problemas de ética no setor”, afirmou o diretor da ABRAIDI.

Ainda foram discutidas questões envolvendo programas de compliance, forma de uso de materiais e treinamentos, certificação, entre outros. O evento está sendo realizado de hoje até amanhã, 9 e 10 de setembro, no Sheraton Hotel Santiago.

Já ouviu falar em UX? Saiba como esse conceito da tecnologia auxilia no dia a dia médico

Evaluate Evaluating Evaluation Statistics Questionaire Concept
Evaluate Evaluating Evaluation Statistics Questionaire Concept

Uma das principais reclamações dos pacientes gira em torno da experiência que eles têm nos consultórios. Muitos sofrem com dores e problemas de saúde e, mesmo assim, precisam lidar com uma estrutura altamente burocratizada, que os fazem preencher e assinar papéis e guias de convênios, esperar longo tempo na recepção para, no fim, ser atendido em poucos minutos por médicos que sequer olham para o histórico médico. Para resolver esta situação, os profissionais e instituições de saúde começam a apostar em um novo conceito: a experiência do usuário (UX).

O termo é proveniente da tecnologia e começou a ganhar forma a partir dos anos 1990. De forma resumida, diz respeito ao desenvolvimento de produtos e serviços que oferecem a melhora experiência possível às pessoas, ou seja, que entreguem valor de forma rápido, eficiente e sem qualquer problema. É algo que ocupa o topo das prioridades para 80% dos profissionais de tecnologia de hospitais e clínicas, de acordo com pesquisa realizada pelo Impact Advisors e Scottsdale Institute.

No caso da medicina, a experiência do usuário (UX) refere-se à capacidade do médico e do consultório de oferecer o melhor tratamento, respeitando as necessidades do paciente e, principalmente, utilizando os melhores recursos disponíveis. Hoje, mais do que ser atendido rapidamente, a pessoa quer ter a certeza de que a consulta vai ser produtiva, isto é, capaz de oferecer uma solução para as dores e/ou problemas que enfrenta. Não há nada mais frustrante do que esperar semanas pelo atendimento e continuar sofrendo porque o profissional foi incapaz de fazer um diagnóstico preciso – ainda que tenha diversos recursos tecnológicos à disposição para este fim.

Hoje, paciente satisfeito não é aquele que está curado de seus problemas, mas sim quem foi bem atendido ao longo de sua jornada dentro do consultório. A grande maioria do setor ainda insiste em um modelo de gestão que privilegia o mínimo contato entre médico e pessoa e que não agiliza processos burocráticos, como o cadastro. A forma como o usuário avalia produtos e serviços mudou radicalmente nas últimas duas décadas e a opinião deles nas mídias digitais pode determinar o sucesso, ou o fracasso de uma organização, inclusive na medicina. É preciso garantir que todos os procedimentos levem em conta os desejos desses “consumidores”.

Não é uma tarefa fácil, mas já recursos disponíveis que auxiliam os médicos a melhorarem a experiência dos pacientes no dia a dia de seu consultório. O mais importante deles é o prontuário eletrônico por conseguir centralizar todas as informações essenciais para a gestão do local, como histórico médico, receituário, dados cadastrais, recibos fiscais, entre outros. Com eles, é possível cruzar análises e realizar, enfim, uma consulta mais prática e eficiente, reduzindo o tempo de espera na recepção e sem ter que repetir perguntas sobre o quadro clínico do paciente. Em suma, ele pode focar naquilo que se preparou em sua formação: cuidar e melhorar a vida de seus pacientes.

Quando falamos de tecnologia na área médica, normalmente associamos aos equipamentos que aprimoram e facilitam cirurgias complicadas. Entretanto, essa relação vai muito além disso. Os recursos tecnológicos, dos mais complexos aos mais simples, só cumprem seu propósito se conseguem melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O primeiro passo para isso é garantir que a experiência do usuário (UX) sempre seja a melhor possível para que ele se sinta amparado em um importante momento de sua vida.

