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12 alertas para auxiliar o médico na hipótese diagnóstica de um erro inato do metabolismo

12 alertas para auxiliar o médico na hipótese diagnóstica de um erro inato do metabolismo

Os erros inatos do metabolismo (EIM) são desordens genéticas que interrompem o processo de transformação dos alimentos em energia apropriada para o corpo humano. Como os casos são raros e com manifestações clínicas específicas, o laboratório APAE de São Paulo criou um guia com 12 sinais de alerta para investigação de anormalidades metabólicas em pessoas de todas as idades.

Entre os sintomas mais comuns da doença estão convulsões, atrasos no desenvolvimento, alteração de fígado e glicose baixa. Alguns erros inatos do metabolismo podem ser identificados na triagem neonatal, por meio do Teste do Pezinho Ampliado (SUPER), que engloba a análise e o diagnóstico de muito mais doenças, tais como o perfil de aminoácidos e acilcarnitinas.

"Como nós sabemos que grande parte da população não tem acesso ao Teste do Pezinho Ampliado, nós criamos um guia direcionado com 12 sinais de alerta que pode auxiliar o médico na hipótese diagnóstica de um erro inato do metabolismo. Quando a criança passa por uma triagem neonatal mais completa, é possível identificar muitos erros inatos antes que os sintomas apareçam.", explica a supervisora do laboratório, Sônia Hadachi.

Ela ainda finaliza dizendo que por conta da dificuldade no diagnóstico, muitas pessoas acabam desenvolvendo doenças e até mesmo a deficiência intelectual. Os médicos, muitas vezes, não conseguem diferenciar erros inatos de enfermidades comuns porque não são solicitados os exames específicos.

Agora, confira abaixo os 12 pontos que o médico deve ficar atento. Após ter consultado o guia, o médico pode acessar o site da APAE DE SÃO PAULO e responder a algumas perguntas sobre o perfil clínico do paciente. A partir daí, é realizada uma análise do caso e a indicação para os exames necessários.

1) História de hipoglicemia recorrente em qualquer idade;

2) Acidose metabólica persistente ou acidose tubular renal;

3) Coma em recém-nascido, criança ou adulto sem causa (com ou sem hiperamonemia);

4) Anemia sem causa (não-hemolítica), neutropenia, plaquetopenia (pancitopenia): quadro de aplasia medular;

5) Odor estranho (pele ou urina): pés suados, biotério, adocicado, ácido;

6) Sepse sem fator de risco e coma, complicações que não se explicam por infecção com/sem lesões de pele;

7) Alteração ou insuficiência hepática sem causa;

8) Rabdomiólise recorrente, intolerância ao exercício e insuficiência renal e hepática após exercício;

9) Convulsões de difícil controle ou de início precoce;

10) Atraso do desenvolvimento ou Deficiência Intelectual com mais sintomas metabólicos (acidose, hipoglicemia, vômitos, déficit pondero estatural);

11) Vômitos recorrentes e/ou crises de desidratação;

12) Colúria (urina amarelo alaranjada), colestase neonatal (já afastada através de vias biliares extrahepática).

Hospital Santa Cruz oferece cirurgias minimamente invasivas

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O Hospital Santa Cruz (HSC), que tem como foco oferecer tratamentos preventivos e também promover a saúde e o bem-estar da população, tem aplicado técnica de cirurgia minimamente invasiva para correção de problemas nos pés, como o joanete, que é o nome popular da deformidade do Hálux Valgo. É uma saliência óssea que se forma na articulação, forçando a base do dedão do pé, fazendo com que essa articulação fique maior, projetada para fora e encoste no segundo dedo. Na maioria das vezes, já há uma predisposição genética, embora o problema possa aparecer ou se agravar com doenças, como traumas ou com o uso de sapatos inadequados. Acomete mais as mulheres, principalmente pelo uso de sapatos de salto alto e bico fino. Geralmente, a pele sobre o joanete fica vermelha, dolorida e sensível.

Nas cirurgias minimamente invasivas, também chamadas de cirurgias percutâneas, não são realizados grandes cortes, o que deixa o procedimento operatório menos traumático e mais confortável para o paciente, fazendo com que a recuperação também seja mais ágil.

