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Teste para Identificar e Sequenciar as Variantes da COVID-19

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Pesquisadores do Salk Institute na Califórnia, trabalhando com colaboradores externos, desenvolveram um teste COVID-19 que pode identificar e sequenciar rapidamente o vírus causador, ajudando a rastrear novas variantes. O teste, chamado de “nanopore sequencing of isothermal rapid viral amplification for near real-time analysis – (NIRVANA)”, também pode testar simultaneamente outros vírus, como influenza, que podem causar sintomas semelhantes.

Como o SARS-CoV-2 continua a sofrer mutação, as autoridades de saúde estão cada vez mais preocupadas com o fato de novas variantes serem mais perigosas, mais transmissíveis e mais difíceis de tratar ou vacinar. No momento, um teste de PCR é necessário para detectar o SARS-CoV-2 e, em seguida, o sequenciamento genético adicional é necessário para identificar a variante viral, que requer equipamento de laboratório volumoso e caro.

Essa nova tecnologia visa combinar esses resultados em apenas um teste, que é pequeno e portátil. “Este é um método de detecção e vigilância de vírus que não requer uma infraestrutura cara como outras abordagens”, disse Juan Carlos Izpisua Belmonte, pesquisador envolvido no estudo. “Podemos realizar com um teste portátil a mesma coisa que outros estão usando dois ou três testes diferentes, com máquinas diferentes, para fazer”, explica ele. A abordagem é chamada de ‘amplificação da polimerase de recombinase isotérmica (RPA)’. Ela usa proteínas para separar e copiar filamentos de DNA em apenas 20 minutos, o que é diferente do PCR, que requer ciclos de temperatura para atingir o mesmo resultado. A tecnologia também envolve uma técnica chamada sequenciamento de ‘nanoporos em tempo real’ e permite que os pesquisadores sequenciem regiões do vírus que são propensas à mutação, ajudando-os a rastrear variantes.

Além disso, o teste pode avaliar amostras de outros vírus, como a gripe. “Rapidamente percebemos que poderíamos usar essa técnica não apenas para detectar o SARS-CoV-2, mas outros vírus ao mesmo tempo”, disse Mo Li, outro pesquisador envolvido no estudo. “Podemos adaptá-lo facilmente para enfrentar outro patógeno, até mesmo algo novo e emergente”, completa. Confira aqui o estudo completo.

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