faz parte da divisão da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Sitemap


Articles from 2016 In December


Paciente como agente do cuidado

analytics na saúde

No Hospital Sírio Libanês, foi criado um projeto que vai além das expectativas do usuário. No programa O Paciente como Agente de Cuidado, a empresa abriu informações para o público como dados de qualidade e segurança, diretamente em seu site, além de criar materiais específicos, contendo os cuidados e ações que devem ser cobrados da equipe de assistência.

Segundo o Superintendente de Tecnologia da Informação do hospital, Luiz Renato Evangelisti, tudo isso foi feito seguindo os padrões de qualidade institucional. “Também lançamos o Portal do Paciente, por onde é possível acessar, em um ambiente totalmente seguro, as informações do prontuário. O sistema está disponível não apenas na internet, mas também por meio de aplicativo nas plataformas Android e iOS”, completa.

Isso é um grande passo para envolver o paciente e torná-lo também uma peça-chave, responsável por seus resultados. Uma das responsáveis pelo projeto, a Gerente de Qualidade e Segurança Assistencial Sandra Cristine da Silva, explica a importância do case: ‘’Somente com um alto nível de informação conseguiremos transformar o paciente em um agente que questiona, participa e cobra da equipe de assistência procedimentos capazes de garantir a segurança e a qualidade do atendimento que está sendo prestado.’’

O envolvimento dos indivíduos foi grande, o que pode ser provado pelo número de visitas ao portal, com mais de 400 mil mensais. O aplicativo, por sua vez, teve mais de 11.500 downloads em dois anos.

‘’Os pacientes ficaram engajados a partir do momento em que eles e seus acompanhantes passaram a ter as condições necessárias e ganharam autonomia para se envolverem no cuidado, discutindo com os responsáveis pela assistência as melhores opções de tratamento para cada seu caso”, explica Sandra.

O projeto O Paciente como Agente de Cuidado continua funcionando e deve trazer cada vez mais benefícios aos usuários. O CEO do hospital, Dr. Paulo Chapchap, analisa: “Cada vez mais, queremos que os pacientes sejam agentes do seu próprio cuidado e contribuam com os profissionais de assistência, para que possamos continuar oferecendo uma experiência única de cuidado, focada nas necessidades de cada indivíduo’’.

O Sonho de Laura - Hospital Nossa Senhora das Graças

shutterstock_319414127

A SEPSE mata no mundo uma pessoa a cada 2 minutos e, no Brasil, é motivo de mais de 50% da mortalidade hospitalar, o que corresponde a cerca de 250 mil mortes a cada ano. Depois de inúmeras observações dessas mortes, os profissionais da empresa Laura Networks concluíram que elas só ocorriam devido à demora na detecção da instalação da síndrome. Essa lentidão é causada exclusivamente pelo alto número de falsos positivos, os falsos alarmes, que impedem uma ação assertiva dos médicos e enfermeiros.

Para resolver essa questão, o Hospital Nossa Senhora das Graças, comandado pelo Diretor Executivo Flaviano Feu Ventorim, instituiu o projeto O Sonho de Laura. De acordo com Gláucio Erlei de Souza, Assessor de Planejamento e Filantropia da instituição, ‘’a grande dificuldade é que na medicina nem tudo é tão claro, e na maioria das vezes não é simples identificar a combinação de sintomas, ou até mesmo encontrar o que está causando a infecção. Em contrapartida a SEPSE exige rapidez no seu diagnóstico e precisão no seu tratamento. Portanto, identificar a SEPSE com rapidez torna-se um dos grandes desafios dos hospitais do mundo todo, sendo tema de campanhas mundiais, encontros científicos e pesquisa.

‘’Também concluímos que todos os dados necessários para a detecção já estavam no ambiente hospitalar, mas em lugares diferentes, departamentos diferentes e sistemas diferentes. Isso causa uma séria dificuldade para os profissionais de saúde conectarem estes dados e concluírem assertivamente sobre a instalação de um caso de SEPSE’’, conta o Co-Founder e CEO da Laura Networks, Marcelino Costa.

Foi a partir dessa dificuldade que surgiu o Robô Laura, capaz de se conectar com todos os dados, realizar cálculos complexos, comparar resultados e encontrar faixas probabilísticas. Esse seria o primeiro robô cognitivo de gerenciamento de risco do mundo.

