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Telemedicina cresce e se consolida como formato prático e eficiente

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Prática facilita o acesso à saúde e pode melhorar o fluxo de atendimento das unidades médicas

Aprovada em razão da maior crise sanitária e hospitalar do país, a telemedicina deixou de ser apenas uma alternativa de atendimento médico seguro e se tornou uma escolha entre os pacientes que desejam praticidade ou, por algum motivo, não conseguem estar fisicamente nos consultórios. De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), mais de 2,5 milhões de teleconsultas foram realizadas entre abril de 2020 e março deste ano.

Apesar de a prática da telemedicina ter sido autorizada pelo Governo Federal até enquanto durar a pandemia de Covid-19, o Conselho Federal de Medicina (CFM) discute a regulamentação definitiva em uma comissão especial. Segundo Adriano Martins, diretor comercial da Medicar Emergências Médicas, empresa que possui esse tipo de atendimento, as teleconsultas facilitam o acesso à saúde e possibilitam a orientação com especialistas, que às vezes não fazem parte do corpo médico de algumas clínicas.

"Com a telemedicina, o paciente que não tinha condições de se deslocar para grandes centros de saúde passou a ter contato com especialistas que podem dar ainda mais atenção para as queixas dele. Além de otimizar tempo, esse formato de atendimento evita a exposição de pessoas saudáveis em hospitais e consultórios. Ela acontece como uma consulta presencial, com a possibilidade de prescrição de medicamentos e solicitação de exames", explica Martins.

Embora a telemedicina não seja uma prática nova, até o início do ano passado a atividade era proibida no país. Ainda que o atendimento seja recente, não demorou muito para o recurso se popularizar entre as pessoas e atingir mais de milhões de consultas no Brasil, resultado que, de acordo com Adriano, tem crescido cada vez mais. "Apesar da desaceleração da pandemia, continuamos registrando uma crescente procura por teleconsultas e orientação médica 24h por telefone", destaca o diretor comercial.

Na Medicar, por exemplo, a maioria das especialidades contam com a teleconsulta como benefício. Em áreas como oftalmologia, na qual o recurso digital dificulta a avaliação médica, o atendimento serve como orientação e pode ser decisivo caso o paciente esteja com algum problema que possa evoluir para um quadro mais sério.

"A telemedicina é positiva até quando o único recurso que o médico tem é apenas orientar. Isso porque em uma situação na qual o quadro do paciente pode evoluir, essa orientação do profissional é fundamental para que ele não corra riscos e possa encontrar a unidade de saúde mais próxima de onde ele estiver", salienta Adriano Martins.

Além da praticidade e segurança, a telemedicina representa um avanço nos recursos de saúde do Brasil. Conforme conclui o diretor comercial, as teleconsultas permitem maior agilidade para marcar retorno, diminuem as faltas nas consultas e possibilitam que médicos atendam a mais pacientes em um mesmo dia.

"Todas essas características fazem com a telemedicina seja um potencial meio de transformação no oferecimento de serviços de saúde no país. Além de já ser entendida como uma realidade que agora faz parte da vida das pessoas, essa prática pode desafogar as filas de espera e contribuir para o melhor atendimento dos pacientes", finaliza.

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