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Articles from 2015 In January


Dicas para novos empreendedores diretamente do TED

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Espero que vocês gostem e possam aproveitar o domingo assistindo alguns deles:

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Espero que gostem dos vídeos de situações de crise, de novas ideias e novos caminhos. Boa semana!

O que há por trás do grande número de cesáreas no Brasil?

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A justificativa, comprovada por estudos científicos, é de que acima desses níveis não foram encontradas reduções nos indicadores de mortalidade e morbidade nas mães e neonatos, podendo até ocorrer o inverso nessa situação. No Brasil, a taxa média atual é de 52%, sendo que na rede privada ela salta para 84%.

Com a nova resolução da ANS, os convênios e órgãos de saúde suplementar somente pagarão esses procedimentos cirúrgicos se comprovada a sua devida indicação, com partogramas e relatórios médicos detalhados. Além disso, deverá haver livre acesso das beneficiárias aos percentuais de cirurgias cesáreas e de partos normais, por operadora, por estabelecimento de saúde e por médico. Mas impor isso como regra é suficiente para melhorarmos os índices? Quais outros problemas envolvidos quando se trata de excesso de cesáreas? Vamos aos fatos.

Desafios da Prática Médica

A preferência dos médicos em indicar mais cesarianas está ligada não só a comodidade de tempo gasto com o procedimento – em média bem menor do que com partos normais – e possibilidade de agendamento. Com a dificuldade em encontrar leitos hospitalares em situações de emergência obstétrica, e ainda com a forte onda de judicialização da saúde no país, os profissionais acabam se convencendo dessa opção diante dos riscos de complicações no parto.

Além disso, é preciso atenção ao expor percentuais de cesáreas de cada serviço e médico. Há hospitais de alta complexidade que lidam com gestantes de alto risco e, logo, podem ter índices acima dos 15%, trazendo a falsa impressão de que existe algo errado. É preciso dar contexto a esses dados.

Também relevante é a questão da remuneração dos médicos. Tanto no sistema público como no privado, os valores pagos para partos normais ou cesáreos são bastante semelhantes. Ou seja, se o médico trabalha 12 horas em um parto normal, ou 3 horas em uma cesárea, os ganhos são equivalentes. Uma remuneração diferente para cada caso é reivindicação de muitos desses profissionais.

Saúde Materna e Cultura

Embora o acesso à atenção pré-natal seja praticamente universal, segundo a pesquisa “Nascer no Brasil”, da Fiocruz, cerca de 60% das gestantes iniciam o acompanhamento tardiamente, após a 12ª semana gestacional. Além disso, cerca de um quarto das gestantes do estudo não receberam o número mínimo de 6 consultas, recomendado pelo Ministério da Saúde. Há aqui um importante ponto em que são necessários avanços.

Outra questão é o esclarecimento das mães brasileiras sobre o parto normal. Segundo dados da pesquisa da Fiocruz, um terço das mulheres que optaram por cesariana desde o início da gestação o fizeram por medo da dor do parto normal, que, em verdade, é evitável com anestesia. Fato também curioso é que 70% das mulheres pesquisadas desejava um parto vaginal no início na gravidez. Contudo, poucas foram apoiadas nessa decisão. Uma das hipóteses para a mudança de ideia ao longo da gestação seria o tipo de orientação recebida no pré-natal.

Confrontadas com a realidade, mesmo as esclarecidas encontram dificuldade quando há desejo e possibilidade de parto vaginal. Como é natural, esses partos não têm hora marcada para ocorrer. Com isso, mães que procuram assistência na iminência do parto nem sempre encontram, seja no sistema público ou privado, a estrutura adequada – com frequência faltam anestesistas –, gerando uma verdadeira peregrinação por hospitais, até que se encontre um local adequado. Isso aumenta riscos de complicações para mãe e bebê e, no caso do SUS, fere a lei 11.634, que prevê a vinculação, ainda no pré-natal, da gestante à maternidade onde será realizado o parto.

