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Estudo mostra o impacto milionário do absenteísmo no setor da saúde

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Levantamento utilizou dados fornecidos por 23 hospitais de todas as regiões do Brasil

Um levantamento inédito realizado pelo Programa Brasileiro de Segurança do Paciente (PBSP) mostra o impacto financeiro que o absenteísmo de profissionais envolvidos com a assistência pode provocar no sistema de saúde brasileiro. Utilizando os dados de 23 instituições de saúde, de todas as regiões brasileiras, o trabalho demonstra prejuízo que pode ultrapassar R$ 25 milhões ao ano, apenas dentro do universo pesquisado.

Nas instituições participantes, houve um total de 1197 colaboradores ausentes por mês, uma média de 52 ausências mensal por hospital. A região Sudeste foi a mais impactada por este cenário, com prejuízo de aproximadamente R$ 11 milhões, seguida pelo Nordeste (mais de R$ 7 milhões), Centro-Oeste (cerca de R$ 4 milhões), Sul (pouco mais de RS 2 milhões) e Norte (R$ 583 mil).

Os valores levam em conta, além dos custos salariais de um profissional que falta ao trabalho sem motivo definido, os gastos com substituição ou, em alguns casos, com o excesso de pessoal necessário para suprir um nível específico de ausência. Também são contabilizados os custos associados à perda de produtividade ou redução da qualidade e da segurança.

   UF   

Custo Aproximado e Anualizado (R$) dos Desligamentos

Partic.

SP

9.953.571,90

39%

CE

7.450.679,92

29%

DF

3.649.138,50

14%

SC

2.026.019,88

8%

MG

1.406.192,18

6%

AP

583.862,16

2%

MT

417.044,40

2%

“A ausência de profissionais prejudica a demanda, a qualidade e a eficiência da prestação de serviços de saúde”, afirma o diretor técnico, Felipe Tolaini. “O absenteísmo pode ser um termômetro para o bem-estar físico e psicológico dos profissionais de saúde, além de uma medida valiosa do desempenho dos sistemas de saúde.”

A partir da análise, o PBSP desenvolveu tipologias que possam vir a identificar os principais motivos para este absenteísmo. “É necessário trazer a discussão não só entre os profissionais, mas esclarecer com os gestores os riscos, impactos e o trabalho com mecanismos que possam gerenciar essas ausências, para que se evite um ciclo vicioso de má gestão na saúde”, pontua Tolaini.

Foco do trabalho em 2022

O gerenciamento das ausências entre as equipes de assistência se transformou no foco principal do trabalho desenvolvido pelo Programa Brasileiro de Segurança do Paciente (PBSP) em 2022. Criada em 2008 pelo Instituto Qualisa de Gestão, a iniciativa reúne 250 instituições de saúde de diferentes portes em todo o Brasil, com o propósito de compartilhar conhecimento para que promover a evolução e a melhoria dos processos de assistência.

O Programa tem como objetivo construir o relacionamento com pessoas envolvidas na melhoria da segurança no sistema de saúde brasileiro. A iniciativa promove eventos de networking que geram oportunidade de conexão com quem está fazendo a diferença nessa área. Além disso, são realizados webinars com especialistas, como meio de ouvir aqueles que tiveram sucesso em melhorar a saúde do paciente, especificamente a segurança.

A complexidade das instituições de saúde dificulta o gerenciamento das ausências, principalmente nos setores críticos. A intenção do Programa é auxiliar os líderes a desenvolver ferramentas para sustentar e equilibrar a segurança do atendimento e a saúde dos profissionais.

Especialmente durante o período de pandemia da Covid-19, houve uma sobrecarga dos profissionais e corpo médico nos hospitais. Com isso, o fenômeno do absenteísmo hospitalar preocupa e impacta diretamente não só no atendimento, podendo também influenciar negativamente o desempenho de uma equipe inteira e a gestão da instituição por inteiro.

“Nosso objetivo tem sido buscar maior conhecimento sobre a dimensão deste problema e trabalhar com esse impacto nos serviços de saúde, além de fortalecer o entendimento de que o número inadequado de profissionais e a preparação efetiva para o trabalho tem prejudicado a prestação de cuidados de saúde. Nosso objetivo é informar os gestores do sistema de saúde sobre o impacto, e a necessidade de discutir o tema”, conclui Tolaini.

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