faz parte da divisão da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Sitemap


Articles from 2015 In October


Estudo aponta que metade das cirurgias tem erros de medicação

medicamentos_256869706

Um recente estudo realizado no Massachusetts General Hospital (EUA), baseado na observação de 277 procedimentos cirúrgicos, identificou que quase metade das cirurgias possuem algum tipo de erro de medicação ou evento adverso com drogas.

O trabalho, que apontou um volume maior de erros em procedimentos com duração superior a seis horas, relacionou as falhas à natureza agitada dos centros cirúrgicos em contraponto às medicações aplicadas em outras alas, nas quais é rotina a dupla checagem antes da aplicação no paciente.

Vejam que interessante a declaração de uma das autoras do estudo, a anestesiologista Karen Nanji:

- "Em uma sala de operações, as coisas acontecem rapidamente e a condição dos pacientes mudam repentinamente. Então, nós não temos tempo para seguir todo o processo, que pode durar horas."

No mínimo, temerário, não acha?

Apesar do espanto com os resultados, o levantamento concluiu que "apenas" três erros de toda a amostra expuseram os pacientes a riscos fatais.

Bem. Pareceria tudo bem se estivéssemos falando de automóveis ou geladeiras. Mas em se tratando da vida humana, quem pode relativizar qual o percentual de erros aceitáveis?

Os velhos impérios têm interesse em mudar o modelo de saúde?

imperio-velho-antigo
dollarphotoclub.com

No tradicional reino da saúde brasileira os reis de ontem são sempre os primeiros a ignorar a urgência em se fazer uma desintoxicação para valer no modelo de negócio do setor - que de tão viciado parece mesmo é estar “mucho loco”.

Sim, eles parecem acomodados em seus longos reinados conquistados numa época em que as batalhas se faziam apenas com muitas trincheiras, espadas e sangue. E claro, algumas vidas perdidas ao longo do caminho - mas quem se importa?

Vimos surgindo dessa forma impérios empresariais construídos sobre uma lógica onde há sempre um perdedor oficial: o misterioso e multifacetado Pagador das Contas da Coroa (para não citar aqueles coitados que se esfacelam e até mesmo perdem a vida no front).

Mesmo que tenham nos levado a uma situação de quase desespero, ao nos apresentar uma realidade de terra arrasada, continuam enxergando a situação com uma preocupação apenas conveniente; pois pensam secretamente que esse imbróglio é um mal necessário. “Não tem como ser diferente”, repetem em seus raciocínios igualmente viciados.

Sim, eles sabem como ninguém que as formas de se ganhar dinheiro na Saúde ainda são exageradamente baseadas na doença e na receita recorrente produzida pelo rastro do doente.

Trata-se de uma situação infeliz, onde se fatura muito nas batalhas mais sangrentas, com os ganhos aumentando gradualmente a cada avanço da doença na frente de combate. E dá-lhe exames, consultas, remédios, próteses, internações, cirurgias, enfim, um arsenal completo para pagador nenhum botar defeito.

A evidência para a qual parecem não olhar, ou se olham não enxergam - ou se enxergam não entendem - é que as guerras no século 21 devem ser feitas, não de sangue e baionetas, mas de informação, tecnologia e inteligência. Qualquer estrategista profissional sabe disso.

Novas frentes de batalha devem ser abertas, ainda que com isso alguns velhos generais sejam obrigados a rever suas estratégias de negócio.

Não é fácil, eu sei. Numa recente reunião com o principal executivo de uma das maiores empresas de saúde do Brasil, considerada um renomado centro de excelência na América Latina, escutei de sua boca que ele “não estava preocupado em estimular autos cuidados na população, porque ganhava muito dinheiro vendendo tratamentos caros e de grife para a classe triple A”. Ele não deixa de ter razão, pensei. Mas faria mais sentido se, ao invés de Saúde, seu ramo fosse a alta costura. Enfim.

Clodovil à parte, o fato é que hoje não precisamos mais assistir aquelas cenas de desembarques de milhares de soldados debaixo de tiros e explosões, correndo de um lado para o outro tentando salvar o que lhes resta das suas vidas. Ninguém tem mais estômago para isso.

Na guerra moderna temos que colocar a inteligência a nosso serviço para monitorar os movimentos do inimigo. Até porque o inimigo hoje ataca sob a forma de pequenas células e não de grandes epidemias.