De olho na questão cultural, pequenas atitudes vêm surgindo para auxiliar na conscientização. Recentemente a Artemis – entidade de defesa dos direitos das mulheres – lançou o app Parto Humanizado, que busca levar às mulheres informações a respeito das diferenças entre os tipos de parto, critérios para realização de cesárea e casos de violência obstétrica, oferecendo até formas de denúncia de abusos.

Custos

Os impactos de altas taxas de partos cesáreos não se limitam somente à saúde das gestantes e de seus filhos, mas também afetam todo o sistema. Em 2006, estimou-se que no Brasil cerca de 560 mil cesarianas consideradas desnecessárias foram realizadas, provocando um desperdício de quase R$ 84 milhões. Vale lembrar que nas cesáreas, custos ligados à ocupação de leitos hospitalares e eventuais complicações do procedimento, que podem envolver internações em UTIs e UTIs neonatais, precisam ser levados em conta.

Tratando-se de proporções mundiais, o problema persiste. Segundo relatório de 2010 da OMS, a respeito dos custos de cesáreas necessárias e desnecessárias, foram realizadas cerca de 6.2 milhões de cesáreas dispensáveis globalmente, representando – quando considerados apenas os procedimentos em si – um custo de U$S 2.32 bilhões. O estudo mostra que, com U$S 432 milhões, seria possível bancar as cerca de 3.2 milhões de cesáreas de que regiões menos assistidas do planeta necessitam.

O relatório traz ainda que os gastos desnecessários acompanham o padrão de desigualdade na saúde. Nas nações mais bem estruturadas, há maior tendência em haver uso desnecessário de recursos com cesáreas e outros procedimentos de alguma complexidade. Com os dados acima, vemos que é sim problemático ter índices elevados de cesáreas se a intenção é prover acesso universal à saúde.

O que dizer do futuro?

É evidente que o país precisa reduzir o número de partos cesáreos. Todavia, a resolução da ANS, embora possa gerar alguma mudança nas estatísticas atuais, por si só não deve resolver o problema. Como já mostrado, o tema é complexo e passa por questões estruturais, remuneração, cultura e judicialização, para ficar em alguns pontos. Medidas que não sejam mais abrangentes, sem envolver boa parte disso, são, como já sabemos, apenas paliativos.

Problemas como esse exigem consenso e discussões profundas entre todas as partes da saúde. Culpar apenas um setor como o responsável pelas falhas, como a mídia vem fazendo com os médicos, e muitos médicos fazem com os agentes de saúde pública e suplementar, é um equívoco: todos temos a nossa parcela de culpa. Fica a torcida para que haja mais diálogo e entendimento entre políticos, gestores e profissionais.

E você, o que tem achado disso? Comente e participe!

Roche apresenta sólido crescimento nos resultados em 2014

Texto enviado por: Imagem Corporativa

A Roche anunciou hoje os seus resultados financeiros de 2014. Em uma demonstração de solidez, o Grupo registrou crescimento de 5% nas vendas na moeda local, o que representa receita de 47,5 bilhões de francos suíços. O resultado é atribuído à crescente demanda pelos medicamentos na área de Oncologia e Imunologia e ao aumento nas vendas de Professional Diagnostics (+8%) e de diagnóstico molecular (+6%).

As vendas da divisão Farmacêutica cresceram 4% e foram impulsionadas pela? Oncologia. Destacaram-se os medicamentos indicados para tratamento de câncer de mama HER2-positivo (+20%)?, como as novas drogas Perjeta® (pertuzumabe) e Kadcyla® (trastuzumabe emtansina); e o ?Avastin® (bevacizumabe), que cresceu 6% em relação ao ano anterior. Também houve uma forte demanda por medicamentos na área de Imunologia, como o Actemra® (tocilizumabe), indicado para o tratamento de artrite reumatoide, que cresceu 23%. As vendas de Tamiflu® (fosfato de oseltamivir) tiveram um aumento de 54%, principalmente, por conta da forte epidemia de gripe que ocorreu nos Estados Unidos.

