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Hospital do Hapvida realiza primeira cirurgia cerebral com paciente acordado

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Realizado no Hospital Ilha do Leite, em Recife (PE), o procedimento, conhecido como "awake craniotomy", além de apresentar resultados positivos em relação ao tempo de recuperação, permite que o cirurgião tenha a localização em tempo real de regiões funcionais do cérebro

Em agosto, a equipe de neurocirurgia do Hospital Ilha do Leite, do Hapvida em Recife (PE), realizou, pela primeira vez, um procedimento cirúrgico diferente do método tradicional. Conhecida entre os especialistas como "awake craniotomy", a cirurgia é realizada com o paciente acordado, o que permite que o cirurgião tenha a localização em tempo real de regiões funcionais do cérebro, perceber os sinais e, ainda, a preservação destas regiões.

A neurocirurgiã Maria da Penha Mendes Mariz, profissional do Hapvida que esteve à frente da equipe que realizou o processo, afirmou que o procedimento é indicado para tumores cerebrais em áreas eloquentes, que correspondem às regiões motoras, sensitivas e de linguagens. De acordo com a médica, o paciente ficou completamente lúcido durante o processo. "O paciente tinha um tumor em uma área de linguagem. Realizamos a cirurgia no dia 21 de agosto de 2019, e foi feita a ressecção completa da lesão, ou seja, a remoção completa do tumor", afirma Maria da Penha. "O paciente realizou a ressonância durante o procedimento cirúrgico completamente consciente. Ele conversou, leu e chegou até a fazer cálculos enquanto a cirurgia ocorria", complementa a neurocirurgiã.

O tumor de Iraguassu Dantas, de 19 anos, paciente do Hapvida que realizou a cirurgia, estava causando crises convulsivas de difícil controle. Desde os seus oito anos de idade, quando realizou a biópsia, o jovem vinha sendo medicado para controlar o problema. No entanto, segundo a neurocirurgiã Maria da Penha, a medicação que ele estava tomando, além de não resolver o problema, vinha comprometendo o aprendizado do garoto. Rosineide Dantas, mãe de Iraguassu, conta que o filho teve uma recuperação muito boa e rápida. "Ele está ótimo, já está falando! A recuperação foi realmente muito rápida", conta a mãe. Para Iraguassu, o mais importante foi resolver o problema. "Eu lembro de todo o procedimento. Conversei, Li… E o melhor de tudo foi conseguir resolver as crises de convulsão. Eu tinha crises todos os dias, e agora não tenho mais", comemora Iraguassu.

A técnica da cirurgia com o paciente acordado apresenta bons resultados em relação ao tempo de internação, retorno às atividades cotidianas e o controle das recidivas tumorais. Iraguassu teve alta uma semana após o procedimento. " O paciente apresentou uma rápida recuperação e não apresenta nenhum distúrbio de linguagem. Também está controlando as crises convulsivas. O período de uma semana foi apenas para que pudéssemos monitorar as crises convulsivas que ele tinha diariamente e que hoje não tem mais", complementa Maria da Penha.

Hospital de Porto Trombetas e sua importância para a população ribeirinha no Baixo Amazonas

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No município de Oriximiná, região do Baixo Amazonas, um hospital concentra os atendimentos a população local, sendo o principal serviço de saúde em centenas de quilômetros.

O Hospital de Porto Trombetas é gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social desde 1997 e foi criado para atender os funcionários da mineradora Rio do Norte. Longe de grandes centros, o distrito onde está localizado o hospital é uma área sem comunicação rodoviária, sendo o acesso à região feito por via fluvial e aérea.

O papel da unidade na comunidade vai além do atendimento médico ambulatorial (prestado no “ambulatório da feirinha”, importante ponto social e comercial da região) e de pronto atendimento gratuito para a população ribeirinha da região. Atualmente, Porto Trombetas é um hospital de referência para mais de 6 mil pessoas.

Localizado no meio da floresta, no interior do Estado do Pará, uma das principais preocupações do hospital é com o respeito aos recursos naturais. A sustentabilidade é prática essencial na preservação da natureza e do meio ambiente.