Depois de duas semanas da implementação do Robô em dois postos assistenciais do Hospital, já é possível ver o progresso feito pelo projeto. Houve uma redução no tempo de atendimento do paciente e do tempo de ação do médico na aplicação de protocolo de SEPSE. Segundo Gláucio, o dispositivo potencializa a assertividade, pois proporciona aos profissionais uma leitura sistêmica de dados gerando um conhecimento mais apurado. O profissional exemplifica: ‘’A Laura lê em tempo real e vai cruzando todos os dados do paciente que são lançados no sistema pelas equipes multiprofissionais, desde laudos de exames a dados vitais de rotina. Se identificado algo suspeito, a ferramenta emite alerta às equipes.’’

É importante lembrar que a tecnologia está sendo aprimorada aos poucos. Os especialistas do hospital têm como planos incluir ferramentas como a ativação de uma mensageria, ativação focal de suporte, ajuste de interfaces, validação de extratos de alarmes, entre outros.

Solução de gestão hospitalar: ROI é percebido em 3 meses

artigo-b2saude

Quando um hospital de pequeno porte decide adotar uma solução de gestão hospital (ERP, ou Enterprise Resource Planning), o Retorno sobre o Investimento (Return over investment, ou ROI) é tão importante quanto a melhoria dos processos. “Por terem uma receita mais restrita, essas instituições precisam de uma garantia de que o investimento consegue se pagar em pouco tempo”, diz Rogério Medeiros, professor do MBA de Gestão em Saúde do Centro Universitário São Camilo. Segundo ele, o ROI já é percebido nos três primeiros meses. “Os ganhos são imediatos e contínuos, à medida que o hospital evolui na utilização do sistema”, diz.

O Hospital Municipal Francisco Moran viu esses ganhos na prática. Com uma estrutura de 311 leitos e uma equipe de mais de 1,4 mil colaboradores que realizam 6 mil consultas em 36 especialidades, 9 mil exames e 900 internações por mês, conseguiu por meio da solução de gestão hospitalar da Benner controle os processos em toda a cadeia de eventos entre as assistenciais e administrativas, fornecendo subsídios de informação para a tomada de decisão, além da redução de custos, melhoria da qualidade e agilidade no atendimento.

Com o sistema, também foi possível controlar todos os processos de atendimento aos pacientes nos setores de Ambulatório, Pronto Socorro, Internação e SADT, sistematizando as ações dos diversos tipos de atendimentos (consultas, registros, prescrições, internações, prontuário eletrônico e terapias).

Rogério Medeiros, da São Camilo, pontua onde estão os principais ganhos, de forma geração, proporcionados por uma solução de gestão hospitalar:

1. Melhora operacional

O sistema melhora os processos internos, como o controle de estoque de medicamentos, e organização de prontuários médicos e fichas de pacientes. “O objetivo principal do sistema é reorganizar processos comuns do hospital para trazer mais agilidade a otimização”, explica Medeiros.

  1. Redução de desperdício

 Gestão de estoque é um ponto crítico, pois quando mal feita pode ocasionar em falta de     medicamentos ou excesso de produtos, o que gera perdas ou problemas de armazenamento. Com o sistema, é possível saber exatamente qual a demanda de remédios, materiais hospitalares e suprimentos. Esse controle traz resultados a curto prazo.

  1. Menos complicações com medicamentos

    Com a questão do estoque resolvida, fica mais fácil saber sobre possíveis interações medicamentosas. “Em torno de seis meses, o médico consegue identificar, por exemplo, que para determinado paciente não pode receitar um medicamento em conjunto a outro. Isso evita a geração de outros problemas de saúde e, até, internações.

  1. Registros adequados de procedimentos para gerar receitas

    Muitas vezes, em um prontuário médico de papel, algumas informações podem passar despercebidas, até pela dificuldade de leitura, como o pedido de um raio-X ou o tempo de uma internação. A consequência disso é a geração de cobrança errada - tanto para mais, quanto para menos. “Com o sistema, e tudo armazenado, é possível aumentar a receita em até 30%, apenas levando em conta os itens que não eram registrados ou se perdiam em meio a tantas anotações”, explica Medeiros

  1. Visão ampla da empresa

      É possível identificar os gargalos de um processo ou os erros comuns em algum departamento. De maneira simples, o sistema pode, por exemplo, identificar que no setor X, o uso de um material como algodão aumentou muito, sem que os atendimentos tenham crescido. Dessa forma, a instituição pode apostar em treinamento sobre o melhor uso dos produtos ou, até, sobre conscientização de desperdício.