A Roche Diagnóstica teve um incremento de 5% em vendas, alcançando o total de 10,8 bilhões de francos suíços. A divisão Professional Diagnostics, com equipamentos voltados a laboratórios e hospitais, foi a que mais contribuiu para esse crescimento, com um aumento de 8%, seguida das vendas de Diagnóstico Molecular, que cresceram 6%. Além disso, foram apresentados novos instrumentos e testes de laboratório molecular, como o cobas 6800 e o cobas 8800.

Comentando os resultados do Grupo, Severin Schwan, CEO da Roche, disse: “Fizemos bons progressos em 2014, com um crescimento sólido em ambas as divisões, conduzidos por nossos medicamentos recém-lançados e testes de diagnóstico. Além disso, realizamos dez aquisições direcionadas para complemento do nosso portfólio tanto na divisão Farmacêutica como Diagnóstica. Existe uma demanda forte para um medicamento recém-lançado nos Estados Unidos, que trata a fibrose pulmonar, o Esbriet, desenvolvido pela InterMune (empresa que adquirimos em 2014). Na Divisão Diagnóstica, apresentamos, com sucesso, as plataformas cobas 6800 e cobas 8800, que trazem automação de teste molecular para um nível mais avançado. Com este forte portfólio, acredito estarmos bem-posicionados para o futuro”.

Novas drogas aprovadas e dados positivos no pipeline

Duas novas indicações foram aprovadas: Avastin® (bevacizumabe), para o tratamento de câncer resistente de ovário e câncer do colo de útero; e Gazyva® (obinutuzumab), para o tratamento de leucemia linfocítica crônica, na Europa. No mês de julho, o Esbriet, indicado para tratar fibrose pulmonar idiopática, recebeu o “Breakthrough Therapy Designation” (selo de liberação prioritária devido à eficácia), da FDA. A FDA também fez a mesma aprovação para o Lucentis, indicado para o tratamento de retinopatia diabética e para um novo composto de imunoterapia do câncer de bexiga.

Dados de ensaios clínicos do estudo de fase III CLEOPATRA do Perjeta® (pertuzumabe), para tratamento de câncer de mama metastático HER2-positivo, foram um dos destaques de 2014. Os resultados mostraram que a adição de Perjeta® (pertuzumabe) ao Herceptin® (trastuzumabe), mais quimioterapia, aumentou o tempo de sobrevida de pacientes não tratadas previamente para um número sem precedentes de quase cinco anos. Resultados dos ensaios clínicos do cobimetinib, combinado com Zelboraf® (vemurafenib), para tratamento do melanoma (câncer de pele) avançado também foram anunciados durante o ano, mostrando que o tratamento com a combinação reduziu pela metade o risco de agravamento da doença, em comparação ao tratamento realizado apenas com Zelboraf® (vemurafenib). A Roche tem agora mais de 30 diferentes terapias de combinação em seu pipeline de oncologia.

Produtos de diagnóstico ampliam ainda mais o portfólio

A Roche lançou uma série de instrumentos de diagnóstico em 2014, incluindo as cobas 6800 e cobas 8800, sistemas para testes moleculares; o cobas 6500, que combina testes tira de urina e microscopia urinária digital; e uma série de novas ferramentas para a gestão da diabetes. Novos testes também foram lançados para a identificação de microorganismos causadores de doenças infecciosas e, na saúde da mulher, para a fertilidade e diagnóstico pré-natal. Estes testes reforçam ainda mais o amplo portfólio da companhia nas aplicações de fertilidade e testes de gravidez, mama, gestão de câncer de colo uterino e ovário e monitoramento e gerenciamento de condições crônicas, relacionadas com a idade, como a osteoporose.

