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O uso da inovação a favor da sustentabilidade do sistema de saúde

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Cobertura do painel "Contribuição da Inovação para a Sustentabilidade do Sistema de Saúde", realizado pela Abimed.

Diversos fatores influenciam o setor de saúde e contribuem para os aumentos de custos que estamos presenciando. A particularidade não é só do sistema de saúde brasileiro, mas de diversos países ao redor do mundo, que contam com variações epidemiológicas e demográficas, além de alta incorporação tecnológica e falta de eficiência. No Brasil, no entanto, todas estas mudanças estão ocorrendo em períodos mais curtos, como no caso do envelhecimento da população, e, ainda, em um sistema de saúde que possui diversos gargalos no que já estava proposto a realizar.

O painel "Contribuição da Inovação para a Sustentabilidade do Sistema de Saúde", realizado pela Abimed, contou com a presença de especialistas do setor para discutir pontos importantes e próximos passos para a evolução do setor de forma sustentável.

Para Oscar Porto, CEO da Medtronic Brasil, a cadeia de valor na saúde é disfuncional e todos os players são responsáveis pela situação atual do sistema. Os elos têm que se preocupar em gerar valor final ao paciente e a inovação não deve ser somente de produtos, mas também no modelo de negócios.

"Inovação deve fazer sentido tecnológico e econômico, ela tem que atender uma grande população. Não só a indústria tem que ter a responsabilidade de inovar, mas também os outros players", afirma Porto, evidenciando o papel de todo o setor na criação de um serviço com maior valor para os pacientes.

Um dos exemplos do painel envolveu a evolução do processo cirúrgico, passando da cirurgia aberta para a de acesso único. Carlos Eduardo Domene, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica, a SOBRACIL, citou os avanços da cirurgia robótica e os benefícios dessa adoção. Segundo ele, a técnica é mais confiável, por haver um filtro entre o que é feito e o braço cirúrgico, minimamente invasiva, mais precisa e segura.

Foi consenso entre os membros da mesa que a adoção de tecnologia é benéfica para o setor e deve propor melhorias no serviço prestado ao paciente. No entanto, o perfil de inovação e a forma de adoção na cadeia de saúde é o que gera mais discussão, porque sabe-se que não é possível sustentar financeiramente um sistema com incorporação tecnológica indiscriminada. Além de criar produtos novos, é preciso garantir que o custo-benefício deste produto seja favorável ao sistema, aumentando a qualidade do resultado final do procedimento e não gerando custos adicionais em relação ao procedimento anteriormente utilizado.

"Tenho certeza que a tecnologia vai mudar nossas vidas, mas também temos que ter certeza que vamos sofrer com os custos no meio do caminho", disse José Cechin, diretor executivo da FenaSaúde.

Francisco Balestrin, presidente do Conselho de Administração da Anahp, comentou sobre os sistemas de preços atuais e sobre a necessidade de haver uma ação de mudança dos players. "O sistema atual é conveniente para as operadoras, porque controlam os custos glosando, mais interessante para os hospitais, que continuam realizando as mesmas coisas e não mudando. Peço que liderem o processo, que sejam atores da mudança."

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