Claro que estou falando da utilização de tecnologias como social, mobile e cloud, mas não só isso, também incluindo robótica, assistentes digitais, internet das coisas e tudo que ainda está por vir. E aplicar a tudo isso uma boa dose de criatividade e inteligência para combater o inimigo antes que ele resolva causar um estrago.

Chegou a hora de olharmos para o flanco aberto pela tecnologia pessoal para desenhar estratégias de gestão de saúde populacional que sejam mais assertivas, tanto na hora de fazer a estratificação de grupos, quanto nos momentos críticos em que fazemos intervenções, supervisão e as ações de engajamento em hábitos saudáveis.

Claro, isso tudo deve forçar uma revisão, não apenas da forma de trabalhar, mas também na forma de ganhar dinheiro com a guerra. O uso intensivo de tecnologia e inteligência certamente irá sacrificar aqueles que pensam em seus impérios tradicionais como se fossem vendedores de munição: ganhando mais quando se luta à moda antiga, com batalhas presenciais, consumo ostensivo de recursos e muito sangue.

A revolução digital precisa varrer essa lógica do mapa.

Daniela Bueno: Células-tronco do dente de leite é nova arma para tratamento de lábio leporino

SÃO PAULO, 30 de outubro de 2015 /PRNewswire/ -- O uso de células-tronco extraídas a partir da polpa do dente de leite, para tratamentos de malformação congênita, como lábio leporino, foi destaque no 1º Fórum sobre células-tronco promovido pela R-Crio — Centro de tecnologia celular, especializada em armazenamento de células-tronco —, realizado em São Paulo. Em fase de testes nos Hospitais Sírio-Libanês e Menino Jesus, a nova técnica promete revolucionar o tratamento da doença, além de trazer maior conforto para os pacientes e reduzir custos operacionais com a internação.

Legenda: Daniela Bueno durante fórum da RCrio realizado esta semana, em São Paulo

Descoberto pela pesquisadora do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, Daniela Bueno, o uso de células-tronco associado a biomateriais tem apresentado ótimos resultados em crianças com malformações do céu da boca e lábio. A técnica, que dispensa a retirada de uma parte do osso da bacia — hoje o procedimento mais utilizados nos hospitais do mundo inteiro —, reduz dores com o pós-operatório e estimula a formação óssea em até seis meses, como explica a cientista.

"Na maioria das vezes precisamos retirar uma grande quantidade de material ósseo para fazer o enxerto e nem sempre a criança tem disponibilidade para fornecer esse material. Com a nova técnica, conseguimos realizar o procedimento ainda aos oito anos de idade, uma vez que os dentes de leite costumam cair entre os seis e 12 anos", aponta.

De acordo com ela, o procedimento consiste basicamente no enriquecimento do biomaterial utilizado para formação óssea, com as células-tronco extraídas do próprio dente de leite da criança. Hoje, são necessárias pelo menos três cirurgias para que a fissura labiopalatina seja fechada, impedindo o encontro do canal respiratório com a boca.

"Enxertamos biomaterial com e sem células-troncos em voluntários, que concordaram em participar do projeto. Dessa forma, conseguimos constatar que as crianças que receberam o biomaterial enriquecido tiveram a formação do osso do palato completo em seis meses", disse o cirurgião plástico Diógenes Laercio Rocha, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Ainda de acordo com o especialista, a escolha pelas células-tronco extraída do dente de leite se dá pelo fato das células terem enorme capacidade de replicação, dando origem a uma grande quantidade de células idênticas. Além disso, essas células são capazes de formar diversos tecidos humanos, como músculo, cartilagem, entre outros tecidos. O que não acontece com o material proveniente do cordão umbilical, que pode apenas ser utilizado em tratamentos de doenças sanguíneas.

Por Fellipe Aquino

Virta Comunicação Coorporativa
Fellipe Aquino[email protected]
Renata Zioli – [email protected]
(11) 3083-1242

(Foto: http://www2.prnewswire.com.br/imgs/pub/2015-10-30/original/2712.jpg)

FONTE Daniela Bueno

5 tendências globais na Saúde segundo o World Economic Forum

WEF

Segundo o Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum), na área da saúde existem 5 grandes Tendências Globais que vão orientar o futuro da saúde no mundo, são elas:

1. Os custos com cuidados na saúde estão chegando a níveis insustentáveis.

Os custos envolvidos no cuidado à saúde ultrapassaram o crescimento econômico em uma média de 2% nos países da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e as economias emergentes estão começando a enfrentar desafios semelhantes. Segundo informações do WEF, em 2022, até um terço de todas as despesas de saúde globais ocorrerão em economias emergentes. Esta elevação nos custos fará com que o setor passe por uma grande transformação, principalmente na forma como os stakeholders públicos e privados agem para prestar cuidados de saúde.

