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Articles from 2016 In January


50% das mortes se manifestam de forma súbita

As doenças cardiovasculares, como insuficiência cardíaca, infarto, acidentes vasculares cerebrais e angina, são as principais causas de morte no mundo, sendo que 50% se manifestam de maneira súbita. Segundo o Dr. Silas Galvão Filho, cardiologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, 20% dos casos de mortes naturais são caracterizados como súbitos. Desfibriladores Externos Automáticos (DEA) contribuem para o socorro rápido, reversão de parada cardíaca e consequentemente prevenção da morte súbita, mas levar um estilo de vida saudável e visitar o cardiologista é o melhor caminho para prevenção.

Em alguns países da Europa e nos EUA, o uso de DEA em locais de grande circulação de pessoas vem contribuindo para uma retração no número de mortes súbitas e salvando muitas vidas. Hoje, todas as estações de metrô de São Paulo têm desfibriladores e os funcionários são treinados. Segundo dados do Metrô, o uso desses equipamentos aumenta para 50% o índice de sobrevida em casos de parada cardíaca ocorrida nas estações.

Os dados comprovam que o assunto é sério e isso significa que é preciso estar constantemente atento à saúde do coração. Portanto, praticar exercícios regulares com auxílio de um profissional, ter uma alimentação saudável, dormir pelo menos oito horas por dia e fazer check ups anuais são importantes para manter a saúde em dia.

Sobre Beneficência Portuguesa de São Paulo

Fundada em 1859, a Beneficência Portuguesa de São Paulo conta com aproximadamente 7.500 colaboradores e 3.000 médicos, e com uma gestão baseada na qualidade assistencial, humanização, ensino e pesquisa, além de um corpo clínico formado por renomados especialistas. A instituição é referência no atendimento médico hospitalar em mais de 50 especialidades, como cardiologia, oncologia, neurologia, gastroenterologia, ortopedia, urologia, entre outras. Atualmente, a Beneficência Portuguesa conta com três hospitais que somam mais de 1.200 mil leitos de internação.

Desemprego no Brasil dificulta acesso à saúde

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09Em 2015 o desemprego no Brasil aumentou 42,5% que, segundo o IBGE, é a maior alta da série histórica. Isso pode ampliar a dificuldade já enfrentada por pelo menos 54% da população, que não consegue pagar por todas as terapias que precisa.

Cerca de 75% dos brasileiros compram medicamentos com os próprios recursos, sem nenhum tipo de auxílio. Essa realidade já representava um desafio crescente, devido ao aumento das despesas com saúde geradas pelo envelhecimento da população.

Leia Mais: Desemprego e saúde: O que tem a ver?

Planos de saúde perdem 164 mil beneficiários em 12 meses

500 mil pessoas perderam seu plano de saúde! E agora?

Os idosos já representam 7,4% dos 201 milhões de brasileiros e, com a expectativa de vida de 71 anos para homens e 78 para mulheres, esse percentual continuará aumentando nos próximos anos. Essa mudança torna uma série de doenças mais frequentes, como câncer, hipertensão, diabetes e problemas neurológicos.

Tais doenças requerem tratamentos complexos e/ou contínuos, o que eleva as despesas com saúde. As dificuldades de acesso a terapias, que acabariam sendo agravadas gradualmente com o novo perfil demográfico, que podem sofrer um crescimento acelerado pelo desemprego e pelas consequentes limitações financeiras da população.

Segundo presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), Antônio Britto, o cenário desperta preocupação, pois o corte de despesas com saúde é uma das últimas coisas que as famílias fazem, mas que pode ser uma medida necessária quando o desemprego aumenta e a renda cai.

Hoje, os medicamentos têm 34% de seu valor composto por tributos, sendo o ICMS o mais alto entre eles. Apesar disso, esse imposto deve aumentar em 12 estados; aumento médio de 1,2%, gerando impacto no preço dos medicamentos.

Em 2009, o estado do Paraná reduziu o ICMS de 18% para 12% e, com isso, aumentou o acesso a medicamentos. O aumento das vendas elevou também a arrecadação deste imposto pelo governo, que saltou 115% no Paraná, enquanto nos principais estados do país, a arrecadação havia aumentado apenas 9%.

O Brasil estás muito acima da média mundial de tributos sobre impostos: no país cobra-se 34%, enquanto a média mundial é de 6,3%. Países como Portugal, Holanda, Itália e Espanha não cobram mais do que 10%.

