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Inteligência artificial na saúde: reduzindo a variabilidade do cuidado

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Já se foi o tempo em que a inteligência artificial era exclusividade dos filmes de Hollywood. Não há dúvidas de que os algoritmos e a inteligência artificial agregam valor a qualquer negócio ou segmento. E na área da saúde, isso não é diferente. Com base em seu extraordinário potencial para redesenhar o sistema de saúde atual, os investimentos nessas tecnologias estão em alta e explodindo em popularidade. Os impactos são inúmeros e vão desde as reduções de custos, melhorias na qualidade até a redução da variabilidade do cuidado.

De acordo com um relatório recente da Accenture, a inteligência artificial na saúde é um componente-chave dentro da tecnologia da informação e, sozinha, pode ser responsável por gerar uma economia de US$150 bi até 2026 para a saúde americana. O mesmo relatório prevê que o crescimento da sua aplicação no mercado de saúde atinja US$6,6 bilhões até 2021 - o que representa uma taxa anual de 40%. No Brasil, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed), a adoção de tecnologias - incluindo inteligência artificial e algoritmos -, deve crescer entre 5% e 7% em 2019.

A inteligência artificial ajudando na redução da variabilidade do cuidado

A ausência de um padrão de protocolos clínicos é apontada como a principal causadora da variabilidade do cuidado, e estudos apontam que esse problema corresponde entre 14% e 16% do gasto total em saúde nos EUA. A Advisory Board, empresa de melhores práticas que usa uma combinação de pesquisa, tecnologia e consultoria para melhorar o desempenho das organizações de assistência médica, após uma análise sobre a variabilidade do cuidado em 468 hospitais, concluiu que entregando cuidados em linha com as melhores práticas de hospitais de alta qualidade, uma instituição pode economizar cerca de US$29 milhões/ano. Esse problema, como disse, acontece em todo mundo, e no Brasil, não é diferente.

Sabemos que a inteligência artificial e os algoritmos podem propiciar inúmeras vantagens, ajudando os profissionais da saúde a encontrarem respostas para casos complexos. Com os subsídios necessários para que os profissionais optem pela decisão certa, com base em evidências clínicas e protocolos interativos, nas mais diversas etapas do atendimento – desde a triagem até a internação -, as intervenções certamente acontecem de forma mais rápida.

A combinação "inteligência artificial e expertise médica" é um fator que igualmente rende bons frutos para descobrir padrões e também agir de forma preditiva, sempre com o objetivo de melhorar os cuidados prestados, os resultados clínicos e até mesmo a experiência do paciente; diagnosticar doenças/condições; trazer diversidade de opções de tratamento sempre centradas no paciente; ajudar a prevenir os erros causados por intervenções humanas; assumir tarefas repetitivas e administrativas que atrasam os processos, entre outras.

Soluções interativas guiam o médico por todo o diagnóstico e permitem inserir dados do paciente, sintomas, exames realizados anteriormente e resultados, entre outras variáveis, e os algoritmos dinâmicos apoiam na escolha do melhor caminho tanto na fase de diagnóstico como na de tratamento. Algumas soluções já disponíveis, inclusive no Brasil, fornecem os subsídios necessários para que os médicos possam tomar decisões apropriadas de tratamento por meio de evidências clínicas já comprovadas e, com isso, direcionar o tratamento em condições de saúde que normalmente levam à variabilidade do cuidado. Os protocolos podem ser construídos tanto no formato fluxograma/árvore de decisão ou em tópicos que descrevem mais profundamente cada uma das etapas, ambas atendendo os padrões nacionais e internacionais que garantem a qualidade do atendimento.

As soluções e os algoritmos também ajudam a reduzir o número de exames desnecessários, evitar erro nos diagnósticos e desfechos adversos para os pacientes devido à falha na interpretação de exames, aspectos esses responsáveis também pela variabilidade do cuidado. Orientações concisas guiam para ação imediata, ou seja, não apenas para avaliação, mas também para determinar se são necessários futuros procedimentos ou medicamentos a prescrever.

Em suma, em uma sociedade digital que come, dorme e respira os benefícios da Internet das Coisas (IoT), a Inteligência artificial torna-se cada vez mais bem-vinda na atual agenda da saúde em evolução, abrindo o caminho para a inovação, reinventando a forma como os cuidados são prestados e, potencialmente, ajudando a economizar bilhões em âmbito mundial, além é claro de minimizar os impactos da onerosa variabilidade do cuidado.

Sobre o autor

Marcelo Lancerotti é Country Manager da Wolters Kluwer Health no Brasil, líder mundial em fornecimento de informações para profissionais e estudantes da área da saúde.

