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Articles from 2019 In February


Segurança digital na saúde garante a privacidade de dados dos pacientes

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A segurança cibernética no setor da saúde enfrenta dois problemas que têm mais a ver com economia do que com tecnologia. Na CES 2019, mais de 500 empresas apresentaram soluções inovadoras para diagnosticar, monitorar e tratar doenças, bem como avanços na prestação de assistência médica remota. O problema é que alguns desses dispositivos deixam as informações médicas e os dados dos pacientes expostos on-line, permitindo que eles sejam usados pelos cibercriminosos.

De acordo com estudos recentes, os registros eletrônicos de saúde EHR (Electronic Health Record) são altamente lucrativos. Um prontuário ou histórico clínico de um paciente pode valer entre US$ 300 e US$ 3 mil. Diante desse cenário, é essencial que as organizações aumentem os investimentos em segurança cibernética e trabalhem para que os dados armazenados na nuvem sejam protegidos e que todas as informações sejam seguras e privadas.

O tipo mais comum de ataque usado pelos cibercriminosos é o ransomware - código malicioso que criptografa arquivos e torna inacessível o acesso aos dados armazenados, exigindo em troca de um resgate em bitcoin, uma forma fácil de transferir valores (e difícil de ser rastreada). Em geral, esses malwares atacam servidores de sistemas, que são a alma do funcionamento de um hospital.

Outro ponto importante são as aplicações de arquivos na nuvem, como Box, Dropbox e Google Drive, muito utilizadas pelas equipes médicas devido à praticidade para compartilhar informações. Também pode haver uma violação da privacidade dos dados com o vazamento de informações por parte de funcionários que têm acesso aos prontuários dos pacientes e as repassa ilegalmente para obter lucro, ou ainda por erros não intencionais. Confidencialidade é o princípio básico da política de segurança do ambiente hospitalar, que obriga o profissional de saúde ou qualquer outra pessoa a não divulgar informações fornecidas pelo paciente.

O segundo problema é que, mesmo dentro de um único hospital, a segurança é uma responsabilidade compartilhada. Quando um recurso é comumente compartilhado, o incentivo de cada parte é obter o maior benefício possível e, ao mesmo tempo, incorrer no menor custo possível. "Tome o exemplo de um profissional de saúde que depende de uma bomba de infusão para tratar pacientes diabéticos. A responsabilidade de proteger esse dispositivo depende do fabricante ou do prestador de serviços de saúde? Quem é o proprietário para garantir a transmissão de dados do equipamento? A resposta a essas perguntas depende para quem você pergunta", ressalta Mike Nelson, vice-presidente de segurança da IoT da DigiCert.

Para aumentar a complexidade, uma rede de assistência médica pode usar dispositivos de 50 fabricantes diferentes. Quem é responsável nesse caso? Infelizmente, as perguntas não param por aí. Os fornecedores de software de EHR fornecem atualizações seguras? Você confia na integridade do código que é carregado nos dispositivos? Quais medidas são implementadas para garantir que apenas as pessoas certas tenham acesso aos dados do paciente?

Os dois problemas descritos acima apontam para a necessidade de autenticação end-to-end, que é o processo de testar a validade de todas as conexões digitais, desde um início de sessão seguro do sistema para enfermeiros e médicos, comunicações entre dispositivos, rede e serviços externos ou bases de dados, como EHRs. Pode ser útil ver essas conexões como duas partes em um único sistema. Na frente, você deve verificar a identidade de qualquer pessoa que use um dispositivo ou acessar os dados do paciente, como médicos e enfermeiros. No final, é igualmente crucial autenticar as conexões entre os dispositivos e os servidores, EHR, farmácias etc., ou seja, com as quais eles estão constantemente interagindo.

A base para a autenticação de ponta a ponta é a infra-estrutura de chave pública (PKI). Usando certificados digitais, usuários, sistemas e dispositivos autênticos de PKI, sem a necessidade de tokens, políticas de senha ou outros fatores desconfortáveis iniciados pelo usuário. Isso descentraliza a autenticação e permite que ela ocorra em sistemas diferentes.

Fleury amplia sua plataforma de negócios em saúde com a inauguração de Centro de Infusão

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O Fleury Medicina e Saúde amplia sua plataforma de negócios em saúde com a inauguração de um Centro de Infusão na Unidade do Morumbi e passa a oferecer, além de exames, aplicação de medicamentos endovenosos, subcutâneos e intramusculares para pacientes com doenças autoimunes e inflamatórias crônicas. 