  1. Menor tempo de pagamento

    Quando o fechamento de um tratamento é feito com base em contas de papel, é preciso juntar diversos formulários oriundos de vários setores, como farmácia, centro de raio X e internação, o que demanda tempo e mais atenção. Com o sistema, isso pode ser feito assim que o tratamento termina.  De acordo com Medeiros, os hospitais que contam com o ERP conseguem realizar esse fechamento semanalmente e assim, receber mais rápido. “Falo de uma diferença de 30 a 60 dias, sem o sistema, contra um dia com o ERP”, completa.

7. Diminuição de glosas

Com o melhor controle do que foi prescrito, o processo de cobrança melhora, minimizando erros e diminuindo o número de glosas. Quando os processos de pagamento são feitos por meio de planilhas, a geração de glosas pode chegar, em casos extremos, aos 9%.

Entenda como a solução de gestão hospitalar pode ajudar no gerenciamento da instituição de saúde. Baixe, gratuitamente, o ebook "O que muda no seu hospital com a implantação do ERP"

Business Intelligence na Saúde: 3 aspectos permitidos pela tecnologia

Laptop with medical diagnostic software and stethoscope
Creative abstract healthcare, medicine and cardiology tool concept: laptop or notebook computer PC with medical cardiologic diagnostic test software on screen and stethoscope on black wooden business office table with selective focus effect

Quando se tem a integração de dados clínicos e financeiros, que geralmente são distintos, é possível encontrar tendências desfavoráveis, além de verificar a performance de um determinado profissional para certos tipos de enfermidades e a eficiência de alguns diagnósticos. Segundo especialistas, essa visão mais ampla, não permitida por análises individuais, é proporcionada pela tecnologia de Business Intelligence.

Na opinião Pietro Delai, gerente de pesquisa e consultoria na IDC Brasil, o Brasil passa por uma mudança de perspectiva: hoje, a tecnologia é vista como uma obrigação ou um mal necessário, e não como uma ferramenta de auxílio, que permite uma gestão mais ágil e, consequentemente, otimizadora de custos.

“Antes da concepção do BI, tem que se ter a clareza de que nós precisamos de informações, em primeiro lugar, estruturadas e, em segundo lugar, íntegras”, afirma Enrico De Vettori, sócio da área de Life Science e Healthcare da Deloitte.

Os especialistas citam três aspectos permitidos por ferramentas de BI em organizações de Saúde:

  1. Benchmarking: pelo business intelligence, é possível saber, por exemplo, o custo de de cada paciente e o número de consultas e exames necessários para seu atendimento. É possível comparar dados por região, por especialidade, por profissional da mesma empresa e das empresas concorrentes. Isso ocorre porque a ferramenta é capaz de integrar sistemas de diversos hospitais de uma mesma rede, o que permite acesso a dados de pacientes, de desempenho de profissionais, de fabricantes e fazer comparações com essas informações. Vale lembrar que não é raro no Brasil uma mesma rede hospitalar ter sistemas diferentes e não integrados: por isso a necessidade de haver uma ferramenta que consiga ter acesso a todos estes dados.

  1. Apoio diagnóstico: O BI serve também para apoio diagnóstico, já que a solução é capaz de detectar se uma pessoa corre risco de sofrer determinada doença, com base em seu histórico médico. A solução permite o acesso aos dados de consultas e a análise da evolução do quadro de saúde: por exemplo, se a pressão arterial do paciente vem aumentando em um curto período de tempo, há indícios que ele possa se tornar hipertenso. Embora muitas vezes o foco do Business Intelligence seja o monitoramento do desempenho com foco em otimização de custos, uma vez que se tenha a ferramenta implantada, ela permite criar a cultura da análise. Com essa evolução, já é possível fazer associação de determinados hábitos de pacientes com suas doenças, o que pode refletir na escolha de tratamentos.