De acordo com o Dr. Paulino Salin Vasconcelos, ortopedista do Hospital Santa Cruz, que possui experiência de 10 anos nesta técnica, nos procedimentos minimamente invasivos são feitas pequenas incisões entre 3 e 5 milímetros para aplicação dos procedimentos cirúrgicos, que são acompanhados por radioscopia intraoperatória em tempo real. “As cirurgias mais frequentes são para casos de correção de joanete; presença de metatarsalgias, que é a dor na região anterior do pé; faceítes plantares, que são esporões de calcâneo; pés planos e artrodeses (fusão de ossos), entre outros. Essa técnica pode ser utilizada também em partes moles, como alongamento de tendões e correções funcionais e estéticas”, destaca o especialista.

O procedimento oferece ao paciente pouca ou nenhuma dor durante a cirurgia e no pós-operatório, o que proporciona a redução do uso de analgésicos, bem como o tempo de anestesia. “Normalmente, a anestesia usada é o pentabloqueio – anestesia local no tornozelo – que poderá estar associado a uma sedação endovenosa e outras anestesias”, explica o Dr. Vasconcelos.

O pós-operatório também é mais amigável, pois o paciente não necessita de imobilizações com gesso e pode caminhar em marcha lenta após receber a alta hospitalar, que pode ocorrer no mesmo dia caso a cirurgia ocorra no período da manhã, mas sempre obedecendo os critérios anestésicos e de segurança do mesmo. O uso de um calçado especial, com fechamento em velcro, ajuda a manter a estabilidade da pessoa.

Apoio oferecido pelo Programa Acelera SAB permite desenvolvimento de startups da área de saúde

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Graças às facilidades oferecidas pelo projeto, as empresas escolhidas puderam evoluir bastante nas suas iniciativas

Desenvolvido pelo Instituto SAB, organização sem fins lucrativos que destina recursos próprios para a realização de projetos na área de promoção da saúde, o programa selecionou cinco startups e ofereceu a elas financiamento dos seus pilotos, mentoria customizada, conexão com o mercado da área e coworking, sem exigir participação nos seus lucros. “O objetivo da nossa instituição é promover a saúde e a qualidade de vida através de programas e projetos de impacto social e, por isso, com esse trabalho oferecemos apoio técnico e financeiro a essas iniciativas”, explica Áurea Barros, superintendente do Instituto SAB. “O intuito do programa é ajudar no crescimento das startups e permitir que elas consigam desenvolver um projeto lançando sua própria solução, gerando impacto em promoção de saúde,usando inovação como meio”, acrescenta Nathália Tavares, sócia da TroposLab, empresa contratada para gerenciar o programa de aceleração. Em outubro acontecerá o Demoday, que como o próprio nome indica, será o dia no qual as empresas apresentarão os seus resultados e o CEO da ganhadora receberá uma experiência de negócio no Vale do Silício, nos Estados Unidos.

E os primeiros sinais de desenvolvimento dos projetos já estão começando a aparecer. Na SynappseAssist, que é voltada para pacientes psiquiátricos que tinham dificuldade para reconhecer e anotar informações sobre seu comportamento, já há um protótipo de aplicativo para IOS, bem como um servidor de aplicação e um banco de dados. Eles também desenvolveram um MVP (produto minimamente viável) que está sendo testado em duas cidades do interior paulista. Jáa Nearbee,está investindo no Socorrista Digital, que tem o objetivo de auxiliar serviços emergenciais de resgate através de socorristas habilitados que estejam próximos à vitima, envolvendo também profissionais voluntários, reduzindo o tempo de atendimento pelos bombeiros e SAMU de 25 para 5 minutos. A plataforma ficará pronta em breve e os pilotos logo começarão a ser usados.