Uma nova abordagem baseada em soluções rápidas, visionárias e que desenvolvam parcerias entre os players de saúde permitirá criar, em especial nos países emergentes, sistemas de saúde mais focados em resultados, sustentabilidade financeira e na satisfação das pessoas.

2. A Indústria da Saúde não pode entregar saúde sozinha.

Por motivos que incluem a falta de trabalhadores qualificados e o desequilíbrio dos investimentos entre cuidados agudos de saúde, cuidados primários e cuidados domiciliares, o setor de saúde pode enfrentar limitações em particular quando se trata de prevenção da população e de customização médica para cada paciente. É este último quesito que pode permitir uma mudança radical na antes tradicional indústria da saúde, ativando o empowerment individual e o acesso a dados e informações individuais dos pacientes que permitirão a customização de serviços médicos para cada indivíduo.

De acordo com a Rock Health, um importante fundo de Seed e Venture Capital, o setor de Venture Capital investiu um recorde de  US$ 2,3 Bilhões de dólares em empresas de saúde digital no primeiro semestre de 2014. A Rock Health identificou as 6 principais tecnologias na saúde a serem financiadas: softwares para administrar o pagamento de seguros (US$211 Milhões); coleta de dados e análise de informações (US$ 196 Milhões); ferramentas para consumidores adquirirem cuidados e planos de saúde ( US$ 193 Milhões); softwares para ajudarem os provedores de saúde a acompanhar a saúde e o tratamento eficaz dos pacientes (US$162 Milhões); e softwares para adequar os tratamentos médicos às informações genéticas dos pacientes (US$150 Milhões).

3. O Smartphone se tornará uma das ferramentas mais poderosas para o acesso à Saúde.

Eles serão utilizados pelos pacientes para acessar as informações em tempo real sobre a própria saúde e terão acesso a registros médicos completos, comportamentos ligados ao estilo de vida, dieta, atividades físicas e adesão ao tratamento. Além disso, os smartphones serão um dos mais importantes instrumentos médicos para os profissionais da saúde, tanto em países de alta quanto de baixa renda.

4. A Saúde dominará as 10 principais tecnologias emergentes.

Nos últimos anos, cerca de metade das 10 melhores tecnologias emergentes elencadas pelo Fórum Econômico Mundial tem relação com a Saúde ou irá impactá-la de forma significativa, como por exemplo, as novas gerações de robótica, inteligência artificial, engenharia genética, tecnologias vestíveis (wearables), dentre outros.

5. Investir em uma vida saudável gera retorno para o governo, para as empresas e para a sociedade.

Um relatório recente do Fórum Econômico Mundial e da área de Saúde Pública da Universidade de Harvard afirma que a Índia irá perder cerca de US$ 4,58 Trilhões de dólares entre 2012 e 2030 por conta de doenças não trasmissíveis e transtornos mentais, praticamente o dobro do PIB anual indiano.

Mas a Índia não está sozinha, outros países tem problemas parecidos. A vantagem em meio a este problema é que essas perdas podem ser evitadas através de intervenções de base populacional, gerando um retorno promissor sobre o investimento (ROI) tanto para governo quanto para empresas e sociedade.

A prevenção é uma das melhores intervenções para melhorar a saúde populacional. Segundo o mesmo Fórum que analisou seis formas de intervenção voltadas a prevenção de doenças não transmissíveis e seus respectivos ROIs (Return on Investment), os mesmos apontaram retornos que variaram entre 90% e 3700%. Além de significativos resultados em questões econômicas, o maior bem de todos é o impacto positivo na saúde e na qualidade de vida da população.