Overuse, uma prática a ser combatida para a melhoria da gestão

Luiz De Luca_reduzida

A Saúde padece de um mal sistêmico: o uso exagerado de procedimentos desnecessários. O overuse, como essa situação é conhecida, é resultado da falta de gestão de recursos, que podem ser minimizados e controlados com políticas institucionais, protocolos clínicos, uso de tecnologia adequada para o acompanhamento do paciente e com a melhora da qualidade dos processos, como o que é proposto pelos padrões de acreditação da Joint Commission International, a JCI, representada no Brasil pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA). Na saúde norte-americana, os gastos com overuse e não conformidade chegam a mais de 30% do PIB, semelhante ao que acontece no Brasil, segundo estimativas da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

A não utilização correta dos recursos e de um bom sistema clínico geram, dessa forma, disfunções que atingem diretamente a sustentabilidade do sistema de saúde de forma geral. A má gestão ou a falta de recursos adequados gera uma queda na eficiência. Pedidos exagerados de exames, prescrição de medicamento desnecessário, tempo maior de internação, mais de um médico alocado no cuidado do paciente clínico, falta de protocolo ou condutas clínicas determinadas, entre outros, são sintomas que podem levar ao overuse por desatenção ou imaturidade gerencial.

O conselheiro de empresas e advisor do setor de saúde, Luiz De Luca, ressalta que o overuse não resulta apenas no encarecimento do sistema, mas também se reflete no tratamento do paciente. “Nesse cenário, o sistema fica sem controle e o processo assistencial desgovernado. A falta de uma adequada gestão hospitalar permite as aberrações do ponto de vista do maior número de exames, maior permanência do paciente dentro do ambiente intra-hospitalar, utilização maior de recursos, seja por estar no leito de maneira não controlada pelo tempo de permanência, ou a gestão não-adequada de custo de material que está sendo aplicada a ele. Esses são sintomas que mostram uma utilização de recursos que está sendo menos eficiente e que não agrega nenhum fator de definição clínica melhor que beneficie o paciente no processo intra-hospitalar”, aponta.

Além disso, há instituições que se valem da ineficiência do sistema para majorar a utilização dos recursos hospitalares, oferecendo um material mais caro, um tempo maior dentro da instituição ou exames que não deveriam ser repetidos, por exemplo. “O problema é sistêmico. Existem oportunidades para o erro que permitem que a incompetência seja soberana em todas as áreas. Mas é preciso corrigir o problema”, afirma De Luca. “Como todo modelo de imaturidade de gestão, se olharmos o sistema que tem uma baixa mensuração ou uma mensuração inadequada dos resultados clínicos, ele permite a utilização acima do que deveria. Acredito que o processo de maturação vem de todo o sistema, seja ele a entidade contratante, que faz a interface de pagamentos; da empresa que paga o plano de saúde para os seus colaboradores, que também deveria monitorar esse custo assistencial ou a utilização desses recursos assistenciais em relação aos seus funcionários; ao corpo médico, que deveria ser mais efetivo ao solicitar um exame ou determinado material; ao gestor hospitalar, para ser mais coerente com suas condutas clínicas e que levam ao modelo de protocolo e avaliações multidisciplinares com mais eficiência; e, ao final, o próprio usuário do sistema, que deveria ser crítico, questionando o porquê de estar repetindo exames, por exemplo”, diz.

Melhorias

De Luca também defende que o usuário deveria ser o árbitro do processo. Ao invés de ir ao médico e ficar insatisfeito se o profissional não pede um exame ou determinado procedimento, ele deveria pedir por um tempo adequado de atendimento, que garantisse uma boa análise clínica. No entanto, os próprios médicos sustentam suas análises nos exames, quer para suprimir uma deficiência educacional dentro de um processo clínico, ou simplesmente porque precisam atender mais pacientes em menor tempo.

O uso da medicina preventiva, a definição do melhor tratamento para o paciente por meio da medicina personalizada e uma medicina mais sistêmica, com uso de protocolos e sistemas tecnológicos, podem garantir um fluxo mais adequado de processos e decisões clínicas que ajudem a ter um atendimento de forma mais padronizada. “Isso, sim, produz uma medicina melhor gerida em relação aos recursos”, garante Luiz De Luca. Ele afirma que o ponto principal é que a instituição se preocupe com seus processos em relação às condutas clínicas e de gestão, trabalhando no processo de eficiência. “Para trabalhar o sistema em nível de qualidade superior está ancorado nesses recursos: prevenção, que leva à detecção de um problema, que segue uma linha de conduta clínica que melhor vai fazer a gestão de recursos de acordo com aquele paciente e patologia”, complementa.

