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Como consolidar a discussão sobre saúde mental nas empresas?

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Iniciativas voltadas ao bem-estar dos colaboradores devem estar refletidas na cultura organizacional

Para falar sobre a promoção de ações com foco na saúde mental dos colaboradores nas empresas, a Amcham (Câmara Americana de Comércio) promoveu na última semana, o webinar de Gestão de Pessoas “O bem-estar do colaborador e o dilema da saúde mental”.

Trata-se de uma discussão importante, afinal, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o Brasil seja o segundo país do continente americano com mais cidadãos com depressão — ficando atrás apenas dos Estados Unidos — e o primeiro no quesito prevalência de casos de ansiedade. A doença é a principal entre os transtornos mentais. 

O evento contou com a participação de Rui Brandão, CEO do Zenklub, startup que conecta profissionais de saúde mental com possíveis pacientes; Nélia Soares, diretora de Recursos Humanos (RH) para América Latina na American International Group (AIG) e moderação de Daniely Zaranza, gerente de Recursos Humanos do Hospital Santa Marta.

Saúde mental no ambiente corporativo

Na análise de Rui Brandão, ainda que a discussão sobre o bem-estar e a saúde emocional dos colaboradores encontre mais abertura hoje, os problemas psicológicos seguem muito estigmatizados: “A pandemia acelerou algo que várias empresas já estavam olhando de forma estratégica. Ela quebrou os tabus de trazer o assunto nas conversas de corredor e fomos forçados a evidenciar essa temática. Agora, é preciso agir”.

E, para agir de forma efetiva, ele deixa claro que deve-se integrar indivíduo e instituição. “O desenvolvimento individual é que vai gerar impacto coletivo, mas não basta dar ferramentas às pessoas; precisamos nos capacitar como RH, como cultura e como empresa. A gente começa a introduzir conversas e a partir disso criar um diálogo acompanhado de estratégias para a saúde emocional no mundo corporativo”, explica o CEO do Zenklub.

Como fomentar a cultura do bem-estar?

Para que a estratégia de saúde mental comece no alto escalão da empresa e chegue a todos os colaboradores, basta olhar para a situação como uma corrente de três elos: em uma empresa que possui uma cultura clara de diálogo e transparência, as lideranças são incentivadas a deixar suas expectativas sempre claras e oferecer escuta ativa às suas equipes. Por sua vez, em um ambiente como esse, os indivíduos se sentem confortáveis para também buscar por conta própria seu autocuidado e desenvolvimento pessoal e profissional.

Para Nélia Soares, o primeiro passo é criar um local de trabalho em que os colaboradores sintam-se livres para ser quem são, o que pode ser incentivado com a criação de grupos de diversidade na empresa, por exemplo. “O que importa é criar esse ambiente de segurança psicológica, empatia, escuta e conexão com as pessoas. Com esse canal de comunicação aberto, é possível descobrir muito mais sobre as necessidades dos colaboradores e a discussão se enriquece muito”, ressalta.

Além disso, ações como pesquisas de saúde organizacional e a humanização das avaliações de performance de forma que elas considerem critérios mais subjetivos, como os desafios apontados pelo funcionário e demandas que ele sente orgulho de ter realizado, são outras ideias para normalizar o cuidado com o emocional. É preciso também preparar e sensibilizar toda a organização, em especial os líderes, para assumirem compromisso com o bem-estar, a partir da escuta empática, sem julgamento, do aprendizado sobre saúde mental e da liderança em priorizar seu próprio bem-estar e de colegas que requeiram suporte. “Queremos que as pessoas tratem a saúde mental como tratam ir ao médico todos os anos, que não exista nenhuma vergonha em abrir isso para colegas, lideranças e RH”, conclui a diretora de RH para América Latina da AIG.

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