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Articles from 2015 In November


BTG Pactual deve vender fatia na Rede D´Or São Luiz

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Há indícios que o grupo BTG Pactual está negociando a venda de sua participação de cerca de 12% na Rede D´Or São Luiz para o Fundo Soberano de Cingapura (GIC) pelo valor de 2,5 bilhões de reais.

A decisão vem à tona na semana seguinte da prisão preventiva do fundador e sócio majoritário do BTG Pactual, André Esteves. Ele foi preso no dia 25 de novembro por ser suspeito de obstruir investigação sobre subornos apurados pela operação Lava Jato, que investiga o maior esquema de corrupção do país.

O GIC já tinha 16% da maior rede de hospitais do País, adquiridos por 3,3 bilhões de reais em maio deste ano. Com essa mudança, o Fundo passa a deter cerca de 28% da Rede D’Or, a família Moll, fundadora do grupo hospitalar, ainda detém o controle, com 60% do capital e o fundo Carlyle mantém sua fatia de 8%.

A Rede D’Or São Luiz é o maior grupo hospitalar do País, com mais de 30 hospitais distribuídos no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Pernambuco. O faturamento do grupo previsto para este ano é de cerca de R$ 6,5 bilhões, o que representa uma alta de 30% sobre 2014.

Conheça 6 centros de inovação brasileiros em saúde

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Para entender a fundo o mercado nacional, desenvolver novos produtos e se manter próximas ao ambiente acadêmico e empreendedor, muitas empresas que atuam no setor de Saúde passaram a investir em seus próprios Centros de Inovação no Brasil. Veja como seis desses espaços funcionam e o que são capazes de produzir com diferentes estruturas e modelos.

Leia Mais: Cirurgia robótica: “não é um procedimento perfeito e depende do cirurgião”

Impressão 3D: “estamos trabalhando em pé de igualdade com outros países”

Olimpíadas 2016 vai ter prontuário eletrônico, diz Chief Medical Officer

MV

Maior empresa de software de gestão de saúde do País, a MV tem como clientes mais de mil instituições no Brasil e América Latina, de hospitais a operadoras de planos de saúde. “Como há muita demanda diária, é natural que a prioridade dos departamentos seja atender clientes. Por isso, criamos uma estrutura separada dedicada ao desenvolvimento de novos produtos”, diz o diretor de inovação da MV, Emerson Zarour.

A área comandada por Zarour foi estruturada em 2014 e conta com 20 funcionários trabalhando em um espaço próprio na sede da MV, em Recife, com salas abertas e ambiente descolado seguindo o modelo das empresas do Vale do Silício.

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O primeiro lançamento do centro de inovação foi a Global Health MD, plataforma que integra as funções já oferecidas pela empresa ao uso de aplicativos móveis. Com a instalação de um aplicativo em seu celular, batizado de Personal Health, o paciente poderá compartilhar com as equipes médicas dados da sua rotina de alimentação e atividades físicas. A ideia é que essas informações fiquem integradas aos resultados de exames em um único ambiente.

“O Personal Health é nosso primeiro produto para pessoa física. Até então só desenvolvíamos soluções para empresas”, diz Zarour. Para criá-lo, o time partiu de uma pesquisa feita em parceria com a Universidade Federal do Recife que mapeou os hábitos diários de dezenas de voluntários. A expectativa é reduzir em até 70% os gastos com serviços de call-center.

Medtronic

Quando adquiriu a multinacional Covidien, em janeiro deste ano, a fabricante de equipamentos médicos Medtronic assumiu também a operação de seus cinco centros de inovação na China, Índia, Turquia, Coréia do Sul e Brasil. Inaugurado em agosto do ano passado, o espaço na cidade de São Paulo recebeu investimentos de 25 milhões de dólares. Ele possui nove leitos que simulam um ambiente cirúrgico, três que imitam as condições de uma UTI e um laboratório com equipamentos para simular acesso ao sistema vascular. O espaço é um ambiente de treinamento para médicos que nunca tiveram contato com algumas técnicas, como laparoscopias”, diz a diretora clínica da Medtronic, Carla Peron.

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A interação com os mais de 1200 profissionais que já passaram pelo centro resultou em novas ideias para desenvolver produtos. Um deles foi a modificação de uma pinça especificamente para o mercado nacional. “A Small Jaw é utilizada em procedimentos de tireoidectomia (remoção da tireóide)”, diz Carla. “No Brasil, os cirurgiões fazem uma incisão menor do que nos Estados Unidos e, por isso, a pinça teve o tamanho da garra reduzido”. Para desenvolver o novo produto, um engenheiro da equipe de São Paulo enviou um esboço para o Centro de Pesquisa e Desenvolvido da Medtronic na China. O time chinês devolve então um protótipo, que é impresso em uma impressora 3D no centro paulista para feedback e aprovação dos médicos.