Nesse sentido, a qualidade da gestão segue os padrões definidos pela acreditação JCI. “Falamos de qualidade de uma maneira simplista. Entendemos que a qualidade é o conjunto de todos os atributos citados. De fato, o processo de acreditação internacional traz uma outra referência da gestão e da inscrição clínica do paciente exatamente por essas etapas: desde o processo que vou canalizar o paciente em uma atividade adequada no ambiente pré, intra ou pós-hospitalar”, diz De Luca. Ele afirma, ainda, que os desafios de processos de acreditação em tempos futuros são firmados em como monitorar, avaliar e fazer uma auditoria dos processos. “Não tenho nenhuma dúvida da importância e relevância dos processos através da acreditação hospitalar, especificamente da Joint Commission International, que traz melhoria para as instituições. A acreditação conduz a processos para melhorar essa eficiência. Por exemplo, o evento adverso em uma instituição que é acreditada pela JCI passa por uma avaliação, onde você aprende quais são os fatores que levaram a isso e o corrige o mais rápido possível, para que não se repita. Isso é fazer um controle sistêmico”, enfatiza.

“Os padrões e requisitos da JCI têm buscado abordar e tratar do tema de forma mais específica, introduzindo a necessidade dos responsáveis avaliarem a relação custo-efetividade de seus serviços”, cita Heleno Costa Jr. Como exemplo, no Capítulo de Governança, Direção e Liderança (GLD) foi incluído o padrão que determina que o diretor geral e a liderança do hospital também avaliam o impacto das melhorias que aborda os seguintes itens: “medir a melhoria da eficiência de um processo clínico complexo e/ou identificar reduções no custo e no uso de recursos após a melhoria de um processo; medir como o impacto de uma melhoria ajuda a compreender os custos relativos do investimento em qualidade e o retorno humano, financeiro e outros retornos sobre esse investimento; se o diretor geral e a liderança do hospital apoiam a criação de ferramentas simples para determinar o uso de recursos do processo antigo e para avaliar um processo novo; entender como o impacto de uma melhoria no resultado do paciente, o custo relativo e a eficiência do processo resultante contribuem para a melhor definição de prioridades futuras, tanto em nível organizacional como em nível departamental/serviço.

Hospital Placi realiza simpósio para discutir o cenário atual das unidades de transição no Brasil

Hospital Placi realiza simpósio para discutir o cenário atual das unidades de transição no Brasil

Médicos e profissionais de saúde vão debater, no dia 20/09, no Rio de Janeiro, aprimoramento do modelo de transição e melhor integração no sistema de saúde

Com o objetivo de discutir o modelo de transição e apontar caminhos de aprimoramento e integração no sistema de saúde, o Hospital Placi, pioneiro na implantação dos cuidados de transição no Brasil, realizará o III Simpósio Placi – Cuidados de Transição, que reunirá no dia 20/09 (sexta-feira), no Rio de Janeiro, médicos e profissionais de diferentes áreas da Saúde para refletir o cenário atual das unidades de transição no Brasil.

O evento será aberto com uma introdução apresentada pelo diretor-presidente do Placi, Dr. Carlos Alberto Chiesa, sobre a “Inserção das Unidades de Transição na Jornada de Cuidado do Paciente”. De acordo com o Dr. Chiesa, “diante da mudança nos perfis demográfico e epidemiológico da população, o hospital de transição veio para ocupar uma lacuna assistencial por assistência integral e multidisciplinar a pacientes que necessitam de reabilitação, cuidados paliativos e assistência continuada, mas por se tratar de uma iniciativa ainda pouco disseminada no País, é fundamental discutir melhores práticas associadas ao modelo”, aponta.

A programação trará para o debate um painel sobre “Unidades de Transição no Brasil: onde estamos?”, com a participação do superintendente executivo da Bradesco Seguros, Paulo Prado; do gerente médico das Unidades de Terapia Intensiva do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), Moyzes Damasceno; e do diretor executivo da Clínica Florence, Lucas Andrade. A mediação das discussões será conduzida pelo Dr. Sergio Candio, assessor de Negócios e Relacionamento do Placi.