Dengue, Chikungunya e Zica: gente chorando e vendendo lenço

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O antigo provérbio que diz “onde tem gente chorando, tem gente vendendo lenço” até que serve para aludir a bagunça que o mosquitinho consegue fazer na saúde brasileira.

É fato:

  • A saúde pública está desnorteada, sem nenhuma ação efetiva nos âmbitos dos municípios, estados e união, e “o trem que já está lotado não consegue partir porque tem um monte de gente segurando o fechamento das portas”;
  • Na saúde suplementar as operadora33s de planos de saúde ainda não conseguiram assimilar o golpe: cresce a demanda pelas consequências das picadas do mosquito, e eles ainda não conseguem quantificar o quanto isso representa no balanceamento das despesas na sua rede credenciada;
  • E como as moedas “têm cara e coroa”, hospitais que servem a saúde suplementar “estão vendendo lenço para quem está chorando”.

E afloram os 2 principais problemas da saúde no Brasil:

  • Não existe qualquer coordenação das ações da saúde pública e suplementar – é “cada um pra si e Deus pra todos”, como se dizia nas minhas brincadeiras de infância (como “lasca Romeu !”);
  • Os governos, completamente desorientados e sem coordenação, começam a gastar “os tubos” em ações populistas sem qualquer eficácia e efetividade – continuam a tratar a saúde como tratam telefonia celular, empregos ... “não cai a ficha” que saúde pública não é plataforma política ou bem de consumo – nenhuma “canetada” vai ajudar de verdade.

O governo federal, por exemplo, acena com ajuda (bolsa mosquito) para pobres que tiverem filhos com microcefalia. Vai dar voto, claro, mas:

  • Esta “mesada” vai compensar 1 % do problema financeiro que estas famílias terão ?
  • E quem não se encaixa como pobre, que se vire ? Se a família ganhar R$ 10 a mais do que a que se encaixa já dá pra se virar sozinha ?
  • Com será a perícia para que a família comece a receber o “bolsa mosquito” ? A mesma que não funciona no INSS para conceder aposentadoria para quem não consegue trabalhar ?

Me desculpe a ignorância: mas estas famílias realmente preferem ganhar a mesada do que ter uma rede assistencial pública minimamente disponível para a dificuldade que terão ? Que mãe e pai são estes que preferem ganhar a bolsa do que ter seu filho bem assistido ?

Nem os governos estaduais, nem os governos municipais, por exemplo, sinalizam com ações coordenadas para atacar o problema na origem: o mosquito. Seria engraçado se não fosse trágico:

  • Eles vêm com a “maior cara de pau” mostrando que estão fiscalizando os criadouros, mas até a divisa da sua jurisdição. Esquecem que o mosquito não precisa de “movimento passe livre” – para ele São Caetano do Sul ou São Paulo é a mesma coisa;
  • Alguns ainda reclamam do governo federal, como se existisse alguma “incubadora no planalto central” espalhando mosquito para o resto do Brasil !

Também me desculpando pela ignorância: quem está coordenando focos de cidades vizinhas de estados diferentes ? Será que estas cidades e seus estados estão esperando que o governo federal faça isso ?

A “lambança” não se restringe à área pública:

  • Tenho um seguro saúde de mais de 10 anos, e nunca recebi da minha operadora uma "reles mensagem instrutiva" sobre o perigo do mosquito, as doenças que ele pode causar – as operadoras são ridículas a ponto de não perceber que se eu não me precaver quem vai pagar a conta é ela ! Ou será que elas vão reivindicar reembolso do SUS já que o governo federal “assume mea culpa” ao conceder o “bolsa mosquito” ?
  • A minha profissão faz com que circule em diversos hospitais privados. Sabe em quantos eu vi uma campanha educativa séria para evitar os riscos com o mosquito ? Eles estão rindo à toa !

Sabe o que sente uma pessoa como eu que está no segmento há tanto tempo, e que teve oportunidade de aprender sobre saúde pública e suplementar com os melhores professores do Brasil, quando ouve que o exército vai ajudar no combate ao mosquito ?

Desânimo !

