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Telemedicina: o novo normal

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As teleconsultas se tornaram uma realidade no Brasil, com o potencial de superar distâncias, oferecer cuidados na saúde e reduzir custos e tempo.  “Pacientes que antes esperavam um ano por uma consulta são atendidos em uma semana pela teleconsulta”, comenta Luiz Donke, CEO da L2D Telemedicina.

No início da pandemia, o crescimento em telemedicina disparou, principalmente para empresas que usam a tecnologia na saúde. Segundo Donke, no período de abril a novembro, foram registrados 30.000 teleatendimentos a mais que na fase pré-COVID-19.

Por enquanto, a telemedicina foi aprovada apenas em caráter excepcional e provisório pelo Ministério da Saúde, por causa da pandemia. Enquanto isso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) não definiu ainda se ela irá se consolidar permanentemente no Brasil.

Antes mesmo de serem registrados os primeiros casos do novo coronavírus no país, em fevereiro de 2020, a Associação Paulista de Medicina (APM) fez uma pesquisa com 2.258 médicos de 55 especialidades. Entre os pesquisados, 88% utilizaram ou consideraram o uso da telemedicina como ferramenta para ampliar o atendimento da clínica ou hospital.

A pesquisa demonstrou ainda que 64% dos médicos ouvidos esperavam que o CFM regulamentasse a teleconsulta; para 44% da amostra, a falta de regulamentação era o impeditivo no uso de ferramentas de comunicação online na assistência aos pacientes.

No segundo semestre de 2020,  a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), realizou uma outra pesquisa com dirigentes de 59 hospitais associados. O estudo revelou que 55,6% dos participantes acreditavam haver um impacto no aumento de ferramentas de tecnologia, em especial: análises, inteligência artificial e registros médicos eletrônicos.

TeleSUS, um serviço do SUS, criado especialmente para avaliação de sintomas da COVID-19 entre abril e junho de 2020, contou com mais 1,8 milhão de pessoas utilizando esta tecnologia e o atendimento online. Analisando todo este contexto, pode-se dizer que o ano de 2020 foi histórico para a telemedicina. Donke afirma que a pandemia antecipou resultados de velhas discussões, fazendo com que o futuro do atendimento médico já tenha chegado e tende só a se desenvolver ainda mais.

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