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Com mais de 4 mil participantes, 1ª Digital Journey by Hospitalar colocou em debate principais tendências na área da saúde

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Avanços tecnológicos, inovações na gestão hospitalar e regulamentação na saúde foram os temas tratados pelo evento. As discussões prosseguirão na 2ª Digital Journey em agosto.

A 1ª Digital Journey by Hospitalar superou todas as expectativas. De 4 a 20 de maio, o evento discutiu ao longo de 30 horas as mais importantes questões da cadeia da saúde, representadas em nove comunidades:  tecnologia da informação e digital health, facilities, atenção domiciliar e reabilitação, arquitetura e infraestrutura, inovação e tecnologia, compras e supply chain, engenharia clínica, internacional & gestão e energia. Os números impressionam. Foram mais de 4 mil participantes,  7.619 visualizações nas sessões de conteúdo e 9.281 visitas nos perfis dos expositores. Com mais de cem palestrantes brasileiros e estrangeiros, o encontro foi realizado com o patrocínio de conteúdo da ASP – Advanced Sterelization Products, Biosalud, Elsevier, InterSystems, MV, Pixeon, Schneider Eletric, TOTVS e Vera Rosas. O debate vai prosseguir entre 17 de agosto e 02 de setembro com a  2ª Digital Journey by Hospitalar.

As práticas tecnológicas que serão ampliadas ou substituída na era pós-covid foram tema de painel realizado no dia da abertura, sob coordenação de Guilherme Hummel, coordenador científico do HIMSS Hospitalar Forum e da 1ª Digital Journey by Hospitalar e head mentor do eHealth Mentor Institute (EMI). Na ocasião, o diretor de TI (CIO) do Hospital Infantil Sabará, Klaiton Simão, afirmou que a entidade adotou uma tecnologia que permite medir a temperatura e realizar exames na pele, orelha e laringe, através de um dispositivo que fica com o paciente e envia os dados para a plataforma que é acessada pelo médico.

Em seguida, o diretor de Tecnologia da Informação (CIO)  do Hospital Sírio Libanês, Ailton Brandão, reforçou  que a pandemia impulsionou a aplicação de várias tecnologias. Por exemplo, em abril 51% das consultas ambulatoriais do hospital eram feitas pelo teleatendimento. Em fevereiro de 2020, eram apenas 1%.  Apesar dos progressos obtidos, o diretor de Transformação Digital da Pixeon, André Gentil, afirmou que é preciso resolver a questão da interoperabilidade, que ainda é o grande gargalo da transformação digital no Brasil para toda a cadeia de saúde.

Facilities

Os limites da responsabilidade da área de hotelaria e dos serviços de Facilities para o controle de infecção hospitalar foram debatidos no dia 5 em painel moderado por Marcelo Boeger, consultor da Hospitalar e vice-presidente no Brasil da Associação Mundial de Turismo de Saúde e Bem-Estar. A gestora de Operações do Hospital Santa Catarina, Gladys Antonioli, crê que o alinhamento e a clareza das responsabilidades de cada setor contribuem para a eficiência das áreas, independentemente dos serviços de Facilities serem ou não terceirizados.

Na opinião de Renata Pereira Guerra, gerente de Qualidade do Núcleo de Estatística da Fundação São Francisco Xavier, o processo precisa ser muito bem desenhado e passar por todas as áreas. Com visão multidisciplinar, é possível definir todas as etapas das ações que devem ser realizadas.  Já a enfermeira Gisele Mota Regis, da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital SAMOC, entende ser preciso definir responsabilidades no contrato com terceiros ou internamente.

Telemedicina e saúde digital

A entrevista do empresário Salvador Gullo Neto, brasileiro radicado nos Estados Unidos, fundador da Safety4me, startup no Vale do Silício, em São Francisco, foi uma das grandes atrações do penúltimo dia do evento. Ele conversou sobre a adequação da regulação da saúde digital à realidade no pós-pandemia com Fabio Gastal, superintendente de Informação, Inovação e Novos Negócios na Seguros Unimed, assessor Técnico da Hospitalar Feira + Fórum e presidente do Conselho de Administração e diretor geral da Organização Nacional de Acreditação (ONA).

Durante o bate-papo, Salvador afirmou que avanços da telessaúde no Estados Unidos foram rápidos, por causa da atuação da Associação Americana de Telemedicina e Telessaúde. Na sua visão, os processos de discussão legal não desaceleram a adoção de inovações. E o desenvolvimento de novas tecnologias por startups e pelos grandes players acabam atropelando a regulação. Salvador espera que o Ministério da Saúde esteja atento às possibilidades da telemedicina e que, nos próximos anos, esta ferramenta seja usada para acelerar o acesso de populações carentes ao sistema de saúde.

Até outubro, todos os conteúdos da 1ª Digital Journey poderão assistidos gratuitamente pelo endereço.       

TAG: Eventos
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