Não devia comentar para não dar crédito a este tipo de gente, mas uma emissora de TV irresponsável comentou em “tom de crítica” que a FIOCRUZ e o Butantan já deveriam estar produzindo as vacinas. Além do problema, instituições sérias e de credibilidade ainda têm que ouvir este tipo de bobagem: como se fossem culpadas pelo aparecimento das doenças.

Garotos que servem o exército com 18 – 19 anos, sem preparo adequado, segundo instruções (na verdade cumprindo ordens) “sei lá de quem” vão resolver o nosso problema ?

Dengue, Chikungunya e Zica materializam a vergonha que é a saúde no Brasil:

  • Governos sempre na defensiva, justificando sua incapacidade de lidar com saúde, e prometendo coisas absurdas;
  • Caos na saúde suplementar: gente chorando porque o sistema de financiamento está regrado de forma errada, por quem não conhece o sistema e não deveria se meter na lei da oferta e procura ... e gente ganhando muito dinheiro às custas da completa desorganização do sistema !

Crise: o que as empresas familiares têm a aprender?

Crise: o que as empresas familiares têm a aprender?

A maioria das empresas brasileiras estão na categoria “familiar”. No setor de saúde esse perfil também é forte. Em momentos de crise como este, quais são os desafios dessas empresas? Este foi o mote da entrevista com Luis Augusto Lobão Mendes, diretor do programa da HSM Performance, direcionado para líderes e empresas que querem promover um crescimento acelerado de maneira estruturada e sustentável, e professor da HSM Educação Executiva.

Em linha com este tema, no dia 08 de abril, a HSM organizará o Master Class “Estratégias de Crescimento e Continuidade da Empresa de Controle Familiar”, que será apresentado por John Davis, especialista em sucessão familiar.

Saúde Business: Você poderia compartilhar alguns dados de mercado em relação às empresas brasileiras quanto a estrutura de gestão – familiar ou não?

Luis Augusto Lobão Mendes: Segundo a última pesquisa da PwC, o segmento das empresas familiares brasileiras está em boa forma. Em 2014, 79% cresceram (em comparação com 65% no mundo). Mas existe a preocupação dos entrevistados com a capacidade de recrutar pessoal qualificado para manter este crescimento, bem como as condições de mercado. As empresas vencedoras serão aquelas com agilidade e flexibilidade para se adaptar e que forem capazes de realizar os investimentos necessários para acompanhar os avanços tecnológicos e a necessidade de aumento de produtividade. O financiamento destes investimentos já seria um desafio bastante difícil para empresas de capital aberto neste cenário atual. Mas é ainda mais para as familiares, que geralmente não têm acesso aos bancos e aos recursos do mercado de capitais.

SB: Em relação ao setor de Saúde, os hospitais e laboratórios ainda têm um perfil bastante familiar. Em período como este ano, com uma crise em vista, as instituições familiares tendem a “sofrer” mais?

Lobão Mendes: Sim. As novas pressões econômicas forçam muitas das empresas familiares a repensar suas estratégias e tomar decisões difíceis. Isso tende a acentuar a tensão que realmente existe entre as preocupações familiares de um lado e os objetivos de negócio do outro. Como grande parte das empresas familiares no Brasil estão ainda entre a primeira e segunda geração de líderes a tendência é assegurar o sucesso e crescimento do negócio em detrimento aos interesses da família. A primeira pressão que a família sente é no bolso, com a redução na distribuição de dividendos, necessários para cobrir o caixa e realizar os investimentos.

SB: Você poderia dar algumas dicas para empresas de Saúde com esse perfil em períodos como esse, de crise.

Lobão Mendes: Acredito que estas recomendações valeriam para empresas de qualquer setor, pois são ajustes e refinamentos para a organização. Didaticamente vou dividir ações em 3 pilares: capital humano, modelo de gestão e governança. No pilar referente às pessoas, o primeiro passo é desenvolver o senso de propriedade na equipe. Garantir o engajamento dos colaboradores é fundamental, bem como capacitá-los para melhoria de produtividade e aumento de performance. No modelo de gestão o foco deveria estar no controle e ajuste. Ter bons indicadores de acompanhamento e realizar continuamente a análise destes resultados é fator determinante para o sucesso da organização. Por último e não menos importante seria o aperfeiçoamento do modelo de governança, o objetivo aqui é ampliar a visão estratégica da organização e seu modelo de decisão. Neste momento é necessário voltarmos toda a nossa atenção ao negócio, dando foco nos projetos prioritários.