GE

O Centro de Pesquisas Globais da General Electric no Rio de Janeiro é parte de uma rede de nove unidades espalhadas em países como Estados Unidos, Alemanha e China. Juntos, eles trabalham com desenvolvimento de tecnologia para apoiar as áreas de negócios da multinacional. No Brasil, são 60 funcionários, a grande maioria engenheiros, focados especialmente em petróleo e gás. No entanto, há projetos também voltados para temas como aviação, transporte ferroviário e, mais recentemente, saúde. “O Centro foi estruturado para atender às necessidades específicas de clientes e parceiros locais”, diz o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da GE Healthcare para a América Latina, Eudemberg Silva. Dez pesquisadores do Centro da GE no Brasil, por exemplo, fazem parte do time global da Centricity 360, sistema que pretende reunir o histórico de pacientes em um só lugar. “O objetivo é ampliar a troca de experiências entre médicos e especialistas e facilitar o acesso às informações, que pode ser feito de forma remota, em dispositivos móveis”, diz Silva. Outro foco está em pesquisas para mapear a realidade do sistema de saúde, tanto da rede pública como da privada.

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Johnson & Johnson

Treinamento e feedback. As duas palavras resumem o Johnson e Johnson Medical Innovation Institute (JJMII), centro de inovação da multinacional criado em 2010 em São Paulo. O prédio de 3500 m² conta com simuladores e equipamentos de realidade virtual nos quais mais de 15 mil médicos da América Latina já receberam treinamento. Além deste, a empresa possui outros 19 centros em locais como Estados Unidos, Japão e Índia. No País, há também uma nova unidade em Recife.

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Outra função desses espaços é também fornecer insights para a área de pesquisa e desenvolvimento da J&J nos Estados Unidos. “Recolhemos muitas informações de como os médicos utilizam os equipamentos”, diz o diretor médico da Johnson e Johnson Medical para América Latina, Abner Lobão. Graças ao feedback de um dos centros, a empresa desenvolveu, por exemplo, um novo tipo de agulha usada em cirurgias no olho. Foi também ouvindo os pedidos de oftalmologistas em São Paulo que a J&J percebeu que havia mercado para importar para o Brasil a tal agulha, batizada de P2. “Os médicos daqui tinham uma necessidade específica e, ao buscarmos uma solução, encontramos a P2. Lá fora, ela era usada de forma um pouco diferente”, diz Lobão. Por aqui, a agulha é utilizada em tarsorrafias, um tipo de cirurgia na pálpebra realizada mais de 25 mil vezes ao ano.

Unimed-BH

Como todas as operadoras de planos de saúde no País, a Unimed Belo Horizonte enfrenta um grande desafio: conciliar as necessidades de seus clientes aos crescentes custos do setor. “São temas fundamentais nesta equação - o envelhecimento da população, a avaliação do impacto da incorporação de novas tecnologias, as técnicas de gestão, o uso consciente do plano de saúde e melhores práticas assistenciais”, diz Jomara Alves, superintendente geral de gestão empresarial da Unimed BH, uma unidade autônoma dentro do sistema Unimed.

Em busca de ideias para lidar com todas essas questões, a operadora inaugurou em abril do ano passado seu Centro de Inovações na capital mineira. Por lá, trabalham médicos, economistas, demógrafos, atuários (especialistas em avaliação de risco), administradores e educadores selecionados a partir dos times da própria empresa.

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Entre os projetos desenvolvidos está uma ferramenta de big data para qualificar melhor a enorme quantidade de dados gerados no sistema de saúde. Muitas das iniciativas são realizados em parceria com universidades, pesquisadores e empreendedores externos. No entanto, o grande objetivo é conseguir captar as ideias dos próprios médicos e profissionais de saúde parceiros (os chamados cooperados) e transformá-las em soluções.

CISCO

No início deste ano, os habitantes de Tobias Barreto e Lagarto, dois municípios no interior de Sergipe, participaram de um projeto-piloto de telemedicina. Graças a equipamentos de vídeo, áudio e foto, médicos na capital Aracajú conseguiam prestar atendimento nas clínicas de Saúde da Família das duas comunidades, evitando longos deslocamentos dos moradores. A iniciativa - uma parceria entre a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Centro de Inovação Internet Of Everything (COI) da Cisco - é um dos exemplos do trabalho desenvolvido pela multinacional no Brasil. Inaugurado em 2013 no Rio de Janeiro, o COI é parte de uma rede de oito centros espalhados pelo mundo focados no desenvolvimento do ecossistema e de parceiros locais. No caso do Brasil, além de temas como segurança pública e redes elétricas inteligentes (Smart Grid), saúde também é um dos pilares de atuação. No caso da UFS, a ideia é continuar a parceria para ampliar e desenvolver a área de telemedicina, com treinamento de médicos e a instalação de um laboratório para estudantes. O COI também trabalha em outros projetos na área de médica, como uma solução para a área de oncologia que facilite a integração de profissionais de diferentes instituições.

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*Esta reportagem está na edição de outubro-novembro-dezembro da revista Saúde Business

7 passos para calcular o custo real da assistência

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Os custos crescentes da assistência e a perspectiva reduzida de que se consiga controlá-los leva cada vez mais pesquisadores a se debruçarem sobre o problema, mesmo os que não estão diretamente ligados ao mercado de Saúde.

Professores e pesquisadores de Harvard, Michael Porter e Robert Kaplan defendem, no artigo "Como resolver a crise de custos na saúde", publicado no Brasil pelo portal Conexão Home Care, um novo olhar para a gestão, em que se deixe de buscar pequenas economias por departamento ou procedimento e se coloque o paciente no centro da análise de despesas.

