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Case meuDNA: startup de testes de mapeamento genético por saliva

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Entenda como a healtech está se tornando referência em testes de DNA por saliva

A meuDNA, que completou 2 anos em outubro, é uma healtech que desenvolve produtos de mapeamento genético que são vendidos diretamente aos consumidores por meio da internet e que por premissa utilizam uma amostra de saliva para a condução da pesquisa a ser feita - seja ela de ancestralidade, de saúde, triagem neonatal ou até de Covid. A startup nasceu em novembro de 2019 a partir da Mendelics (laboratório pioneiro e líder em sequenciamento de nova geração com ampla experiência no diagnóstico de doenças genéticas através da análise de DNA). Sua missão base é democratizar os testes genéticos no Brasil. 

Hoje seu portfólio é capaz de responder de onde viemos (com o meuDNA Origens), como está nossa saúde desde o primeiro dia de vida (meuDNA Bochechinha) para onde nossa saúde está nos levando (com o meuDNA Saúde).

O segundo semestre de 2020 representou um crescimento no faturamento de 10 vezes sobre o primeiro semestre. A healtech entrou na pandemia com 1 produto e concluiu o ano com três novos: Saúde, Premium e Covid. Com o lançamento do teste de Covid, o faturamento cresceu significativamente, chegando a mais de R$1 milhão nos últimos meses de 2020. O sucesso do kit meuDNA Covid pelo site possibilitou a expansão para lojas físicas como farmácias (primeiro na rede Pague Menos e posteriormente RD-Raia-Drogasil), com ponto em 116 cidades , somando o total de 669 lojas.

Para o primeiro trimestre de 2021 teve o lançamento do teste da Bochechinha para o portfólio de varejo, representando a entrada em um novo nicho de cliente: recém-nascidos e crianças. O bochechinha foi desenvolvido após quatro anos de estudo pela Mendelics/meuDNA. Nos últimos dois anos, já foram investidos, portanto, mais de R$ 50 milhões para desenvolvimento e aprimoramento contínuo do teste. O teste é indicado desde o primeiro dia de vida até 1 ano de idade. Entre esse perfil etário, foram realizados 3500 testes desde 2017. 

O setor da saúde já movimenta 3 tri de dólares no mundo, e tem uma demanda que passa pelo barateamento e a democratização das novas tecnologias em saúde, empoderamento do paciente, o impacto da prevenção, a mudança do perfil das doenças e do próprio comportamento do consumidor e a dificuldade de se ter acesso à saúde de excelência por parte das populações mundiais.

Na esteira dessas demandas, há um sem-fim de oportunidades para as healthtechs. De acordo com o relatório Money Tree, da PwC, elas foram o segundo setor que mais recebeu capital de risco. Os efeitos desses aportes se traduzem na previsão de que até 2024 este mercado continue crescendo 12% ao ano até alcançar um valor global de cerca de US$ 432 bilhões.

Existem hoje 542 startups de saúde ativas no Brasil, segundo o estudo Healthtech Report 2020, realizado pela Distrito, com apoio da consultoria KPMG. A metade delas  foi criada nos últimos cinco anos. Desde 2014, elas receberam US$ 430 milhões (R$ 2,3 bilhões) em 189 rodadas de investimento. Um quarto das empresas mapeadas atuam em gestão de saúde. Em seguida, vêm os segmentos de soluções de acesso à informação (17,3%), marketplace (13,7%) e farmacêutica e diagnóstico (10,5%).

O setor emprega 10 mil pessoas no país. Em 2019, as healthtechs receberam US$ 8,9 bilhões de aportes globais em 615 negócios, segundo relatório do Mercom Capital Group. Uma delas, é o meuDNA!

O avanço da ciência no campo da genética nas últimas décadas foi avassalador e suas entregas serão ainda mais valorizadas pelas pessoas e por todo o ecossistema de saúde que nos cerca. Em abril de 2000, o geneticista americano Craig Venter anunciou que 99% do genoma humano havia sido decodificado. À época, o projeto custou US$ 3 bilhões. Já no final de 2008, tínhamos Sequenciadores de Nova Geração, capazes de sequenciar bilhões de genes de cada vez, permitindo fazer um genoma inteiro por US$ 300 mil.  Há não tanto tempo, quando Steve Jobs, cofundador da Apple, sequenciou seu DNA para tentar mapear possíveis tratamentos contra um câncer de pâncreas contra o qual lutava há anos, ele pagou US$ 100 mil. Atualmente, o custo fica abaixo de US$ 1 mil. E, agora, em maio de 2021, cientistas do Telomere to Telomere (T2T) anunciaram ter concluído o sequenciamento de 100% do genoma humano, denominado de T2T-CHM13, que corrigiu vários erros do mapeamento original e introduziu quase 200 milhões de novos pares de bases.

Essa maior disponibilidade de tecnologia não só barateou todo o processo como também propiciou gerar mais de 20 petabytes (que equivalem a 20 mil terabytes) de dados a partir das informações biológicas de cada indivíduo. E esse aumento de conhecimento abre um sem fim de oportunidades. 

A genética vai permear a vida e a saúde de todos no futuro. Vai determinar desde coisas mais simples, como a sua tolerância à lactose ou glúten, até risco de doenças cardiovasculares e cânceres, entre outros.

É ela que de forma invisível vem permitindo há décadas que a gente descubra predisposições e diagnósticos de enfermidades muito mais precocemente, aumentando realmente as chances de cura, tratamento e de planejamento da vida daquele paciente. Ela é a plataforma que permite a criação de novos medicamentos e terapias, abrindo uma possibilidade de qualidade de vida a pacientes que até dez ou doze anos atrás tinham uma sentença de morte.

E também é ela que está abrindo o caminho para a chegada com mais força da medicina preditiva, que pode ser definida como a capacidade de se fazer predições quanto à possibilidade de uma pessoa desenvolver alguma doença, e para a medicina customizada, capaz de identificar o remédio que serve para uma determinada pessoa com base no seu mapa genético.

Ou seja, de forma conjunta e a longo prazo, conhecer o seu DNA irá empoderar o paciente na busca por prevenção; contribuir para desafogar os sistemas de saúde ao diminuir a concretização de males crônicos e complexos; e ainda auxiliar no desenvolvimento de terapias, medicamentos e vacinas que podem atuar com mais precisão no combate às enfermidades que escaparem pelo inesperado.    

Os planos da meuDNA passam justamente pelo desenvolvimento de novos produtos que seguem essa máxima utilidade para conduzir às pessoas à longevidade e à qualidade de vida.

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