SB: O setor de Saúde, muitas vezes, tem uma complexidade à parte. Existem hospitais, por exemplo, com 150 sócios, assim como redes laboratoriais com dezenas de sócios, ou seja, muitas famílias envolvidas. A venda de empresas como essas passa a ser mais difícil. Existe alguma dica que você possa dar em relação à gestão e sucessão para essas empresas?

Lobão Mendes: Voltamos ao tema governança. Com o crescimento surge a necessidade de profissionalização da gestão para garantir a perpetuidade da empresa, uma vez que as boas condições econômicas e de mercado favorável não são os únicos fatores que podem garantir o futuro. A Governança como modelo de gestão, visa melhorar o desempenho, harmonizar o relacionamento entre acionistas, reduzir riscos no processo de sucessão, fortalecer a imagem da empresa no mercado, atender a demanda das famílias, dos sócios e dos executivos, formando um alicerce para sua perpetuação. Empresas familiares ou comunidade de sócios em geral enfrentam desafios específicos, bem diferentes da realidade observada nas empresas tradicionais ou não-familiares, portanto, exigem uma postura diferente no comando e transparência absoluta na divulgação dos resultados sob pena de criar animosidade entre os sócios com o passar do tempo. Um sistema que funciona bem ajuda a construir a confiança no seio da família e, por sua vez, uma boa dinâmica familiar torna-se um trunfo para a empresa porque permite que cada aspecto da governança funcione melhor e agregue mais valor, ao mesmo tempo em que permanece alinhado com os outros componentes do sistema de governança.

SB: Caso queira compartilhar mais algum exemplo, que possa ser interessante para gestores da área de Saúde, fique à vontade.

Lobão Mendes: Sucessão e profissionalização são temas que, no Brasil e no mundo, estão diretamente relacionados, uma vez que é muito difícil uma empresa familiar passar à geração seguinte sem que tenha vivenciado algum nível de profissionalização. A sucessão não é um evento único que acontece quando um líder se aposenta, transferindo o bastão a outro, mas um processo que começa muito cedo para algumas famílias e continua com o amadurecimento natural das gerações. Nas empresas familiares, ainda há, no geral, uma visão distorcida do papel dos acionistas, que muitas vezes são herdeiros e passam a enxergar o negócio como continuidade da família, razão pela qual eles não conseguem separar os papéis de herdeiro, acionista, sucessor, gestor e proprietário de um patrimônio. Em outras palavras, ainda há muito a se fazer para que eles consigam lidar com os conflitos e, assim, promover uma troca de comando que assegure a continuidade do processo de expansão dos negócios. Como a empresa familiar brasileira está bastante associada a questões emocionais e afetivas, próprias de nossa cultura, quando é necessário mudar sua dinâmica, podem surgir muitos conflitos de interesse. O risco é que os reflexos negativos de tais situações levem à descapitalização da empresa, à falta de disciplina, à utilização ineficiente dos administradores não familiares contratados, ao excesso de personalização dos problemas administrativos e de sucessão, entre outros problemas.

Número de beneficiários idosos aumenta nas Autogestões

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O número de pessoas com mais de 59 anos com planos de saúde aumentou para 26,6% do total de beneficiários em autogestão, modalidade em que a própria empresa administra o plano dos funcionários, segundo pesquisa inédita realizada pela União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde – UNIDAS. No ano anterior, o número de idosos representavam 25,7%. “O aumento da longevidade da população é uma realidade no nosso país, e os números refletem esse novo cenário”, comenta João Paulo dos Reis Neto, diretor técnico da entidade.

unidasgraf1 Fonte: Pesquisa Nacional 2015 - Unidas

A pesquisa também constatou que o número de idosos, acima de 60 anos, no segmento de autogestão é o dobro da média geral da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e dos outros segmentos de saúde – medicina de grupo, cooperativas e seguradoras. Representam 24%, totalizando mais de 835 mil indivíduos. “O cenário em que vive a autogestão já é o que a Organização Mundial da Saúde (OMS) espera para o Brasil em 2050, quando a população idosa brasileira passará de 7,8% para 23,6%, se comparada a evolução dos anos de 2000 a 2050”, explica Neto.