  1. Confiabilidade: mesmo estando bem preparado, um gestor de Saúde não tem condição de agregar tantos dados com a mesma eficiência que soluções de BI. Dentro dessas condições, a máquina vai oferecer o mesmo conjunto de soluções para problemas semelhantes e cabe ao gestor seguir a recomendação. Tal constância garante a confiabilidade dos dados do sistema. Um gestor que usa a tecnologia a seu favor tende a melhorar sua própria gestão e evitar mais erros humanos na análise de dados e de diagnósticos. “Se o hospital não tem sistema, ou tem poucos sistemas com poucas inovações, é mais difícil extrair de um BI um ganho. O BI não é o primeiro sistema a ser implantado. Ele deve entrar quando já houver outros sistemas amadurecidos, quando você já tem alguma confiabilidade nos registros que você já tem. Então se passa a usar o BI para enxergar esses registros em outros ângulos”, explica o executivo da IDC.

Contudo, é preciso tomar alguns cuidados. “A tecnologia bem escolhida, com o parceiro correto, é a única fonte de sobrevivência. Quando mal escolhida, com parceiro errado e não implementada culturalmente, é um desastre. É melhor voltar para o papel porque vai custar horrores e vai se enganar. Cabe a governança da informação e a governança sabe priorizar”, finaliza Vettori.

Implementação da Metodologia do Propósito

doctor-1228627_960_720

Com um propósito diferente, o Laboratório da Mulher – FEMME, desde sua constituição, sempre foi muito ligado à sua essência. Segundo o CEO da empresa, Profº Dr. Rogerio Ciarcia Ramires, foi a partir de uma proposta feita pelo grupo Troiano de consultoria que foi descoberta a necessidade de definir e espalhar sua mensagem.

“Para que seja possível transmitir o propósito para a cliente é necessário que toda a equipe compartilhe dele”, conta o CEO. Isso foi possível através do Núcleo do Propósito, setor que faz parte do departamento de RH, ligado diretamente à diretoria. Dessa forma, a essência da empresa se transformou em uma diretriz no que se refere à seleção de novos talentos, integração, educação continuada, endomarketing e comunicação.

O projeto foi colocado em ação em diversas etapas. Primeiramente, foi definido o propósito para apresentá-lo à alta gestão. Logo depois, foi realizado um evento de divulgação para todos os colaboradores. Em seguida, os funcionários receberam treinamentos divididos em quatro etapas:  amor pela vida, amor pela ciência, amor pela liberdade feminina e amor pelos detalhes da mulher.

O CEO da empresa divulgou os resultados, que incluem a compreensão pelos colaboradores sobre o propósito do FEMME, ações de marketing específicas e uma mudança na forma em que era feita a gestão de pessoas. ‘’As campanhas de marketing atingiram mais de 1 milhão de mulheres em São Paulo, além de 2 mil consultórios ginecológicos, seguradoras e convênios médicos’’, completa.

O projeto resultou em um crescimento de 50% na produção de exames em relação ao primeiro semestre do ano anterior, o aumento de 63% do faturamento da empresa e índices de alta satisfação entre 90% e 95% após a implementação da metodologia.

Para que o case continue a crescer, o FEMME planeja dar continuidade ao treinamento do propósito pela educação continuada. “Tudo isso para entregar alta resolutividade médica e jeito FEMME de atender às nossas clientes”, finaliza o CEO.

Oficina de Sensibilização ao Envelhecimento

readmissão hospitalar

Como será viver na pele as limitações do envelhecimento? Os profissionais do Hospital Santa Paula tiveram essa oportunidade recentemente, em um programa chamado Oficina de Sensibilização ao Envelhecimento.

O Brasil tem hoje aproximadamente 23 milhões de idosos. A estimativa é que em 2025 o chegue a 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Com isso, haverá uma maior utilização dos serviços de saúde por parte dessas pessoas.

É sabido que a compreensão e sensibilidade que os profissionais de saúde têm do idoso interfere diretamente na maneira de assisti-lo. Por isso, a oficina teve como objetivo possibilitar que os colaboradores do hospital vivenciem as limitações do envelhecimento e assim, olhar para os pacientes com empatia.

“As ações voltadas para o idoso foram inseridas no planejamento estratégico do hospital. Foi elaborada uma oficina de sensibilização para a atenção ao idoso, com o objetivo de despertar no participante a percepção das limitações decorrentes do processo de envelhecimento”, conta o Dr. George Schahin, Diretor Presidente do hospital.