O cenário brasileiro futuro retratado pelo Brazil Summit 2015

crise-falencia-grafico_237099133

O cenário brasileiro futuro foi foco do Brazil Summit 2015, organizado pelo The Economist nesta terça-feira (27/10). Entre os obstáculos nacionais estão a falta de acesso a investimentos e liquidez e a desaceleração da China. A economia, de acordo com a Irene Mia, da unidade de inteligência do The Economist, irá sofrer contrações em 2016 e 2017, com taxa de inflação mal controlada, dívida externa aumentando e taxa de câmbio mantida a quase R$4 para US$1.

Isso se traduzirá em dificuldades para manter os investimentos estrangeiros, aumentar a baixa confiança dos consumidores e, colaborado pelo cenário político, minar a competitividade brasileira.

Pedro Parente, presidente do Conselho da BM&FBovespa, vê que a crise atual não será solucionada com o ajuste fiscal sendo aprovado pelo congresso. De acordo com ele, o Brasil está inserido num trama fiscal incoerente, acumulada ao longo de 1991 a 2015. O sistema do Brasil, que aumentou os gastos governamentais juntamente com a expansão da economia neste período, não conta com ajustes necessários para acomodar a nossa realidade, estando o governo sujeito a deterioração cada vez maior.

Citando Tom Jobin “Brasil não é para iniciantes”, Parente também fala sobre o estigma que as empresas, empresários e empreendedores sofrem na economia brasileira - retratados como parasitas e demandantes ilegítimos do sistema político-econômico nacional. Citando vários números, como o tempo médio de processamento dos impostos, burocracia e leis trabalhistas, finalizou com a dificuldade dos políticos brasileiros em enxergar onde estamos, para onde queremos ir e o caminho para percorrer essa trajetória.

As sessões do panorama econômico e político do Brasil contou com um clima mais sombrio em relação ao futuro, com o Fernando Gabeira citando a crise ética e social que se agrava e a Monica de Bolle, fellow do Peterson Institute, que detalhou as dificuldades no campo econômico e a inabilidade do governo em solucionar os problemas.

Talvez o mais otimista nestes dois painéis foi o Axel Christensen, chefe de investimentos estratégicos para a América Latina e Iberia da BlackRock, que cita a procura de oportunidades de investimentos pela empresa e a atração de investidores que enxergam oportunidade nesse clima de pessimismo para encontrar oportunidades.

Informatização na Saúde não deixará de existir por causa da crise

technology-512210_640

Luiz Augusto de Castro Neves, presidente do conselho empresarial Brasil-China, reforça que o crescimento chinês em termos absolutos é impressionante e que “se a China crescer 5% na economia atual representará um crescimento de 18% da época de 2008, em termos absolutos”. No entanto, que nos dois países, há uma necessidade de uma reforma estrutural e que o Brasil deve trazer de volta a competitividade no mercado externo perdido. Além disso, não devemos ter os super-ciclos de commodities e expansão da economia internacional como âncora da economia brasileira nem depender de protecionismo, crédito subsidiado e reservado de mercado para garantir o bem-estar econômico.

Hugo Barra, vice-presidente do Xiaomi, fala que, nas variáveis dele, o Brasil não está em crise, citando tempo de uso, acesso e crescimento na velocidade da internet e smartphones. Por exemplo, os brasileiros passam 60% mais tempo na mídia social do que a média do país. O Brasil conta com base de usuários relevantes em sites como Netflix e é o quarto mercado de smartphones no mundo, com um crescimento exponencial no seu uso. Deste modo, no ambiente digital e tecnológico, relata estar bastante otimista em relação ao crescimento.

Deste modo, podemos esperar uma expansão de empresas digitais e de tecnologia tendo o Brasil como alvo, e a história se replica na área de saúde também. A digitalização e a informatização não deixarão de existir por causa da crise, mas sim é uma oportunidade de transformação positiva que, se usado bem, podemos revolucionar a saúde do Brasil nos níveis sistêmicos e individuais.

Mas como uma mudança estrutural no Brasil, precisa mudar, e o Hugo elencou a educação como um dos pilares de mudança nacional. A necessidade de replicar um modelo como a da Índia, que conseguiu elevar não somente o nível e o número de faculdades de tecnologia de ponta, mas de ter uma educação de base com forte componente científico e tecnológico, torna-a em uma das principais potências atualmente. A razão de ter citado Índia em detrimento da China é que apesar do bom exemplo em educação da China, por ser um país e ambiente tão único, não é replicável em outros países.

