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Empresas turbinam contratações em ESG

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Pesquisa aponta que a Governança Corporativa é o ponto ESG mais importante a ser tratado pelas empresas, tanto nos dias atuais quanto nos próximos anos. Em seguida, aparecem os fatores ambiental e social.

De importância estratégica para o desenvolvimento dos negócios, a agenda em ESG é prioridade de CEOs e Conselhos Administrativos das organizações que assumem a causa como compromisso corporativo. O número de companhias com áreas específicas em ESG e que estão adotando práticas sustentáveis está em expansão, o que aumenta o número de vagas, ou seja, cresce a demanda por profissionais capazes de pesquisar, implementar e defender práticas sustentáveis.

Entretanto, para Hamilton dos Santos, diretor executivo da Aberje, destaca que no Brasil, os temas em ESG em relação ao mundo global, estão defasados, sobretudo no que tange aos aspectos social e de governança. “ As empresas têm uma demanda muito grande de ajustarem a sua governança justamente para garantir que os negócios sejam feitos de acordo com as demandas de meio ambiente, do impacto do negócio no meio ambiente e impacto social”.

A pesquisa “ESG e sua Comunicação nas Organizações no Brasil”, realizada pela Aberje, em 2021, mostra que a governança é o fator ESG que os comunicadores avaliam como o mais relevante atualmente para as empresas. Quanto à meta prioritária para melhorar suas práticas de governança corporativa, as empresas entendem que em primeiro lugar está reduzir os riscos do negócio; em segundo, melhorar a reputação da organização e em terceiro, assegurar o cumprimento da legislação (compliance).

O estudo também aponta que a maior parte das empresas possui programas para a redução do impacto ambiental, como: minimização e reciclagem de resíduos (92%), uso e conservação da água (86%), conservação de energia (84%), entre outros. As métricas relacionadas ao ESG são utilizadas, principalmente, na comunicação do desempenho sustentável aos clientes e à sociedade; a métrica relacionada ao ESG mais utilizada pelas empresas é a redução nas emissões de gases de efeito estufa.

Movimento natural

A sustentabilidade é uma das áreas que mais cresce no mercado de trabalho por se tratar de um movimento natural de uma agenda que ganhou importância e relevância estratégica nas empresas. “O ESG vem ganhando visibilidade cada vez maior e essa agenda passou a ser vista pelas lideranças, tornando-se mais estratégica e quando algo ganha relevância o mercado de trabalho reage, abrem-se posições e surgem áreas novas”, comenta o diretor-executivo da Aberje, Hamilton dos Santos.

Pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial e Accenture (2020), com mais de 20 mil pessoas no mundo, identificou um conjunto de cinco competências comuns a um líder responsável para um mundo sustentável e equitativo: inclusão de stakeholders, ou seja, um profissional que estimula o diálogo com todos os públicos; emoção e intuição, despertando o compromisso e a criatividade; missão e propósito, avançando em objetivos comuns; tecnologia e inovação, criando novos valores e novas soluções e intelecto e percepção, entendendo o aprendizado contínuo e troca de conhecimentos.

Programa Avançado em Sustentabilidade

Existem vagas para diferentes níveis de maturidade. Algumas empresas procuram profissionais para fazer a gestão da agenda socioambiental, outros buscam profissionais para contribuir com os gestores responsáveis. “Estamos vivenciando um momento único, onde a demanda por profissionais que atuam na área social e/ou ambiental é maior do que o número de candidatos. Isso faz com que muitos profissionais busquem se aprofundar nos temas ESG. O Programa Avançado em Comunicação para a Sustentabilidade e ESG, da Escola Aberje de Comunicação, foi desenhado para atender a esta demanda crescente de profissionais que assumiram a agenda de Sustentabilidade nos últimos anos e buscam apoio conceitual e técnico para atuar”, ressalta Mariana Spignardi,, curadora do programa avançado da Aberje. 

Ela afirma que a procura pelo curso na Escola Aberje dobrou do ano passado para cá. "Há três anos, quando criamos o programa, sentimos uma adesão maior do que os cursos de 16 horas. A gente entende que há uma demanda crescente por um conhecimento um pouco mais profundo com relação a essa agenda por parte das empresas; inclusive por parte das pessoas que acumulam agenda de sustentabilidade junto com as agendas que já eram tocadas”, finaliza. 

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