O mercado potencial de infusões é estimado em R$ 140 milhões. O serviço começa com atendimento na unidade Fleury Morumbi e no Itaim. No entanto, possui potencial de expansão para mais 12 unidades na capital paulista e região. “O projeto tem como um dos pilares a experiência do paciente e prevê, além do atendimento diferenciado Fleury, a redução do tempo para administração do medicamento se comparado à alternativa hospitalar”, informa a diretora executiva de Negócios da marca Fleury Medicina e Saúde, Dra. Jeane Tsutsui.


O conforto e praticidade que as unidades do Fleury proporcionam na hora de realizar exames agora estendem-se para quem necessita de medicamentos imunobiológicos intravenosos ou subcutâneos, sobretudo, para tratar doenças autoimunes e inflamatórias, bem como imunodeficiências. Os pacientes contam com equipe multidisciplinar e especializada nas terapias disponíveis e segurança necessária durante as aplicações, sempre sob supervisão médica. 

O serviço utiliza apenas medicamentos de referência e adota um método de conferência tripla dos fármacos e das dosagens prescritas. Para agilizar o atendimento, mantém ainda uma farmácia dedicada exclusivamente à sua rotina. “Entregamos também um laudo completo para que o médico do paciente possa consultar e saber, com detalhes, como transcorreu a infusão”, explica Luis Eduardo Coelho Andrade, assessor médico em Imunologia e Reumatologia do Fleury Medicina e Saúde. “É como se o médico tivesse participado à distância de todo o procedimento”, ressalta.

Os Centros de Infusões do Fleury fazem parte do Centro Integrado de Alergia e Imunologia (CIAI), uma iniciativa destinada a oferecer uma abordagem múltipla e integrada a pacientes com doenças imunológicas. Entre os medicamentos já disponíveis estão:Adalimumabe (Humira®) Etanercepte (Enbrel®) Certolizumabe Pegol (Cimzia®) Tocilizumabe (Actemra®) Tocilizumabe (Actemra SC®) Secuquinumabe (Cosentyx®) Abatacepte (Orencia®) Abatacepte (Orencia SC®) Denosumabe (Prolia®) Infliximabe (Remicade®) Golimumabe (Simponi®) SC Ácido zoledrônico (Aclasta®) Noripurum® Ferinject® Canaquinumabe (Ilaris®) Belimumabe (Benlysta®) Omalizumabe (Xolair®) Natalizumabe (Tysabri®) Vedolizumabe (Entyvio®) Ustekinumabe (Stelara®) Ocrelizumabe (Ocrevus®) Metotrexate (Fauldmetro®) Metilprednisolona (Solu-Medrol®) Mepolizumabe (Nucala®) Rituximabe (Mabthera®) Imunoglobulina humana.

Para o agendamento da infusão, o paciente passa por entrevista prévia e necessita de prescrição médica de acordo com os protocolos clínicos, podendo ser via convênio médico ou particular. As principais especialidades médicas atendidas pelos Centros de Infusões são reumatologia, gastrenterologia, imunologia e dermatologia.

Capacitação em neurocirurgia oferecida pelo Hospital Santa Paula

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A área da instituição foi certificada por mais quatro anos pela Federação Latino Americana de Sociedades de Neurocirurgia

Pela segunda vez consecutiva, a divisão de Neurocirurgia do Hospital Santa Paula, centro de referência em saúde da zona sul de São Paulo, recebe a certificação da Federação Latino Americana de Sociedades de Neurocirurgia como centro de excelência em treinamento de neurocirurgiões.

Com o credenciamento, a instituição poderá dar continuidade na formação complementar e especialização de jovens neurocirurgiões de países da América Latina interessados em aperfeiçoamento profissional em três áreas: Oncológica, Base de Crânio e Vascular, no quadriênio 2019-2022. “Essa certificação foi concedida após visita do professor Marcos Masini, do Comitê de Docência da Federação Latina Americana de Sociedades de Neurocirurgia, realizada no início deste mês à instituição. “Poucos hospitais do Brasil possuem essa certificação. Estamos muito felizes e orgulhosos em termos os nossos serviços reconhecidos mais uma vez”, afirma o professor Paulo Henrique Aguiar, médico neurocirurgião e coordenador técnico da neurocirurgia e da residência médica do Hospital Santa Paula.