Na sequência, o coordenador médico do Placi, Dr. Eduardo Prezzi; e a coordenadora de Enfermagem da Clínica Florence, Flavia Ferreira, vão propor um intercâmbio de experiências sobre “Alta da Unidade de Transição: como garantir?”, abordando a porta de entrada no hospital, o caminho e a importância da alta segura para os pacientes.

O simpósio contará ainda com uma conferência de atualização que será ministrada pela Dra. Milene Ferreira, médica fisiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, na qual a especialista trará informações sobre “Reabilitação: o que existe e o que vem por aí?”. Em seguida, profissionais de diferentes áreas de Saúde, que integram as equipes interdisciplinares do Hospital Placi, vão promover oficinas voltadas à atualização de conhecimentos.

Nesse contexto, nutricionistas e fonoaudiólogos farão uma oficina sobre o uso de espessantes, texturas e receitas na rotina hospitalar. Psicólogos e assistentes sociais vão trazer para a prática experiências vivenciadas com pacientes e familiares. Para orientar o posicionamento dos profissionais ao lidar com questões delicadas relacionadas à vida e à saúde, a coordenadora médica do Placi, Dra. Lívia Coelho, falará sobre conversas difíceis após exibição de vídeo sobre o tema.

Já os profissionais de Terapia Ocupacional, Fisioterapia e Musicoterapia farão uma demonstração de práticas cognitivas e funcionais que dão suporte à reabilitação e à recuperação dos pacientes no dia a dia da assistência. No encerramento, a gerente de relacionamento do Placi, Flavia Fonseca, apresentará dados que envolveram a trajetória das duas unidades da rede hospitalar Placi, que alcançaram, em agosto, a marca de 1.000 internações, apontando dificuldades, soluções e desafios.

Inscrições gratuitas. Para fazer a inscrição, acesse o link.

Pró-Saúde promove pesquisa interna inédita para seus 16 mil colaboradores

pesquisa interna pro saude

A melhoria dos indicadores de gestão de qualquer organização empresarial passa pelo desempenho das pessoas, algo diretamente ligado à energia e satisfação que movem o trabalhador. Essa percepção deu origem ao termo Administração Científica, cunhado pelo americano Frederick Taylor, no início do século passado.

Taylor pregava que o gerente precisa ter a compreensão ampla de cada integrante de sua equipe, não apenas em desempenho, mas questões subjetivas que envolvem caráter, natureza, limitações e potencial de desenvolvimento.

Em 1911, ele publicou o livro "Os Princípios da Administração Científica", obra que virou referência para gestores e que praticamente mudou a compreensão corporativa sobre papel do trabalhar em uma organização.

"Essa compreensão evoluiu para o que se conhece como Pesquisa de Clima Organizacional, um dos instrumentos de gestão fundamental para que possamos promover a satisfação do trabalhador e, consequentemente, a otimização de custos e melhoria da qualidade dos serviços", resume o diretor Executivo-Geral da Pró-Saúde, Miguel Paulo Duarte Neto.

Nesta semana, Neto está empenhado em mobilizar os 16 mil profissionais que atuam na entidade filantrópica para que respondam à Pesquisa de Clima Organizacional.

"A Pró-Saúde sempre fez esse tipo de estudo junto aos colaboradores, mas esta é a primeira vez que o trabalho é feito de maneira padronizada, alcançando de uma só vez profissionais que atuam em todas as unidades de saúde e de educação gerenciadas pela instituição", comenta.

Para superar dificuldades inerentes à este tipo de operação, o executivo recorreu à tecnologia. "Toda a Pesquisa de Clima Organizacional está sendo feita pela internet pela Diretoria de Gestão de Pessoas. Mobilizamos os líderes das unidades de saúde e de educação para que orientassem suas equipes a responder à pesquisa", contou.

A preocupação teve fundamento. Cada colaborador, independentemente da complexidade de seu conhecimento, deve responder anônima e voluntariamente a um questionário com mais de 80 perguntas, divididas em várias áreas — desde ambiente interno de trabalho, condutas de integridade administrativa e até a percepção que têm da Pró-Saúde.

"As respostas serão um ativo importantíssimo para a gestão que realizamos. É pode meio da percepção de quem vive o dia a dia de atendimento direto aos pacientes que podemos aprimorar os processos e melhorar a qualidade dos serviços prestados à população", afirmou.

