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Novas iniciativas: o que é valor para o paciente na sociedade de cuidado híbrido?

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Estamos diante de uma nova realidade. Com as tendências aceleradas durante o período pandêmico e a transformação digital se estabelecendo de modo irreversível, inovar em produtos e serviços e se adaptar aos novos modelos de consumo é essencial para o setor de saúde. Considerando uma sociedade cada vez mais híbrida, compreender as necessidades e preferências do paciente passa, invariavelmente, pela questão: o que é valor nesse novo contexto?

Compreender as possibilidades e adversidades dessa sociedade cada vez mais digitalizada é um desafio. Para discutir alguns aspectos dessa questão, uma mesa redonda durante o Saúde Business Fórum, principal evento de relacionamento entre pares do setor de saúde no Brasil, reuniu Alex Vieira, Superintendente de Inteligência Digital e TI do HCor, Fernando Pedro, Diretor Executivo de Gestão de Valor em Saúde da Amil, e João Alvarenga, Diretor de TI e Digital do Grupo Hermes Pardini, que dividiram com os presentes suas opiniões e experiências no tópico.

Transformação digital, social e coletiva

Abrindo a conversa da tarde, Alex Vieira comentou sobre os desdobramentos de sua atuação no HCor, onde iniciou com o objetivo de implantar a transformação digital, mas se viu diante de desafios novos e inesperados durante a gestão da COVID 19. “Com o prolongamento de todo o processo de pandemia, o projeto de digitalização se expandiu. O que era apenas uma transformação interna da companhia passou a incluir desafios externos, já que o público também precisava ser incluído e engajado nas soluções de atendimento digital, por exemplo”, explicou. “Estamos vivenciando um processo de reinvenção do nosso mundo e dos nossos negócios de saúde. Se as pessoas não aderem a uma solução, então ela não serve para transformar.”, acredita.

Fernando Pedro deu sequência à discussão, defendendo que mais que tecnologia, a transformação digital engloba sociologia. “Todos aqui sabemos o desafio que isso representa. Não é sobre substituir máquinas e oferecer tecnologia, mas sim sobre garantir que as pessoas estão se sentindo à vontade para aceitar o uso dessa tecnologia no dia a dia”, apontou.  Complementando esse pensamento, João Alvarenga defendeu que o papel da tecnologia é ser meio, não fim. “A transformação digital tem uma razão de ser e não é a tecnologia, mas sim nosso paciente. Colocar o paciente no centro é uma decisão fácil, mas executar isso no dia a dia é difícil”, comentou. Citando os pilares necessários para um processo que coloque o paciente no centro, Alvarenga listou:

  1. Investimento em tecnologia e inovação;
  2. Conhecimento e escuta ativa sobre a jornada do paciente;
  3. Análise de dados;
  4. Desenvolvimento ágil.

Uso de dados e a potencialidade híbrida

De acordo com Vieira, a estratégia básica por trás de qualquer projeto de transformação digital é uma cultura baseada em dados. “Em dado momento, tivemos que conviver simultaneamente com planos pré-pandemia, necessidades durante a pandemia, e expectativas sobre o futuro da pós-pandêmico. Precisamos repensar todo nosso fluxo de planejamentos e continuar monitorando novas necessidades e novos comportamentos da sociedade”, diz. Para Alvarenga, o setor médico em geral tem uma tendência a ser muito técnico, o que pode ser um desafio a mais. “É uma mudança muito grande de mentalidade e cultura para implantar a transformação digital de fato”, comentou.

Segundo Fernando Pedro, o caminho para um serviço de saúde cada vez mais personalizado exige soluções capazes de promover a interoperabilidade e o uso inteligente das informações. “Tecnologias devem permitir a captura de dados e sua transformação em inteligência. Precisamos colocar as soluções a nosso favor, buscando formas de usar essa informação para compreender as demandas e monitorar novas maneiras de atender nossos pacientes”, comentou o executivo da Amil. “A digitalização não é opcional”, finalizou.

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