O especialista explica que, além de tecnologia hospitalar de ponta, a certificação exige um corpo clínico de profissionais especializados e reconhecidos nacionalmente e internacionalmente. “Recebemos nos últimos anos residentes de várias partes da América Latina, como Chile, Peru, Bolívia e Argentina. Os profissionais tiveram a oportunidade de assistir cirurgias de remoção de tumores cerebrais com paciente acordado, utilizando toda a tecnologia avançada de localização de tumor”, explica.

Além disso, os residentes puderam acompanhar neurocirurgias de aneurismas e compreender a interação dessas especialidades com os protocolos de tratamento na UTI Neurológica. “Os profissionais desenvolvidos nessas especialidades tiveram formação acadêmica e profissional sólida e hoje podem contribuir para a formação de excelência de vários centros latino americanos”, conclui Aguiar.

Até agora, cinco jovens neurocirurgiões estrangeiros já passaram pela capacitação oferecida pelo Hospital Santa Paula. O programa internacional tem duração média de três meses, podendo chegar a 6 meses. Para participar, os interessados precisam passar por uma entrevista, apresentar currículo e provar proficiência em língua portuguesa. Caso queira atuar como médico no país, precisa ainda fazer a prova do Revalida.

Já o Programa de Residência Médica da instituição oferece anualmente uma vaga para a especialidade de Neurocirurgia para médicos recém-formados brasileiros. Reconhecido pela Sociedade Brasileira da especialidade (SBN), o programa segue o edital estabelecido pelo MEC.

Robô da Vinci: ganhos de cicatrização para a reconstituição da mama

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O Hospital Erasto Gaertner, localizado na capital paranaense, em parceria com a H. Strattner, realizou no fim de janeiro a inédita cirurgia robótica de mama. É a primeira vez que tal procedimento é realizado na América Latina. Trata-se da Mastectomia – cirurgia de mama – com um robô, o da Vinci. A técnica foi desenvolvida e é muito praticada no Instituto Europeu de Oncologia em Milão (Itália).

O robô da Vincirepresentação da H. Strattner, é dividido em três componentes: Console do Cirurgião, onde o médico fica ergonomicamente sentado e movimenta os controladores com as mãos, tais movimentos são transmitidos precisamente às pontas dos instrumentais. O cirurgião observa o procedimento através de visão 3D. Já o segundo item, o Carro do Paciente, é o robô propriamente dito, e fica acoplado à paciente durante o procedimento. Toda movimentação é comandada pelo cirurgião (o robô possui quatro braços onde são instalados três instrumentais e uma câmera) e, por último, a plataforma conta com o Carro de Visão que fornece visibilidade do procedimento à equipe cirúrgica, além de possibilitar acesso às configurações de imagem e de som no monitor touchscreen.

O especialista José Clemente Linhares, cirurgião de mama do Hospital Erasto Gaertner, e sua equipe, passaram por um período de estudos em Milão, trazendo a técnica para o Brasil em parceria com a H. Strattner. Na França e em Taiwan tal procedimento cirúrgico já é comum.

Vantagens da cirurgia robótica de mama

Indagado sobre a vantagem da cirurgia robótica de mama em relação ao procedimento tradicional, o cirurgião Linhares explica: “O principal ganho é em relação à posição da cicatriz, já que todo o envelope de pele é mantido, a cicatriz praticamente não aparece”.

Segundo o médico, a Mastectomia com robô da Vinci torna possível visualizar toda a mama durante a cirurgia através de um orifício de três centímetros na axila. O tempo de procedimento pode variar, mas é semelhante à técnica aberta, mais tradicional. Vale ressaltar que, a técnica da Mastectomia com robô é factível onde exista o robô para tal procedimento e equipes treinadas.

Da Vinci no Brasil

A grande parte dos robôs disponíveis no Brasil ainda está em hospitais privados, mas o número em hospitais públicos tem crescido consideravelmente, a exemplo do próprio Hospital Erasto Gaertner, o que aumenta acessibilidade dos procedimentos robóticos.

Pixeon remodela seus canais com foco em expansão

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Estratégia prevê aumento das vendas indiretas em aproximadamente 15%

Pensando em aumentar sua capilaridade, a Pixeon, uma das maiores empresas nacionais de tecnologia para saúde, remodelou seu programa de canais de distribuição. A expectativa da empresa é que com a mudança, as vendas indiretas atinjam a marca de 15%.