Para se ter uma ideia da abrangência, as unidades gerenciadas da Pró-Saúde estão presentes em municípios de todas as regiões do País. Os números da entidade mostram que são mais de 1,1 milhão de pessoas atendidas todos os meses. Há desde hospitais de ponta localizados em grandes centros urbanos a unidades de saúde cujo acesso pode ser feito somente de barco.

"Também enfrentamos outras dificuldades, como a diferença de infraestrutura tecnológica existente em cada município. Em grandes centros, por exemplo, a conexão à internet é estável e rápida. Em outros municípios, mais distantes, além da lentidão, há problemas com a instabilidade. Mas estamos acostumados a lidar com isso", observa Miguel.

Internamente, a expectativa da instituição em relação aos resultados da Pesquisa de Clima Organizacional é importante. O diretor Geral da Pró-Saúde destacou que as respostas vão ajudar a identificar os caminhos para melhorar desde o engajamento entre os colaboradores até possibilidades de redução de custo.

"Na gestão de grandes instituições, como é o caso da Pró-Saúde, muitas vezes uma simples mudança pode gerar um impacto positivo considerável no budget anual. Veja, todos os meses a entidade realiza mais de seis mil compras. Nossa plataforma digital possui mais de 300 fornecedores homologados. Ou seja, é um grande volume operacional", explica Miguel.

Só no Estado do Pará, atualmente sua principal praça de atuação, a entidade faz a gestão de três hospitais privados e outros sete públicos, do governo estadual — dos quais dois estão entre os dez melhores do País. Trata-se de um universo onde trabalham mais de 5.400 profissionais.

A Pesquisa de Clima Organizacional na sede corporativa e nas unidades sob gestão da Pró-Saúde, que começou no dia 2, tem previsão de término no dia 16/9. Além dos 22 hospitais, a entidade também faz a gestão de quatro Centros de Educação Infantil na capital paulista.

“O clima organizacional é uma percepção muito importante de cada colaborador sobre a instituição e o ambiente de trabalho. A participação de todos os colaboradores é essencial para compreender o dia a dia de trabalho e os aspectos necessários para melhorar a instituição”, afirmou o presidente da Pró-Saúde, dom Eurico dos Santos Veloso, no lançamento da campanha interna.

A Pró-Saúde também vai apurar na Pesquisa de Clima a percepção e nível de conhecimento dos colaboradores sobre as ações de governança corporativa, Código de Ética e de Conduta e Política de Integridade.

Hospital Sabará lança canal de saúde infantil no YouTube

Hospital Sabará lança canal de saúde infantil no YouTube

Plataforma estreia com websérie sobre pacientes e suas histórias de superação

Está no ar o canal Saúde da Infância, que estreia nesta semana com uma websérie sobre as experiências de alguns pacientes em seu processo de tratamento. A primeira série terá 3 episódios, com um pequeno recorte da vida dessas crianças, suas famílias, amigos, e o caminho que percorreram em busca da saúde e de uma infância plena. A iniciativa, pioneira no país, é da Fundação José Luiz Egydio Setúbal, mantenedora do Hospital infantil Sabará e do Instituto Pensi – seu braço de pesquisa e ensino.

No primeiro episódio, acompanhamos a trajetória de Luiza, diagnosticada com diabetes aos 13 anos. Já o segundo vídeo conta a história de Clara, que superou a leucemia. A partir de agora, toda a semana haverá um novo episódio no ar. E além desta websérie, outras duas (com 36 episódios) estão programadas para lançamento nos próximos meses, tratando de assuntos como Autismo, a saúde dentro das nossas casas e sobre o Child Life Specialist, profissional comum nos hospitais infantis norte-americanos, que o Sabará está iniciando a formação no Brasil.

A curadoria de conteúdo é da equipe interna de marketing do Sabará e Pensi. José Luiz Setúbal, pediatra e presidente da Fundação, conta que "sentíamos a necessidade de propagar informação sobre saúde, e não doença. Hoje no Youtube fala-se muito sobre sintomas, tratamentos, mas pouco sobre a promoção da saúde de forma holística. Com este novo canal queremos entrar na casa das pessoas, conversar diretamente com às famílias, e melhorar a forma com que cuidamos das nossas crianças".

