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FDA aprova medicamento capaz de tratar duas formas de esclerose múltipla

Indústria Farmacêutica
Diante de fortes evidências científicas de três grandes estudos de Fase III, o anticorpo monoclonal ocrelizumabe foi aprovado nos Estados Unidos para tratar a esclerose múltipla, tanto na forma recorrente, que evolui por surtos, como na forma primária progressiva da doença, considerada a mais incapacitante

O FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos, acaba de aprovar o uso do anticorpo monoclonal ocrelizumabe, com o nome comercial OCREVUS®.

O ocrelizumabe é o primeiro e único medicamento que tratará dois tipos da esclerose múltipla: a primária progressiva e a remitente recorrente – forma esta que atinge a maioria das pessoas diagnosticadas com esta doença.

A aprovação foi baseada em três grandes estudos científicos multicêntricos cujos resultados, publicados na edição de janeiro da New England Journal of Medicine (NEJM), demonstraram reduções consistentes nos principais marcadores de atividade e progressão da esclerose múltipla.

"A aprovação do ocrelizumabe pelo FDA é o início de uma nova era para os pacientes com esclerose múltipla e representa um importante avanço científico, por ser a primeira terapia da classe direcionada para as células B ", disse Sandra Horning, diretora médica e chefe global de desenvolvimento de produtos da Roche. "Até agora, nenhum tratamento aprovado pelo FDA estava disponível para ambas as formas de esclerose múltipla e os pacientes continuavam sentindo os efeitos da atividade da doença e da progressão de incapacidade, apesar das terapias disponíveis. Acreditamos que Ocrevus® tem o potencial de mudar o curso da doença e estamos empenhados em ajudar aqueles que podem se beneficiar com o acesso aos nossos medicamentos", complementa Horning.

A esclerose múltipla é uma doença degenerativa e sem cura que se manifesta de duas formas. A mais comum, encontrada em cerca de 80% dos casos, é a remitente recorrente que é caracterizada por exacerbações (surtos) seguidas por melhora total ou parcial da incapacidade gerada. Já a forma progressiva é o desenvolvimento dos sintomas e dos déficits neurológicos sem remissão das lesões. Nos dois casos, a doença afeta o sistema nervoso central e medula espinhal dos pacientes dificultando os movimentos motores e a independência dos portadores dessa doença.

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