Philips apresenta soluções digitais para a saúde e novos modelos de atendimento que visam os cuidados baseados em valor durante o HIS 2019

Doctor using digital tablet with medical icon and heartbeat rate in the hospital background
Doctor using digital tablet with medical icon and heartbeat rate in the hospital background

Empresa prioriza o cuidado do paciente desenvolvendo soluções e modelos de atendimento que melhoram os resultados e aumentam a satisfação a um custo reduzido

A Philips esteve presente no HIS 2019 (Healthcare Innovation Show), um dos maiores eventos de tecnologia e inovação focado no mercado de saúde na América Latina, que aconteceu nos dias 18 e 19 de setembro, em São Paulo. A feira contou com a participação do executivo da Philips, Bodo Wiegand, Director Market Access and Reimbursement da Philips Global, para apresentar a palestra "Value-Based Care: A tecnologia derrubando os silos". O executivo demonstrou exemplos de projetos sobre como obter melhores resultados, maior satisfação da equipe, do paciente e menor custo do atendimento.

No estande da Philips foram apresentados o software Tasy desenvolvido pela Philips que facilita o armazenamento do histórico do paciente e promove a atenção integral à saúde, o acompanhamento médico e as decisões clínicas, além de equipamentos que possuem tecnologia de ponta e que são interligados, na maioria das vezes, por conexões digitais.

O executivo abordou, durante a palestra, a estratégia da Philips para o Value-based Care, - novos modelos de atendimento, que visam pagar mais pelo valor do que pelo volume, incentivando os prestadores de serviços e outras partes interessadas a melhorar o acesso aos cuidados e resultados de saúde, reduzindo o custo do atendimento. O value-based care se concentra no que os pacientes valorizam e aloca recursos de acordo com os resultados de saúde fornecidos pelo sistema. O cuidado baseado em valor procura evitar intervenções diagnósticas e terapêuticas desnecessárias.

Sobre a Philips

A Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHIA) é uma empresa líder em tecnologia da saúde voltada à melhoria da saúde das pessoas e à produção de resultados mais precisos na área da saúde, desde prevenção e vida saudável até diagnóstico, tratamento e cuidados domiciliares. A Philips combina tecnologia avançada com observações clínicas aprofundadas e percepções dos consumidores para oferecer soluções integradas. Sediada na Holanda, a empresa é líder em diagnóstico por imagem, terapia por imagem, monitoramento de pacientes e informática da saúde, bem como em saúde do consumidor e cuidados domiciliares. A Philips emprega cerca de 77.000 funcionários e opera no setor de vendas e serviços em mais de 100 países. Em 2018, a empresa gerou vendas no valor de 18,1 bilhões de euros.

O presente e o futuro da realidade virtual na saúde

O presente e o futuro da realidade virtual na saúde

Desde 2015 a startup brasileira MedRoom aplica a tecnologia de realidade virtual (VR, do inglês virtual reality), junto a estratégias de gamificação, em experiências destinadas à educação em saúde para faculdades e institutos de ensino. Sandro Nhaia, fundador, me recebeu nas instalações da empresa no Brooklin e mostrou o que já foi e tem sido desenvolvido.

Utilizando os óculos de VR é possível viajar por todo corpo humano. Comecei pelo sistema circulatório e fui até o coração. Dá pra ouvi-lo batendo! Os painéis permitem controlar o zoom e assim consigo entrar dentro de um coração gigante, visualizando as válvulas, artérias e todas outras estruturas que o formam. Consigo retirar camadas dos órgãos como se o estivesse dissecando, além de ligar ou desligar qualquer sistema.

O programa possui casos clínicos onde interajo com um paciente. Durante o atendimento, árvores decisórias vão aparecendo, que podem ser tão complexas quanto necessário. Caso eu solicite um exame, no dia em que o resultado estiver pronto, recebo uma notificação em meu celular e continuo a tomada de decisão dali mesmo.

Durante a feira Hospitalar deste ano, a MedRoom em parceria com a empresa CMOS Drake proporcionou uma experiência com realidade mista onde um corredor caía e era preciso que 2 pessoas o socorressem realizando massagem cardíaca em um manequim. A cada 15 compressões um feedback era dado a partir da análise da velocidade e da profundidade que eram feitas as manobras.

O foco da empresa não é somente a realidade virtual. “Estamos criando uma plataforma de treinamento híbrido que você consiga estudar pelo seu celular, na web, no VR e nos 3 em conjunto”, conta o fundador.