Os desafios da implantação da Telemedicina

e-Health-tecnologia-BigData
shutterstock

O Diretor Médico Executivo da Avera Health (EUA), , fala sobre Telemedicina na segunda edição da HIMSS Latin America, evento anual da HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Society, na sigla em inglês) em associação com a ABCIS, que será realizado em São Paulo entre os dias 4 e 5 de novembro.

Confira abaixo entrevista fornecida à HIMSS Latin America (HLA):

(HLA): O senhor pode compartilhar conosco algumas percepções sobre os avanços tecnológicos e as inovações mais recentes em assistência à saúde domiciliar da Avera Health? 

Donald Kosiak (DK): A Avera eCARE se concentrou largamente nas práticas clínicas e hospitalares da medicina no espaço da telemedicina nas duas primeiras décadas de existência. Começamos a articular domicílios e locais não tradicionais nos últimos anos. Um exemplo é o coaching em saúde, que utiliza aplicativos móveis para atingir as metas de saúde para obesidade e diabetes. Outro exemplo é o uso de aplicativos diretos ao consumidor para necessidades de atendimento de urgência a partir de qualquer dispositivo com base na Web ou aplicativo móvel. Além disso, começamos a prestar assistência em ambientes não tradicionais, como visitas de enfermagem nas escolas por meio de telemedicina para ajudar a apoiar a administração local.

Começamos também a desenvolver uma equipe de transição para nos concentrarmos nos membros mais vulneráveis da nossa população, os idosos. Criamos uma equipe de geriatras, farmacêuticos, clínicos e enfermeiros para facilitar a transição do hospital para o domicílio, especialmente quando o domicílio é uma unidade de enfermagem qualificada ou unidade de assistência de longo prazo. Isso nos permite administrar mais estreitamente suas necessidades imediatas com uma equipe de assistência especializada para mantê-los saudáveis e fora do hospital. Chamamos o programa de eLTC. O eLTC conecta os residentes de assistência de longo prazo aos prestadores de serviços do hospital virtual Avera eCARE usando uma tecnologia de telemedicina audiovisual e bidirecional. Com a ajuda do pessoal da unidade, o eLTC pode avaliar com precisão as condições dos residentes a centenas de quilômetros de distância.

HLA: O senhor pode compartilhar conosco alguns dos principais desafios encontrados em programas de telemedicina? 

DK: A telemedicina tem sido uma ótima ferramenta para o cuidado dos pacientes. A Avera está envolvida nesse espaço desde o início da década de 1990. Isso nos possibilitou encontrar muitas “melhores práticas” desde os anos de teste. O maior desafio, surpreendentemente, não é a tecnologia. Hoje, nós nos conectamos com pessoas do mundo todo sem muito pensar. O maior desafio é a gestão da mudança, ou seja, ajudar os pacientes e profissionais de saúde a aprender a fazer coisas de maneiras novas e inovadoras. O segundo maior desafio é o licenciamento e credenciamento dos profissionais da área médica quando eles começam a atravessar as fronteiras. O processo de enfrentar os desafios regulatórios da prática médica enquanto amplia-se a plataforma de telemedicina certamente limitou sua adaptação e seus casos de uso.

HLA: Reconhecendo a proporção elevada de áreas rurais na América Latina, quais são algumas das estratégias de TI comprovadas que o senhor acredita podem ajudar a América Latina a prestar assistência à saúde de alta qualidade para todos? 

DK: A Avera começou na telemedicina muitos anos atrás por causa dos desafios de cuidar dos nossos pacientes rurais. As grandes distâncias entre os hospitais e especialistas começaram a afetar a qualidade do atendimento que poderia ser oferecido. A Avera decidiu que a geografia não deveria ditar a qualidade do atendimento ou o acesso aos profissionais da área médica. A telemedicina foi uma das ferramentas a apoiar essa meta.

A Avera presta serviços de telemedicina para uma área de quase 900 mil quilômetros quadrados atualmente, com planos de dobrar a área de cobertura ao longo dos próximos 24 meses. Isso nos impõe vários desafios para alcançar as áreas rurais e fronteiriças. Prestamos serviços para alguns dos pacientes mais graves de UTI e pronto atendimento nessa grande área. Apoiamos o profissional da área médica local com planos de assistência e planejamento logístico. Fazemos isso por meio de unidades fixas e móveis localizadas nos estabelecimentos médicos. Apoiamos ainda muitas clínicas rurais, proporcionando consultas com médicos especialistas na comunidade em que os pacientes residem, visando eliminar algumas das viagens necessárias para prestar assistência especializada e avançada. Finalmente, temos ofertas diretas ao consumidor que permitem a qualquer paciente com um navegador de Internet ou smartphone acessar um profissional da área médica "sob demanda" para questões de menor urgência.