Aquisições estratégicas

Ao longo dos últimos dez meses, a Roche fez dez aquisições direcionadas para complementar seu portfólio de produtos atual em ambas as divisões, incluindo a InterMune, desenvolvedora do Esbriet, indicado para tratamento de fibrose pulmonar idiopática; e a Seragon Pharmaceuticals, que está estudando tratamentos para receptores hormonais positivos de câncer de mama. Na divisão Diagnóstica, as aquisições foram feitas para expandir o teste molecular e para adicionar novas tecnologias no sequenciamento genético.

No início de 2015, a Roche adquiriu a Ariosa Diagnostics para entrar no mercado de testes de DNA livre de células e pré-natal não-invasivo. A companhia também firmou uma parceria estratégica com a Fundação de Medicina na área de informação molecular e análise genômica em oncologia. A colaboração tem como objetivo alavancar o uso de informação molecular para avaliação abrangente de tumores.

Previsões para 2015

Em 2015, a Roche espera que as vendas cresçam abaixo de um dígito, por conta das taxas de câmbio constantes, e acredita aumentar ainda mais o seu dividendo em francos suíços.

Sobre a Roche

Com sede em Basileia, Suíça, a Roche é líder mundial em pesquisa de produtos para a saúde, com forte e combinada atuação nas áreas farmacêutica e diagnóstica. A Roche é a maior empresa de biotecnologia do mundo, com medicamentos realmente diferenciados em oncologia, imunologia, doenças infecciosas, oftalmologia e neurociência. A companhia também é líder mundial em diagnóstico in vitro e no diagnóstico tecidual de câncer, além de pioneira em soluções para o acompanhamento do diabetes. A estratégia de medicina personalizada da Roche tem como objetivo fornecer medicamentos e ferramentas de diagnóstico que possibilitem melhorias tangíveis na saúde, qualidade de vida e sobrevida dos pacientes.

Fundada em 1896, a Roche vem trazendo, há mais de um século, contribuições importantes para a saúde global. Vinte e quatro medicamentos desenvolvidos pela Roche estão incluídos na lista de Modelos de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial de Saúde, entre eles antibióticos que salvam vidas, antimaláricos e quimioterapia. Em 2013, o Grupo Roche empregou mais de 85 mil pessoas em todo o mundo e investiu mais de 8,7 bilhões de francos suíços em P&D. O Grupo registrou vendas de 46,8 bilhões de francos suíços. A Genentech, nos Estados Unidos, é uma subsidiária integral do Grupo Roche. A Roche também é a acionista majoritário da Chugai Pharmaceutical, do Japão. Para mais informações, visite o site www.roche.com.br.

Vivien Rosso, ex-Fleury, é nova CEO do A.C.Camargo Cancer Center

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- shutterstock

A executiva Vivien Navarro Rosso, ex-presidente do Fleury, assume a Superintendência Geral do A.C.Camargo Cancer Center, lançado em 2013 com o objetivo de concentrar em um só lugar tudo o que envolve a Oncologia, desde a bancada de pesquisa até leitos de internação.


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A.C. Camargo cria escola avançada de patologia

Há mais de 25 anos como executiva, Vivien se popularizou no mercado de Saúde ao ser eleita presidente do Fleury no final de 2013, onde atuou 12 anos, passando por posições de direção, Presidente Executiva e membro do Conselho de Administração. Formada em administração de empresas pela FGV, Vivien passa a liderar área extremamente estratégica do Hospital, que prioriza os pilares: prevenção, tratamento, ensino e pesquisa do câncer.

A principal característica de um Cancer Center, nomenclatura popular nos EUA, está na abordagem multidiciplinar e personalizada, ou seja, na preocupação de integrar todo o corpo clínico - cirurgiões, oncologistas clínicos, radioterapeutas, patologistas, dentre outros - com cientistas que desvendam as alterações moleculares associadas a cada tipo de tumor.

Que profissionais de saúde estamos formando?

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Apesar de algum avanço nos índices de educação e melhoria na alfabetização da população brasileira de forma geral, possuímos vários desafios a serem superadas ainda. Um dos mais importantes se encontra nas questões sócio-culturais e educacionais que ainda permeiam a formação primária e universitária.