Para que os colaboradores tentem entender como é ser um idoso, foram criadas quatro estações psicossensoriais. A primeira,  para locomoção, contava com andadores, bengalas, coletes de chumbo e plataformas que dificultavam o ato de caminhar. A segunda possuía fotografias desfocadas e óculos que atrapalhavam a leitura, além de algodões que diminuíam a audição. Na terceira, os participantes experimentaram como era perder o olfato e o paladar. Já na quarta, eles eram direcionados por médicos geriatras e enfermeiros treinados que encenaram situações onde era necessário o atendimento humanizado.

Segundo o Dr. George Schahin, os profissionais ficaram “surpresos e entusiasmados com todas as etapas das simulações vivenciadas”. Foram no total 614 participantes, que passaram a não atrelar a velhice com a teimosia e implicância, e sim se sensibilizaram com suas dificuldades sensoriais.

O próximo passo para o Hospital Santa Paula é se submeter ao Selo Intermediário Hospital Amigo do Idoso. “Esperamos que esta ação nos ajude a evidenciar um atendimento mais humanizado e atender a alguns critérios desta certificação”, finaliza o Diretor.

Programa de Desenvolvimento do Colaborador – Filosofia não é coisa de maluco

shutterstock_88084072

“O desenvolvimento da reflexão sobre ética é fundamental para o fortalecimento da cultura de serviço de excelência na saúde.” - Ana Paula Pinheiro de Oliveira, Diretora Administrativa do Grupo Infinita

Quando uma empresa de serviços em expansão de negócios percebe a necessidade de obter maior participação e contribuição inteligente de seus colaboradores, é hora de ser criativa e criar uma forma de inspirá-los intelectualmente.

Assim foi estabelecido o objetivo estratégico de formar equipes de alto desempenho na instituição Rio Preto Assistência Médica e Hospitalar. O mecanismo para o alcance dessa meta foi realizado por uma série de ações, sendo a base principal o programa de filosofia, batizado de “Filosofia não é Coisa de Maluco”.

A Diretora Administrativa do Grupo Infinita, Ana Paula Pinheiro de Oliveira, conta sobre como a ideia se transformou em ação: “Buscamos parceria com uma escola clássica de filosofia. Para alcançar o objetivo proposto, trabalhamos principalmente os temas relacionados à ética, estética, harmonia e alguns filósofos clássicos com suas temáticas de vida como justiça, felicidade, dentre outras. Esses temas levados ao ambiente organizacional desenvolvem um ser humano de forma integral, mais centrado, consciente, feliz e produtivo.”

Segundo a profissional, inicialmente o projeto gerou estranheza. Era uma ideia inovadora e questionou-se como o programa se daria na prática. No entanto, após a clareza dos objetivos e a estruturação dos temas, o case começou a tomar forma. As primeiras ações foram aproximando as pessoas aos poucos.

Um programa que é desenvolvido para pessoas e tem a filosofia como base de transformação apresenta alguns resultados percebidos nos comportamentos diários. Neste projeto em específico, foi observada uma melhora no senso de pertencimento, compartilhamento de conhecimento entre os funcionários, discussão e vivência dos valores organizacionais de forma mais aprofundada e consciente, aumento do senso critico e relação mais próxima e participativa entre colaboradores e gestores.

Para o futuro, o case promete continuar inspirando os profissionais. ‘’Este é um projeto que demonstrou seus resultados em pouquíssimo tempo. No entanto, tem no longo prazo, na sequência das ações, uma expectativa ainda maior. A mensuração dos indicadores de gestão de pessoas e de qualidade da organização está prevista para o acompanhamento dos resultados. Temos planos de ampliar a carga horária do programa e continuaremos investindo na formação dos nossos profissionais”, finaliza a diretora.

RIS e PACS: 5 tendências em medicina diagnóstica para 2017

Male Doctor Using Digital Tablet

Em 2016,  mais entidades aderiram aos sistemas de informações em radiologia (Radiology Information System - RIS), o que, por sua vez, permitiu a integração do Hospital Digital aos laboratórios de forma expressiva. Também ficou claro que Sistemas de Comunicação e Arquivamento de Imagens (Picture Archiving and Communication System, PACS) são apenas o primeiro passo do processo de eletronização das informações do usuário.