A assinatura das webséries é da MOVA, empresa de mídia com foco estratégico em conteúdo para impacto socioambiental. Especializados em criar produtos que inspiram e mobilizam mudanças por meio da cocriação em rede, estimulam a melhoria na qualidade de vida das comunidades em que atuam. Trabalham com alguns dos principais protagonistas da inovação social no Brasil, como Instituto Alana, Fundação Lemann, GIFE, Fundação Tide Setúbal e Fundação José Luiz Egydio Setúbal.

Acesse o canal.

Presidente do Instituto Ética Saúde recebe Prêmio Compliance Across Americas

IMG_3133

Gláucio Pegurin Libório, presidente do Conselho de Administração do Instituto Ética Saúde, foi um dos ganhadores do Prêmio Compliance Across Americas, entregue no dia 6 de setembro, em São Paulo. “Este prêmio é um reconhecimento aos esforços de cidadãos que estão disseminando a cultura de integridade no Brasil e ajudando a mudar o mundo por meio do Compliance”, afirmou o idealizador e organizador do II Compliance Across Americas, evento realizado no Centro de Convenções Rebouças.

Ao ser chamado ao palco, Gláucio Libório foi parabenizado por atuar em uma área tão sensível quanto a da Saúde. “Me sinto honrado pela homenagem e a estendo a todos aqueles que batalham diariamente pela transparência no nosso setor. Vale a pena ser Compliance, mas a recompensa vem no médio e longo prazo e muitas empresas ficam pelo caminho. É um desafio dramático que temos que vencer com o apoio das fontes pagadoras que dificilmente premiam as empresas que buscam o caminho da integridade”, afirmou.

Mais cedo, Libório participou do painel sobre Health Care Compliance e abordou os problemas de reputação enfrentados pelo setor no passado, num ambiente de muitos desvios. “O IES, que teve a sua idealização antes da Máfia das Próteses, teve o seu lançamento abreviado para trazer mais transparência ao setor num conceito de auto-regulação, em junho de 2015”, lembrou. O presidente do Conselho de Administração ainda esclareceu sobre o funcionamento do Canal de Denúncias do IES, com independência e acordos de cooperação com órgãos de controle.

Ele debateu com Amanda Rocabado Nogueira, representando a Stryker, Gabriela Ignotti Pellegrino da Edwards Lifesciences, e Bruno Boldrin Bezerra, diretor executivo da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI). Também participaram do evento pelo Instituto Ética Saúde o diretor técnico, Sérgio Madeira, e o assessor de Relações Institucionais, Carlos Eduardo Gouvêa.

Planos de saúde registram menor número de beneficiários desde março de 2012

Sick Patient Visiting Doctor In Health Care Center Or Emergency
Sick patient visiting doctor in health care center or emergency room. Woman in appointment and meeting with physician or nurse. Specialist writing prescription to clipboard or notes to medical record.

Levantamento do IESS destaca que, apesar da retração, não há motivos para alarme

Mais de 133 mil vínculos com planos de saúde médico-hospitalares foram rompidos entre julho de 2019 e o mesmo mês do ano passado. Com a queda de 0,3% apontada pela Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o setor passou a atender 46,99 milhões de beneficiários. Esta é a primeira vez desde março de 2012 que as carteiras das Operadoras de Planos de Saúde contam com menos de 47 milhões de vínculos.

José Cechin, superintendente executivo do IESS, pondera que apesar de os números parecerem negativos em uma primeira análise, podem ser encarados apenas como o setor "andando de lado". "O setor está patinando, mas não há uma indicação de que devemos iniciar um período de retração no total de beneficiários como aconteceu a partir de dezembro de 2014", analisa. "A saúde suplementar, assim como a economia de forma geral, vem ensaiando um processo de recuperação que está demorando mais para engatar do que os analistas de mercado previam. No momento, há mais indícios de que essa ligeira variação negativa seja um soluço do que uma inversão de expectativas", completa.