"Temos uma competição de soma zero, na qual prestadores de assistência à saúde destroem valor ao se concentrar em serviços altamente remunerados, transferindo custos para outros atores ou buscando redução isolada e ineficaz item por item", constatam.

Para garantir  resultados melhores a um custo menor, os pesquisadores sugerem a análise da patologia e do ciclo completo de assistência. O processo seguiria as seguintes etapas:

  1. Definir a patologia, incluindo complicações e comorbidade e determinando o início e o fim do ciclo de assistência;
  2. Definir a cadeia de valor da prestação dos serviços, considerando as atividades dentro do ciclo completo da assistência, não somente processos isolados;
  3. Criar mapas de processo de cada atividade no atendimento e qual é o fluxo do paciente dentro da instituição;
  4. Obter estimativas de tempo para cada processo;
  5. Estimar o custo de fornecer recursos de assistência ao paciente, levando em conta fatores como remuneração dos funcionários, depreciação, leasing, suprimentos, despesas operacionais e até mesmo o tempo dedicado pelos médicos ao ensino e pesquisa.
  6. Estimar a capacidade de cada recurso e calcular o custo unitário da capacidade, analisando o total de dias que cada funcionário trabalha a cada ano, total de horas por dia que o funcionário está disponível para o trabalho e o total médio de horas por dia de trabalho dedicado a atividades sem ligação com paciente, como intervalos, treinamento, cursos e reuniões administrativas. Com uma pequena adaptação, é possível também estimar a capacidade e o custo de cada equipamento envolvido na assistência;
  7. Calcular o custo total da assistência ao paciente, multiplicando o custo unitário de capacidade de cada recurso utilizado pela quantidade de tempo que o paciente passa com o recurso.

Os pesquisadores acreditam que somente essa nova abordagem sobre os custos permitirá a geração valor e manterá os custos sob controle em toda a cadeia de saúde. "Um cálculo correto de custos também abre toda uma cascata de oportunidades, como o aprimoramento de processos, uma organização melhor da assistência e novas abordagens de remuneração que irão acelerar o ritmo da inovação e a criação de valor", concluem.

2016: a importância da gestão do faturamento e dos custos

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Já há alguns anos “eu e meus amigos ranzinzas”, nesta época do ano, demonstramos nosso desânimo com o que aconteceu no ano passado, e projetamos um ano seguinte pior, pela absoluta falta de planejamento global do sistema de financiamento da saúde no Brasil.

Sempre dizemos, este ano que termina só será melhor que o seguinte ... e aconteceu novamente.

Alguns números retirados dos cadernos da ANS e do IBGE são assustadores – escolhi os gráficos abaixo para demonstrar minha angústia:

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O % de crescimento de beneficiários na saúde suplementar nos 4 anos formaliza queda. Note-se que ainda não temos o número de 2015 que sabemos será ainda menor. Como os custos com a assistência médica crescem conforme a idade do cidadão se eleva, o sistema foi definido de modo que os mais jovens, que usam pouco o sistema, financiem os mais velhos, que usa muito. Enquanto o volume de adesão era crescente o sistema se auto financiava – com a queda o sistema vai agoniando em colapso (a Unimed Paulistana que o diga).

A queda de beneficiários na Saúde Suplementar aumenta a quantidade de usuários do SUS, que depende de aumento de receita de impostos. Todos sabemos que 2015 foi péssimo para a economia, com retração de captação nos tributos, ou seja, a “mesada” ficou a mesma, e o que vimos: redução de oferta de leitos eletivos em hospitais públicos, redução no fornecimento de leite especial e filas cada vez maiores.

Infelizmente quem se dedica a cuidar da saúde da população está “engessado” pelo cenário político, e pela “enxurrada” de escândalos que “levam da economia para a UTI”. E não aparece um único “cristão” para dizer: briguem à vontade, mas não se esqueçam que saúde, alimentação, educação, segurança e transporte não podem “ficar à mercê” disso tudo.

Quem está pensando em garantir mínimas condições de trabalho para quem “milita” nestas disciplinas ?

Este ano acabou e não temos uma única ação que demonstre que 2016 não seja pior.

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O percentual de crescimento da receita e da contraprestação (despesa básica) das operadoras em 2014 já é ruim, e a tendência ao fechar o número de 2015 e projetar 2016 é de caos.

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A comparação da evolução dos dependentes do SUS em relação a inflação e ao crescimento do PIB demonstra que 2014 foi ruim, e quando fechar 2015 e projetarmos 2016 indica que vai faltar tudo – a única coisa que vai aumentar é a fila !

Se você trabalha em hospital ou operadora de planos de saúde, e está envolvido no planejamento estratégico do ano que vem, segue o conselho de que para tudo que estiver sendo proposto, seja rigoroso ao questionar:

  • Isso aumenta a receita ?
  • Isso preserva a receita (evita que caia) ?
  • Isso reduz custo ?
  • Isso controla o custo (evita que suba) ?