A OrienteMe, por sua vez, é uma plataforma inovadora de psicoterapia online, na qual qualquer pessoa pode falar com um psicólogo de modo descomplicado e seguro, através de mensagens ilimitadas ou vídeo chamadas, sem precisar se locomover ou agendar horário, por meio do aplicativo ou do site. A Hisnek está lançando a sua inteligência artificial interativa, a Ivi, que é uma assistente virtual de saúde e bem-estar para o mercado corporativo que foi adaptada para interagir com pacientes em tratamento oncológico,possibilitando à equipe multiprofissional identificar dia a dia os sintomas registrados pelo paciente, via aplicativo. Além disso, a IVI também oferecerá recursos como apoio emocional e orientações nutricionais. Por fim, está a N2B que desenvolveu o aplicativo MyNutri voltado à nutrição que permite que o usuário tire suas dúvidas e peça orientação para a nutricionista, poste suas refeições para receber uma avaliação da profissional e tenha acesso a uma gestão completa da sua evolução.

Sobre o Instituto SAB

A Sociedade Assistencial Bandeirantes (SAB) é uma associação privada sem finalidade lucrativa com atuação exclusiva em saúde. Fundada em 07 de maio de 1975 e regida por Estatuto Social. A sua missão é contribuir com a saúde das pessoas em situação de vulnerabilidade social, através de excelência em serviços de saúde na área da atenção básica, no Estado de São Paulo.

Nasce a Rede Ahpaceg de assistência médico-hospitalar

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Com uma atuação fortemente consolidada na representatividade do setor hospitalar goiano de alta resolutividade e complexidade, a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) ampliou recentemente sua abrangência somando aos 20 hospitais associados um grupo de 12 grandes instituições de saúde das áreas de diagnóstico por imagem, oncologia, bancos de sangue e laboratórios, além de hospitais de oftalmologia, ortopedia, cirurgia plástica e maternidade.

Agora, com 32 membros, a Ahpaceg encerra o processo de ingresso de novos filiados em 2019 e se firma como uma das maiores redes de assistência médico-hospitalar do Centro-Oeste. A Rede Ahpaceg é integrada por hospitais e instituições de saúde líderes em seus segmentos, de alta resolutividade e com um trabalho focado na segurança do paciente e excelência da assistência à saúde em Goiás.

As unidades de saúde que integram a Rede Ahpaceg já são referências em suas áreas de atuação e, em breve, vão oferecer novos serviços que beneficiarão a sociedade com uma assistência ainda mais segura e um atendimento mais rápido e diferenciado.

Para tanto, a Ahpeceg prepara o lançamento de novos produtos, que podem incluir um plano de atendimento, o Cartão Ahpaceg - que permitirá a integração entre toda a rede e a identificação mais rápida e segura dos dados e prontuário do paciente em todas as unidades - e um serviço de Atenção Integral à Saúde, já adequado ao novo modelo assistencial implantado com sucesso em outros países e que vem ganhando espaço no Brasil.

Além do desenvolvimento de projetos voltados para a sociedade, a Associação segue na representatividade de seus membros junto aos compradores de serviços de saúde, na promoção do desenvolvimento do setor de saúde por meio do trabalho de seus comitês técnicos sempre atentos às demandas do mercado e na promoção da educação continuada de gestores e trabalhadores do setor.

Haikal Helou, presidente da Ahpaceg, comemora essa nova fase. Ele ressalta que a Associação, que hoje integra a Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) e o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese), nunca buscou crescer em volume de associados, mas em qualidade, reunindo instituições que compartilham os mesmos ideais e o foco na excelência em saúde. A consolidação da Rede Ahpaceg chega para reforçar o trabalho iniciado em 2003 pela Associação visando maior eficiência, resolutividade, segurança e qualidade da assistência à saúde em Goiás.