Segundo os dados da NAB, dos 133,3 mil vínculos rompidos nos 12 meses encerrados em julho de 2019, 91,1 mil concentram-se no Estado de São Paulo. "Enquanto o Centro-Oeste e o Norte do País tiveram aumento no total de beneficiários, o Sul, o Sudeste e o Nordeste tiveram retração. Sendo que o recuo mais expressivo em números absolutos foi mesmo o de São Paulo. Por outro lado, 91,1 mil vínculos não representam nem mesmo 1% do total de beneficiários no Estado", explica Cechin. "Logo, o setor deve ficar atento a este comportamento, mas ainda não é nada alarmante", afirma.

A NAB ainda indica que apesar de o total de beneficiários ter caído como um todo, houve aumento de 2,2% na quantidade de vínculos com pessoas de 59 anos ou mais, o que equivale a 147,3 mil novos contratos. "Há alguns grupos etários e atividades econômicas, como o setor agroindustrial, que continuam contratando planos de saúde médico-hospitalares. É preciso analisar profundamente esses segmentos para ver o que tem influenciado positivamente esse comportamento e como replicá-lo em outras atividades", conclui Cechin.

Planos Odontológicos

Enquanto o mercado médico-hospitalar ainda está tentando voltar a crescer, o segmento de planos exclusivamente odontológicos tem apresentado avanços expressivos. Entre julho de 2018 e o mesmo mês de 2019, o setor cresceu 6,2%, somando 1,5 milhão de novos vínculos. No total, o setor conta com 24,96 milhões de beneficiários.

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

Transformação digital no âmbito da transformação tecnológica

Engineering

A transformação tecnológica é um dos responsáveis pela construção de novos negócios, ou mesmo, da disrupção de mercados no âmbito da transformação digital. Isso porque o pilar tecnológico segue algumas tendências que, muitas vezes, não são balanceadas com a expectativa do cliente.

Diante deste cenário, sempre temos que ter em mente que nem todos no mercado são visionários. Sendo assim, a tecnologia deve aderir e prover soluções ao mercado, bem como criar novas possibilidades ao negócio, sempre orientada pela ótica de que o cliente está no centro de tudo. Com isso, a transformação tecnológica deve utilizar como lastro a arquitetura da solução, de software e de infraestrutura.

Durante a arquitetura de solução, identificamos a real necessidade da solução a ser ofertada e as regras que a proposta deve atender para que a tecnologia não se exceda da real necessidade do atendimento. Essa deve focar em agregar valor ao cliente em todos os âmbitos. Portanto, é preciso ser sensato na proposta de solução para que ela seja viável na estratégia de venda e ser financeiramente viável para o cliente, além de ser evolutiva, focando não apenas no pontual, mas também em ser reaproveitável e permitir adaptações para o futuro.

Uma nova arquitetura de solução deve ser encarada como uma oportunidade para conviver com o legado e, posteriormente, de maneira gradativa e controlada, evoluído em conjunto ou removido devido à obsolescência do fluxo de negócio ou tecnológico. Ainda na arquitetura de solução, durante o processo, deve-se analisar a performance e a agilidade para atender à necessidade do cliente, afinal não precisamos de uma Ferrari para ir ao trabalho todos os dias. Às vezes, um patinete já dá conta do recado.

Com a arquitetura e seus fatores ambientais definidos, é o momento da aplicação da solução com foco nas ferramentas focando em valor agregado. Uma arquitetura digital deve ser modular, escalável, performática, integrável, recusável, resiliente, sustentável, adaptável e inteligente. A inteligência aplicada sobre às características do desenho de um software digital transcende a aplicação de recursos de inteligência artificial na sua arquitetura.

Nesse cenário, estamos falando de utilizar uma visão decentralizada na confecção de APIs ou microsserviços ao ponto da manutenção de uma funcionalidade ser imperceptível ao cliente.

A tecnologia possibilita aos clientes novas formas de prover valor agregado ao seu negócio, começando pela automatização de processos de caráter repetitivo e um atendimento inteligente integrado, até funcionalidades nas quais o cliente final possa ter a solução para problemas de forma automática. Já as análises preditivas sobre a base de dados dos clientes são de suma importância para entender o próprio mercado e identificar novas formas de fazer negócio.

Existe um leque de ferramentas hoje disponíveis no mercado para viabilizar a arquitetura tecnológica em uma transformação digital. Seguindo os drives já expostos acima como uma base para sustentação de novas tecnologias, o processo digital parte para outro nível, preparando o cliente para o uso de ferramentas autônomas, como análise aumentada, tecnologia orientada por IA, Digital Twins, Empowered Edge, Trend, Blockchain, Espaços Inteligentes, Privacidade Digital e Computação Quântica.