De acordo com Armando Buchina, CEO da Pixeon, “o novo modelo além de ser mais simples, visa trazer sustentabilidade, empreendedorismo e perpetuidade para os canais parceiros da empresa”.

O “Programa de Canais da Pixeon”, está dividido em quatro níveis: Integrador de Negócios Pixeon (Finder), Integrador Pixeon (IP), Canal de Serviços Pixeon (CSP) e Canal de Negócios e Relacionamento Pixeon (CNRP).

Segundo Buchina, o objetivo do programa é que os canais sejam “a Pixeon na região”, ocupem o mercado disponível, operando em diferentes áreas geográficas nos quatro setores focos da empresa: Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Radiologia, e atuem na geração de demandas, fechem negócios, entreguem serviços com excelência, melhorem o relacionamento com os clientes e por fim os fidelizem.

“Estamos investindo intensivamente na melhoria da qualidade de nossos produtos e atendimento, além de trazer inovação tecnológica ao nosso portfólio. Criar uma cadeia de parceiros que compartilhe da nossa cultura, visão de mercado e metodologia de atendimento, conectada às necessidades de nossos clientes será benéfico a todos. A proximidade física regional, conhecimento das características do mercado local e atenção ao cliente complementam nossa estratégia de crescimento e capilaridade.” – salienta.

Com a remodelação, além de melhorar seus processos, a Pixeon pretende cada vez mais aprimorar sua performance no mercado, tendo em vista seus pilares para o ano de 2019, que englobam políticas para satisfação dos clientes e parceiros de negócios, diversificação dos modelos de distribuição e crescimento sustentável.

SOBRE A PIXEON

Pixeon, uma das maiores empresas brasileiras de tecnologia para saúde, tem o objetivo de se tornar líder nacional neste mercado. A empresa está focada no crescimento estruturado e sustentável de longo prazo. Para isso, a companhia tem portfólio de produtos com a oferta mais atraente do mercado, ao combinar capacidade de entrega rápida, suporte local em todo país e produtos robustos prontos para atender centros de diagnósticos por imagem, clínicas médicas, laboratórios e hospitais. Possui atualmente dois mil clientes no Brasil, tendo dobrado seu tamanho entre 2013 e 2015. A empresa possui escritórios em Florianópolis (SC), São Caetano do Sul (SP) e Salvador (BA), com unidades de negócio distribuídas pelo país. pixeon.com.br

Hospital Santa Cruz investe em formação continuada para enfermagem

An elderly patient at the hospital
An elderly patient at the hospital

No Hospital Santa Cruz, de Curitiba (PR), toda a equipe assistencial é incentivada a trabalhar com raciocínio clínico e epidemiológico desde o primeiro atendimento ao paciente. Dessa forma, técnicos e enfermeiros não só participam da construção do diagnóstico junto com o médico, como também contribuem de forma decisiva para a gestão da saúde e a consequente redução dos índices de infecção e mortalidade. A iniciativa faz parte do novo planejamento de enfermagem do hospital, que contempla a padronização de processos, a reorganização da coleta de dados e a capacitação continuada da equipe.

O raciocínio clínico é um processo mental feito pelo profissional de saúde para a construção do diagnóstico. “É pensar as possibilidades de tratamento de maneira crítica, unindo os conhecimentos teóricos sobre sintomas e doenças com o histórico do paciente para encontrar a abordagem mais adequada para cada caso”, explica a gerente assistencial do Hospital Santa Cruz, a enfermeira Mariane Cavalheiro. “Além de auxiliar na tomada de decisão e na adaptação das intervenções, o raciocínio clínico contribui para a melhoria da qualidade do serviço assistencial como um todo”, completa.

Em busca desse objetivo, o hospital promoveu o curso “Raciocínio Diagnóstico e Pensamento Crítico”. Coordenado pela professora do Programa de Pós-Graduação da PUC-PR, Marcia Regina Cubas, a capacitação teve como foco os enfermeiros e enfermeiras do quadro assistencial com abordagem teórica e prática. “Entendo que o raciocínio clínico é uma habilidade a ser adquirida. E habilidade só se adquire por repetição e discussão. Precisamos trabalhar a capacidade de exercitar o raciocínio clínico com ferramentas e estudos de caso”, destaca a professora.