A unidade adota práticas sustentáveis, entre elas o descarte correto do lixo, coleta seletiva, tratamento do esgoto gerado e incentivo à economia de energia, a fim de minimizar os impactos ambientais causados por suas atividades.

Para contar um pouco sobre a história e dos serviços assistenciais de saúde em um local remoto no Brasil, nesta quinta-feira (5), a Pró-Saúde lança um vídeo institucional onde apresenta o empenho da unidade em um atendimento de qualidade oferecido pelo Hospital de Porto Trombetas.

“O vídeo é muito importante, pois leva para a população da região o conhecimento de que há uma preocupação da unidade com a saúde de todos. O hospital passa por constantes melhorias para proporcionar a comunidade de Porto Trombetas um atendimento de saúde de qualidade, sem esquecer da comunidade ribeirinha, atendida gratuitamente", ressalta do diretor Hospitalar, Sandro Renato Oliveira.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.

Assista o vídeo sobre o hospital.

Especialistas do Hospital São Camilo falam sobre a importância da espiritualidade no enfrentamento do câncer

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Debate aconteceu durante o 6º Congresso Brasileiro Todos Juntos Contra o Câncer realizado de 3 a 5 de setembro em São Paulo

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo marcou presença no 6º Congresso Brasileiro Todos Juntos Contra o Câncer, que aconteceu em São Paulo entre os dias 3 e 5 de setembro. A Instituição, que é referência em oncologia com o Centro de Transplantes de Medula Óssea, participou do evento no dia 4, promovendo um debate sobre como a espiritualidade pode melhorar a experiência do paciente em tratamento do câncer, a uma plateia de cerca de 500 pessoas.

O debate foi mediado pela Diretora de Práticas Assistenciais da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Dra. Lucia Eid, e contou com a presença do Pe. Mateus Locatelli, Secretário Provincial da Província Camiliana Brasileira; Isabella Trindade, atuante em mentorias individuais, terapias sonoras e meditações musicais e Dr. Iran Gonçalves Jr., especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e responsável pela Unidade Coronária e do Pronto-Socorro de Cardiologia do Hospital São Paulo da Escola Paulista de Medicina.

Dr. Gonçalves inicia a conversa trazendo dados de pesquisas realizadas em todo o mundo, que apontam a espiritualidade como um componente importante para o sucesso de um tratamento. “Estudos revelam que uma pessoa espiritualizada, ou inserida em um meio que estimula a espiritualidade, tende a tolerar melhor os desafios do tratamento, aumentando suas chances de cura”, comenta.

Isabella Trindade, que tem feito um trabalho terapêutico junto aos pacientes da Oncopediatria do Hospital São Camilo, reforça a fala do médico ao contar sua trajetória de espiritualidade desde a descoberta de um tumor na laringe. “Nós temos a cura dentro de nós, e a espiritualidade é a ferramenta que nos permite acessá-la quando uma doença se manifesta”, diz.

Os especialistas defendem a busca pela espiritualidade como forma de vivenciar a experiência de uma enfermidade de maneira mais otimista. “Quando a doença acontece, podemos usá-la como um gatilho para uma investigação maior sobre nossa própria existência, e esse exercício profundo de autoconhecimento é o que nos dá forças para lidar com o problema”, ressalta Isabella.

Dra. Lucia completa que a doença deve ser vista como um caminho ou oportunidade para a busca do sentido da vida. “Também, entendemos que os profissionais de saúde devem se importar com o bem-estar do paciente, e não somente com o diagnóstico”, lembra. Nesse sentido, Pe. Locatelli faz também uma reflexão sobre o significado da espiritualidade na vida das pessoas que cuidam dos enfermos, a exemplo de São Camilo de Léllis, padroeiro dos doentes, hospitais e profissionais da saúde.

Segundo ele, a espiritualidade é um conjunto de valores que ditam nosso comportamento e nossa conduta. E no atendimento à saúde, “é necessário ter a técnica, mas o sentimento e a aproximação são os fatores que realmente fazem a diferença para os pacientes que enfrentam uma doença”, explica.

Por compreender a necessidade de aprofundar essa relação entre as evidências espirituais e a saúde física, o padre relembra o lema de São Camilo: “Mais coração nas mãos”. "Seguindo este exemplo, procuramos resgatar os valores do cuidado com amor dentro da Instituição”, finaliza.