Se você não conseguir uma resposta SIM justificável para pelo menos 1 das 4 perguntas, só mantenha isso no plano se for algo imprescindível para o tratamento e segurança do paciente ... senão ... esqueça – não é hora de pensar nisso !

Todo ano peço que as pessoas que comandam a saúde no Brasil sejam iluminadas – necessitamos muito deles – e neste ano não será diferente: rogo para que surja alguém que consiga tirar a saúde do “engodo” político que se insere, e que consigamos ver pelo menos “a luz no fim do túnel” em 2016 !

As doenças relatadas por diferentes gerações [Estudo]

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V Estudo Saúde Ativa – Gerações realizado pela SulAmérica avaliou os índices e ocorrências de diabetes, colesterol, hipertensão e dados referentes à massa corpórea (IMC) nas gerações Baby Boomer, X, Y e Z. É importante observar que em todas essas variáveis há diferença entre a informação relatada e a encontrada nas aferições.

O levantamento analisou 43.641 questionários respondidos por uma população distribuída em 262 empresas clientes do grupo, em 13 capitais do país, de 2010 a 2013. A amostra é composta de 40% de mulheres e 60% de homens. O questionário aplicado é parte integrante do Programa de Gerenciamento de Fatores de Risco (GFR) da companhia. Essa é a quarta das cinco publicações que serão feitas no portal Saúde Business sobre o estudo.

Leia as publicações sobre esse estudo:

Geração Z mostra desinteresse pela administração pública [Estudo]

O estresse nas diferentes gerações [Estudo]

Hábitos e comportamentos nas diferentes gerações [Estudo]

O estudo permite ainda promover análise comparativa entre os perfis populacionais de acordo com as diferentes gerações. As gerações analisadas foram classificadas da seguinte forma:

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Diabetes e Glicemia acima do normal

O estudo constatou que em todas as gerações há uma sensível diferença entre o diabetes mellitus relatado e o encontrado em testes realizados. Entre os Baby Boomers, 8,2% declararam ter diabetes, porém 12,9% já apresentavam índices de glicemia acima do tolerado. Na Geração X essa diferença é ainda maior, já que apenas 2% tinham conhecimento da diabetes, quando na verdade 6,3% apresentaram sintomas da doença. Pouquíssimas pessoas das Gerações Y e Z sabiam já ter diabetes com percentuais, respectivamente, de 0,5% relatados versus 3,3% encontrados, e 0,3% de diabetes relatada versus 2% encontrada.

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Nas medições de glicemia, 50% da Geração de Baby Boomers possuem o índice acima do limite, porém 38% destes

afirmaram não ter glicemia alterada. A diferença no percentual de pessoas que desconhecem ter glicemia elevada

diminui nas demais gerações.

Esse dado pode ser um indício de que, independente da geração, as pessoas não estão realizando exames de rotina,

já que desconhecem o aparecimento de uma doença que pode atingir alto nível de cronicidade em pouco tempo.

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Colesterol

O colesterol é um tipo de gordura que circula na corrente sanguínea e que, se encontrado em excesso, aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares, como derrame e infarto. O Estudo Saúde Ativa aponta que o índice de pessoas com colesterol considerado alto é muito próximo entre as Gerações Baby Boomers e X, sendo que 15,9% da primeira geração têm colesterol alto contra 13% da segunda.

Na Geração Y, 8% encontram-se nesse estado e, na Z, esse percentual é de 4,7%. Vale ressaltar que outros fatores de risco como obesidade, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados elevam o nível do colesterol no organismo.

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Hipertensão

Em relação às doenças mencionadas pelos participantes do Programa Saúde Ativa, a hipertensão liderou os relatos. A Baby Boomers é a Geração mais afetada pela pressão elevada (30,1%), seguida pelas X, Y e Z, com 11,8%, 3,3% e 0,9%, respectivamente. Nota-se também uma significativa elevação da taxa de hipertensos entre as Gerações X e Baby Boomers, em fato esperado devido ao avanço da idade, porém que chama a atenção. Também nessa avaliação é grande o percentual de pessoas que desconhecem ter pressão alta. Dos Baby Boomers, 12% dos que apresentaram

medição elevada declararam não possuir pressão alta.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, ano a ano, cerca de 7 milhões de pessoas morrem por consequência da pressão arterial elevada.

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IMC

O cálculo do índice de massa corpórea (IMC) da base pesquisada pelo estudo Saúde Ativa revelou que quase metade da Geração Baby Boomers apresenta sobrepeso (46,8%). O percentual de pessoas acima do peso diminui nas outras gerações, sendo que 44,4% da Geração X apresentam sobrepeso, seguidos de 37,2% da Geração Y e 24,7% da Geração Z.

De acordo com o Vigitel, IMC acima do normal e a obesidade têm crescido no Brasil. Levantamento do órgão realizado em 2011 pelo Ministério da Saúde mostra que a proporção de pessoas com IMC acima do normal no país avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.

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Mercado hospitalar brasileiro é foco para a Hyland (OnBase)

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Flickr - Christian Ditaputratama

Presente em diversos setores, a Hyland, desenvolvedora do software de gestão OnBase, quer expandir solução no mercado hospitalar. Há quinze anos no Brasil e pouco mais de um ano em Saúde, a multinacional norte-americana (EUA) já tem clientes como Samaritano, InCor, Grupo Santa Helena e Sírio-Libanês.