Na sede da empresa ainda há um estúdio de captação de movimentos. O sistema de captura facial consegue identificar micro expressões. O processo inclui uma etapa em que se ensina ao equipamento o que aquela expressão ou movimento é, deixando-o cada vez mais inteligente, rápido e realista. “Acreditamos que quanto mais realista mais empatia a gente cria. Você não está treinando em um boneco de plástico”, diz Sandro.

Quando perguntei se pretendem explorar microestruturas do corpo, Sandro explica do cuidado que é tomado para a experiência do usuário ser a melhor possível. “Que horas que eu consigo encaixar meu conteúdo da fisiologia que está todo no macro e vou pro micro? Como que eu faço essa transição de um pro outro sem a pessoa vomitar de enjoo? Já tomamos muitos cuidados: o uso é fácil, 2 botões, em 5 minutos o sujeito já está se virando sozinho, mas como conseguimos mais? Como conseguir dar uma experiência guiada que seja incrível do início ao fim?”

Sandro compara a produção da MedRoom com uma empresa europeia desenvolvedora de jogos eletrônicos baseados em decisões: “um jogo demorou 4 anos pra fazer, 50 milhões de euros e 400 pessoas envolvidas. Quando conseguimos o mesmo resultado de qualidade gráfica, (hoje a gente já ultrapassou) nós demoramos 4 meses e em 3 pessoas, com muito menos recurso. Nosso time é incrível nesse sentido!”.

Fazer com que as instituições de ensino adequem o programa a suas rotinas ainda é um desafio para a startup. “Temos conseguido mostrar cases e diferentes tipos de uso”, explica Sandro. Outro complicador é o custo do equipamento no Brasil. Quando convertido para dólar, não é um valor tão alto, mas ainda é significativo se comprado em real.

O próximo passo é partir da educação para a assistência. Um dos projetos, ainda em pesquisa, consiste em construir um órgão digital do paciente a partir de exames de imagem reais, como ressonância e ultrassom, e permitir simulações no mesmo. “Imagina o médico poder treinar em ‘você’ antes de realizar a cirurgia em ‘você’?! O tempo que ganha, a assertividade”, conta o fundador e complementa “O médico sabe exatamente o que vai encontrar no paciente dele. Sem precisar abrir o cara!”.

Os estudos iniciaram pelo coração, um órgão bem complexo, mas a ideia é expandir ​as simulações até o ponto de se criar um digital twin (um gêmeo digital, em inglês). ​O que proporcionaria uma experiência única em termos assistenciais no cuidado do paciente pelo médico.

Hospitalar embarca para a ExpoMEDICAL 2019 para fortalecer laços latino-americanos

Hospitalar embarca para a ExpoMEDICAL 2019 para fortalecer laços latino-americanos

Uma equipe da Hospitalar embarcou nesta segunda-feira (23) rumo à Argentina para participar da ExpoMEDICAL 2019. O intuito é estreitar as relações com o mercado latino-americano da saúde e trazer novas oportunidade para a edição 2020 da Hospitalar.

De acordo Viviane Santos, gerente de marketing da Informa Markets, responsável pela Hospitalar, HIS – Healthcare Innovation Show e SBF - Saúde Business Forum, eventos parte do portfólio de saúde da Informa Markets, esta participação faz parte de um projeto muito maior.

“A Hospitalar é uma referência para a geração de negócios, oportunidades e conexões. Agora estamos nos tornando palco para que estas conexões se ampliem ainda mais com a participação de hospitais, fornecedores e demais empresas do setor que estão presentes nos principais eventos de saúde do mundo. A edição 2020 da feira trará algo muito além do que aproximar compradores. Ela tratará mais oportunidades”, explica Viviane.

Viviane também destaca a ida à Argentina como uma oportunidade para visitar e conversar com hospitais, entre os quais estão o Hospital Austral e o Hospital Italiano. A ideia é compreender as necessidades destes clientes – que já são frequentes no evento – e também do mercado, para engajá-los e ofertar as melhores oportunidades durante a Hospitalar, sempre visando trazer uma visitação mais qualificada.

Outro ponto importante dessa visita, ressalta a gerente de marketing, é um projeto que está em expansão para a Hospitalar 2020. “O programa de conexão entre compradores e fornecedores vai permear alguns pilares, como conteúdo, reuniões estruturadas e ações específicas dentro da feira. Queremos dar visibilidade a players que têm cases para trazer para o mercado e queremos dar visibilidade a esses cases”, ressalta.

A ExpoMedical ocorre de 25 a 27 de setembro, no Centro Costa Salguero, em Buenos Aires, na Argentina. A Hospitalar estará presente no evento com um estande durante todo o período e também realizará um café da manhã para clientes e parceiros.