Organizado pela ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), o Congresso Brasileiro Todos Juntos Contra o Câncer é considerado o maior evento de Oncologia do Brasil, reunindo aproximadamente 3.500 líderes do segmento - entre gestores, médicos, profissionais da saúde, sociedades científicas, terceiro setor, ativistas, advogados e jornalistas atuantes na Oncologia - que se dedicam a iniciativas para a melhoria da prevenção, cuidado e acesso a tratamentos da patologia.

TMO no Hospital São Camilo

Os Centros de Transplante de Medula Óssea (TMO) da Rede de Hospitais São Camilo estão localizados nas Unidades Pompeia e Santana. Sendo, o da Unidade Pompeia, um dos 29 centros de referência no país autorizados pelo Ministério da Saúde a realizar todos os tipos de transplantes de medula óssea, incluindo os alogênicos não aparentados (quando o doador não é familiar), o que multiplica as chances de se localizar um doador. Sua condição de referência pode ser traduzida em números. O Centro de TMO da Unidade Pompeia realizou, em quatro anos, cerca de 500 transplantes de medula óssea. Em outubro de 2016, a Rede de Hospitais São Camilo, implantou o Centro de Transplante de Medula Óssea na Unidade Santana, o primeiro da Zona Norte de São Paulo. O Centro conta com um ambiente exclusivo para o atendimento aos pacientes que necessitam de cuidados de alta complexidade e está apto a realizar transplantes autólogos de medula óssea.

Rede de Hospitais São Camilo

A Rede de Hospitais São Camilo é composta por quatro hospitais modernos em São Paulo. Três ficam nos bairros da Pompeia, Santana e Ipiranga, capacitados para atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade, como transplantes de medula óssea. Por sua vez, a Unidade Granja Viana é uma instituição Camiliana dedicada à assistência e saúde com atenção especial aos pacientes em cuidados continuados em reabilitação, crônicos ou paliativos. Suas instalações serão ampliadas brevemente com o objetivo de atender de forma abrangente a comunidade da região. O projeto prevê a construção de um complexo hospitalar com atendimentos de urgência, emergência, centro médico e diagnóstico para diversas especialidades. Excelência médica, qualidade diferenciada no atendimento, segurança, humanização e expertise em gestão hospitalar são os principais pilares de atuação. Hoje, a Rede de Hospitais São Camilo presta atendimento em mais de 60 especialidades, oferece ao todo 736 leitos e um quadro clínico de mais de 6,8 mil médicos qualificados. As unidades possuem importantes acreditações internacionais, como a Joint Commission International (JCI), renomada acreditadora dos Estados Unidos reconhecida mundialmente no setor e a Acreditação Internacional Canadense. A Rede de Hospitais São Camilo faz parte da Sociedade Beneficente São Camilo, uma das entidades que compreende a Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos), uma entidade religiosa presente em mais de 30 países, fundada pelo italiano Camilo de Lellis, há mais de 400 anos. No Brasil, desde 1928, a Rede conta com expertise e a tradição em saúde e gestão hospitalar.

ANS divulga números de julho do setor de planos de saúde

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Informações estão disponíveis para consulta na Sala de Situação

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) atualizou nesta quinta-feira (05/09) os dados do setor de planos de saúde, disponibilizando os números relativos ao mês de julho. A consulta pode ser feita por meio da Sala de Situação, ferramenta disponível no portal da ANS.

Acesse aqui a Sala de Situação.

Nesse mês, o setor contabilizou, em todo o país, 46.999.473 beneficiários em planos de assistência médica e 24.961.132 em planos exclusivamente odontológicos. Os dados apontam leve queda de clientes na segmentação médica em comparação ao ano anterior, o que mantém a tendência de estabilidade, com pequenas variações, que vem sendo observada nesse produto. Já o segmento odontológico segue sua trajetória de ampla expansão nos últimos anos.

Crescimento em 14 estados e no Distrito Federal

Entre julho de 2018 e julho de 2019, houve aumento de beneficiários em planos de assistência médica em 14 estados e no Distrito Federal (DF), sendo Goiás, DF e Pará os líderes em números absolutos. Na segmentação odontológica, 22 estados e o DF registraram crescimento.