unidasgraf2 Fonte: Pesquisa Nacional 2015 - Unidas

A 16ª edição da Pesquisa Nacional UNIDAS contou com a participação de 57 empresas, que, em conjunto, ofertam 304 planos de saúde. Os beneficiários das empresas respondentes totalizam em mais de 3,5 milhões de vidas, dos quais 59,4% são ativos, 22,5% aposentados e 18,1% agregados. O estudo apresenta diversos indicadores de utilização, custos, concentração de gastos com internações, entre outros fatores.

unidasgraf3 Fonte: Pesquisa Nacional 2015 - Unidas

É hora do marketing personalizado para a indústria médica [Infográfico]

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Assim como os hábitos dos pacientes estão mudando, o marketing em saúde também está mudando. Antes de ir ao médico, o paciente costuma fazer pesquisas na internet. Segundo estimou o portal brandworkz, as pesquisas online de saúde aumentaram de 12% para 62% nos últimos quatro anos. Deste percentual, 35% dos pacientes costumam também procurar em sites de hospitais.

O infográfico abaixo explora o quanto a indústria médica tem o potencial de abraçar o marketing de saúde personalizado.

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Eventos para hospitalistas geram oportunidades e networking

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Com início em 6 de março, ocorrerá o mais importante evento mundial para hospitalistas. Este ano o encontro anual da Society of Hospital Medicine será em San Diego, e conta em alguns momentos com 10 salas de atividades simultâneas - programação para todos os gostos, de temas clínicos a questões envolvendo gestão do modelo, qualidade e segurança do paciente.

No primeiro painel após a abertura solene, sobre Hospital Medicine on the Leading Edge, haverá participação de Ron Greeno, que será atração também em evento no Brasil em abril. Robert Wachter, considerado o grande pioneiro, fará o encerramento no dia 9, celebrando aniversário de 20 anos dos hospitalistas norte-americanos.

Convido todos os brasileiros que lá estiverem a participar de Special Interest Fórum - International Hospital Medicine, que tenho o prazer de organizar há alguns anos com Efren Manjarrez, da Universidade de Miami, e outros colaboradores. Deste networking específico surgiu recente matéria do The Hospitalist intitulada Hospital Medicine Flourishing Around the World, na qual são apresentadas experiências com hospitalistas mundo afora, e tive a satisfação de contribuir com descrição do movimento em nosso país. 

Eu chegarei ao Brasil retornando de San Diego e irei diretamente para outro evento, sobre área fundamental para hospitalistas. Será o I Simpósio Mineiro de Segurança em Saúde, organizado pelo colega Breno Figueiredo Gomes, de Belo Horizonte, em parceria com Alfredo Guarischi, do tradicional evento Safety. Contribuirei com o tema: Hospitalistas e Segurança do Paciente.

Já em abril, dias 7 e 8, em São Paulo, haverá o Simpósio Internacional de Qualidade e Segurança do Paciente, do Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente. Com o Movimento Hospitalista de Futuro, pude contribuir com a vinda de 5 palestrantes internacionais. Minha maior felicidade nesta iniciativa é ter conseguido trazer novamente ao Brasil Jeanne Huddleston, que veio para um evento que protagonizei em 2008 e, nos que organizei adiante deste, sempre tentei o seu retorno, até então sem sucesso.  

Jeanne Huddleston é médica da Clínica Mayo. Foi fundadora do programa de Medicina Hospitalar da Mayo Clinic, Rochester, Minn. Atuou como hospitalista alguns anos, época em que destacou-se como presidente da Society of Hospital Medicine. Fundou e liderou o comitê de revisão de óbitos da Mayo por 12 anos. Com mestrado em engenharia industrial, tornou-se diretora médica do Mayo Clinic’s Healthcare Systems Engineering Program, parte integrante do ROBERT D. AND PATRICIA E. KERN CENTER FOR THE SCIENCE OF HEALTH CARE DELIVERYObteve ainda Lean Six Sigma Black Belt e é palestrante recebida no mundo inteiro para eventos de qualidade e segurança do paciente. 