Em 2020 a Hospitalar acontece no período de 19 a 22 de maio, no São Paulo Expo, zona sul da capital paulista e espera receber milhares de marcas expositoras e visitantes, levando muito conteúdo, networking, inovações e novas atrações, com foco nos setores de desenvolvimento do evento Facilities, Tecnologia, Atenção Domiciliar e Cuidados de Transição e Reabilitação. Além disso, ações focadas na América Latina e nos compradores nacionais terão reformulação e serão ampliadas.

Pró-Saúde encerra gestão na Santa Casa de Penedo

Pró-Saúde encerra gestão na Santa Casa de Penedo

A próxima quinta-feira, 26, será marcada por uma nova fase da Santa Casa de Penedo em seus 253 anos de existência. A unidade, localizada a 146 km de distância de Maceió (AL), passou por um processo de reforma e melhorias, além da criação de novas áreas no atendimento.

Na data, acontecerá a cerimônia de entrega das novas instalações, com a participação de autoridades locais, colaboradores e gestores da Santa Casa. O dia também irá marcar, após 8 anos de contrato, o encerramento da assessoria e gestão da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar.

A revitalização, com a implantação de melhorias nos postos de triagem e enfermagem, consultório de obstetrícia, pediatria e ginecologia, também proporcionou a criação de novas áreas que abrigam os serviços de ultrassonografia. Com um investimento de R$ 200 mil reais, provenientes de emendas parlamentares e recursos próprios da entidade, as mudanças possibilitaram ainda mais agilidade e humanização ao atendimento.

Desde 2011, a Pró-Saúde, uma das principais instituição filantrópica do país e com mais de 50 anos na área de gestão hospitalar, administra a Santa Casa de Penedo, referência no atendimento de clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, pediatria, obstetrícia, ginecologia, otorrinolaringologia, dermatologia e buco maxilo.

Apenas para citar os últimos quatro anos sob administração da Pró-Saúde, os investimentos em melhorias realizados pela entidade na Santa Casa impulsionaram a criação de novos serviços médicos, aumentando o rol de especialidades hospitalares, entre eles a ortopedia, cirurgia geral, cardiologia e a implantação da Comissão de Humanização, responsável por desenvolver metas que humanizam o atendimento aos pacientes.

“Este foi um projeto muito importante para a entidade. Ficamos satisfeitos com as conquistas ao longo destes oito anos e seguiremos trabalhando em outras unidades do País para levar um atendimento de saúde cada vez mais qualificado e de excelência,” ressalta Danilo Oliveira, diretor Corporativo de Operações da Pró-Saúde.

Por meio de um planejamento estratégico com performance anual, instituído desde o início na Santa Casa pela Pró-Saúde, houve como resultado o direcionamento financeiro adequado, transformando as receitas em investimentos necessários para tornar a unidade uma referência na região do baixo São Francisco, em Alagoas.

A Santa Casa de Penedo está localizada no mesmo prédio desde a sua fundação. Além de promover melhorias estruturais na maternidade e pediatria, houve uma preocupação especial com esses núcleos. A área pediátrica foi decorada com desenhos e fotos deixando o ambiente mais lúdico e melhorando a ambientação.

Na recepção, um sanitário foi implantado para uso exclusivo de pacientes e acompanhantes. Já os colaboradores ganharam um espaço específico na área administrativa.

Por estar na região nordeste do País, onde as temperaturas costumam ser elevadas, outra mudança importante foi a climatização dos ambientes, que irá proporcionar mais conforto ao atendimento.

Para o diretor Hospitalar, Jean Cleber Spricigo, a reforma é uma nova etapa importante para a Santa Casa. “Os investimentos promovidos irão auxiliar ainda mais um atendimento com qualidade e conforto. Os espaços, que foram melhorados, também reforçam o nosso compromisso com a assistência em saúde”, ressalta.

No dia 26/9, às 10h, a cerimônia de entrega das instalações irá contar com a presença do secretário de Estado da Saúde de Alagoas, Alexandre Ayres, o Prefeito Municipal de Penedo, Marcius Beltrão, e integrantes da Secretaria Municipal de Saúde, além de colaboradores e gestores da unidade.

