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Cerca de 80% dos casos que chegam aos prontos-socorros não necessitam ser atendidos em um hospital

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A atenção primária à Saúde - focada, essencialmente, em ações preventivas e em garantir que o paciente se mantenha saudável -- é capaz de resolver 80% dos problemas de saúde, sem a necessidade de ir a um serviço de emergência ou pronto-socorro. O dado, do Ministério da Saúde, aponta que as unidades básicas de saúde, ou centros médicos, são capazes de dar solução à maioria dos casos.

Não existem dados oficiais públicos de cada estado do país, mas pesquisas nacionais mostram que cerca de 80% dos pacientes que buscam um pronto-socorro são classificados como sem gravidade. Essa procura imediata por prontos-socorros aumenta o tempo de espera e o risco de contaminação por outras doenças.

A especialista em clínica médica, Juliana Varassin, que atende no Eco Medical Center, em Curitiba, explica que ir direto ao pronto-socorro pode deixar o paciente esperando desnecessariamente, uma vez que casos mais graves sempre terão prioridade no atendimento. Segundo a médica, queixas como dores de cabeça, dor de garganta, febre, entre outras podem ser solucionadas em um centro médico, que possui rede integrada de atendimento e que oferece exames em um só local.

"Por exemplo, se o clínico geral identifica que a dor de cabeça do paciente tem relação com a visão, já o encaminha ao oftalmologista, evitando uma jornada demorada e permitindo a conclusão do diagnóstico com maior acertividade”, explica.

A médica reforça que esperar atendimento em uma emergência por muito tempo pode agravar um problema que seria simples, apenas por estar em ambiente com pessoas com quadros de saúde mais graves.

Integração

Em Curitiba, um novo complexo médico passou a funcionar com este conceito de atenção primária à saúde, em ambiente moderno e desospitalizado. O Eco Medical Center reúne mais de 35 especialidades, incluindo exames variados com tudo de mais moderno que existe, em um só lugar e mais de 200 médicos que atuam em diferentes áreas.

A consulta pode ser agendada pelo site, pelo aplicativo e também no próprio local. A capacidade de atendimento é de 6 mil consultas ao dia, incluindo exames como ressonância magnética, raio-x, endoscopia e especialidades como ortopedia, pediatria, oftalmologia, neurologia e neurocirurgia, oncologia, dermatologia, cirurgia plástica e cirurgia para a obesidade. O complexo médico aceita mais de 40 planos de saúde.

O CEO do Eco Medical Center, Patrick Gil, explica que o conceito tem como objetivo oferecer a medicina preventiva de ponta com atendimento humanizado e eficaz. Os médicos terão todos os seus e dados dos seus pacientes armazenados pelo aplicativo, permitindo o acompanhamento de forma integrada e inteligente.

“Hoje o paciente que não está em situação de urgência e emergência e está com algum desconforto, pode resolver tudo em um só lugar de forma ágil e assertiva sem ter que ir ao pronto-socorro. Esta é uma das maiores premissas da OMS (Organização Mundial da Saúde), adotada por sistemas de saúde do mundo todo, para garantir o acesso universal à saúde e reduzir desigualdades — é o chamado Primary Care”, explica Patrick.

Os pilares da Atenção Primária

De acordo com a OMS, são 5 os princípios desse modelo de cuidado de atenção primária. São eles: primeiro contato acessível, criando um ponto de entrada e melhorando o acesso ao atendimento; continuidade no atendimento, com relacionamento entre equipe médica e paciente; abrangência, que inclui prevenção, cura e reabilitação, se necessário, coordenação, que organiza os níveis de cuidado ao longo do tempo e o cuidado centrado nas pessoas, que assegura aos pacientes apoio necessários para tomar decisões e participar de sua própria saúde.

“Todos estes cinco pilares são priorizados no Eco Medical Center, que inclusive conta com academia e clínica de reabilitação, bem como serviços de alimentação, farmácia e conveniências. Nosso propósito é oferecer uma medicina resolutiva e atendimento diferenciado”, reforça Patrick

Investimento

O complexo médico recebeu investimentos de R120 milhões e está localizado no bairro Água Verde, em Curitiba. A estrutura ofertada será voltada para o bem-estar, com áreas de descompressão, praças e integração com a área externa. O modelo de negócio do Eco conta com gestão integrada e 100% do edifício é voltado para a locação de espaços voltados à saúde.

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