REDE AHPACEG

Goiânia

CDI

Cebrom

Clínica da Imagem

Clínica São Camilo

Clínica São Marcelo

CRD Medicina Diagnóstica

Hemolabor

IHG

Hospital Amparo

Hospital Clínica do Esporte

Hospital do Coração de Goiás

Hospital do Coração Anis Rassi

Hospital da Criança

Hospital de Acidentados

Hospital Infantil de Campinas

Hospital Ortopédico de Goiânia

Hospital Premium

Hospital do Rim

Hospital Samaritano de Goiânia

Hospital Santa Bárbara

Hospital Santa Helena

Hospital São Francisco de Assis

Hospital da Visão

Instituto de Neurologia de Goiânia

Instituto Ortopédico de Goiânia

Instituto Panamericano da Visão

Maternidade Ela

Anápolis

Hospital Evangélico Goiano

Aparecida de Goiânia

Hospital Santa Mônica

Catalão

Hospital Nasr Faiad

Hospital São Nicolau

Rio Verde

Hospital Santa Terezinha

Os sete erros que seu consultório comete com a falta de tecnologia

Doctor attending a patient in a consultation
Happy doctor female wearing coat attending to her patient in a consultation while is holding a medical history sitting in a desktop

O médico encara anos de universidade e, posteriormente, o período de residência para adquirir habilidades que possibilitam atender com qualidade seus pacientes. Essa é sua principal tarefa. Porém, esses profissionais também precisam ser gestores capazes de administrarem seus consultórios ao mesmo tempo em que prestam o serviço no qual se prepararam arduamente. Assim, é natural que eles cometam erros com a administração de seus documentos e finanças, ainda mais se não utilizarem soluções tecnológicas que os auxiliam em todos os processos. Confira os mais comuns:

1 – Falta de organização dos documentos

O erro mais comum dos médicos é não ter um controle sobre a gestão de todos os documentos do consultório. Por falta de tempo e até de espaço físico, eles armazenam receitas, históricos de pacientes, notas fiscais, recibos, entre outros, no mesmo local. Assim, quando precisam buscar um arquivo específico, costumam revirar gavetas e pastas até encontrar o que precisa – impactando diretamente na produtividade e na qualidade do atendimento.

2 – Dependência do papel

Além da gestão de documentos, a falta de tecnologia faz com que os profissionais de saúde continuem dependentes do papel nos principais documentos que utilizam. Dessa forma, em pouco tempo haverá um acúmulo grande de folhas no consultório, tomando um espaço considerável com arquivos e gavetas. Para resolver isso, conte com prontuários eletrônicos com a certificação NGS-2 do CFM-SBIS, que permitem a sincronização da assinatura digital e a eliminação completa dos arquivos físicos no dia a dia.

3 – Visão incompleta dos pacientes  

Quando não há gestão, as informações precisam ser organizadas manualmente, impedindo que o médico consiga ter uma visão completa de seus pacientes. Ou seja, todos os dados relevantes, como histórico, medicamentos tomados, dados cadastrais e demográficos não são integrados, comprometendo o diagnóstico o atendimento na consulta. O ideal é que todos os arquivos fiquem disponíveis em uma única plataforma e acessível a poucos cliques no computador ou até no smartphone.

4 – Má qualidade no atendimento ao paciente

Possuir um consultório exige que o médico tenha habilidades de gestão financeira. Contudo, ele não precisa fazer isso sozinho e deve contar com o apoio da tecnologia para isso. Sem ela, não é possível manter todos os processos em dia, o que o levará a passar grande parte de seu expediente executando tarefas burocráticas ao invés de fazer aquilo que ele sabe fazer de melhor, isto é, atender de forma humanizada seus pacientes.

5 – Atrasos na agenda

A agenda é, talvez, a principal ferramenta de gestão para um médico. Afinal, ele precisa conciliar seu expediente de atendimentos e consultas com participações em congressos, eventos, aulas e seminários que eventualmente participar. Muitos optam em realizar essa tarefa manualmente, o que constantemente leva a atrasos e remarcações de horários – irritando as pessoas. Com o prontuário eletrônico, essa atividade é automatizada, trazendo mais simplicidade e eficiência no dia a dia.

6 – Descontrole no fluxo de caixa

Ao dispensar o apoio de soluções tecnológicas, eles correm mais riscos de sofrerem com prejuízo, uma vez que toda a gestão do fluxo de caixa passa por suas mãos, aumentando os perigos de erro humano nos cálculos. Além disso, o preenchimento dos formulários de convênios revela-se desafiador e trabalhoso. Qualquer erro faz com que receba menos do que realmente merece e foi acordado pelo serviço.