Seconci-SP lança projeto de segurança do paciente

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Iniciativa tem o objetivo de padronizar procedimentos para atingir a excelência na assistência segura das pessoas atendidas

Visando aumentar a segurança assistencial aos pacientes atendidos nas unidades próprias e administradas, o Seconci-SP (Serviço Social da Construção) deu início a um movimento corporativo. A iniciativa, que foi detalhada no 1º Encontro Corporativo de Segurança Assistencial, realizado no último dia 13/9, na sua unidade central, em São Paulo, é dividida em seis metas alinhadas às diretrizes internacionais da Organização Mundial de Saúde: Identificação Correta; Comunicação Efetiva; Segurança em Medicamentos de Alta Vigilância; Cirurgia Segura; Reduzir Riscos de Infecção e Dano Por Queda. O projeto foi estruturado para ir à raiz dos erros no atendimento aos pacientes, evitando sua repetição, e os 400 líderes da rede própria e unidades administradas pela entidade, presentes na ocasião, conheceram o primeiro compromisso da ação.

O presidente do Seconci-SP, Haruo Ishikawa, destacou na abertura da solenidade que a iniciativa é mais um elemento que contribuirá para o objetivo central da entidade de oferecer o serviço de qualidade a todos os pacientes atendidos. “Buscamos sempre a excelência na assistência que disponibilizamos, por isso, inclusive, a maioria das nossas unidades próprias – e as que administramos – é acreditada nos níveis mais elevados. Agora, este projeto nasce para trazer ainda mais segurança aos nossos pacientes”, comenta Ishikawa.

O projeto foi estruturado a partir do trabalho de um Comitê Institucional de Segurança Assistencial, criado em janeiro do ano passado, composto por representantes da unidade central e das administradas; pela dra. Norma Araujo, superintendente do Instituto de Ensino e Pesquisa Armênio Crestana (Iepac) do Seconci-SP; e pelos especialistas da área da saúde Adélia Aparecida Marçal dos Santos e Gonzalo Vecina Neto.

Ao longo do período de trabalho, os membros do Comitê levantaram dados, analisaram procedimentos levando em consideração as perspectivas das metas internacionais de segurança dos pacientes, definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e visitaram todos os Hospitais, Ambulatórios Médicos de Especialidades (AME), Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Atenção Psicossocial Adulto (CAPS) administrados pelo Seconci-SP, além dos estabelecimentos de saúde próprios da entidade.

A dra. Adélia Aparecida, que coordenou os trabalhos do Comitê, explica que a finalidade central dos trabalhos foi harmonizar processos e compartilhar excelências atingidas em cada unidade, visando sempre oferecer o melhor atendimento aos pacientes. “Após analisarmos os diversos materiais levantados, visitar as unidades e ouvir as sugestões apuradas nas reuniões realizadas nestes meses, chegamos às seis metas que compõem o projeto”, destaca a consultora.

A primeira meta, de identificação correta do paciente, visa mitigar a possibilidade de administração de medicamentos errados, indefinição de diagnósticos e condutas clínicas e procedimentos em pacientes incorretos. Para isso, foi estabelecida uma verificação sistêmica com dois identificadores padrões: nome e data de nascimento.

A metodologia trouxe uma série de orientações desdobradas dentro dos identificadores padrões, que os profissionais das unidades médicas próprias do Seconci-SP e centros hospitalares administrados pela entidade adotarão para o cumprimento da meta recém-lançada. As medidas, que contemplam ações desde o cadastro do paciente à recepção da unidade até a realização de procedimentos, visam resguardar a segurança do trabalhador atendido em todos os processos pelos quais ele venha a passar.

O detalhamento das ações que serão adotadas dentro das demais metas estabelecidas segue em debate dentro do Comitê, que apresentará as medidas junto com os resultados obtidos na implementação do primeiro objetivo.

As vantagens de investir em qualidade de vida no trabalho

MCM Brand Group

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o segundo país no ranking dos que mais sofrem com síndrome de esgotamento profissional

Muitas empresas fazem investimentos para manter o local de trabalho o mais confortável possível para a saúde física do colaborador, apesar de ser um dos pontos importantes para a vida empresarial, muitas companhias ainda não priorizam essa atitude. O bem-estar do funcionário vai muito além de uma mesa adequada, tempos de pausa e uma cadeira confortável, a saúde mental também é um ponto de extrema atenção nas organizações, o ambiente e equipe precisam estar em sincronia para que, de fato, haja qualidade de vida no trabalho.

Dados disponibilizados pelas Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram a necessidade de mudanças urgentes nas relações entre empresa e funcionário. A síndrome do esgotamento profissional, conhecida como burnout, foi recentemente classificada como doença devido a sua seriedade, e essa condição já afeta 32% dos trabalhadores brasileiros, o que mostra que somos um dos países mais impactados em todo mundo, perdendo apenas para o Japão, com 70%.

