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A transformação digital na área de Facilities

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O setor da saúde é um ambiente altamente complexo, em sistemas, serviços, partes interessadas, regulações e operações. A capacidade de levar as informações certas, ao lugar e pessoas adequadas no momento oportuno é fundamental para determinar o tratamento correto do paciente, mas também é essencial para garantir fluxos seguros, eficientes e apropriados. Especialmente considerando as atividades de uma instalação hospitalar.

O hospital moderno e digital exige que todos estejam na mesma página, com acesso e visão unificada, tanto da equipe interna quanto do fornecedor de facilities, sobre os requerimentos necessários para se alcançar a eficiência operacional, a satisfação e a segurança do paciente ao ganhar visibilidade de como o edifício está operando. 

Segundo projeções, há uma estimativa que o setor de gestão integrada de facilities alcançará 945 bilhões de dólares em 2025. Em termos de desenvolvimento de tecnologia digital, uma área crítica é a integração de sistemas de gestão independentes como Build Information Modeling (BIM), Geographic Information System (GIS) e Building and Energy Management System (BEMS) para um controle mais intuitivo e eficaz das instalações com troca de dados fluida.

Para atender a essas crescentes exigências, eliminar os passos desperdiçados e tornar o fluxo de trabalho mais simples é uma necessidade. A integração digital pode, em questões relacionadas à manutenção por exemplo, gerir a alocação de recursos de forma mais inteligente. O trabalho do gestor também é muito beneficiado uma vez que a avaliação de dados vindos de diferentes fontes em parâmetros e momentos diferentes pode afetar a interpretação e decisões globais. Idealmente, com uso de Big Data para grandes volumes de dados.

As vantagens desta abordagem incluem o aumento dramático da eficiência do compartilhamento de informações entre os interessados, a utilização de um único recurso de gerenciamento, a capacidade de construir fluxos de trabalho flexíveis de acordo com dados de entrada e, enfim, o gerenciamento completo da instalação. Duas das principais frustrações enfrentadas hoje dizem respeito à falta de visibilidade em tempo real do inventário de equipamentos, rastreamento e histórico de ordens de serviço, e a manutenção que ainda precisa evoluir de preventiva a preditiva. A manutenção preventiva às vezes depende de trabalho excessivo ou improdutivo, já a manutenção preditiva é baseada em AI, podendo ser alimentada pela IoT em tempo real.

A IoT também pode ser utilizada como aplicação para tecnologias de gestão de ativos, endereçando o primeiro item. Nos hospitais, encontrar um ativo em segundos em vez de minutos pode ser considerado ‘questão de vida ou morte’. Extrapolando, é um local onde recursos precisam ser utilizados ao nível ótimo e seus consumidores são muito mais sensíveis à satisfação do serviço.

O Sistema de Posicionamento Interno (IPS) é uma das formas mais recentes e eficazes de enfrentar estes desafios, como a Integração de Sistemas de Localização em Tempo Real (RTLS) nos processos hospitalares. Para identificar a localização dos ativos, e até pessoas dentro do edifício, dispositivos como beacons atuam como sensores de localização extremamente precisos. Também é possível gerar mapas de calor que levem ao gestor melhor entendimento sobre o fluxo na instalação e potenciais pontos de estrangulamento.

“Os sistemas informatizados que atuam de forma integrada nos permitem ter um maior controle sobre o status de um determinado ambiente. Em hospitais, por exemplo, é possível monitorar a higienização dos leitos, conferir o estágio da atividade de manutenção e obter uma programação eficiente do intervalo de saída de um paciente até liberação para o ingresso do próximo, com uma simples consulta por meio de QR Code. A adoção de IoT faz parte da evolução do facility management e proporciona maior agilidade no fluxo de atividades e confiabilidade das instalações, além de fornecer dados em tempo real, possibilitando tomadas de decisões rápidas” comenta Elaine Rodrigues de Lima, Diretora de Operações Brasanitas Hospitalar.

Isto significa que ao mudar a perspectiva de produtividade e gerenciamento de instalações, edifícios inteligentes fornecem serviços úteis e integrados que reduzem custos ao longo do ciclo de sua vida, utilizando a tecnologia da informação para a troca de dados. Neste sentido, a interoperabilidade, sistemas preditivos receptores de dados e a inteligência artificial são propulsores para diferenciação em um breve futuro.  

Para finalizar, Marcelo Boeger, consultor e coordenador científico do Congresso de Facilities da Feira Hospitalar explica: "a transformação digital na área de facilities promove o correto gerenciamento de tempo por meio de tecnologia IoT na realização de inúmeros processos nas Instituições de Saúde. Pode representar para os gestores responsáveis pelas demandas não assistenciais, uma redução de gastos fixos, um aumento de produtividade e uma melhor alocação de recursos.” 

 

 

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