A ANS ressalta que os números podem sofrer modificações retroativas em função das revisões efetuadas mensalmente pelas operadoras.

Confira aqui as tabelas com a evolução de beneficiários por tipo de contratação do plano e por Unidade Federativa.

Novas coberturas e desafios na precificação do seguro saúde demandam inovação e adaptação do setor

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Chegar a um preço justo no seguro saúde é uma operação complexa

A precificação dos seguros de saúde é cada vez mais complexa e implica em uma série de riscos. Estabelecer um valor justo, que atenda à legislação e à proteção do segurado, é um grande desafio para o setor. O tema foi debatido no 6º Encontro Nacional de Atuários, parte da programação da CONSEGURO 2019, o congresso bianual do mercado de seguros, realizado pela Confederação Nacional das Seguradores (CNseg), e encerrada ontem em Brasília.

“Não há seguro mais complexo em termos de precificação do que o seguro saúde”, afirmou o sócio-diretor da Maravilha Atuarial Consultoria, Paulo Ferreira. Segundo ele, “é necessário levar em consideração todas as limitações legais, técnicas e mercadológicas que envolvem o produto”, enumera.

Paulo Ferreira destacou a importância do uso da Inteligência Artificial e de projeções financeiras dinâmicas nesse processo de precificação. O que, segundo ele, inclui a projeção de todas as receitas e despesas, incluindo os aportes e retiradas de capital, fazendo com que o prêmio calculado zere o valor presente do fluxo, descontado pela taxa de desconto de risco (Risk Discount Rate).

Ele explica que “sem credibilidade estatística não há precificação justa”. Para isso, um número considerável de sinistros é levado em conta no processo de valoração, fazendo com que a probabilidade se aproxime da frequência observada na prática. Ferreira afirma que o modelo em que é usada a estimativa de indenizações “simplesmente pela média dos sinistros passados, leva, a longo prazo e certamente, à ruína da operadora”.

Novas Coberturas e Mercado

A diretora do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), Raquel Marimon, ressaltou que “temos que entender de quanto é a ampliação de cobertura que está sendo proposta” e, ao mesmo tempo, o impacto das novas coberturas e procedimentos determinados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O maior desafio, segundo ela, é saber projetar o reajuste neste novo cenário.

O mercado de seguros de saúde é composto por um grande número de operadoras, cerca de 750, a grande maioria de pequeno porte. O número de planos em vigor registrados na ANS passa dos 16 mil.

Para Raquel Marimon, “o atuário precisa ir além e compreender melhor como os processos estão sendo desenvolvidos”. Segundo a diretora do IBA, entender a frequência e o custo é essencial para o profissional. Ela ressalta, ainda, a importância da Coordenação do Cuidado, que visa atender às necessidades e preferências dos usuários na oferta de cuidados em saúde, com elevado valor, qualidade e continuidade. “Nas operadoras que implantaram essa coordenação, a queda de sinistros foi significativa”, afirma.

Antonio Penteado Mendonça, Sócio do Penteado Mendonça e Char Advocacia, concluiu que é preciso haver um movimento de consolidação nesse mercado. Ele alertou sobre os riscos da autogestão: “Diante da enorme volatilidade desse setor, a melhor coisa que a autogestão pode fazer é deixar de ser autogestão e buscar uma seguradora”.

Sobre a CNseg

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) congrega as empresas que compõem o setor, reunidas em suas quatro Federações (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap). A missão primordial da CNseg é congregar as lideranças das Associadas, elaborar o planejamento estratégico do setor, colaborar para o aperfeiçoamento da regulação governamental, coordenar ações institucionais de debates, divulgação e educação securitária e representar as Associadas perante as autoridades públicas e entidades nacionais e internacionais do mercado de seguros.