7 – Baixa presença nos canais digitais

O boca a boca até pode ser uma divulgação interessante, mas isso não significa que deve-se ignorar os canais digitais para divulgar seu consultório. Hoje, sabe-se que o paciente inicia sua busca por um médico na Internet. Logo, é essencial estar presente nas principais plataformas de redes sociais e também oferecer conteúdos em blogs e sites para chamar a atenção deste usuário. Entretanto, é preciso ressaltar que a estratégia de comunicação deve seguir as normas estipuladas pelo CFM para garantir a integridade e autenticidade do setor.

Doentes crônicos encarecem o plano de saúde empresarial

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A saúde é, definitivamente, um tema estratégico dentro da agenda empresarial. Se não em função da atração e retenção de talentos, já que 95% dos entrevistados pelo Ibope Inteligência para o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) considera importante ou muito importante a oferta do benefício para decidir entre um emprego ou outro, pelo seu impacto financeiro nos negócios. Em 2018, esse custo registrou alta de 16,9% nos 12 meses encerrados em março de acordo com o Índice de Variação dos Custos Médico-Hospitalares (VCMH) e isso impulsiona os aumentos recorrentes aplicados pelas operadoras para as empresas que financiam a Saúde Suplementar no Brasil. Para quem busca a sustentabilidade desse recurso, é preciso conhecer e atuar principalmente com a parcela da população que possui doenças crônicas.

“Em função dessa condição, esse grupo tende a responder por 60% dos gastos totais em saúde, já que demandam o dobro de consultas e o triplo de exames para acompanhar o quadro clínico. Esses pacientes também correm maior risco de internação (algo em torno de 38,81% versus 13% daqueles que não possuem o agravante)”, detalha Fabiana Salles, CEO da GESTO, health tech de corretagem de plano de saúde baseada em ciência de dados para cuidar de vidas.

Em um levantamento recente, a corretora listou as principais cronicidades encontradas entre os beneficiários e os dependentes atendidos pelos benefícios empresariais da população GESTO no Brasil. As cinco mais recorrentes são: hipertensão arterial; dislipidemia (presença de colesterol anormalmente elevado ou gorduras no sangue); diabete; problemas ortopédicos; e saúde mental.

Ranking doenças crônicas nas empresas

Colocação Doença Porcentagem

1º Hipertensão arterial 7,17%

2º Dislipidemia 6,15%

3º Diabete 2,88%

4º Problemas ortopédicos 2,75%

5º Saúde mental 1,93%

O mapeamento levou em consideração uma amostra de 720 mil vidas no ano de 2018. Desses, 125 mil são doentes crônicos, o que representa 17% do total. “Ou seja, temos um cenário em que uma parcela muito pequena do quadro de pessoas atendidas foi responsável por 3/5 de todos os gastos com saúde enquanto os outros 2/5 são correspondentes a um total de 83% da população. Então, para que a sinistralidade não estoure durante o tempo de contrato com a operadora, é preciso que as empresas conheçam essa sua realidade, façam melhores escolhas do desenho do seu benefício e que implemente ações mais inteligentes no sentido de fazer com que as pessoas sejam corresponsáveis pela sua qualidade de vida e bem estar”, completa a executiva.

Com a experiência de administrar um banco de cerca de 6 milhões de vidas, maior do que a população de mais de 99% dos municípios brasileiros, a GESTO também detectou outros pontos preocupantes: 36,04% dos crônicos apresentam mais de uma condição simultaneamente e os gastos do grupo crônico masculino acima dos 59 anos são acima de R$100 milhões.

Para reverter e controlar essa variável, Fabiana aponta que uma aliada eficiente é a tecnologia. “A aplicação de ciência de dados é fundamental em diferentes níveis. Em um primeiro momento, ela age na predição de casos crônicos no longo prazo, o que ajudará o gestor a escolher o plano de saúde que melhor suprirá as necessidades da sua população no período por meio da qualidade e do prêmio certos, enquanto também aponta as situações em que os beneficiários deveriam estar realizando seus controles e não estão. E, em uma segunda etapa, contribui para orientar a implementação e a mensuração de programas multidisciplinares, assim como a adoção de medidas educativas e de acompanhamento para que a gestão do grupo garanta a sinistralidade controlada.”