Essa questão é levantada pelas principais companhias, que já percebem os efeitos desse problema na própria receita. Empresas americanas perdem cerca de U$ 150 bilhões ao ano por conta de funcionários estressados, isso engloba - entre outras coisas - o absenteísmo e o presenteísmo, que são as ausências e a presença do funcionário com a mente em outra tarefa. Para evitar as perdas, alguns cuidados estratégicos são desenvolvidos pelos líderes.

A implementação de uma Clínica Corporativa tem feito muito sentido para algumas organizações. "Busco sempre oferecer o melhor para a minha equipe, cuidando de tudo que pode aperfeiçoar o desempenho e qualidade de suas vidas na organização" diz Mônica Schimenes, CEO da MCM Brand Group, empresa que adequou sua rotina para receber a Clínica Corporativa. O tempo de seus colaboradores é dividido entre o escopo de trabalho e atividades que possam desenvolver as lideranças, aumentar a confiança entre os funcionários e melhorar o relacionamento das equipes.

Um profissional especializado foi responsável por diagnosticar os principais pontos a serem trabalhados, entender como aplicar suas técnicas na empresa e acompanhar o desenvolvimento dos membros. "O trabalho desempenhado pode mudar a cultura organizacional, ensinar os líderes a darem orientações para a equipe, levar qualidade de vida para todos, além de melhorar a gestão", comenta Hamilton Frediani, psicanalista da Clínica Corporativa que desenvolve o trabalho na MCM Brand Group.

As técnicas desenvolvidas se mostraram muito importantes para lidar com momentos de crises - internas e externas -, já que laços fortificados entre os funcionários diminui o medo de represálias, que é o principal causador do regresso. "Momentos de crise nos tornam mais criativos e podem despertar insights que trazem melhorias para a organização. Somos movidos por desafios", finaliza Hamilton. A Clínica Corporativa aumenta a cooperação entre as partes e faz com que solucionar problemas se torne algo mais assertivo, dando voz a todos e trazendo também diversidade nas soluções propostas.

Para que esse formato seja implantado, o trabalho começa com a chefia, a CEO precisa estar aberta e disposta a participar de todo processo de escuta, trocas, diálogos e momentos de feedbacks bilaterais, como fez Schimenes. "No primeiro momento foi difícil aceitar que precisávamos mudar para melhorar. Mas nós mantivemos o crescimento nos últimos anos e devemos muito a atuação da Clínica Corporativa", finaliza. Nesse processo é necessário compreender que conflitos acontecem em todas as organizações e solucioná-los juntos torna o time mais forte. Afinal, o sucesso da empresa depende da saúde física e mental dos trabalhadores.

Sobre a MCM Brand Group

Fundada em 1997, a MCM Brand Group é um grupo de comunicação integrada e atuação nacional e internacional, comprometido com a performance e responsável com diversidade e inclusão, que possui qualificação para atender grandes corporações em suas metas de compliance. Atualmente, a empresa conta com um amplo portfólio, que mescla eventos corporativos ou de marketing, ativações, campanhas digitais, social media, entre diversos outros serviços. Algumas das empresas atendidas são IBM, BASF, Dell, Stefanini, Nextel, Dell, Red Hat, Monsanto, Mizuno, Unilever, entre outros.

Saúde mental no topo do pacote de benefícios das Empresas

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A preocupação com a saúde mental saiu dos consultórios, das conversas entre familiares e chegou às salas de reuniões de empresas em todo o País. E acredito que, se ainda não está, deva chegar na sua também.

O Brasil já é líder mundial no ranking de ansiedade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o País tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população). Em depressão também estamos no topo, líderes em números de casos em toda a América Latina.

Te convido a parar para refletir por alguns minutos antes de continuar a leitura - isso se a ansiedade permitir esta pausa. Quando foi a última vez que você conseguiu se concentrar em uma única tarefa por mais de 40 minutos? Quantas vezes você checa o celular durante a reunião, até mesmo durante as importantes?

Fora os momentos de lazer, os jantares com pessoas queridas que não ficam sem interrupções digitais, as séries, programas e filmes cada vez mais curtos, respondendo à nossa exigência por conteúdos mais diretos e objetivos, mas muitas vezes sem o aprofundamento necessário.

Esta ansiedade traz impactos na redução do desenvolvimento cognitivo, físico e absenteísmo, afetando também as empresas em seus resultados com colaboradores, que apresentam dificuldades sociais e se tornam improdutivos, causando perda de produtividade anual de mais de um trilhão de dólares ao redor do mundo.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 44% dos funcionários apresentam algum problema relacionado à doença mental, que hoje já é a segunda maior causa de afastamento do trabalho, chegando ao número médio de 100 dias por ano.