A ideia é fomentar a criação de um grupo de estudos permanente, para que o Hospital Santa Cruz se consolide como referência em sistematização da assistência. “Embora o processo de enfermagem esteja legislado por uma regulação da profissão desde 2009, poucos hospitais conseguem organizar a sua estrutura interna como política e cultura institucional e trabalhar da forma como o Hospital Santa Cruz está propondo”, pontua a professora.

Sobre o Hospital Santa Cruz

Fundado em 1966, o Hospital Santa Cruz está localizado no bairro Batel, em Curitiba (PR). É considerado um centro de excelência em alta complexidade no atendimento das áreas de Oncologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Neurologia, Ortopedia, Pronto Atendimento, Checkup e Maternidade, que é referência em Curitiba. Oferece estrutura privilegiada, equipe multidisciplinar, equipamentos de última geração e um moderno centro cirúrgico. É referência no serviço de hotelaria e em atendimento humanizado, com qualidade assistencial e foco na segurança do paciente. É reconhecido com o selo de Acreditação com Excelência, o mais alto nível de certificação nacional, entregue pela ONA, sendo a instituição acreditada nesta categoria por mais tempo no Paraná. 

Telemedicina: um avanço inevitável para o Brasil

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Após mais de dois anos em debate, o Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou o uso da Telemedicina no Brasil, por meio da Resolução 2.227/2018. A proposta ainda está aberta a receber sugestões até o dia 7 de abril, especialmente dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), de médicos e de outras entidades interessadas. Oficialmente, a norma só entrará em vigor no mês de maio, mas já está despertando dúvidas e muito interesse por parte das administrações públicas e dos próprios profissionais.

Composta por 23 artigos, a regulamentação traz uma série de princípios e regras que devem ser respeitados. Em tese, ela será permitida após consulta presencial inicial ou se o paciente estiver em locais remotos e de difícil acesso. “À medida que mais pacientes se tornam proativos sobre o uso de tecnologia para gerenciar sua saúde, eles também estarão mais abertos a novas alternativas para se cuidar através da telemedicina. É uma evolução natural dos cuidados de saúde no mundo digital. A cada dia, torna-se mais indiscutível a capacidade que ela tem de melhorar a qualidade, a equidade e a acessibilidade”, diz um texto na Resolução apresentando as razões para introduzir o conceito no país.

É inegável que se trata de um inevitável avanço para a medicina brasileira. Aliás, os principais países do mundo já usam o modelo como uma ferramenta de acesso à saúde e para a redução de custos. Além disso, é uma excelente ferramenta para viabilizar os sistemas de saúde e otimizar o tempo médico, gerando benefícios para todos os envolvidos e colocando o Brasil em linha com as boas práticas adotadas por outras nações.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Towers Watson mostrou que o potencial de economia da Telemedicina nos Estados Unidos seria de US$ 6 bilhões por ano para as empresas. Na Inglaterra, um programa de telemedicina, que envolveu 6 mil pacientes (sendo 3 mil deles com diabetes, problemas cardiológicos ou pulmonares) e 238 médicos, apontou benefícios para todos os envolvidos. Uma redução de, ao menos, 8% nas tarifas e um potencial de queda de 45% nas taxas de mortalidade; de 20% nas admissões por emergências; de 14% nas consultas eletivas; e de 15% no atendimento a acidentes e emergências.

No entanto, não se trata somente de regulamentar e esperar que o sistema funcione de forma adequada. Os médicos precisam se capacitar para dar conta dessa nova demanda: há uma diferença clara entre querer atuar com a telemedicina e saber fazê-la. Nesse sentido, é preciso um treinamento em diversas frentes por parte dos profissionais, como no uso de equipamentos específicos e em aspectos estruturais para o funcionamento adequado, como em informática e no manejo da internet. De alguma forma, o médico precisa criar contingências e meios para que o paciente receba a melhor assistência possível via vídeo.

*Fabio Tiepolo é especialista em tecnologia e ganhou destaque nacional ao lançar o aplicativo médico Docway (www.docway.co).

Saúde dos colaboradores é responsabilidade das empresas, sim

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Estratégias voltadas ao cuidado com o bem-estar e a saúde dos colaboradores têm se mostrado cada vez mais não somente uma tendência, mas também um desafio. Além de oferecer planos de saúde — que hoje correspondem a quase 20% dos gastos das empresas brasileiras —, as empresas precisam proporcionar qualidade de vida aos seus funcionários.