Destaco ainda Ron Greeno, mencionado acima como palestrante do Annual Meeting da SHM 2016, e que estará conosco em São Paulo. É Chief Strategy Officer na IPC Healthcare, depois de uma longa carreira como hospitalista. Fundador da Cogent Healthcare, onde criou e aprimorou o modelo usado pela companhia para gerenciamento de mais de 1000 hospitalistas em rede nacional. É considerado um dos grandes pioneiros em Medicina Hospitalar, foi membro fundador da Society of Hospital Medicine. Está entre os 18 no mundo com designação de Master in Hospital Medicine e será o primeiro nesta condição a palestrar no Brasil. Foi autor de mais de 30 artigos ou capítulos de livros sobre o modelo hospitalista e já foi palestrante em eventos da Society of Hospital Medicine, Institute for Healthcare Improvement, American College of Healthcare Executives, American College of Physician Executives, American Association of Health Plans, entre outros. Consta no corpo editorial do Today’s Hospitalist e do Hospitalist Leadership Advisor. Já recebeu o SHM Award for Outstanding Service in Hospital Medicine e constou 3 vezes em "50 Most Powerful Physician Executives in Healthcare" - o primeiro hospitalista nos EUA a aparecer na prestigiosa lista da Modern Healthcare.  

Por fim, será apresentado no Brasil pela primeira vez o modelo canadense com hospitalistas. Será com participação de Vandad Yousefi, hospitalista que atuou inicialmente em Toronto e que, a partir de 2012, foi para Vancouver. Em 2008, tornou-se membro do Medical Advisory Committee of Lakeridge Health. Nesta posição, foi responsável por desenvolver, implantar ou aprimorar iniciativas diversas de melhoria da qualidade, tornando-se Department Chief and Medical Director for Quality, Safety and Patient Experience. Fundou ainda a Ontario Physician Quality Network durante este período. Em Vancouver, seguiu envolvido com qualidade e segurança, e tornou-se líder médico para melhoria da qualidade em tromboembolismo venoso no British Columbia Patient Safety & Quality Council. É co-fundador e CEO da Hospitalist Consulting Solutions.

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DERMALOG fornece novos passaportes biométricos para Ilhas Maldivas

MALÉ, Maldivas, 29 de janeiro de 2016 /PRNewswire/ -- DERMALOG, a empresa líder em inovação biométrica da Alemanha, forneceu os novos passaportes biométricos e sistemas de TI para registro e personalização dos passaportes eletrônicos da República das Maldivas. Além disso, a DERMALOG entregou um novo sistema de controle de fronteiras, incluindo portões automáticos e um AFIS (Automatic Fingerprint Identification System) de alta velocidade à Imigração do país. As Maldivas são o primeiro país na Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional (SAARC) a introduzir esse sofisticado sistema de controle de passaporte e fronteira biométrico.

O Presidente das Maldivas, Abdullah Yameen Abdul Gayoom, lançou os novos passaportes biométricos do país. Eles contêm uma página com dados de policarbonato altamente seguros com fotos e dados gravados a laser. Cada página de visto do passaporte possui um design diferente, com numerosas ilustrações do artista local Hussain Ali Manik. O controlador da Imigração das Maldivas, Sr. Mohamed Anwar, sublinhou em seu discurso de abertura que o novo passaporte das Maldivas agora é um dos passaportes biométricos mais seguros do mundo com 34 recursos de segurança visíveis e invisíveis e total conformidade com os padrões mais altos de segurança.

Foto: http://photos.prnewswire.com/prnh/20160128/326894

No mesmo dia, em uma cerimônia especial, foram abertos os novos eGates da DERMALOG no Aeroporto Internacional Ibrahim Nasir nas Maldiva. Isso permitiu que os passageiros cruzassem o controle de fronteira usando seus novos passaportes para liberação automática de imigração. Os passageiros devem escanear seus novos passaportes e cartões de embarque, além das digitais. Os portões abrem automaticamente e permitem que os passageiros entrem.

Os passaportes biométricos e os portões automáticos são complementados com um novo sistema de controle de fronteiras e com um Automatic Fingerprint Identification System (AFIS) de alta velocidade, ambos da DERMALOG. Novamente, a DERMALOG lidera quando se trata de soluções biométricas inovadoras para documentos seguros e controle de fronteira automatizados.

Sobre a DERMALOG:

A DERMALOG Identification Systems GmbH, com sede em Hamburgo, é a maior fabricante de produtos biométricos da Alemanha e é conhecida como líder em inovação no setor.

Uma equipe de cientistas está constantemente trabalhando em "Automatic Biometric Identification Systems" (ABIS e AFIS) incluindo os mais recentes scanners para impressões assim como sistemas de controle de fronteiras biométricos, cédulas de identidade biométricas e outros documentos. "FingerLogin", "FingerPayment" e "FingerBanking" também são produtos DERMALOG, assim como identificação de rosto automática e identificação de íris.