Programação do Ética Saúde Summit 2019 está definida

Programação do Ética Saúde Summit 2019 está definida

Evento vai reunir todos os players do setor da saúde, para um debate franco e agregador

A secretária de Transparência e Prevenção da Corrupção da Controladoria Geral da União (CGU), Claudia Taya, confirmou presença no Ética Saúde Summit 2019. Ela fará a palestra de abertura ‘Combate à corrupção, defesa da transparência e implantação de programas de integridade: peças fundamentais para uma saúde sustentável’. O evento – promovido pelo Instituto Ética Saúde e FGVethics - vai acontecer no dia 7 de novembro, das 8h30 às 17h, no auditório da FGV, em São Paulo.

“Nos últimos anos, evoluímos muito, com mudanças de postura e mais transparência em diversos segmentos do setor da Saúde. E o Instituto Ética Saúde, com todos os seus parceiros, é protagonista neste avanço. O Summit será um dia de debates e reflexão sobre os próximos passos desta longa jornada. O futuro e a sustentabilidade da Saúde no Brasil dependem de cada um e de todos nós”, afirma o presidente do Conselho de Administração do Instituto Ética Saúde, Gláucio Pegurin Libório.

A mesa redonda ‘Fornecedores de produtos e de serviços de saúde: inovação, incorporação tecnológica, sustentabilidade sistêmica, valor ao paciente e dilemas éticos da atividade econômica’ vai reunir associações que representam diversos setores da saúde, entre elas Abimed, Abimo, Abraidi, Abramed, Anahp, Fehoesp e Ibross.

Em seguida, entidades médicas e representantes de planos de saúde vão debater ‘os desafios das sociedades médicas e operadoras de planos de saúde: sensibilidade, modelos comportamentais e dilemas éticos do profissional de saúde’.

E, encerrando a programação, todos os órgãos do governo que acreditam no proposito do IES e têm acordo de cooperação assinado com o Instituto – ANS, Anvisa, CADE, CGU, TCU – além da Procuradoria Geral da República, vão falar sobre ‘Prêmio e punição na mudança comportamental: atuação na prevenção e combate à corrupção’.

O Instituto Ética Saúde vai fazer o lançamento oficial da campanha de sensibilização Ética não é moda, ética é saúde!

O evento vai reunir empresários e executivos do setor, profissionais de saúde, compliance officers, advogados, auditores, consultores, servidores públicos envolvidos com o tema de saúde e compliance e acadêmicos. Mais detalhes sobre o evento no site.

Planos de saúde de 10 operadoras têm comercialização suspensa a partir de hoje (6/9)

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Lista divulgada pela ANS contempla 51 produtos; medida protege 278,6 mil beneficiários

A partir de hoje (06/09), 51 planos de saúde de dez operadoras estão com a comercialização suspensa em função de reclamações recebidas de consumidores no segundo trimestre do ano. A determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é resultado do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, que acompanha o desempenho do setor e atua na proteção dos beneficiários.

O monitoramento avalia as operadoras a partir das reclamações de natureza assistencial registradas pelos beneficiários nos canais de atendimento da ANS. O objetivo do programa é estimular as empresas a garantir o acesso do beneficiário aos serviços e procedimentos definidos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde de acordo com o que foi contratado.

O diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel, explica que a suspensão impede que esses planos sejam vendidos ou recebam novos clientes até que comprovem melhoria do atendimento prestado. "As reclamações que são consideradas nesse monitoramento se referem ao descumprimento dos prazos máximos para realização de consultas, exames e cirurgias ou negativa de cobertura. É uma medida importante para proteger quem já está no plano, além de obrigar a operadora a qualificar a assistência prestada", destaca o diretor. Juntos, os 51 planos afetados neste ciclo atendem cerca de 278,6 mil beneficiários, que terão mantida a garantia à assistência regular.

Paralelamente à suspensão, a Agência vai liberou a partir de hoje a comercialização de 28 planos de saúde de 11 operadoras. Eles haviam sido suspensos em ciclos anteriores, mas melhoraram os resultados do monitoramento e, com isso, poderão voltar a ser vendidos para novos clientes.

