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Fiocruz e Universidade de Yale formam Aliança para Saúde Global

Objetivo é criar um programa para o intercâmbio de estudantes e professores, com foco em doenças negligenciadas, saúde mental, sistemas de saúde, neurociência, etc

O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, e o reitor da Universidade de Yale (Estados Unidos), Peter Salovey, assinaram nesta última terça-feira (29) um acordo de cooperação para a criação de uma Aliança para a Saúde Global, que terá como objetivo a promoção da saúde e da equidade nas Américas e em outras regiões por meio da educação. A iniciativa irá desenvolver soluções inovadoras por meio de programas multidisciplinares e educar a próxima geração de líderes em Saúde Global. “Estamos muito orgulhosos desse programa, pois ele vai permitir ações importantes como o intercâmbio entre professores das duas instituições, para que possam, juntos, ensinar, pesquisar e desenvolver programas acadêmicos prioritários para a saúde”, declarou Salovey, durante a reunião do Conselho Deliberativo da Fiocruz.

A ideia é criar e desenvolver um programa para o intercâmbio de estudantes e professores, com foco em áreas como doenças negligenciadas, saúde mental, sistemas de saúde e história da ciência e da medicina. Segundo Salovey, além desses campos, o programa pode gerar outras oportunidades de ações conjuntas. “Poderemos ainda desenvolver colaborações em doenças microbianas, prevenção do câncer e do HIV, descoberta de medicamentos, neurociências e saúde da criança”, disse. Em novembro, será realizado, na Universidade de Yale, um workshop entre as duas instituições, onde serão definidos os campos de colaboração e detalhados os programas de trabalho.

O diretor da Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale e coordenador da parceria, Paul Cleary, afirmou que a instituição acadêmica valoriza muito as cooperações com a Fiocruz e deseja expandi-las não somente através da troca de conhecimento, mas também por meio da construção de parcerias estratégicas que permitam a contribuição e aprendizagem mútua. “As doenças infecciosas e crônicas não reconhecem os limites nacionais. O papel dos cientistas é reconhecer essas fronteiras. E eles podem fazer isso através da construção de redes, como as ações conjuntas que desenvolvemos com a Fiocruz”, destacou.

O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, lembrou que as duas instituições desenvolvem ações de cooperação há 20 anos e ressaltou que esse trabalho em conjunto tem tido resultados muito importantes, principalmente na Bahia, onde Yale desenvolve parcerias com o Centro de Pesquisas Gonçalo Muniz (CPqGM/Fiocruz Bahia). “Por muitos anos, temos tentado atingir um novo estado de colaborações que sejam fortes, desenvolvidas a partir de experiências como essas e estrategicamente pensadas em novas áreas. Essa é uma possibilidade especial de celebrarmos isso”, afirmou.

Resultados da parceria Fiocruz-Yale

Apesar de já desenvolverem ações de colaboração há 20 anos, o primeiro convênio entre a Fiocruz e a Universidade de Yale só foi assinado em 2011, por meio do Centro de Pesquisas Gonçalo Muniz (CPqGM/Fiocruz Bahia) e da Escola de Saúde Pública da universidade. Um dos resultados da parceria foi o curso colaborativo em Determinantes Sociais e Ecológicos da Saúde, promovido juntamente com a Universidade de Berkeley (Estados Unidos), em 2012, em Salvador. O encontro reuniu estudantes das instituições promotoras com o intuito de discutir a interferência de fatores ambientais e socioeconômicos na distribuição de doenças pelo território brasileiro.

O evento vai permitir a formação de futuras cooperações em projetos de pesquisa voltados ao tratamento de doenças que assolam o país, sobretudo a Bahia, entre elas Aids, hepatite C, doença de Chagas, esquistossomose e leptospirose. Além das aulas expositivas, os alunos fizeram visita de campo em uma área endêmica para doenças infecciosas no estado, o bairro do Pau da Lima, em Salvador. Com a atividade, os estudantes puderam identificar na prática os fatores sociais e ambientais relacionados à leptospirose, um dos maiores problemas da região.

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