Para os cofres públicos os investimentos também são altos. A OMS considera que, em 2020, a depressão será a segunda causa mundial de incapacitação e, em 2030, a primeira, estando à frente do câncer e das doenças infecciosas. Para ilustrar isso, vimos um aumento de 20 vezes nos pagamentos de auxílio doença nos últimos 10 anos, e hoje já falamos que 5 entre 10 causas de incapacitação no Brasil são relacionadas às doenças mentais.

Acredito que as empresas mais desejadas pelos melhores talentos serão aquelas que criam um ambiente e situações de bem estar e saúde mental, visto que os números só aumentam, assim como os reflexos de uma sociedade sem o tratamento necessário. Está na hora de trazer o tema para as pautas estratégicas.

Sobre o autor

Paulo Vaz é CEO da eCare Group, maior rede de saúde mental da América Latina e sócio fundador e CEO da Heads in Health, consultoria especializada em economia e evidências de mundo real na saúde.

Setembro Amarelo: Omint alerta para a importância de falar sobre saúde mental no ambiente corporativo

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- Shutterstock

Proporcionar cenário de acolhimento, reconhecimento e encaminhamento de questões colabora para uma melhor solução de transtornos e doenças mentais, evitando agravantes

O Brasil é o país mais deprimido da América Latina, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No País, nada menos que 5,8% da população sofre da doença, sendo 7,7% das mulheres e 3,6% dos homens. Indicadores como esses estão também correlacionados, ainda que indiretamente, à alta taxa de suicídio no Brasil: uma morte a cada 45 minutos, de acordo com o Ministério da Saúde.

De acordo com o psiquiatra e psicanalista Dr. Mário Louzã, profissional parceiro Omint, é importante falar sobre transtornos mentais sem tabus para evitar que situações extremas, até então evitáveis, venham a acontecer. "Suicídio é algo que a OMS classifica de morte evitável. Uma pessoa que apresenta esse risco quase sempre dá indícios que está com esse tipo de pensamento e, portanto, numa situação de risco. Se pudermos intervir a tempo, evitamos tentativas que culmine num resultado letal", comenta o especialista. Louzã ainda acrescenta que campanhas como a Setembro Amarelo e a ampla divulgação das mídias são fundamentais para que se fale sobre os transtornos que possam levar a um final trágico e, portanto, evitá-lo.

O especialista afirma que, no ambiente corporativo, há sinais que os colegas e superiores podem identificar e alertarem-se sobre a importância de oferecer apoio ao indivíduo. "Primeiramente, é importante diferenciar distimia de um cenário de risco. Distimia é a depressão crônica, leve a moderada, que dificilmente culmina numa situação extrema. É a pessoa que está permanentemente apática, silenciosa, com um estado de espírito permanentemente triste. É diferente da pessoa que subitamente muda de humor, apresenta um sentimento de vazio e passa a apresentar pensamentos de pouca valia, do tipo 'a vida não vale a pena', 'não tenho vontade de acordar no dia seguinte' e afins." Louzã afirma que, nessa fase, normalmente surge a ideação que atentar-se contra a própria vida como uma solução para os problemas.

Importância de posicionamento ativo do RH

A situação citada acima, de acordo com o especialista, já apresenta um cenário em que o departamento de Recursos Humanos da companhia deve agir ostensivamente para evitar situações como tratamento mal conduzido ou mesmo feito às escondidas, pedido de demissão e até atitudes deliberadas que a pessoa possa tomar. "Por esse motivo, é fundamental que o RH das companhias apresente condutas claras de acolhimento a colaboradores com transtorno. Na maioria das vezes, o indivíduo que percebe em si mesmo alterações de humor e até mesmo a dificuldade em tocar tarefas do seu dia a dia tem vergonha e medo de encarar um diagnóstico de depressão. Ele tem receio de sofrer represálias, preconceitos, julgamentos, e, por isso, é primordial que ele tenha uma rede de apoio que o dê suporte e encoraje a buscar ajuda profissional", alerta.

Afinal, qual o profissional a se procurar: psiquiatra, psicanalista ou psicólogo? 