Este conceito envolve as dimensões física, intelectual, emocional, profissional, espiritual e social, necessitando de maior dedicação por parte das empresas para conseguir garanti-la. No Brasil, o custo com assistência médica subiu 19% entre 2016 e 2017 – passou de R$ 270,30 para R$ 321,58 por indivíduo por mês –, o que equivale a 12,71% da folha de pagamento das empresas, de acordo com pesquisa da ABRH-Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos) e ASAP (Aliança para Saúde Populacional).

De acordo com pesquisa de tendências de RH da Deloitte, 92% dos diretores de empresas no Brasil apontam a atenção ao bem-estar dos colaboradores como um fator importante no dia a dia, ou seja, trabalham com ações de saúde corporativa. Um estudo da Social Market Foundation aponta que funcionários felizes são até 20% mais produtivos do que funcionários insatisfeitos, e este deve ser o foco de uma estratégia de saúde corporativa.

O estresse e a sobrecarga de trabalho, que influenciam diretamente nos hábitos de vida da população, são considerados as principais causas de doenças ocupacionais. Segundo um estudo feito pela Associação Internacional de Gerenciamento do Estresse (Isma Brasil), em 2017, o Brasil foi o país com o segundo maior nível de estresse, com até 70% da população sofrendo deste mal, das quais 69% declaram o trabalho como a principal causa de seu estresse. O aumento da competitividade do mercado, tanto entre empresas quanto entre pessoas, é um dos grandes responsáveis por estimular as pessoas a aumentarem sua carga de trabalho em busca de destaque, acarretando em mais estresse e menos tempo para cuidarem de si mesmas. Isso inclui descuidar da alimentação, abandonar a prática de atividades físicas e de lazer, dentre outras questões que podem ser muito prejudiciais para a saúde, implicando principalmente no desenvolvimento de obesidade e sedentarismo. Para contornar este cenário, as empresas têm analisado os fatores que mais provocam doenças e problemas de saúde em seus colaboradores e focado em ações para minimizar essas ocorrências.

Saúde digital: a tecnologia a favor da vida

No contexto da busca por opções voltadas a uma gestão estratégica da saúde dos colaboradores, o setor de tecnologia passou a desenvolver alternativas para auxiliá-los a manterem uma rotina de vida saudável e, ao mesmo tempo, reduzir os custos das empresas com os problemas de saúde dos funcionários. Desde aplicativos com dicas de receitas saudáveis, passando por plataformas online com integração de aplicativos voltados à melhora de hábitos de alimentação, prática de atividade física, qualidade do sono, estresse e perda de peso, com possibilidade de redução de riscos de desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, até tecnologias preditivas que podem detectar problemas de saúde antecipadamente. Sempre há opções para empresas que querem se destacar na gestão de pessoas e no cuidado com seus colaboradores.

As empresas precisam entender que é responsabilidade delas, sim, manter seus colaboradores saudáveis, porque isso gera lucro e benefícios diversos. A promoção da saúde e da qualidade de vida dos colaboradores por meio de programas de bem-estar corporativo gera maior engajamento e, consequentemente, maior produtividade e resultados. O objetivo das empresas deve ser formar e manter equipes de qualidade e alto rendimento, nas quais os colaboradores sejam apreciados, valorizados, incentivados e possam realizar mais e melhores entregas. Além disso, colaboradores saudáveis faltam menos ao trabalho por doenças, o que contribui para manter sua equipe ainda mais produtiva. Uma boa saída para a sua empresa em 2019 pode ser fazer uma pesquisa com os colaboradores quanto a que tipo de ação, dentre as disponíveis no mercado, eles gostariam e se motivariam a participar, dessa forma a sua empresa estará cumprindo com a responsabilidade de cuidar da saúde e do bem-estar dos colaboradores e terá cada vez melhores resultados.

