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Emoções pandêmicas são identificadas por ferramenta de busca

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A gestão de dados hoje é algo fundamental e que auxilia de maneira direta o profissional da área de saúde. A partir dela, é possível compreender melhor o histórico do paciente, além de selecionar o melhor tratamento e evitar encaminhamentos desnecessários.

O psicólogo Philip Strong foi o responsável pela criação do modelo de “Psicologia Pandêmica” na década de 1990.  O modelo proposto traçou alguns pontos sobre como a psique humana é afetada durante períodos de epidemias.

Philip analisou e estudou duas epidemias: a crise da aids      e a peste bubônica. Ele comprovou que ambas causaram pânico, medo e incertezas nas pessoas e todos esses sentimentos eram transmitidos pela própria comunicação por meio de informações das rádios, televisões e conversas.

Covid-19 e seus efeitos na psique

Com o surgimento da pandemia do novo coronavírus (covid-19), um grupo de pesquisadores da Universidade de TI em Copenhagen, Dinamarca; Nokia Bell Labs em Cambridge, Reino Unido; e o CUSP-London (Centro de ciência urbana e progresso) no King’s College London, analisou a relação entre a teoria proposta por Strong e os efeitos causados na psique humana durante o período.

A pesquisa buscou oferecer dados relacionados à resposta psicológica humana à pandemia por meio da comunicação. O artigo foi publicado na revista Nature.

Para a realização do estudo, foram analisados mais de 120 milhões de tweets entre o período de janeiro a dezembro de 2020. Eles puderam verificar que os americanos estavam sentindo emoções parecidas com as identificadas inicialmente por Strong. Os usuários analisados são em sua maioria jovens, liberais e com acesso à informação e à educação.

Strong dividiu três “colunas” para entender o ciclo emocional. A primeira chamou de “desorientação coletiva” que é quando o indivíduo não consegue entender a gravidade da nova doença. A segunda é a paranoia e o medo, que se tornam um dos principais vetores de contaminação, e a terceira envolve a forma de reação e resposta da população à doença.

Palavras-chave e emoções

Os pesquisadores criaram uma espécie de lista de palavras-chave representando as fases descritas acima. Após isso, mapearam todas as palavras em quatro léxicos para ajudar na compreensão do comportamento, estados psicológicos e emoções.  Para a apuração dos dados, os 100 tweets que tiveram maior compartilhamento em cada fase tiveram a marcação com palavras-chave que representassem todos os conceitos principais.

Como conclusão da pesquisa, foram apontadas três fases que aparecem mais entre os sentimentos dos indivíduos nesses períodos. Entre elas estão a negação, raiva e aceitação. Ao realizar a comparação com a pandemia do coronavírus, os estudiosos confirmaram o método proposto por Strong. No começo, quando foram divulgadas as primeiras informações sobre a pandemia da covid-19, muitos acreditaram que não era algo real e, com o crescente número de mortos e restrições, a população desenvolveu um sentimento de repulsão. Após um tempo, enfim, a aceitação: as pessoas começaram a admitir a nova realidade e se adaptar ao uso de máscaras e às medidas de higiene e proteção.

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