A indústria de produtos para a saúde estagna, no primeiro semestre

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Houve uma desaceleração no ritmo de crescimento do mercado brasileiro de produtos para a saúde no primeiro semestre de 2019. De acordo com o Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), o consumo aparente de dispositivos médicos, incluindo o segmento de Diagnóstico In Vitro, cresceu 0,9% no acumulado de janeiro a junho, comparado com o mesmo período do ano anterior. O primeiro trimestre já havia sinalizado para uma estagnação, quando registrou alta de apenas 0,5% em relação ao mesmo trimestre de 2018.

Nos seis primeiros meses do ano, as importações recuaram 3,6%, totalizando US$ 2,1 bilhões. A maior queda foi no consumo aparente (-7,5%) e nas importações de reagentes e equipamentos para diagnóstico in vitro (-14,1%). Já as exportações totais do setor, ainda no primeiro semestre, apresentaram queda de 4,6%, totalizando U$ 290 milhões. O déficit da balança comercial de dispositivos médicos ou produtos para a saúde é de US$ 1,8 bilhão, no mesmo período.

“A redução nas importações de reagentes e equipamentos para diagnóstico in vitro reflete uma ‘freada’ no ritmo de expansão da rede de serviços de complementação diagnóstica e terapêutica, que aguarda a economia brasileira voltar a crescer e gerar empregos para ampliar a rede no ritmo visto nos últimos anos. Ainda assim, este segmento – grande consumidor de testes de diagnósticos para laboratório – continua investindo, mas agora com o maior foco na inovação e na internacionalização”, analisa o diretor-executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes.

Houve crescimento de 6,5% na produção doméstica. 2873 vagas de emprego foram abertas nas atividades industriais e comerciais do setor, totalizando o contingente de 141.813 trabalhadores. Este número é 2,1% maior do que o primeiro semestre de 2018. Segundo Gomes, “no setor de hospitais – outro grande cliente dos produtos representados pelas associações que compõem a ABIIS – os investimentos em fusões e aquisições com vistas à verticalização dos planos e o surgimento dos hospitais Premium arrefecem a retração do setor. O crescimento da produção doméstica é fruto da necessidade constante de reposição de materiais e suprimentos para os 338.121 estabelecimentos de saúde, sendo 7.425 novos”.

Na visão da Aliança, as perspectivas para o segundo semestre são boas. “Com a reforma da previdência aprovada e a tributária avançando, a economia vai voltar a crescer e o desemprego cair. Assim como a indústria de produtos para a saúde”, finaliza Gomes.

O Boletim ABIIS é desenvolvido pela Websetorial Consultoria Econômica.

Sobre a ABIIS

A Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde – ABIIS nasceu em 2011, da união das entidades Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde – ABIMED, Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde – ABRAIDI e Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial – CBDL; interessadas em produzir e difundir conhecimento e propostas ligados ao ambiente social, econômico e normativo próprio para o florescimento da inovação em Saúde no Brasil. Com o apoio da Advanced Medical Technology Association – AdvaMed, a ABIIS é formuladora de propostas para aprimoramento de políticas públicas em saúde de uma maneira ampla e sustentável para o Estado e a sociedade.

A ABIIS trabalha com foco em cinco pilares: Incorporação Racional de Tecnologias, Ambiente de Negócios Ético, Redução dos Custos da Saúde no Brasil, Aprimoramento Institucional dos Reguladores e Regulação Inteligente.

É preciso diminuir erros na saúde

Heleno-Costa-Jr.-Superintendente-do-CBA

Formação profissional é carente de qualidade e segurança assistencial

Ser atendido em hospital ou outra instituição de saúde é seguro? Estudos apontam que “não” ainda é uma resposta recorrente. A Organização Mundial da Saúde e outras organizações fazem um alerta sobre a alta incidência de eventos adversos, erros, incidentes ou falhas cometidas nas instituições de saúde durante a assistência prestada aos pacientes. No Brasil, estudo da Universidade Federal de Minas Gerais apontou a morte de 2,47 pacientes a cada três minutos em hospitais públicos e privados. O portal Notivisa — da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que atende ao Programa Nacional de Segurança do Paciente, criado pelo Ministério da Saúde — inclui a cada dia novos números de notificações de óbitos ocorridos nas instituições por conta de eventos adversos inesperados, imprevistos, categorizados como preveníveis.