HLA: Do que o senhor vai tratar durante sua apresentação na Conferência Latino-Americana da HIMSS? 

DK: Em primeiro lugar, gostaria de agradecer à HIMSS América Latina pelo convite. Vou discutir os vários casos de uso e as melhores práticas da telemedicina que desenvolvemos em todo o mundo. Vou compartilhar algumas armadilhas e sucessos comuns que podem ser enfrentados no início e no desenvolvimento de um programa de telemedicina. Vou falar sobre o impacto financeiro e clínico desses programas. Finalmente, vou falar sobre os usos futuros da telemedicina que estão logo além do horizonte.

*A Live Healthcare Media é a mídia apoiadora do evento, que acontecerá em São Paulo entre os dias 04 e 05 de novembro.

Leia Mais:

TI em Saúde: Cleveland Clinic mantém médicos conectados aos pacientes

Caso Ashley Madison: o que a Saúde tem a aprender?

Sobre Telemedicina

Planos de saúde cobrirão 21 novos procedimentos

Planos de saúde cobrirão 21 novos procedimentos
shutterstock

Os beneficiários individuais e coletivos terão direito a mais 21 procedimentos nos planos de saúde, incluindo exames laboratoriais, além de mais um medicamento oral para tratamento de câncer em casa e ampliação do número de consultas com fonoaudiólogo, nutricionistas, fisioterapeutas e psicoterapeutas, a partir de janeiro de 2016.

A medida vai beneficiar 50,3 milhões de consumidores em planos de assistência médica e outros 21,9 milhões de beneficiários com planos exclusivamente odontológicos, e é resultado do processo de revisão periódica do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que contou com reuniões do Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde (COSAÚDE) e de consulta pública realizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Entre as novidades do novo Rol de Procedimentos estão: o implante de Monitor de Eventos (Looper) utilizado pra diagnosticar perda da consciência por causas indeterminadas; implante de cardiodesfibrilador multissítio, que ajuda a prevenir morte súbita; implante de prótese auditiva ancorada no osso para o tratamento das deficiências auditivas; e a inclusão do Enzalutamida medicamento oral para tratamento do câncer de próstata, entre outros procedimentos.

Sobre a ampliação

Além de inclusões, a ANS ampliou o uso de outros procedimentos já ofertados no rol da agência. Entre os quais, a ampliação do tratamento imunobiológico subcutâneo para artrite psoriásica e a ampliação do uso de medicamentos para tratamento da dor como efeito adverso ao uso de antineoplásicos. Também houve aumento do numero de sessões com fonoaudiólogo, de 24 para 48 ao ano para pacientes com gagueira e idade superior a sete anos e transtornos da fala e da linguagem; de 48 para 96, para quadros de transtornos globais do desenvolvimento e autismo; e 96 sessões, para pacientes que se submeteram ao implante de prótese auditiva ancorada no osso. Vale destacar ainda a ampliação das consultas em nutrição, de seis para 12 sessões, para gestantes e mulheres em amamentação. Além da ampliação das sessões de psicoterapia de 12 para 18 sessões; entre outros.

Consulta Pública

Na nova revisão do rol de procedimentos e eventos em saúde, chamou a atenção a grande participação dos consumidores na consulta pública realizada entre 19/06/2015 a 18/08/2015. Foi um total de 6.338 contribuições online. Sendo, 66% de consumidores, 12% de representantes de operadoras de planos de saúde, e 11% de prestadores de serviços de saúde.

Para esta revisão, a ANS instituiu o Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde (COSAÚDE), que contou com a participação de órgãos de defesa do consumidor, ministérios, operadoras de planos de saúde, representantes de beneficiários, de profissionais da área de saúde, de hospitais, entre outros.

A Resolução Normativa editada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre o novo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde será publicada nesta quinta-feira (29/10) no Diário Oficial da União. A medida é válida para consumidores com planos de saúde de assistência médica contratados após 1º de janeiro de 1999 no país e também para os beneficiários de planos adaptados à Lei nº 9.656/98.