O discurso é simplificar a complexidade de sistemas presentes em um hospital, ou seja, integrar informações tanto clínicas como administrativas em uma única plataforma, para que os profissionais possam visualizá-las de maneira mais ágil e, assim, facilitar a tomada de decisões.

“Nós complementamos o prontuário eletrônico do paciente tradicional”, explicou Paulo Cesar Alves Lima, Account Manager, durante o HIS (Hospital Innovation Show) em setembro deste ano. A solução possui mais de 300 módulos, ou seja, um universo de possibilidades de informações que podem ser integradas e visualizadas, alguns exemplos: relatórios de enfermagem, resultados de exames, termos de consentimento, documentos antes gerados e papeis, etc.

Além do conceito principal do OnBase, a companhia também desenvolve sistemas para automação de diversos processos hospitalares e financeiros. O Hospital Samaritano, de São Paulo, por exemplo utiliza a solução para otimizar seu processo de recursos humanos, como movimentações e recrutamento de pessoas e agendamento de cirurgias. A partir de seu dispositivo móvel, o médico pode agendar uma cirurgia e o sistema o orienta ao preenchimento completo, para que nenhuma informação fique pendente.

De acordo com o vice-presidente de estratégia internacional, Affonso D. Zubizarreta, os sistemas de gestão de Saúde atuais nunca fazem a totalidade das necessidades dos clientes e a proposta da companhia é exatamente ser um hub de dados importantes para a gestão, inclusive com a possibilidade dos clientes desenvolverem novas aplicações de acordo com suas próprias necessidades. “Eles ganham autonomia e vão se tornando cada vez mais digitais”, contou Lima, lembrando que a solução facilita o atingimento do nível 7 de digitalização da HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Society).

Atualmente a companhia está presente em mais de 60 países, possui mais de 1500 clientes na área de saúde, sendo o Setor de maior relevância em seu faturamento, apesar de não divulgar os números concretos.

2ª edição da Pesquisa Alelo aponta que 65% dos trabalhadores buscam alimentação equilibrada

SÃO PAULO, 30 de novembro de 2015 /PRNewswire/ -- Questionados sobre como entendem seus hábitos alimentares, 63% dos trabalhadores brasileiros dizem se alimentar de forma saudável ou muito saudável – índice praticamente estável em relação a 2014, quando 64% fizeram esse apontamento. Seguindo esse comportamento, o equilíbrio nutricional – ou seja, a composição balanceada da refeição entre carnes, vegetais e carboidratos – é uma prática indicada por 65% dos trabalhadores na hora de almoçar. Apesar de positivo, e de representar a maioria, o índice é 5% menor do que o registrado no ano passado.

Estas são conclusões da segunda edição da pesquisa Alelo Hábitos Alimentares do Trabalhador Brasileiro, realizada pela Alelo, empresa líder no segmento de cartões-benefício, em parceria com o Conecta-í, do Instituto Ibope. O estudo, único levantamento do gênero no país, ouviu mais de 3 mil entrevistados de 12 capitais brasileiras e cidades do interior, em busca de informações sobre o comportamento dos trabalhadores quanto à alimentação e à prática de atividades físicas.

O levantamento também mostra que apesar de algumas escolhas alimentares consideradas pouco saudáveis e do ligeiro aumento nas indisposições após o almoço, a maioria dos trabalhadores se diz disposta a mudar seus hábitos. Neste ano de 2015, a surpresa está entre os motivadores desta decisão. Enquanto 40% dos entrevistados no ano passado se diziam dispostos a mudar para conseguir uma aparência bonita, apenas 33% afirmaram o mesmo em 2015, uma queda de sete pontos percentuais, provando que a aparência se tornou menos relevante. O desejo de se sentir mais saudável é o maior incentivador, com 72%, seguido da prevenção ou tratamento de doenças, com 52%, e da perda de peso, com 47%.

Entre os trabalhadores ouvidos nesta edição do estudo, 67% almoçam fora de casa todos os dias e, entre eles, apenas 7% consideram a oferta de pratos saudáveis como fator prioritário na hora de escolher o local da refeição. Para a maior parte dos trabalhadores, 22%, é a qualidade que determina a decisão.

O consumo de saladas é outro índice que sofreu uma queda em 2015: apenas 9% afirmam se alimentar somente de saladas no almoço, contra 20% que, no ano anterior, informaram ter esse hábito. A ingestão de alimentos de baixa caloria também diminuiu na hora de almoçar: de 51% em 2014 para 48% neste ano.

Apesar de tais quedas, a Pesquisa Alelo registrou também outros dados animadores quanto à composição dos pratos na hora do almoço, como a redução do consumo de óleos e gorduras, que de 41% em 2014 passou para 39% neste ano.

A ingestão de alimentos ricos em carboidratos nesta 2ª edição do estudo é de 49%, dois pontos percentuais  a mais do que no último ano, e a presença de ingredientes ricos em proteínas no prato dos trabalhadores é de 85%, contra 82% em 2014.