De acordo com Louzã, nos quadros em que uma pessoa já apresenta risco de suicídio, o profissional indicado é o psiquiatra. "O psiquiatra tem formação médica e, por isso, pode prescrever medicações à pessoa e, se for o caso, até mesmo interna-la até que seu quadro melhore. O psicólogo ou o psicanalista pode atuar em outra fase, ou em quadros mais leves e até mesmo moderados. Enquanto isso, nos cenários mais críticos, o psiquiatra deve ser procurado o quanto antes", afirma, ressaltando a importância de psicólogos e psicanalistas encaminharem ao psiquiatra os quadros que eles avaliarem mais delicados para que haja sucesso no tratamento.

Sobre a Omint

A Omint iniciou suas operações no Brasil em 1980, com o lançamento do primeiro plano de saúde voltado ao segmento de alto padrão do país, setor em que hoje é líder de mercado. A Omint Saúde está entre as 500 maiores empresas do país, ocupando a 3ª posição em saúde, de acordo com o ranking Exame Melhores e Maiores 2019.

O Grupo Omint atua no segmento de viagem desde 2011, sendo parceira da IAG (International Assistance Group), considerada a mais completa associação de empresas especializadas em assistência em viagem pelo mundo. Posteriormente, com a Omint Seguros, passou a comercializar apólices individuais e coletivas para empresas - além de passar a operar no ramo de seguro de pessoas, comercializando seguros de vida em grupo e individual.

O Grupo Omint faturou R$ 1,5 bilhão em 2018, resultado de crescimento orgânico e sustentável.

Empresa brasileira apresenta mundo realístico do corpo humano com tecnologias 3D de realidade virtual

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Desenvolvida pela Csanmek, simulador é utilizado como método alternativo ao uso de cadáveres em aulas de anatomia

Plataforma Multidisciplinar 3D é aplicada para treinamento cirúrgico e dissecação virtual em faculdades de medicina

Os participantes do Congresso Brasileiro de Educação Médica (Cobem), que acontece de 29 de setembro a 2 de outubro, em Belém (PA), poderão conhecer as mais modernas tecnologias 3D de realidade virtual e aumentada para treinamento de habilidades em faculdades de medicina.

As tecnologias serão apresentadas pela empresa brasileira Csanmek, especializada em sistemas e soluções para o mercado educacional. Um dos destaques é a Plataforma Multidisciplinar 3D, que funciona como um simulador digital para treinamento cirúrgico e dissecação virtual.

Considerado hoje o principal método alternativo ao uso de cadáveres em faculdades de medicina, o simulador da Csanmek funciona como uma mesa que exibe modelos tridimensionais altamente detalhados e anatomicamente corretos de todos os sistemas do corpo humano para treinamento de cirurgias virtuais.

A tecnologia brasileira, utilizada também em países como Estados Unidos, México, Peru, China, Filipinas e Polônia, possui ainda uma ferramenta de integração entre hospitais e salas de aula e oferece aos alunos a possibilidade de estudar casos clínicos e exames reais de pacientes, pois permite que os professores convertam tomografias e ressonâncias magnéticas em clones virtuais 3D, com acesso total e irrestrito a anatomia real.

Os projetos desenvolvidos pela companhia já atendem cerca de 100 cursos de medicina no Brasil e envolvem consultoria educacional e implantação de simuladores anatômicos, salas de aula virtuais, cadáveres sintéticos realísticos, plataforma de telemedicina e hospitais simulados.

O ambiente de ensino é todo equipado com recursos digitais, audiovisuais e modelos tridimensionais, incluindo uma plataforma que converte exames clínicos em clones digitais, lousas touch screen, impressoras 3D para órgãos e músculos e bancadas de cirurgia e dissecação virtuais.

A estrutura de ensino desenvolvida pela Csanmek reproduz de forma realística um ambiente hospitalar, com centros de cirurgia, salas de exames clínicos, laboratórios e outras funcionalidades.

Segundo o fundador da Csanmek, Claudio Santana, as instituições de ensino no Brasil estão mais atentas às novas tecnologias de ensino e aos métodos alternativos ao uso de cadáveres no estudo da anatomia. “Apesar de ser um equipamento para educação, a plataforma 3D também é utilizada por médicos e profissionais da saúde no dia a dia, para melhorar o aprendizado e compreensão das estruturas anatômicas reais e modeladas”, comenta Santana.

Sobre a Csanmek

A CSANMEK é uma empresa brasileira que surgiu com a missão de ser referência em novas tecnologias de simulação, para auxiliar as técnicas educacionais no uso das metodologias ativas. Desenvolve ferramentas e projetos educacionais para suporte aos docentes e discentes, visando melhor qualificação para futuros profissionais das diversas áreas da saúde. Com dois anos no mercado, a empresa atua no desenvolvimento de soluções para atender as necessidades das instituições de ensino, trazendo sempre o que há de melhor no mercado mundial.