Resumo dos resultados do Programa de Monitoramento – 2º trimestre/2019*

  • 51 planos com comercialização suspensa
  • 10 operadoras com planos suspensos
  • 278.668 consumidores protegidos
  • 11 operadoras com reativação de planos
  • 28 planos reativados

(*) Reclamações recebidas no período de 01/04/2019 a 30/06/2019

Acesse aqui a lista de planos com comercialização suspensa

Acesse aqui a lista de operadoras com planos totalmente reativados

Acesse aqui a lista de operadoras com planos parcialmente reativados

Informações detalhadas por operadora e por faixa de classificação

Os beneficiários também podem consultar informações do monitoramento por operadora, conferindo o histórico das empresas e verificando, em cada ciclo, se ela teve planos suspensos ou reativados.

Para dar mais transparência e possibilitar a comparação pelos consumidores, a ANS disponibiliza ainda um panorama geral com a situação de todas as operadoras, com a classificação das empresas nas quatro faixas existentes (que vão de 0 a 3).

Clique aqui e faça a consulta por operadora de plano de saúde.

Neuroproteção e telemedicina: unindo o melhor cuidado com a tecnologia

Dr. Gabriel Variane - Neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana

A neonatologia avançou muito nas últimas décadas permitindo que crianças que antes não sobreviviam passassem a sobreviver, entretanto com alto risco de lesão neurológica. Várias são as doenças que levam a este risco, dentre elas tem destaque a asfixia perinatal e as cardiopatias congênitas.

Somente no Brasil, dos praticamente 3 milhões de nascidos vivos ao ano, de 15 a 20 mil terão diagnóstico de asfixia perinatal*. O impacto social é devastador considerando o enorme sofrimento dos pais e as desestruturações familiares das crianças com sequelas.

Economicamente, estas crianças representam um alto custo para qualquer que seja a fonte financiadora. Um estudo comparou estimativas de gastos em saúde por 20 anos de crianças sem e com deficiência e apresentou uma diferença de R$ 22mil versus R$ 3 milhões*!

Como enfrentar este problema? Segundo o Dr Gabriel Variane, pediatra e neonatologista, os caminhos são dois: diagnóstico precoce, evitando que a lesão se estenda ou neuroproteção, evitando que a lesão se instale. Desta forma, o monitoramento da função cerebral durante o período neonatal se faz indispensável, sabendo-se que i) bebês convulsionam muito nesta fase, ii) o número de crises é proporcional a pior prognóstico e que iii) tratamento de crises subclínicas tem um melhor desfecho.

Nasce então o conceito de UTI Neonatal Neurológica. Uma unidade altamente especializada de ação mais rápida e capaz de prover o melhor cuidado ao bebê de alto risco. Visitei este modelo no Hospital e Maternidade Santa Joana.

Lá a conduta de escolha para diagnóstico de asfixia perinatal é a hipotermia terapêutica: um resfriamento da temperatura corporal de 36 – 37°C para 33,5°C por 3 dias seguidos, garantindo assim a proteção do cérebro destes bebês. Os neonatos são monitorados por eletroencefalograma de amplitude integrada (aEEG) e espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), que estima a oxigenação cerebral, além de todos outros tipos mais comuns de monitoramento dentro de um ambiente de UTI.

Por ser inviável manter um especialista a beira leito, o monitoramento da função cerebral é feito a distância através de telemedicina. Uma central de vigilância e inteligência se conecta a UTI através da internet permitindo um monitoramento 24/7 por especialistas que dão feedbacks em tempo real quando há necessidade de intervenção.

Os benefícios são muitos, desde padronização do cuidado a redução considerável de custos. Na Inglaterra, a prática clínica virou política pública pela NHS – batizado de BeBoP (Baby Brain Protection – proteção do cérebro de bebês, em tradução literal). Segundo Gabriel lá houve uma redução de 25% da mortalidade daquela que é a 3ª principal causa de morte em bebês do mundo inteiro; em sobreviventes houve menos 32% de danos neurológicos graves, 38% menos paralisia e aumento de 65% da chance de vida rigorosamente normal.

Hoje essa já é a realidade de 22 UTIs no Brasil graças à Protecting Brains & Saving Futures (PBSF), empresa responsável pelo centro de vigilância e inteligência fundada pelo Dr Variane. Os resultados dos neuromonitoramentos já foram apresentados em diversos congressos internacionais e foram convidados a fundar uma sociedade para difundir o conceito de neuroproteção globalmente, a Newsborn Brain Society. Os planos para o futuro próximo são aumentar o número de UTIs monitoradas e expandir a atuação para fora do país.