Quando o assunto são os alimentos consumidos no período entre refeições, as notícias se equilibram. Apesar do crescimento do consumo de alimentos naturais, ricos em fibras e vitaminas, que saltou de 30% no ano passado para 34% em 2015, a ingestão de ingredientes feitos com açúcar subiu para 43%, contra 41% na pesquisa anterior.

Dentre os 67% que almoçam fora todos os dias, sonolência, peso no estômago e indisposição são queixa de 43% deles no período pós-refeição, porcentagem muito similar ao índice de 42% registrado em 2014.

A pesquisa também mostra que:

  • Dentre os que se preocupam em criar um prato balanceado, as mulheres são as mais empenhadas – 69% delas buscam essa variação, contra 62% dos homens;
  • 78% dos brasileiros entrevistados não seguem nenhum tipo de dieta alimentar (em 2014, eram 77%);
  • 74% praticam algum tipo de atividade física (mesmo índice de 2014).

Sobre o café da manhã

  • 70% fazem a primeira refeição do dia – o café da manhã – em casa (em 2014 eram 71%).
  • 48% consomem alimentos ricos em carboidratos – pães, massas, batata, arroz, farinhas, biscoitos, bolachas etc.
  • 66% incluem laticínios na refeição (eram 67% em 2014) e 59% preferem itens leves, saudáveis e naturais (mesmo número de 2014).
  • Uma em cada cinco pessoas toma o café da manhã fora de casa, tendo o escritório como o principal local para essa refeição. Entre os que não tomam café da manhã em casa, 75% o fazem no trabalho (69% em 2014) e 12% na padaria (14% em 2014).

Sobre o jantar

  • 55% dos entrevistados optam por proteínas na hora do jantar e apenas 11% ingerem alimentos ricos em açúcar;
  • Apenas 15% dos entrevistados optam por alimentos saudáveis, ricos em fibras e vitaminas para essa refeição (mesmo volume de 2014). 27% selecionam alimentos com baixa caloria (30% em 2014) e 55% consomem produtos ricos em proteínas (52% em 2014).

Sobre a pesquisa

A pesquisa Alelo Hábitos Alimentares do Trabalhador Brasileiro ouviu 3.059 pessoas, sendo 53% homens e 47% mulheres, todas economicamente ativas, com uma idade média de 38 anos (intervalo observado: de 24 a 60 anos) e residentes em 12 capitais – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Curitiba, Salvador, Brasília, Goiânia, Campo Grande, Vitória e Belém – e em outras 54 cidades que englobam a Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro e o interior paulista.

Desse grupo, 66% trabalham em regime CLT e 65% recebem algum tipo de benefício alimentação. Em relação à carga horária de trabalho, 41% trabalham de 6 a 8 horas por dia, 36% entre 8 e 10 horas diárias e apenas 7% fazem turnos de mais de 10 horas por dia.

Sobre o Movimento Alelo Comer Bem é Tudo de Bom

A Alelo abraçou a bandeira da alimentação saudável para estimular a adoção de melhores hábitos alimentares pelos trabalhadores brasileiros. Criado em 2013, o Movimento Alelo Comer Bem é Tudo de Bom auxilia as empresas-clientes da companhia a implementar ações de estímulo à alimentação saudável e prática de atividades físicas de seus profissionais.

O programa contempla matrizes de conteúdos nutricionais, desenvolvidos com o apoio de especialistas, que mensalmente são compartilhadas com essas empresas. Além disso, o Movimento Alelo Comer Bem é Tudo de Bom oferece às companhias serviços e ferramentas de apoio, como a Máquina de Sucos Naturais, o Carrinho de Alimentos Saudáveis e a Vending Machine Saudável.

Para entender com mais profundidade o trabalhador brasileiro, a Alelo desenvolveu a inédita Pesquisa Alelo Hábitos Alimentares do Trabalhador Brasileiro. O levantamento, que em 2014 ouviu 2.131 profissionais, identificou que 72% dos entrevistados mudariam os costumes à mesa para se sentirem mais saudáveis. Além disso, 42% destas pessoas afirmaram que estão diminuindo o consumo de gordura.

Sobre a Alelo 

A Alelo é uma companhia brasileira com portfólio de soluções simples e completas, que vão de cartões-benefício para empresas de todos os portes a cartões pré-pagos para empresas e consumidores em todo o país. Com mais de dez anos de história, a Alelo foi apontada em 2013 como a empresa líder no setor de benefícios pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) do Ministério do Trabalho e Emprego. No mesmo ano, lançou o Alelo Comer Bem é Tudo de Bom, um movimento que tem como objetivo incentivar hábitos saudáveis no dia a dia dos trabalhadores brasileiros.

A Alelo conta, ainda, com a confiança de milhares de empresas-clientes e com a maior rede de estabelecimentos comerciais afiliados do Brasil. Entre os produtos e serviços oferecidos pela empresa, estão Alelo Refeição, Alelo Alimentação, Alelo Natal Alimentação, AleloCultura, Alelo Auto, Alelo Vale-Transporte, cartão para viagens internacionais MoneyCard VisaTravel Money e cartões pré-pagos Prepax.

Conheça mais sobre a Alelo em: www.alelo.com.br, www.facebook.com/AleloBrasil, www.twitter.com/alelobrasil.