A educação primária e secundária obviamente passa pelo aperto financeiro e falta de investimento na (desproporcional) maioria dos casos. No entanto, mesmo nas instituições mais afluentes - tanto públicas quanto particulares - observa-se uma rigidez organizacional que incorpora o peso do vestibular. Apesar de diferentes métodos educacionais e diferentes investimentos em atividades “extra-curriculares”, são poucas as escolas que são capazes de instigar a curiosidade do aluno na sua essência.

Temos ainda, uma cultura determinista em termos absolutos e relativos: o Brasil infelizmente ainda conta com baixa mobilidade social e o melhor preditor para o salário do seu descendente é o seu próprio salário. Além disso, as universidades são tratadas como um ultimatum na sua vida profissional - e os cursos universitários agem como tal.

Há pouca criatividade em termos de percurso profissional pós-universitário em termos gerais. “O fulano está fazendo uma coisa nada a ver” é uma expressão comumente usada para aqueles que não trabalham com algo que tem o mesmo nome daquele escrito no seu diploma. Os que pensam em trabalho interdisciplinar, curiosidade para fusionar conhecimentos diferentes e em inovação através de diversidade são excessões à regra. A formação universitária, além de possuir uma carga horária incompatível com o sentido mais abrangente da palavra “formação”, dá se por memorizações infinitas e métodos educacionais que não funcionam.

O Brasil é um dos países com a maior carga horária na graduação, independentemente da área de estudo e particularmente - e contraditoriamente - nas universidades a pedagogia é uma ficção científica. Há professores que se comprometem com a educação e o aprendizado - mas a maioria parece estar ensinando códigos aos computadores. E, vamos convenhar que computadores decoram códigos muito melhor que nós. A burocracia, ineficiência e o “feudalismo” completam o bolo para que as aulas sejam autoritárias, desprazerosas e desmotivantes.

Talvez essa tentativa de tecnicizar, robotizar e padronizar pessoas seja um empecilho para que as pessoas consigam juntar conhecimentos, ser criativo e comprometido com a curiosidade a mais diferentes campos de estudo. Podemos citar muitos fatores, como a forma da colonização e exploração, monarquia, ditadura, paternalismo e demagogia, democracia recente etc, mas o fato é que, para nos tornarmos competitivos, inovadores e, talvez, mais felizes, precisamos incorporar novos valores.

E o que tem a ver com a saúde? Basicamente tudo. Decorar detalhes e praticamente vomitar informações na prova em vez de praticar o raciocínio e consolidar os conhecimentos teóricos. Carga horária aberrante nos primeiros anos, em que o conceito de “universidade” poderia ser mais explorado - abarcando conhecer outros institutos e matérias - é deixado de lado para que a qualidade de vida seja comprometida. Na realidade, não há o curso mais contraditório que a medicina: insistimos exercício físico, hobbies e manutenção de amizades aos pacientes, enquanto a nossa saúde, relacionamentos e gostos pessoais ficam para a expectativa do futuro quando “vamos ganhar dinheiro e ter dinheiro para nós mesmos”. Esta carga horária é realmente um feito brasileiro de não se orgulhar - países como Canadá, Alemanha, Estados Unidos e Holanda possuem espaços para que os alunos possam ter atividades fora da faculdade - inclusive de estudar medicina, aprofundar-se em tema de interesse em medicina e manter a saúde, como a medicina preza - quase uma ironia. Imagina um médico, que ao mesmo tempo que entende de ciências médicas, aprendeu sobre design e inteligência artificial na faculdade...ou história da formação cultural do Brasil...ou pedologia: o que a conexão de conhecimentos e pessoas pode gerar?