*Dados de estudos fornecidos pelo entrevistado, Dr Gabriel Variane.

Unimed Aeromédica inaugura base hangar no Aeroporto Internacional de Fortaleza

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Objetivo é expansão nas regiões Nordeste e Norte, viabilizando o acesso ao transporte aeromédico ao maior número de pessoas

A Unimed Aeromédica, referência em transporte aeromédico de urgência no Brasil, inaugurou, nesta sexta-feira (30/08), uma base no hangar do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza (CE). A expectativa é viabilizar o acesso ao transporte aeromédico ao maior número de pessoas – clientes do Sistema Unimed e demais clientes.

Serão oferecidos os serviços de transferências aéreas de urgência (quando o local em que o paciente se encontra não possui recursos para o tratamento adequado), repatriamento (retorno ao local de domicílio) e transporte neonatal, além de transporte terrestre de urgência, com remoção básica (ambulância de suporte básico) e remoção UTI (ambulância de suporte avançado).

“A parceria com a Federação das Unimeds do Estado do Ceará e a Unimed Fortaleza vai permitir a expansão e o fortalecimento da atuação da empresa nas regiões Nordeste e Norte do país, além de melhorar o atendimento aos nossos clientes do Sistema Unimed que estão nas regiões, como Central Nacional Unimed (CNU) e Unimed Seguros”, destacou o presidente-executivo da Unimed Federação Minas, Luiz Otávio Fernandes de Andrade, durante a cerimônia.

Ele também ressaltou a importância da parceria operacional com a Executive Air, empresa de serviços de táxi aéreo e locação de aeronaves com tripulação, para viabilizar o projeto. “Esta nova base da Aeromédica representa uma expansão dos nossos serviços em uma região estratégica e com grande potencial de crescimento. A partir de Fortaleza, conseguimos cobrir com bastante eficiência todo o Nordeste e parte da região Norte", ressaltou Dilson Lamaita Miranda, diretor de Controle da Unimed Federação Minas, também presente no evento.

Ainda participaram da solenidade, representando a Federação, Guilherme Lobo da Silveira, assessor de Atenção à Saúde, e Délio Pereira dos Santos, assessor da Unimed Aeromédica. Também participaram do evento o presidente da Unimed Fortaleza, Elias Leite, o presidente da Unimed Ceará, Darival Bringel, e o Presidente da TAF Aviação, João Ariston Pessoa de Araújo Filho.

Medicina aeroespacial

Com mais de 3,8 milhões de clientes e mais de 8,2 milhões de quilômetros voados, a Unimed Aeromédica conta com uma equipe de profissionais bem preparados na área de saúde, com cursos de capacitação no Brasil e no exterior, além de treinamento em Medicina Aeroespacial e Suporte Avançado à Vida de acordo com padrões internacionais. Médicos e enfermeiros estão aptos a atender qualquer patologia e os voos são adequados à necessidade de cada paciente.

A equipe médica é formada por anestesiologista, cirurgião geral, cirurgião pediátrico, clínico, especialista em medicina aeroespacial, gastroenterologista, intensivistas (adulto, pediátrico e neonatal), médico de urgência, médico do tráfego, neonatologista, pediatra e pneumologista.

Todas as aeronaves da Unimed Aeromédica são equipadas com recursos de UTI de última geração: marca-passo, ventilador, eletrocardiograma, bomba de infusão, respirador, incubadora, desfibrilador, analisador de sangue, monitor e outros equipamentos necessários ao atendimento.

Software de gestão de clínicas leva health tech para 17 estados e dois países do exterior

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Com crescimento de 35% no mercado brasileiro em 2018, Ninsaúde faz planos de internacionalização da plataforma Apolo com objetivo de alcançar R$1.2 milhões em faturamento

Curso de medicina formam profissionais aptos a salvar vidas, cuidar da saúde de pessoas, curá-las e outras atividades nobres e fundamentais. Não ensinam, porém, tudo que um médico precisa saber para exercer sua profissão. Administração, gestão financeira e organizacional, entre outras disciplinas necessárias para a condução de um negócio próprio, como um consultório ou mesmo de uma clínica, não são abordados nos oito anos dedicados à sua formação.