Além da Alemanha e da Europa, os principais mercados da DERMALOG estão na Ásia, África, América Latina e Oriente Médio. A empresa já entregou sua tecnologia e soluções a mais de 140 agências governamentais em 75 países.

A DERMALOG também fornece soluções biométricas para bancos e fabricantes de caixas eletrônicos. O maior projeto bancário biométrico do mundo (50 milhões de dólares) foi implementado pela DERMALOG: Um ABIS para os 23 bancos e para o Banco Central na Nigéria garante uma única identidade para os clientes e o melhor KYC  (Know Your Customer) possível. Vários Caixas Eletrônicos no mundo foram equipados com a tecnologia digital da DERMALOG substituindo as inseguras PINs.

Para saber mais sobre os inovadores produtos e soluções biométricos da DERMALOG, visite: http://www.dermalog.com.

Para mais informações, entre em contato:

DERMALOG Identification Systems GmbH
Relações com a Imprensa
Jon Augestad
Mittelweg 120
20148 Hamburgo
Alemanha
Tel.: +49-(40)-413227-0
Fax: +49-(40)-413227-89
E-mail: Jon.Augestad@dermalog.com

FONTE DERMALOG Identification Systems GmbH

Quanto vale a nossa privacidade digital?

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Tudo parecia estar fluindo muito bem até que alguns trabalhadores americanos - preocupados em melhorar sua qualidade de vida- começaram a ter dificuldades em entender se estavam participando de programas de bem-estar ou se, na verdade, estavam contribuindo generosamente para ações de marketing que visam obter informações sobre seus hábitos de saúde.

Também pudera. Com o boom de programas online surgidos nos últimos anos, uma avalanche de dados passou a atiçar a máquina de vendas dos EUA para as oportunidades que foram surgindo no universo da saúde digital.

A febre é tão grande que o mercado de soluções corporativas de programas de wellness espera explodir nos próximos anos chegando a atingir um faturamento de US$ 12 Bilhões em 2020 - um aumento de mais de 500% em 5 anos!

O único problema é que até o momento faltou combinar com os russos!

O responsável pelo programa de qualidade de vida dos policiais da cidade de Houston, por exemplo, disse recentemente que não vê problemas em ceder para terceiros, informações como pressão sanguínea e uso de medicamentos da população sob os seus cuidados - contanto que esses dados estivessem anônimos. Já os trabalhadores têm lá suas dúvidas. Afinal esses dados podem causar discriminação por parte de bancos, seguradoras e dos próprios empregadores.

Startups como Audax Health (que pertence à United Health) alegam que não oferecem esses dados para terceiros, embora o próprio regulamento de seu programa contradiga isso. Igualmente ela explica que os dados sobre as pessoas são embaralhados antes de serem utilizados o que dificultaria sua identificação. Dificultaria, mas não impossibilitaria, segundo alguns data scientists americanos.

Nesse mesmo contexto o CEO da bilionária Under Armour foi mais direto ao ponto. Quando adquiriu o MapMyFitness (outro app para ser usado em programas corporativos de bem-estar e qualidade de vida), declarou que “esperava vender muitas camisetas e tênis com o acesso àquelas informações.

Se for esse o caso, então a Fitbit já pode ir acendendo os rojões, uma vez que espera que 13 milhões de vestíveis sejam utilizados em programas internos de empresas até o ano de 2018!

Na contramão dos vendors há organizações não-governamentais dedicadas a acompanhar a questão da privacidade de dados vendo essa euforia com menos entusiasmo. Segundo o World Privacy Forum, “ se as pessoas estão sendo encorajadas a acessar um site, utilizar um vestível e baixar um aplicativo no smartphone para participar de um programa de bem-estar, elas podem ser surpreendidas com as diferentes formas como essas informações podem ser usadas e por quem”.

Claro, nada disso é totalmente novo no mundo digital. Todos sabem que os serviços da Google e Facebook são de graça para o usuário final, mas cada vez mais caros para quem quiser utilizar esses dados para se comunicar com grupos de pessoas ou realizar estudos de economia comportamental para embasar projetos dos mais variados.

A partir do momento em que essa filosofia é aplicada no mundo da saúde, com pessoas oferecendo seus dados sigilosos para encontrar uma solução para seus problemas, uma nova preocupação aflora no centro da questão.