Sobre o Autor:
Bruno Rodrigues, CEO da GoGood. A GoGood é uma empresa de saúde digital corporativa focada em evitar o crescimento dos custos de saúde para organizações provenientes de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

Remuneração por valor é discutida em evento apoiado pela Ahpaceg

CBEX

Presidente da Associação Mundial de Hospitais (IHF), Francisco Balestrin, participou do debate e mostrou a importância de remunerar a partir da qualidade do serviço

Para marcar o lançamento em Goiás do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEX), os apoiadores da instituição, a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) e a empresa The1, promoveram um debate sobre o modelo de remuneração baseado em valor. O evento, realizado na manhã do dia 20, na Faculdade ESUP, em Goiânia, contou com a participação de Francisco Balestrin, presidente da Associação Mundial de Hospitais (IHF), e de Daniel Greca, sócio-diretor de Healthcare da empresa de consultoria KPMG.

Em sua fala, Balestrin destacou a importância de se discutir tal assunto ao expor o atual cenário da saúde brasileira. Ele alertou que fatores, como o envelhecimento populacional e as doenças crônicas da terceira idade, a baixa taxa de nascimentos e doenças infectocontagiosas que ressurgiram, além de causas externas, como a violência e acidentes de trânsito, pressionam os hospitais públicos e privados do País.

Com tantas demandas, ele afirma que o modelo de remuneração Fee for service não é sustentável. Para resolver a situação, um dos modelos mais adequados, de acordo com Balestrin, seria o de remuneração pelo valor. “Na saúde, o serviço é oferecido a partir do preço e não da qualidade, o que é errado. Temos que oferecer algo de qualidade e, depois, precificar”, explica o presidente da IHF.

Haikal Helou, presidente da Ahpaceg, concorda, mas ressalta que não há um único modelo de remuneração perfeito e a transição de um para outro não será abrupta. “O que nós discutimos é adaptar para cada segmento. Na cirurgia geral, por exemplo, há maior previsibilidade, então é possível fazer uma pacotização. Já a psiquiatria não permite isso”, explica. O importante, continua ele, é recompensar o bom resultado.

Definição de valor

Para precificar de acordo com a qualidade, é preciso primeiro entender o que é valor. Francisco Balestrin e Daniel Greca apresentaram que um dos meios de definir é pelo equilíbrio entre os desfechos clínicos (que envolvem a evolução do paciente no hospital) e a experiência deste a longo prazo. “O valor é pessoal e esse é um dos desafios. Porém, uma conversa transparente entre médico e paciente já é capaz de definir o que é valor para cada tratamento”, afirma Greca.

Ele também orienta que as experiências dos pacientes devem envolver os seguintes itens: personalização, integridade, expectativas, resolução, tempo/esforço e empatia. Cumprir com esses fatores não requer sempre o uso de tecnologias, como mostrou o especialista nos cases de sucesso que levou ao evento.

Com esses esforços para a mudança do modelo de remuneração, os maiores beneficiados não serão os hospitais e, sim, os pacientes, segundo Greca. “Eles receberão os cuidados na medida certa e na hora certa. Porém, essa discussão ainda está um pouco tímida no Brasil. Temos que analisar o que deu certo em países que avançaram mais, como Reino Unido e Holanda, e adaptar à nossa realidade”, relata.

Aplicações em Goiás

Conhecer os modelos aplicados em outros locais foi o que levou a gestora de tesouraria do Hospital Infantil de Campinas, Leydiane Souza, ao debate. “Onde trabalho, já temos uma planejamento para mudar o modo de remuneração, mas é preciso antes ouvir dicas e estratégias para podermos prospectar nosso 2019”, conta.

Outra preocupação dos participantes é encontrar formas da área financeira dos hospitais não dependerem tanto dos valores pagos pelos planos de saúde, como citou o gerente administrativo do Hospital Amparo, Luís Carlos Pedreira. Já para a médica infectologista Ludmila Costa, instituições com remuneração pelo valor se diferenciam no mercado. “O que se espera é que as fontes pagadoras remunerem esses hospitais de forma diferente, pois eles têm a qualidade como primor”, observa.

CBEX

O capítulo goiano do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde, lançado durante o debate, trabalhará com educação e certificação dos profissionais de saúde do Estado, o relacionamento entre eles e será ainda um representante do setor, segundo informa o presidente Christiano Quinan.

“Queremos promover mais eventos como o de hoje e, com eles, auxiliar na formação de gestores e líderes da área da saúde. Assim, entregaremos uma excelência em gestão que refletirá no atendimento ao paciente”, assegura Quinan. Ele acrescenta que, para 2019, já estão planejados mais quatro encontros e um fórum.