Informações para a imprensa:

FONTE Alelo

Regulamentação da telemedicina: Barreira ou oportunidade?

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Muito se fala sobre a regulamentação na saúde e de seu impacto negativo na disseminação de novas tecnologias. Muitos questionam seu papel, atribuindo com razão ao excesso regulatório parte das dificuldades no desenvolvimento e introdução de inovação no setor.

As críticas, no entanto, costumam não considerar o outro lado da regulamentação: a sua capacidade de influenciar beneficamente o setor, promovendo o acesso à saúde e o desenvolvimento da indústria. No final de setembro deste ano, fui um dos convidados pelo Financial Times para um painel sobre saúde digital na América Latina. No evento, Mikel Arriola, chefe da COFEPRIS - Comisión Federal para la Protección contra Riesgos Sanitarios, agência regulatória mexicana, apresentou o trabalho realizado por ele nos últimos anos.

Arriola, um advogado de formação, descreveu a indústria de saúde mexicana antes e depois da verdadeira revolução promovida por ele na agencia. Através de uma regulação inteligente, o México conseguiu reduzir os custos das famílias mexicanas com medicamentos em 50% em três anos.

Reduzindo a burocracia, alinhando-se com padrões internacionais e respeitando a propriedade intelectual, o México conseguiu um status na comunidade de saúde mundial que impulsiona sua indústria e seu mercado, e acima de tudo, beneficia diretamente a população.

O exemplo do México deveria ser seguido. Por que não pensar em termos uma agência ágil, eficiente e transparente? Todos temos a ganhar, pacientes, profissionais de saúde, gestores públicos e privado. Mas principalmente, tem a ganhar a disseminação da inovação, em especial a Telemedicina.

Leia Mais: Os desafios da implantação da Telemedicina

Regular para crescer

É inquestionável potencial da Telemedicina para reduzir custos e aumentar o acesso a saúde, mas muito pouco se faz. Uma regulamentação inteligente, que afira e ateste novas soluções rapidamente, pode acelerar e muito a adoção de novas ideias e a materialização de suas promessas.

No mundo, em especial na Europa e nos Estados Unidos, órgãos reguladores modernizam suas normas para se tornar mais rápidas, ter uma velocidade compatível com a inovação que floresce no setor.

No Brasil, ao contrário, a barreira representada pela incerteza regulatória é alta. Além da conhecida morosidade do Estado brasileiro, as dificuldades começam na identificação das certificações necessárias para operar uma solução de Telemedicina.

Suponha um serviço de acompanhamento de crônicos, que utilize um equipamento de monitoramento remoto. Uma aplicação cada dia mais comum no seguimento de pacientes com hipertensão e diabetes. No Brasil, o serviço poderia ter de estar de acordo com três agencias reguladoras distintas:

- Com a ANS e regras para comercialização de serviços pelos planos de saúde e operadoras;

- Com a ANVISA e a regulamentação de equipamentos e softwares na prestação de serviços médicos;

- Com a ANATEL, na comunicação do equipamento com a aplicação de monitoramento.

Dependendo dos serviços ofertados, a solução poderia ainda sofrer restrições do CFM.

Consequências desse cenário

Não se saber ao certo quando se poderá entrar no mercado e transformar planos de negócio em apostas arriscadas. Por quanto tempo será preciso financiar a operação até que ela possa gerar receitas? E se mudanças para adequação regulatória inviabilizarem o plano de negócios?

Riscos e custos que, aliados a perspectiva de enfrentar uma burocracia que nos coloca nos piores lugares do mundo para fazer negócios, afasta investidores e empresários do setor no país.

Oportunidade

Porque não nos inspiramos no caso dos genéricos do México e estabelecemos um processo regulatório melhor para a inovação em saúde? O México baixou o prazo de análise a questionamentos na COFEPRIS de meses para dias. Não podemos fazer o mesmo? Clareza de regras atrai investimento e facilita a adoção de soluções por clientes. Prazos mais curtos trazem maior previsibilidade para planos de negócios. Simplificar e unificar o processo regulatório já teria um impacto altamente positivo.

Agências reguladoras ágeis, que atuem de forma coordenada com o fomento à inovação, podem melhorar a competitividade de nossas startups. Estas podem desenvolver seus produtos já atendendo a regulamentação, assegurando primeiros clientes e investidores de sua qualidade e segurança.

E precisamos destas novas soluções. E esta pode ser uma alternativa mais eficaz para aumentar o acesso a saúde e reduzir custos correntes e futuros que a criação de novos impostos.

UEA integra-se à Rede Universitária de Telemedicina

A partir de hoje (27/11), o Núcleo de Telessaúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que já funciona como uma unidade de telemedicina na instituição, estará integrado oficialmente à Rede Universitária de Telemedicina (Rute), coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

Com a próxima inauguração, a Rute alcançará 119 unidades de telemedicina em operação em todos os estados do Brasil. Entre outros objetivos, a Rute integra e conecta todos os hospitais públicos universitários e de ensino, apoia a realização de videoconferências, análise de diagnósticos, segunda opinião, inclusive formativa, e educação permanente, e web conferência, entre hospitais universitários e universidades, através da RNP, além de permitir a integração com secretarias estaduais e municipais de saúde, unidades básicas de saúde e hospitais do interior.