Muitos sabem disso, o porquê de não agir não tenho resposta. Lembro, por exemplo, o caso de uma respeitada faculdade de medicina em que a coordenação não bastava ter mentido, omitido e negligenciado as necessidades dos alunos, precisava de ego para a sua chefia, mesmo que fosse de forma antiética e imoral, e engajava em atividades, inclusive do uso dos recursos públicos, para o benefício próprio. Talvez tenhamos desistido? Mas é incrível que, na mesma faculdade a mudança na gestão conseguiu trazer novos ares: é do conhecimento de todos que liderança e criação de cultura é crucial para o bem estar e alinhamento do mindset. Faz diferença para quem está no poder estar engajado em melhorar e melhorar.

Queremos um Brasil com profissionais inovadores, criativos e que possamos nos valer das nossas potencialidades. Temos muitos problemas sociais, econômicos, de competitividade e moralidade que se valer dos modelos atuais vamos falir em múltiplos níveis como uma sociedade, ou talvez saborear a deterioração de geração em geração. A pauta da educação é uma delas, mas crucial para que possamos construir o alicerce necessários para que aquela nossa vibração e entusiasmo de 2008 para 2012 possa continuar.

Unimed-BH reformula identidade e elabora guia para Governança Corporativa

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- Câmera de jardim

Mudanças não são processos fáceis, ainda mais em grandes organizações, como é o caso da Unimed-BH. A cooperativa, que passou por uma reformulação completa de identidade organizacional em 2013, precisava comunicar a nova missão, crenças e valores. Afinal, de que adianta um novo posicionamento se colaboradores, parceiros e clientes não compactuam com a nova estratégia?



Para resolver o problema, a cooperativa formulou o Guia Unimed-BH de Atitudes, Posturas e Relacionamentos, pensado para orientar o comportamento dos diferentes públicos de interesse. A publicação descreve princípios gerais divididos por públicos específicos: médicos cooperados, colaboradores, clientes e mercado, prestadores de serviços de saúde, fornecedores, Sistema Unimed, imprensa e formadores de opinião, poderes públicos.

Não são dimensões pequenas: a cooperativa tem 1,27 milhão de beneficiários, rede de mais de 370 serviços parceiros, mais a rede própria, 3,8 mil empregos diretos, atividades culturais e socioambientais impactando mais de 450 mil pessoas na comunidade... “Nesse cenário, o guia funciona, sobretudo, como um instrumento de gestão para alinhar e balizar os nossos relacionamentos”, explica o diretor-presidente da cooperativa, Samuel Flam.

O impresso foi distribuído a todos os colaboradores e integrantes do corpo clínico das unidades. Em seguida, um curso eletrônico reforçou os conceitos abordados. No total, foram investidos cerca de R$ 15,6 mil.

“Se antes falávamos em oferecer soluções de saúde, hoje enfatizamos o compromisso com o avanço sustentável do setor, por meio de serviços de qualidade, do conhecimento e da inovação”, pondera Flam, a respeito da busca de uma definição mais abrangente dos negócios da organização, “condizente com a própria evolução da Unimed-BH nos últimos anos”.
Também entram na nova equação a ênfase sobre o cooperativismo, a importância das pessoas, a valorização do trabalho médico e o desenvolvimento social. Para isso, o acróstico S.E.M.P.R.E. (satisfação dos públicos, estímulo à inovação, melhoria contínua, participação, responsabilidade social, ética nos relacionamentos) foi formulado e serve de base para sistematizar os valores da nova identidade organizacional.

A ideia é que o guia torne cada público um “guardião” da cultura da cooperativa, preservando não só a identidade, mas também impulsionando a imagem corporativa. Para Samuel Flam, embora a consolidação da cultura organizacional seja um processo de longo prazo, já é possível sentir seus efeitos.

“Temos alguns indicadores concretos nessa direção”, conta. “Em nossa última pesquisa de clima, perguntamos especificamente sobre a identidade organizacional. Nove em cada dez colaboradores conhecem a missão, a visão e os valores, e essa mesma proporção afirma ter orgulho de trabalhar na Unimed-BH.”

Fundamentado e embasado pela identidade organizacional, o conteúdo é escrito em linguagem simplificada e descreve as rotinas de cada grupo de relacionamento, facilitando a identificação de situações de conflito e dando o caminho para resolvê-las. Além, é claro, de transmitir e garantir a adoção de medidas disciplinares relacionadas a eventuais infrações.

