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Recebimento de resíduos hospitalares aumentou 194% durante pandemia

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Levantamento de empresa adquirida pela Ambipar no Nordeste mostrou que geração de resíduos dos hospitais dobraram e de clínicas de saúde diminuíram

A Ambipar, líder em gestão ambiental, adquiriu a controlada AFC Soluções Ambientais, com dez anos de experiência no mercado de gerenciamento de resíduos industriais e com trabalhos concentrados no nordeste do Brasil. De acordo com dados da AFC, a quantidade de resíduos hospitalares recebidos em todo o ano de 2020 foi 194% maior do que no mesmo período do ano anterior. Segundo Hugo Costa, diretor comercial da Ambipar no Nordeste, a geração de resíduos em hospitais foi quatro vezes maior, enquanto que em consultórios e clínicas de estética, petshops e veterinárias foi três vezes menor por conta dos decretos estaduais que determinaram o fechamento desses locais em alguns períodos.

Em dezembro de 2020, por exemplo, houve aumento de 434% na quantidade de resíduos recebidos, em relação ao mesmo período de 2019. Foi o mês com o maior pico de gerenciamento. Chegaram mais de 112,5 mil quilogramas de resíduos na base da Ambipar no Nordeste.

Para Hugo Costa, todo esse aumento expressivo se deu por conta do excesso de pacientes nos hospitais, o alto número de exames, os protocolos de segurança adotados, que foram reforçados e a alta demanda do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) pelos profissionais de saúde, que estão no apoio ao tratamento de pacientes da Covid-19 e de outras comorbidades.

O gerenciamento de resíduos hospitalares é complexo, pois contêm materiais que podem estar contaminados, por isso, a coleta, gestão e destinação precisam ser feitas por empresa especializada. Esse tipo de resíduo passou a ser gerenciado, ainda mais, em todas as empresas que retomaram as atividades presenciais. Com isso, foi preciso pensar em formas de destinar corretamente esse material.

Para o descarte seguro de resíduos hospitalares (máscaras, luvas, gazes, agulhas, etc),deve-se acondicioná-los em sacos ou paredes rígidas (perfuro cortantes), com simbologias específicas e acomodá-los em recipientes fechados (bombonas), para o transporte seguro, especializado e licenciado. Em seguida, serão submetidos a tratamento térmico (incineração ou autoclave), por empresa especializada. "Este serviço requer cuidado, devido aos riscos durante sua segregação em atendimento às normas e exigências legais, desde o momento de sua geração até a destinação final, minimizando as contaminações biológicas, químicas, incidência de acidentes ocupacionais, dentre outros benefícios à saúde pública e ao meio ambiente”, diz Hugo.

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