Para agregar valor ao cliente, é necessário prever as interações, eliminando as fronteiras entre nichos de tecnologia e promovendo uma sinergia para compor a solução possível para o cliente. O uso da infraestrutura conectada provê opções mais robustas que geram novas possibilidades, como o uso de robôs, drones e Internet of Things.

O mais importante é ter em mente que a tecnologia é a ferramenta. Considerando que ela estará em constante evolução, devemos sempre analisar qual a necessidade do cliente, identificar qual tecnologia atende da melhor maneira possível a solução que está sendo proposta para o negócio e se a tecnologia gera uma vantagem competitiva. É neste ponto que temos a transformação digital.

Sobre o autor

Carlos Eduardo Correa Schotka é Digital Labs Manager de Transformação Digital da regional de Belo Horizonte da Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação e Consultoria especializada em Transformação Digital.

Sobre a Engineering 

Companhia global de Tecnologia da Informação e Consultoria especializada em Transformação Digital. A Engineering transforma os processos de negócio das empresas em modelos operacionais alinhados com a Era Digital a partir do Business Integration, da TI Consulting e do Outsourcing.

Com 39 anos de experiência no mercado de TI, mais de 10 mil profissionais e projetos em mais de mil clientes de grande porte nos mais diversos mercados, a experiência do grupo aprimora-se ainda mais pelo investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento, contando com mais de 250 pesquisadores, além de parcerias com os principais centros e pesquisa e universidades do mundo.

API Gateway e a sua importância para a segurança de dados

fernando-soares

A fim de facilitar a comunicação de novas aplicações tecnológicas, as instituições de saúde – sejam hospitais, laboratórios ou clínicas – utilizam sistemas como o Application Programming Interface (API), que pode ser traduzido como Interface de Programação de Aplicativos. A tendência tem crescido, mas a questão que permeia os gestores é: qual o seu papel no dia a dia da organização?

Entender o que é um API Gateway é ter em mente que, dentro das empresas, os sistemas corporativos interagem com base nessas soluções, cujo papel é integrar padrões entre tecnologias diferentes, comumente feito de forma manual pelos times de TI - o que demanda trabalho e tempo. Ao aumentar sua precisão, tais componentes oferecem um ponto de acesso único para as trocas de fluxos, controlando as chamadas entre sistemas terceiros e o tráfego de cada dado, além de oferecerem maior controle das informações compartilhadas, por meio da centralização de tudo em uma interface só.

São eles quem filtram as informações, controlando quem pode acessar o quê dentro de um ERP institucional. É possível, por exemplo, limitar a permissão de um parceiro contábil para que ele consiga visualizar somente as informações financeiras, bloqueando a visualização de dados dos pacientes. Como consequência, não só a organização se certifica de que está segura, mas também seu público. Em paralelo, há a redução de esforço por parte dos times de tech que, agora, podem contar com um único local para administrar as integrações entre inúmeros sistemas. Ou seja, mais segurança de dados e menos trabalho por parte da equipe.

Com a chegada da Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor em agosto de 2020, quem conta com essa tecnologia tende a sair na frente. Afinal, a normativa vem justo para regularizar o tratamento dos dados dos brasileiros por parte das instituições, sejam internos ou externos. Como um Gateway, a administração das informações do paciente tende a ser mais assertiva que a feita tradicionalmente. Com isso, a chance de eventuais vazamentos, por sua vez, é reduzida drasticamente.

Para o paciente, essa é a certeza de que suas informações estão sendo cuidadas como o esperado. Para hospitais, laboratórios ou clínicas, é a segurança de ter tudo concentrado em um só lugar. No futuro, contar com um destes não será mais opcional, e sim obrigatório para se manter dentro da LGPD.

Sobre o autor

Fernando Soares é CEO da CM Tecnologia, startup de health tech especialista na conexão entre sistemas de saúde. Para tal, desenvolve softwares e soluções para melhorar a experiência de pacientes de hospitais, clínicas e laboratórios, em marcação de consulta, acompanhamento de resultados, entre outros.