Fonte: Com informações da Agência Nacional de Saúde, 28/10/15

Conheça a startup vencedora do Hospital Shark Tank 2015!

shark-tank-startup

Durante o Hospital Innovation Summit realizado no  Hospital Innovation Show 2015 foi feito o painel Hospital Shark Tank, que tinha como objetivo eleger a startup mais inovadora focada em serviços hospitalares.

Inspirado no programa norte-americano Shark Tank, em que empreendedores apresentam suas ideias para empreendedores, este painel teve como objetivo identificar e reconhecer as startups mais promissoras com foco de atuação no setor hospitalar, chamando para seus jurados, renomados executivos do setor hospitalar brasileiro.

Conheça o programa Shark Tank:

Cada startup teve 5 min de apresentação, seguidos de 5 min de perguntas e respostas com os jurados. Entre os jurados estavam presentes Rodrigo Lopes, Diretor Executivo do Hospital Bandeirantes, José Luiz Bichuetti, CEO da Associação Congregação Santa Catarina, Charles Souleyman Al Odeh, Diretor da Rede Própria Grupo Amil e Telmo Pereira, COO da Optum Internacional.

IMG_1446 Foto: Startups e Jurados do Shark Tank 2015

As startups que se apresentaram foram MedPortal representada pelo CEO Thiago Constancio, SenFio representada pelo CEO Elyr Teixeira Alves, HFocus representada pelo CEO José Luis Choucaira e Lucena Tecnologia, representada pelo CIO Fernando Lucena.

A SenFio realiza o controle remoto de higienização de mãos de colaboradores, enquanto a HFocus realiza pesquisas automatizadas para hospitais e organizações de saúde. Já a Lucena Tecnologia trouxe a solução Auditor Hospitalar, que reduz as perdas no faturamento hospitalar do hospital, através de um software desenvolvido pela empresa.

Após deliberação, os jurados decidiram que a vencedora do Hospital Shark Tank 2015 é a startup MedPortal, que provê uma solução de educação à distância com foco em saúde, atendendo grandes clientes como a Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Instituto Rede D'or.

Assista entrevista com a MedPortal, vencedora do Hospital Shark Tank 2015:

Empreendedorismo na Saúde no São Paulo Tech Week

big_data_tecnologia_138439007

A poucos dias da primeira edição da São Paulo Tech Week (3 a 9 de dezembro), Beatriz Gusmão, diretora da SP Negócios, contou à Berrini Ventures sobre como surgiu a iniciativa do evento e que benefícios ele pode trazer aos participantes, entre os quais estão os empreendedores da área da Saúde.

Berrini Ventures (BV): O que motivou a criação da São Paulo Tech Week e quais as expectativas em relação ao evento?

Beatriz Gusmão (BG): Nós da São Paulo Negócios, que é uma agência de promoção de investimentos na cidade, começamos a mapear quais seriam os setores que realmente carecem de um apoio governamental, via política pública, para que estes se consolidem ou se expandam no município. Descobrimos, depois deste estudo, que o setor da Tecnologia era transversal a todos eles, a toda a cadeia. Então nos debruçamos muito sobre isso para entender como poderíamos fazer para que o setor fosse promocionado. As grandes cidades já descobriram que o setor de Tecnologia é o que mais paga melhores salários, que mais tem oferta de empregos disponíveis, e é o que traz mais renda, então é o que mais poderia agregar maior valor a todo o resto da cadeia, fazendo com que o Brasil possa sair da posição de um exportador de commodities para virar um exportador de valor agregado, coisa que a gente ainda não conseguiu fazer. Vemos muitas cidades grandes que não têm as “evidências” que São Paulo reúne. Somos a cidade mais amigável da América Latina para abrir uma startup, temos mais de mil startups ativas, e mais de 50% dos headquarters latino-americanos das grandes empresas de tecnologia estão aqui, segundo a Fortune. Temos ainda um universo bastante relevante de talentos, mão-de-obra qualificada, centros de pesquisa. Fora isso, São Paulo é uma cidade acolhedora, que recebe de uma maneira muito democrática qualquer etnia; temos um mercado consumidor muito consolidado, 60% da receita de serviços financeiros do Brasil estão concentrados em São Paulo. Por tudo isso, resolvemos, junto com o Governo do Estado, promover o setor, que apesar de tão sólido, tem iniciativas muito pulverizadas. A gente tem instituições como a IT Mídia, por exemplo, que já se concentram e se especializaram na promoção do diálogo entre os pares do setor. Mas o governo pode ajudar e fazer isso de uma maneira mais objetiva, porque quando se fala em nome do prefeito ou do governador, a gente vê o quanto uma iniciativa desta ganha realmente força para acontecer.