Com a chegada de 2017, promete-se ainda mais inovação e aprimoramento da medicina diagnóstica. Veja, a seguir, cinco tendências para o ano:

  • Indicadores de resultados: a busca por uma rede de informações cada vez mais inteligente faz com que haja uma demanda por sistemas que permitam a mineração de dados brutos, transformando-os em informações contextualizadas, que subsidiem decisões gerenciais e clínicas. O investimento no aprimoramento dos sistemas do RIS e do PACS promete maior clareza e correlação de informações. “Algumas funcionalidades dos sistemas informatizados aumentam a produtividade da medicina diagnóstica no dia a dia. A personalização da tela de edição dos exames, por exemplo, é uma delas. Nela é possível destacar os resultados de forma específica: por emergências, unidades de atendimento e por tipo de exames”, exemplifica Christiano Berti, diretor da unidade de negócios - Medicina Diagnóstica, da MV;

  • Integração entre sistemas: a integração dos diversos sistemas, agrupando e correlacionando dados do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) com o PACS e o RIS, garante maior eficiência. “A integração dos sistemas permite maior segurança no diagnóstico, já que se criam protocolos de controle, utilizados no momento da emissão dos laudos. Esses protocolos têm o papel de evitar riscos, como troca de nomes, no momento da emissão”, explica Berti. Tecnologias atuais permitem, ainda, o ajuste de contrastes pela internet, modificações do brilho, possibilidade de dar zoom em áreas suspeitas;

  • Emissão de laudos à distância: a tecnologia aplicada à medicina diagnóstica evita a ociosidade de serviço médico de uma instituição de radiologia, que, graças à habilidade de emitir laudos à distância, pode prestar serviços para organizações de menor porte, que não possuem uma área de exames de imagens. Com a informatização dos sistemas e a possibilidade de enviar e receber os laudos de forma remota, centros de diagnóstico estão abandonando o pagamento por turno e dando lugar à remuneração por laudo realizado;

  • Investimento em alta produtividade: o aumento da emissão de laudos, por sua vez, abre a necessidade de ter equipamentos que possam ficar ativos e funcionais pelo maior tempo possível, evitando perder a agilidade na emissão, aumentar as filas e diminuir o faturamento da empresa. Por isso, é tendência que equipamentos de radiologia digital tenham essa capacidade, já que uma simples queda de energia, na qual se torna necessário religar a máquina, pode significar uma perda econômica, seja pelo atraso na entrega de laudos, seja pelo aumento da espera por resultados.

  • Colaboração via nuvem: outra tendência se refere à colaboração de laudos permitida graças à nuvem, possibilitando análise conjunta de uma imagem ou até mesmo sua submissão a especialistas que estejam em outras regiões do país, aumentando a precisão dos diagnósticos.

Casa Conectada: Internet das Coisas (IoT) em Home Care

prontuário eletrônico

Utilizar a tecnologia em home care pode ser um desafio. O envelhecimento populacional e o aumento de patologias crônicas aumentou o número de pacientes que precisam de cuidados em casa.

Ao observar que a qualidade da assistência nesse segmento evoluiu muito pouco nas últimas décadas, a Viventi Home Care identificou uma oportunidade de entregar segurança e um melhor cuidado aos pacientes através de dispositivos de monitoramento. Assim, o usuário teria uma supervisão conectada a uma central de médicos em plantão 24 horas por dia, evitando o agravamento de doenças e diminuindo as idas ao pronto socorro.

A instituição disponibilizou para todos os pacientes ferramentas como oxímetros, aparelhos de PA, glicosímetros e termômetros conectados por bluetooth a um celular ou tablet. Também foram instalados equipamentos de conectividade e monitorização de ambientes, que possibilitam criar alertas automáticos para quedas e outros eventos, além da visão direta dos pacientes com o uso de “câmeras inteligentes” que utilizam algoritmos para reconhecer padrões.

Rodrigo Aquino, o CEO da Viventi Home Care, explicou um pouco mais sobre essas tecnologias:

‘’ Aparelhos de aferição, sensores e câmeras que disponham de Bluetooth são parametrizados para enviar dados a um dispositivo, que pode ser um smartphone, tablet ou computador. Este dispositivo, utilizando uma conexão de internet Wi-Fi, 3G ou 4G, comunica-se com uma central de controle, que por sua vez comunica-se com com o paciente, familiar ou equipe médica – de acordo com os usuários cadastrados para receber alertas. Tudo pensado para que seja simples e prático, visualizando o usuário e suas necessidades.”