Por que pacientes morrem em locais onde deveriam ser curados? Diferentes motivos para esse fato têm sido ratificados em estudos nacionais e internacionais. No entanto, um fator tem se destacado nesse universo: o comportamento humano, gerando, principalmente, atos de negligência, omissão ou desatenção diante de normas, procedimentos, diretrizes ou protocolos estabelecidos para garantir a segurança no cuidado.

A raiz do problema vem desde a graduação na formação do profissional, incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros da área de saúde. A discussão ou ensino sobre qualidade e segurança assistencial não faz parte do currículo atual. Soma-se ainda a sobrecarga de trabalho no esforço implacável de trabalhar em dois, três empregos para buscar remunerações viáveis. A tecnologia, embora busque aperfeiçoar a assistência, também traz desafios que podem, ao contrário da lógica, contribuir na ocorrência de eventos imprevistos, uma vez que o uso dessas tecnologias também impõe graus de especialização e de qualificação que muitos profissionais de saúde não alcançam em sua formação ou em seus ambientes de trabalho.

Nesse cenário é necessário que ações planejadas e integradas sejam definidas por autoridades, entidades associativas e instituições de saúde, de forma conjunta. A formação profissional deve ser, de forma mais imediata, revista e atualizada, para incluir os novos desafios e elementos da ciência contemporânea que influenciam a segurança assistencial. Às autoridades cabe a possibilidade de estabelecer ou aperfeiçoar os mecanismos de avaliação e de controle da qualidade e segurança das instituições de saúde. As entidades associativas, sejam públicas ou privadas, devem se integrar de forma mais planejada no objetivo de mobilizar ações e desenvolver programas estruturados para melhorar continuamente o envolvimento de profissionais e de pacientes na segurança dos cuidados.

Por fim, as próprias instituições de saúde, como as que cuidam diretamente do paciente, devem assumir o papel de prevenir ou de mitigar, de forma pró-ativa, a possibilidade da ocorrência de eventos adversos, por meio da qualificação e capacitação permanente de seus gestores e profissionais, com a adoção de protocolos, normas, procedimentos e diretrizes, aplicadas de forma efetiva para uniformizar e estruturar a prestação da assistência em seu melhor nível possível de qualidade e segurança.

Sobre o autor

Heleno Costa Junior é Mestre em Avaliação de Sistemas e especialista em Administração Hospitalar. É superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação, organização avaliadora da qualidade em saúde.

Manual de gestão hospitalar é lançado no 9º Encontro Paranaense da Saúde

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O “Manual de Gestão Hospitalar – Os caminhos para a melhoria da gestão” foi lançado no Primeiro Encontro de Líderes do Colégio Brasileiro de Executivos - Capítulo Paraná (CBEXs-PR), no Expo Unimed Curitiba, com as presenças de seus coordenadores científicos, J. Antônio Cirino e Andréa Prestes. O lançamento ocorreu durante o primeiro dia do 9º Encontro Paranaense da Saúde, 25 de setembro, promovido pela Associação Paranaense de Hospitais (Ahopar) e que acontece até esta sexta-feira, 27 de setembro, no Expo Unimed. O CBEXs-PR montou também um estande durante o evento para divulgar a entidade.

O presidente do CBEXs-PR, Claudio Enrique Lubascher, abriu o Encontro de Líderes e destacou a importância de um dos objetivos da entidade que é congregar líderes de todas as áreas de saúde. A presidente da Ahopar, Márcia Rangel de Abreu ressaltou que o CBEXs é uma plataforma de desenvolvimento de pessoas que estão preocupadas com o setor de saúde. O presidente do Conselho de Administração do CBEXs, Francisco Balestrin, frisou que o objetivo da entidade é formar líderes no setor de saúde do país e destacou que atualmente a entidade tem 650 associados e fellows, congregando 10 capítulos, sendo que um deles está em implantação em Belém.

