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Health tech brasileira desenvolve aplicativo que ajuda a reduzir o risco de quedas em idosos

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Tecnologia será usada por um plano de saúde do interior de São Paulo para reduzir despesas relacionadas ao problema

Todos os anos no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 30% dos idosos com mais de 60 anos sofrem, pelo menos, uma queda acidental. Desses, 50% ficam com a mobilidade reduzida e necessidade de tratamentos secundários, muitos pelo resto da vida e 20% morrem no primeiro ano após a fratura.

Segundo dados publicados na Revista de Saúde Pública, dos idosos que sofrem queda ,1,8% têm fraturas de quadril e fêmur e 31,8% precisam passar  por cirurgia para colocação de prótese. O que representa ainda um alto gasto hospitalar para a saúde pública e privada.

Foi o que aconteceu com Maria Helena, de 68 anos. Com problema de dor lombar crônica, teve seu quadro clínico agravado por conta da pandemia, uma vez que passou a trabalhar em casa. Devido ao desconforto, acabou caindo em um momento de desequilíbrio, o que culminou numa lesão de joelho e muita insegurança.

Foi então que o médico geriatra José Flávio V. Guimarães utilizou uma tecnologia desenvolvida por uma health tech brasileira, a Techbalance,  que é capaz de ajudar a prevenir quedas de idosos.  

Com ajuda de um simples celular, que é preso na cintura do idoso, o aplicativo consegue medir a predisposição para quedas, avaliar o equilíbrio postural e autonomia motora de pacientes com 60 anos ou mais. Com um kit fornecido pela startup (cinta, celular, degraus e passadeira), o paciente faz alguns movimentos que são captados por sensores do smartphone (acelerômetros, magnetômetros e bússolas digitais) e analisados pelo algoritmo do aplicativo.

Ao final do teste, o paciente recebe no e-mail um riquíssimo relatório com orientações que podem ajudar no gerenciamento da fragilidade e minimizar o risco de quedas, além de servir de suporte para o médico propor tratamentos e tomar a melhor decisão clínica. Dependendo dos resultados, o beneficiário pode ainda ser convidado a participar de programas específicos da da Unimed Rio Preto com acompanhamento multidisciplinar.

“Como nossas consultas estavam sendo realizadas por telemedicina, achei importante entender melhor a performance clínico-motora para orientar os próximos passos. A Maria Helena iniciou a prática de telefisioterapia e manteve as reavaliações da Techbalance para acompanharmos a evolução do tratamento. Conseguimos agir na melhora das dores e evitar novas quedas”, explica o geriatra.

“A Techbalance ajuda a resolver um grande problema, embora pouco falado, que são as quedas de pessoas com mais de 60 anos. O impacto é imenso, tanto na vida e na saúde da pessoa idosa, que normalmente tem complicações, quanto nos custos gerados para o sistema de saúde com internações e tratamentos”, afirma a fundadora e CEO da Techbalance, Fabiana Almeida.

Esta nova tecnologia é a aposta de um plano de saúde do Interior de São Paulo para reduzir despesas de até R$1,6 milhão por ano com o tratamento de vítimas deste tipo de problema, tão comum na terceira idade. Com investimento relativamente baixo, a Unimed São José do Rio Preto tem a expectativa de evitar um custo anual na casa de R$400 mil com assistência a idosos vítimas de quedas. A partir de junho, 124 idosos frágeis começarão a utilizar o equipamento. 

“Pensar e trazer inovação para dentro da cooperativa é algo fundamental para a sustentabilidade do negócio. Buscar parcerias como esta com a Techbalance será uma necessidade daqui para frente. São inovações como esta que irão transformar o mercado e a qualidade de vida das pessoas”, explica o membro do Conselho de Administração da Unimed Rio Preto responsável pela área de Inovação e Tecnologia da Informação, Henrique Gandolfi.

“Estamos vivenciando um momento de transformação digital e inovação na Unimed Rio Preto, nos aproximando de startups, universidades, parques tecnológicos, para buscar produtos e mecanismos inovadores que realmente contribuam para melhorar a experiência dos pacientes e modernizar nosso modelo de negócio. Um processo contínuo e sem volta que irá mudar completamente o mercado de saúde suplementar nos próximos anos”, explica Gandolfi.

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