O sucesso do manual deverá ser averiguado através de indicadores oriundos do próprio planejamento estratégico da Unimed-BH, monitorados mensalmente, como quantidade e tipo de infrações recebidas e tratadas, áreas e lideranças envolvidas, tipo de medida disciplinar adotada e natureza da denúncia (se procedente ou não), entre outros.

“O Guia de Atitudes, Posturas e Relacionamentos é, antes de tudo, um instrumento de comunicação e alinhamento interno. Essa é uma diretriz que se desdobra em alguns objetivos do nosso mapa estratégico, orientando o nosso planejamento até 2020”, conta Flam.

*Essa reportagem faz parte do estudo “Referências da Saúde 2014”, da revista Saúde Business. Para ler na íntegra a revista, CLIQUE AQUI


Pacientes poderão inserir dados em seu histórico médico

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Em uma época que o consumidor tem ganhado cada vez mais voz e mais peso na decisão de outros consumidores sobre um serviço prestado ou produto comprado, nada mais natural do que este modelo migrar para a saúde ou, pelo menos, influenciar o setor.

Em históricos de pacientes, no geral, somente os profissionais têm espaço para o registro de informações e evolução. No entanto, em grande parte do tempo, o paciente se encontra sozinho ou com seus familiares, evidenciando uma falta de conhecimento médico sobre este período. É importante que alguns episódios da rotina sejam notificados e que a percepção do paciente em relação a sua evolução seja considerada.

Foi anunciado que o Beth Israel Deaconess Medical Center recebeu $450 mil da The Commonwealth Fund para desenvolver um produto que permite que pacientes contribuam com seus históricos médicos. O programa é uma extensão de uma iniciativa já existente e vai incluir colaboração com diversos outros provedores pelo país.

“Nós sabemos que aumentar o engajamento de pacientes é um componente crítico na melhora do cuidado de saúde e nós esperamos criar um programa bem estabelecido nesta área. Esta pesquisa vai explorar o potencial do Our Notes (nome dado à iniciativa) para ajudar a melhorar o cuidado entre os pacientes complexos com múltiplas condições crônicas de saúde”, disse Anne-Marie Audet, Vice-presidente da The Commonwealth Fund.

A iniciativa original tem como objetivo de permitir o acesso do paciente aos registros médicos, que ainda é uma questão bastante discutida e polêmica, com médicos que concordam com a solução e profissionais que não se sentem confortáveis com a divulgação. Este movimento começou a ganhar notoriedade em 2012, segundo o MobiHealthNews, graças a um estudo da BIDMC, que descobriu um maior engajamento e melhores resultados em pacientes com acesso a seus registros. De acordo com o autor, a maioria dos pacientes participantes disseram que, com acesso às informações, passariam a entender melhor seus problemas, lembrariam melhor seus planos de tratamento e se preparariam melhor para futuras visitas, tendo assim, maior noção de controle sobre sua própria saúde.

Certamente, ainda há ressalvas, como, por exemplo, no caso de pacientes com transtornos mentais. Alguns profissionais se preocupam com o impacto que isto pode ter na saúde destes pacientes e no andamento do processo.

Hospital público adota TI como elemento estratégico

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Saiba mais sobre o hospital infantil Dr. Jeser Amarante Faria: 


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Aché investe em logística reversa

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Processos logísticos normalmente são desafiadores em qualquer grande indústria e não é diferente no Aché Laboratórios Farmacêuticos. Mas na contramão dos projetos que tentam resolver tal gargalo, a equipe de TI da primeira colocada na categoria Indústria Farmacêutica de As 100+ Inovadoras no Uso de TI mirou não apenas melhorias de processos internos e do setor de distribuição. O foco estava em garantir a satisfação do cliente na ponta, sobretudo, quando havia necessidade de devolução de mercadorias e reembolso de valores.