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O “Manual de Gestão Hospitalar – Os caminhos para a melhoria da gestão” tem 10 capítulos e 18 autores e, segundo Andréa Prestes, não tem o propósito de esgotar o  o assunto, mas sim de provocar novas opiniões, sendo já está planejada uma segunda edição. A publicação aborda várias questões de interesse do gestor na área de saúde, entre elas, desafios, planejamento estratégico, planejamento por cenários, liderança e pessoas, comunicação, sustentabilidade, remuneração, qualidade e creditação, tecnologia da informação, qualificação, arquitetura e saúde, experiência do paciente, entre outras abordagens.

Após a apresentação do manual, surgiram várias propostas de inclusão na publicação, entre elas, a de Balestrin sobre o novo desafio digital que torna o hospital sem paredes e agiliza o atendimento do paciente. E também a proposta da presidente da Ahopar sobre um novo capítulo do CBEXs na publicação para contribuir com conceitos de gestão e governança.

InterPlayers soma R$ 5 milhões de investimento em programas de aceleração de Startups

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Em parceria com a ACE (Aceleradora de startups), companhia inicia a terceira rodada com a seleção de até quatro startups do seu Programa de Tech Health para aprimorar a infraestrutura do setor de saúde no país

A transformação digital traz cada vez mais valor para a saúde e revoluciona a prestação de serviços e o atendimento ao paciente. Mais do que nunca, empresas e organizações apostam em ações disruptivas, condizentes com um setor interconectado, digitalizado e automatizado, em que o paciente exerce cada vez mais autonomia sobre seu cuidado.

A Interplayers, por ser o hub de negócios da saúde e bem-estar, aplica diversas técnicas para atingir suas estratégias, dentre elas, a identificação de startups que complementem suas soluções para o segmento. Assim, em 2017, a empresa iniciou o programa Tech Health (que já somou R$ 5 milhões de investimentos), em parceria com a ACE, investidora e consultora de inovação corporativa, eleita três vezes a melhor aceleradora de startups da América Latina.

Nesta rodada, o programa vai selecionar até quatro startups que estejam em estágio de crescimento, com no mínimo um MVP (mínimo produto viável), equipes formadas e algum faturamento e tração, para resolver problemas reais de maneira escalável.

Para participar, a startup precisa atender uma das três teses desta rodada: “soluções voltadas ao suporte do paciente”, “soluções de compra de produtos de saúde e bem-estar por meio de consumidores omnichannel” ou “soluções de trade marketing que agreguem ganhos nos pontos de venda”.

Neste momento, o Programa está focado na WellBe, startup que disponibiliza uma solução de melhoria da qualidade de vida e gestão inteligente em saúde. A solução pode ser utilizada por empresas ou entidades que desejem reduzir o absenteísmo e os custos de sinistralidade de seus beneficiários por meio da adoção de boas práticas físicas e alimentares.

“Sabemos que apenas uma boa ideia e um bom time não são suficientes para o sucesso de uma startup. Sua inserção no ecossistema em que pretende atuar é primordial. Grandes ideias sucumbem pela dificuldade de atingir escalabilidade”, afirma Natalino Barioni, CVO da Interplayers.

As empresas selecionadas terão acesso à rede de mais de 200 mentores da ACE. O programa terá início em outubro, com previsão de término em janeiro de 2020.

“Com o programa Tech Health, a InterPlayers reforça seu compromisso com a evolução do setor, com a disrupção e o desenvolvimento de novas tecnologias que agreguem valor a todos os elos da cadeia”, afirma Barioni. “Incentivar novos empreendedores e empresas inovadoras é uma das melhores maneiras de viabilizar novos modelos de negócios. ”

Sobre a InterPlayers

O HUB de negócios da saúde e bem-estar, é, desde 2002, um importante núcleo de soluções para o setor pela criação de modelos de negócios aderentes as demandas as indústrias, distribuição, varejo e pacientes/consumidores. Conta com seis marcas em seu portfólio: Pharmalink, Ponto Extra, ECS, Entire, SevenPDV e Vitale.