Como consequência, a empresa conseguiu reduzir as idas desnecessárias à emergência e prevenir readmissões hospitalares. Isso gerou uma significativa redução de custo. Além disso, ofereceu segurança e promoveu a saúde dos idosos e dos portadores de doenças crônicas. Houve também um aumento da satisfação dos clientes, mensurada por pesquisas.

Com o novo sistema implementado pela Viventi, é possível intervir minutos após a ocorrência de um evento adverso, como aumento de pressão ou pico de glicemia. Assim, o paciente é orientado a resolver a questão em sua casa. ‘’ Existem projetos em andamento visando maior mobilidade ao paciente de home care. “Acreditamos que o home tem que ser mais flexível, proporcionando maior independência, vivência e socialização dos pacientes, respeitando seus quadros clínicos. Queremos promover cuidados para além das fronteiras da casa”, discorre o CEO.

É importante lembrar que o case ainda está em andamento e seus resultados são acompanhados mensalmente em reuniões gerenciais. Com essas respostas, é feita a remuneração variável dos colaboradores, ligada a indicadores como satisfação do cliente e rentabilidade. A empresa acredita que isso amplie o compromisso de todos com o crescimento sustentável dessa nova área de negócios na empresa.

Balanço 2016: os impactos da PEC 241/55 na Saúde

shutterstock_138016538

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição que estabelece um teto de gastos públicos por 20 anos, a PEC 241/55. Por 61 votos a 14, o texto base da PEC foi aprovado em 29 de novembro e passará por mais uma votação, prevista para 13 de dezembro deste ano. Mas a proposta - uma das prioridades da gestão de Michel Temer para reequilibrar as contas públicas e viabilizar a recuperação da economia brasileira -  ainda divide opiniões.  

Instituições de Saúde, como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o Conselho Federal de Medicina (CFM ) e a Sociedade Brasileira de Pediatria, por exemplo, se mostraram contrárias à PEC 241/55, por considerarem que a proposta vai reduzir o já enxuto orçamento da saúde pública e resultar na redução de salários e da qualidade da assistência. “O impacto da PEC na saúde pública tende a ser ‘dramático’ e vai culminar na redução dos serviços e, consequentemente, no acesso a produtos e medicamentos, já que os preços do setor que precisam de recursos são, geralmente, muito superiores à inflação”, diz Nilton Pereira Jr., professor de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Uberlândia e vice-presidente da Abrasco.

Nos últimos quatro anos do governo Dilma Rousseff, o gasto na área ultrapassou os R$ 100 bilhões anuais. No começo de 2016, o montante passou de R$ 90,34 bilhões para R$ 87,98 bilhões. “O problema é que agora, com quase 75% da população dependendo do SUS, vai ficar ainda mais difícil o atendimento, pois o número de pacientes aumentou, mas os gastos com a saúde pública não”, afirma o cientista político Paulo Feldmann, coordenador da Fundação Instituto de Administração (FIA).

Por outro lado, há especialistas que enxergam a PEC 241/55 como uma oportunidade de o Executivo e o Legislativo definirem prioridades de gastos na saúde pública. André Médici, economista do Banco Mundial e especializado em Saúde, afirma em seu blog Monitor da Saúde, que ao fixar um teto global de gastos no orçamento, os poderes terão de definir prioridades de gasto. Nesse processo, "a saúde poderá ser beneficiado, já que a PEC não limita tetos para o setor, fazendo com que os investimentos com saúde possam aumentar como resultado da redução de gastos desnecessários em outras áreas”.

“A medida é mais do que necessária para a gestão do orçamento público, para equilibrar as contas”, afirma Rogério Medeiros, professor do MBA de Gestão em Saúde do Centro Universitário São Camilo. A questão para ele é, apenas, quando vai entrar em vigor. Isso porque como o repasse de dinheiro para os municípios já estava mal distribuído, seria preciso aguardar de dois a três anos para colocar a medida em andamento. “Congelar uma situação que já está mal resolvida não é eficaz. Antes disso, o governo deveria ter ajustado os serviços e o repasse para alguns municípios”, completa.

Entenda como a solução de gestão hospitalar pode ajudar no gerenciamento da instituição de saúde. Baixe, gratuitamente, o ebook "O que muda no seu hospital com a implantação do ERP"