Saiba mais sobre o estudo 100+Inovadoras no uso de TI

Como explicou Leandro Roldão, gerente de sistemas da companhia, o projeto surgiu da necessidade de entender a logística e a rastreabilidade na cadeia do processo de devolução de produtos. “Sempre tivemos dificuldade em acompanhar essa rastreabilidade e queríamos garantir que cada devolução fosse feita da melhor forma”, comentou. Um dos trabalhos executados foi o mapeamento de todos os processos que tinham relação com devolução ou recusa de mercadoria para uma gestão mais efetiva, acompanhar volume, entender erros e problemas.

Chegar a tal ponto, no entanto, não foi da noite para o dia. Antes do mapeamento completo, houve um acompanhamento de tais processos durante um ano e meio, até por envolver diversas áreas como supply chain, comercial, qualidade, impostos, transporte, logística e financeiro. Para a TI do Aché, um dos segredos de sucesso do projeto foi o alinhamento constante com as áreas de negócio para não deixar nenhuma lacuna. E no final de tudo, quem ganhou foi o cliente.

Veja também:
Ranking das 100 empresas que mais inovaram no uso de TI em 2014

“Durante o processo, ouvi da área comercial que quando faziam negociação o cliente falava do processo de devolução e levávamos até 90 dias entre receber a devolução e fazer o ressarcimento. E como o processo era moroso, o cliente tomava a decisão de no pagamento do próximo boleto, descontar o ressarcimento não efetuado. Com esse projeto, o processo de devolução caiu para 15 dias e o comercial vai ao cliente para falar apenas de negócio”, resumiu Eduardo Kondo, CIO do Aché, que, junto com Roldão, fez questão de enaltecer a importância da equipe na execução do projeto, em especial de Emanoel Nascimento, coordenador de administração de vendas (área de negócios), Uderson Fermino, líder e especialista do projeto, e Anselmo Parrechio, coordenador de projetos.

Um dos pontos interessantes da iniciativa é que o investimento foi praticamente zero, obviamente sem contabilizar as horas de trabalho da equipe que se dedicou a executá-lo. A empresa já contava com todas as ferramentas utilizadas, como ERP, GRC, Solution Manager, entre outros da SAP e a equipe tinha capacitação suficiente para desenvolver nas linguagens demandadas, como Asp, .NET, C# e JQuery. Até por isso, o tempo consumido pelo projeto foi pequeno frente ao que se vê no mercado: quatro meses entre mapeamento e implantação das melhorias.

“Antigamente, o processo era muito manual. O cliente entrava num portal para pedir devolução, depois vários departamentos avaliavam isso para, só então, dar o ‘ok’ para o cliente devolver o material. Hoje tudo é eletrônico”, ressalta Kondo, lembrando que, com o novo processo, quando o cliente dá entrada numa devolução, é gerado um XML que passa mais rapidamente pelas áreas responsáveis, permitindo, ainda, que o próprio cliente acompanhe o procedimento.

O grande objetivo da iniciativa, como frisou Roldão, era reduzir o tempo de cada etapa do processo, garantindo, assim, mais agilidade na resposta para o cliente na ponta. Além disso, diversos benefícios foram atingidos com o trabalho realizado pela TI do laboratório, como rastreabilidade mais ampla, transparência para o cliente, redução de tempo do transporte e de gasto com transporte divergente e validação antecipada das informações. “Conseguimos também diminuir tempo operacional por ter sistema próprio e nada manual, reduzir gastos com impressão e armazenamento físico de papel e até os erros por digitação”, comemora Roldão.

*Vitor Cavalcanti é editor de TI da IT Mídia

Saiba mais sobre o serviço de telerradiologia do Grupo Infinita

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O Grupo Infinita diversificou seu serviço investindo em telerradiologia. Para viabilizar a operação, a TI obteve papel estratégico e hoje, a empresa avalia exames para diferentes lugares do Brasil. Assista à entrevista com o CEO da marca, Paulo Bonadio.