BV: Como surgiu a ideia deste formato de evento?

BG: Nosso benchmark foi a London Tech Week, que está em sua segunda edição. No primeiro ano, o evento reuniu 40 mil pessoas em Londres. E no segundo, 200 mil pessoas. Importante mencionar que estes eventos são todos privados. Então, o que fazemos é a curadoria, damos o estímulo e colocamos todos dentro de uma mesma plataforma que é o site www.saopaulotechweek.com. É o mesmo conceito de Londres, que também tem uma iniciativa de tecnologia espalhada pela cidade toda, e as pessoas descobrem qual será sua experiência indo ao site e verificando o que existe direcionado ao seu perfil.

Teremos desde ativações no Cubo, a própria abertura na IT Mídia, com seu espaço incrível na Berrrini, até ações muito interessantes com foco em pessoas que não têm acesso a esse tipo de evento, tanto em termos de condições econômicas, quanto de gênero e até de mobilidade.

BV: Por que Saúde é um pilar importante neste projeto?

BG: Os quatro setores prioritários para a Prefeitura são Serviços Financeiros, Tecnologia, Economia Criativa e Saúde e Ciências da Vida. Saúde e Ciências da Vida, hoje, em termos de aplicação de resultado, de renda, de empregabilidade, é talvez a maior oportunidade que temos no mercado, porque é um setor muito especializado, que demanda alta concentração de investimento, então é uma área que se comunica também com a questão dos serviços financeiros e está ligada a uma atividade tecnológica de ponta. Finalmente e felizmente vamos ter essa ação, pois, como empresa, nossa missão é estimular os setores prioritários para a cidade. Estaremos apoiando o evento na Berrini Ventures com o Health rounds e queremos muito ficar próximos de vocês, usando-os como case para promover esse setor.

BV: Na sua opinião, o que ainda se encontra deficitário para que o  possa se desenvolver aqui? Que soluções você sugere?

BG: A cidade está em falta com um parque tecnológico, com uma universidade de ponta para que o setor se desenvolva. Também em ter espaços físicos dedicados a P&D, com um movimento de apoio à internacionalização do setor, de modo que ele fique exposto ao que está sendo feito lá fora. Então eu vejo que poderíamos, junto com uma agência de promoção de exportações, por exemplo, começar a fazer mais eventos que tenham esse guarda-chuva institucional, e que tragam tanto pesquisadores quanto potenciais investidores para as ações de incentivo ao setor. Eu entendo que a questão de Saúde e Ciência da Vida, assim como todas as indústrias que necessitam de inovação, estão bastante subordinadas hoje aos pequenos empreendedores. As grandes corporações hoje não conseguem mais produzir a inovação necessária para acompanhar o ritmo da competição mundial. O que poderíamos fazer, de uma maneira muito rápida e com resultados de curto prazo, é começar a estimular e mapear empresas iniciantes, que já validaram seu modelo de negócio, mas que precisam de apoio para escalar sua solução. Podemos começar a estimular em conjunto essas empresas para que se faça realmente um matching entre o desenvolvedor da solução e o potencial do investidor. Podemos abrir nosso banco de dados e todos os nossos programas e direcioná-los para atividades de Ciências e Saúde da Vida, principalmente para atuações que envolvam mentoria.

BV: Por ser um mercado muito regulado, que dicas você daria às startups de Saúde que estão chegando agora?

BG: Inicialmente a atenção necessária para entender e poder contemplar a regulação existente, mas uma vez que ela não seja pertinente ou não tenha coerência com as novas aplicações do mercado, é importante se juntar aos mesmos pares, que tenham a mesma demanda e se dedicar a fazer uma interação bastante grande com o governo, para que haja abertura. Ninguém consegue fazer isso sozinho, talvez as grandes sim, mas as pequenas e médias, não. É importante que haja essa conjunção de empresas, para que a voz e a força delas seja maior.

Fonte: Com informações do Berrini Ventures, 27/10/15