Os interessados em se associar ao CBEX de Goiás podem preencher um formulário no site da instituição. Após análise do conselho, já será possível participar dos eventos promovidos pelo Colégio.

ENTREVISTA - “ Teremos um sério problema de sustentabilidade”

Em entrevista, Francisco Balestrin, presidente da Associação Mundial de Hospitais (IHF), reforça que é preciso implantar novos modelos de remuneração, uma vez que o Fee for service não suportará o atual cenário da saúde.

Quais as atuais formas de remuneração no setor hospitalar e porque elas precisam mudar?

Existem vários modelos. Temos os menos complexos, mas mais complicados de controlar, como o Fee for service, que podemos relacionar com um restaurante: a cada coisa que você pede, há um custo. Então, toma um medicamento, paga pelo medicamento. Fica no quarto, paga pelo quarto. Porém, esse é o modelo mais difícil porque estimula o consumo.

Outros modelos mais controlados, envolvem mais coisas, como os pacotes e até o chamado Per capita, em que é feito um contrato e quem vai financiar – seja público ou privado – paga por cidadão e todos os cuidados com determinado valor. É uma situação mais difícil para a gestão, pois é preciso conhecer vários dados, a população atendida e as doenças existentes naquele local. Caso contrário, o hospital pode fazer menos do que deve ou fazer mais e receber menos.

Quais serão os benefícios para os hospitais e pacientes se for feita a transição para o modelo de remuneração por valor?

Esse modelo leva em consideração o custo e a satisfação do cliente, é focado nas pessoas que recebem os cuidados. É uma relação entre o que se gasta e o que se consegue prover de valor, levando em consideração os resultados clínicos. É usar uma determinada quantidade de dinheiro para receber algo que te traga apreciação, mas devemos lembrar que nem tudo tem valor.

Como o setor deve lidar com o contexto de menores investimentos na saúde e aumento da demanda pelo envelhecimento da população?

Além das pessoas mais velhas, temos também menores taxas de nascimentos e mais tecnologias, que tornam a assistência mais cara. Tudo isso sem a possibilidade da área privada investir mais nem de conseguir recursos no público. Se nós não mudarmos e encontrarmos um modelo de remuneração que gere um equilíbrio no sistema, teremos um sério problema de sustentabilidade.

Hospital Brasil ultrapassa marco de 500 cirurgias robóticas

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A unidade da Rede D’Or São Luiz é a única da região a realizar este procedimento minimamente invasivo e considerado a nova era da medicina

O Hospital e Maternidade Brasil, localizado em Santo André (SP), realizou, até dezembro de 2018, 544 cirurgias robóticas. Esse é um marco para a instituição que, desde 2016, investe na moderna tecnologia que está revolucionando a medicina. Hoje, o Hospital é referência no procedimento robótico na região com o equipamento Da Vinci Si, único existente no ABC paulista.

Se há alguns anos as cirurgias abertas eram a única forma de tratamento para inúmeras doenças, a cirurgia robótica veio para mudar esse cenário. O procedimento inovador é realizado por meio de um robô de alta precisão controlado pelo cirurgião, o que permite incisões ainda menores, menos tempo de recuperação, e redução da chance de infecções, garantindo mais segurança ao médico e ao paciente. O profissional ainda conta com uma torre que transmite imagens de alta resolução durante todo o procedimento, uma tecnologia que deve crescer cada vez mais nos próximos anos.

Na cirurgia robótica, as incisões são minúsculas, cerca de 5, 8 e 12 milímetros, o que além de diminuir o trauma do paciente, proporciona uma recuperação menos dolorosa e mais rápida, durando cerca de quatro a cinco dias a menos do que uma cirurgia aberta. Porém, esse procedimento cirúrgico demanda um equipamento que ainda é novidade para muitas instituições de saúde do Brasil. O médico-cirurgião que opera o robô também precisa ser habilitado e muito bem capacitado, e no Hospital e Maternidade Brasil são 26 profissionais preparados para o procedimento.

“Para nós é um marco em menos de três anos superar as 500 cirurgias robóticas na região do ABC. Hoje temos um corpo clínico certificado e apto para realizar cirurgias robóticas de diferentes especialidades e entre as principais estão ginecologia, gastroenterologia, bariátrica e urologia”, explica o Dr. César Torres, diretor médico do Hospital e Maternidade Brasil.