“Médicos não são preparados para empreendedorismo, administração, contabilidade e outros requisitos para empreender”, diz Helton Marinho, CEO da Ninsaúde e desenvolvedor do Apolo, software que utiliza Machine deep Learning (Aprendizado profundo de Máquina) para automatizar ou, pelo menos, simplificar processos e rotinas não estão relacionados à atividade fim de clínicas com até 60 colaboradores. Criada em 2012, a healthtech disponibiliza seu sistema a mais de 200 clínicas em 17 estados brasileiros, além de Peru e Panamá.

Apolo possibilita que prontuários sejam preenchidos por voz - os áudios são convertidos em texto -, alterações de horários ou cancelamentos de consultas - que o paciente pode fazer diretamente no site da clínica - sejam comunicados, via celular e em tempo real, aos médicos que, sabendo se e quando precisarem ir à clínica, podem consultar históricos de pacientes a partir de poucos cliques  em qualquer lugar. O mesmo ocorre quanto à emissão de laudos, já que o sistema opera em nuvem. O Apolo também realiza a gestão financeira, com controle de receitas, depósitos a fornecedores e agendamento de despesas recorrentes. Ao centralizar essas informações e encaminhá-las aos envolvidos, garante uma atualização constante de tudo o que está relacionado ao negócio, elevando a produtividade.

“O sistema aprende as rotinas das clínicas e, por meio do Machine deep Learning, vai se adequando cada vez mais às suas particularidades e demandas”, diz Helton Marinho, CEO da Ninsaúde. “Em pesquisas sobre históricos, por exemplo, surgem primeiro os de pacientes ativos e dos que têm consultas agendadas. A usabilidade melhora constantemente, o que torna o dia do médico mais produtivo, reduzindo o tempo que ele tem de ficar em frente ao computador. Desta forma, pode dar mais atenção ao paciente e, com a redução da burocracia, realizar mais atendimentos”, afirma.

Software de gestão de clínicas

Além de aumentar a produtividade de clínicas e seus profissionais, o Apolo também combate um dos principais problemas vividos pelos profissionais da área. Estudo da plataforma Medcaspe com 15 mil médicos de diferentes países apontou que a burocracia é a principal causa do burnout entre médicos. A categoria é a mais afetada pelo. No estudo, 44% dos entrevistados sofriam de burnout.

Outro ponto destacado por Helton é a crescente concorrência que existe hoje no mercado de saúde. “O Brasil é o segundo país em número de faculdades de medicina. O número de médicos, hoje de 400 mil, chegará 700 até 2030. A competição entre clínicas crescerá muito, o que forçará os profissionais a se tornarem cada vez mais produtivos, o que parte, entre outros, da adoção de gestão e administração eficientes”, afirma.

Um carro em guias não cobradas

Além dos benefícios aos atendimentos médicos, o Apolo realiza a gestão financeira, talvez a parte mais complexa da administração de uma clínica. “A maioria dos médicos não sabe quanto ganha ou quanto gasta em seus atendimentos. Identificar a remuneração envolve muitas variáveis que, para a clínica, são muito mais complexas e numerosas”, diz Ana Paula Monteiro, sócia da Plus, empresa que administra dezesseis clínicas em Criciúma (SC).

Ela explica que, em uma mesma clínica, médicos recebem comissões diferentes. “Além dos percentuais destinados a cada um, a remuneração varia conforme os procedimentos realizados, que são reembolsados com valores que variam de um plano de saúde para outro”, diz.

Outro ponto é a autorização dos procedimentos pelos convênios e os dos reembolsos. Com tantas variáveis, há casos em que a falta de controle ou mesmo de atenção de secretárias e gestores fazem com que procedimentos aprovados e realizados não sejam cobrados junto aos planos de saúde. “Em uma das clínicas em que já atuei, as guias de cobrança não encaminhadas somavam valores que comprariam um automóvel”, lembra Ana. “Dos sistemas que conheço, o Apolo é o que mais simplifica a gestão de uma clínica”, conclui.