Aliás por falar em Google e Facebook, vale lembrar que nem o WebMD – o maior portal de Saúde do mundo - está à salvo de suspeitas com relação aos negócios que faz com as informações sobre nossa saúde.

Quem usa o site sabe que, de tempos em tempos, eles enviam alguns formulários online para coletar alguns dados novos sobre os diversos aspectos dos nossos sintomas, medicamentos, efeitos adversos, atividade física etc.

A atuação do portal começou a preocupar a opinião pública quando vieram à tona notícias de que os patrocinadores dessas enquetes influenciariam também naquelas recomendações que são apresentadas ao final das respostas.

Uma das acusações é de que numa enquete sobre depressão patrocinado pela farmacêutica Elly Lilly (fabricante do blockbuster Cymbalta) havia uma recorrência muito alta de recomendações para que os respondentes procurassem um médico por estarem em situação de risco.

Fato ou boato, não sei, mas o Senador americano Charles Grassley já pediu a abertura de uma investigação.

Agora quem está no alvo é a Monsanto.

Em fevereiro de 2015 o grupo US Right to Know solicitou acesso à correspondências entre 40 pesquisadores ligados à universidades públicas e 36 empresas privadas. O objetivo era descobrir se os primeiros estavam sendo favorecidos para elogiar alimentos geneticamente modificados produzidos pelo segundo grupo.

Na mesma época o jornal New York Times apresentou uma lista de mensagens que comprovaria a suspeita, já que numa dessas mensagens haveria menção clara ao relacionamento da Monsanto com o site WebMD (coincidentemente muitos artigos publicados no site ultimamente têm apresentado a marca da multinacional com os dizeres “É hora de uma discussão aberta sobre alimentação” com links para sites da companhia).

Isso caiu como uma bomba junto à opinião pública, em especial junto aqueles que se lembraram de que no ano de 2008 o site realizara uma campanha com a CBS News esclarecendo ao internauta sobre as formas de navegar com segurança para questões de saúde e concluindo que o WebMD seria um destino “seguro e imparcial”.

Imagine só. Com o site repleto de anúncios de medicamentos, uma preocupação desse tipo é tudo que deve ser evitado na cabeça do usuário final.

Repito: essas situações não são exclusivas da saúde digital. Na verdade fazem parte de um novo momento que atinge os negócios. Recentemente o próprio Facebook virou vidraça ao anunciar que iria compartilhar com a agência Nielsen o conteúdo das mensagens privadas que nós trocamos através do Messenger a fim de conhecerem nossa opinião sobre programas de televisão.

Na direção oposta, no começo desse ano veio à tona o projeto de construção de uma nova camada de infraestrutura de segurança na internet chamada Privategrity.

No Brasil ainda não existem questões desse tipo chamando a atenção do grande público, mas o nosso ecossistema de saúde digital está apenas se formando. Mas é desnecessário dizer o quanto nosso país apresenta condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento de todas as formas de contraversões imagináveis.

Por isso é bom observar desde já essas situações em outros países, até para que elas nos obriguem - desde já! – a considerar que a letra “E “ de E-Health pode incorporar também o importante significado da palavra Ética.

É promulgada lei que obriga a implantação de UTIs em hospitais de Goiânia

A Lei n° 9.733, de 4 de janeiro de 2016, que dispõe sobre a obrigatoriedade de implantação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) na rede hospitalar no município de Goiânia e dá outras providências, foi promulgada no dia 12 de janeiro de 2016. A promulgação foi publicada na página 2 da edição número 6.243 do Diário Oficial do Município.

O projeto atinge os estabelecimentos já existentes e os que ainda vierem a ser construídos. Hospitais psiquiátricos, hospitais-dia, oftalmológicos e os que prestam apenas atendimento ambulatorial estão isentos da exigência, mas ficam obrigados a manter retaguarda com UTIs e ambulâncias.

Desde que o projeto começou a ser discutido na Câmara Municipal, há cerca de dois anos, a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) manifestou apoio à proposta. O presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, ressalta a importância da nova lei. “A Ahpaceg apoia esse projeto e defende que a exigência seja ampliada para todo o Estado, pois ter leitos de UTI é um dos requisitos fundamentais para que uma unidade de saúde possa ser considerada hospital”, disse.