A rede está integrada ao Programa Telessaúde Brasil Redes, uma iniciativa do Ministério da Saúde que busca melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica e especializada no Sistema Único da Saúde (SUS), integrando ensino e serviço por meio de tecnologias da informação (TI) para promover a Teleassistência e a Teleducação, a pesquisa colaborativa, a gestão, o monitoramento, o acompanhamento e a avaliação.

Na UEA, também foi criado o Polo de Telemedicina da Amazônia (PTA), uma unidade da ESA, que surgiu da necessidade de oferecer conteúdo educacional, aprimoramento técnico-profissional e assistência médica provida por segunda opinião aos médicos que atuam em toda a Amazônia e as Teleconsultorias. O PTA também desenvolve ações de apoio e suporte, através de Teleducação e Teleassistência, para os profissionais e a população amazonense. “A geografia física e humana oportuniza iniciativas de teleconsultoria, que possuem o potencial de fazer frente aos difíceis desafios para o atendimento ao paciente, possibilitando a obtenção de uma segunda opinião aos profissionais de saúde básica que atendem na ponta do Sistema de Saúde”, ressalta Cleinaldo, reitor da universidade.

Sobre a RNP

Qualificada como uma Organização Social (OS), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) é ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável pelo Programa Interministerial RNP, que conta com a participação dos ministérios da Educação (MEC), da Saúde (MS) e da Cultura (MinC). Pioneira no acesso à internet no Brasil, a RNP planeja e mantém a rede Ipê, a rede óptica nacional acadêmica de alto desempenho. Com Pontos de Presença em 27 unidades da federação, a rede conecta 1219 campi e unidades nas capitais e no interior. São aproximadamente 3,5 milhões de usuários, usufruindo de uma infraestrutura de redes avançadas para comunicação, computação e experimentação, que contribui para a integração entre o sistema de Ciência e Tecnologia, Educação Superior, Saúde e Cultura.

Empresas formam aliança para autenticação de medicamentos e rastreabilidade

A R&B Rastreabilidade Brasil SA, empresa nacional em soluções de rastreabilidade, e a Aegate, empresa britânica de serviços de autenticação de medicamentos, selaram aliança com o objetivo de oferecer um serviço completo destinado a cumprir os requisitos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a rastreabilidade. A aliança também visa a iniciar a autenticação de medicamentos no Brasil.

Projeções do mercado apontam que a implantação da rastreabilidade deve movimentar R$ 4 bilhões nos próximos anos no Brasil, principalmente nos setores da Tecnologia da Informação (TI), de Automação e Logística. Para a implantação da Lei 11.903, de 2009, a Anvisa estabeleceu a criação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), que deve entrar em operação até o final de 2016. Ele permite o rastreamento dos medicamentos desde a saída da fábrica até o usuário final (consumidor).

A aliança entre as líderes dos respectivos mercados busca, ainda, melhorar a segurança para os pacientes. A R&B Rastreabilidade Brasil SA desenvolveu uma solução que apoia laboratórios, importadores, distribuidores, hospitais, farmácias e outros integrantes da cadeia de distribuição para estar em conformidade com a legislação local de rastreabilidade.

A aliança prevê que a Aegate estabeleça uma unidade de negócios no Brasil junto com a R&B Rastreabilidade Brasil. O compartilhamento de conhecimentos entre as companhias deve permitir a rápida criação de um sistema nacional de autenticação de medicamentos, que atenda aos requisitos da legislação de rastreabilidade.

Segundo Mark De Simone, diretor executivo da Aegate, “nossa empresa está empenhada em apoiar a saúde dos cidadãos brasileiros e dos demais países da América do Sul. Esta aliança estimulante com a R&B Rastreabilidade Brasil irá nos trazer uma sinergia e um impacto sem precedentes, complementando as atividades da Aegate na América do Norte em resposta à Drug Quality and Safety Act (DQSA)”. Para Amilcar Lopes, CEO da R&B Rastreabilidade Brasil, “a aliança com a Aegate trará maior segurança ao paciente durante o processo de autenticação, que já é utilizado por nossos parceiros na Europa.”

Sobre a R&B Rastreabilidade Brasil

A R&B Rastreabilidade Brasil foi fundada em 2013 e é especializada em rastreabilidade, com 2,5 milhões de IUMs (Identificador Único de Medicamentos) rastreados no mercado, atendendo a uma base composta por 32 laboratórios, entre multinacionais e nacionais, além de uma das maiores cadeias de farmácias do Brasil. A companhia tem ainda um software de rastreabilidade validado de acordo com a Anvisa.

Sobre a Aegate

A Aegate opera um serviço em tempo real altamente seguro para verificar a autenticidade dos medicamentos. A empresa cumpre integralmente os requisitos demandados por diversos países, no que se refere ao combate a medicamentos falsificados. A empresa foi criada em 2003 e já verificou mais de 3,7 bilhões de embalagens de medicamentos, além de distribuir cerca de 2,5 milhões de alertas individuais de segurança do paciente para farmácias de toda a Europa. A Aegate tem escritórios em toda a Europa e América do Norte.