faz parte da divisão da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Sitemap


Articles from 2016 In April


Rotarianos participam de Audiência Jubilar no Vaticano

Papa Francisco agradece ao Rotary pelo empenho na erradicação da pólio e pede aos associados que continuem as campanhas de vacinação

VATICANO, 30 de abril de 2016 /PRNewswire/ -- Cerca de 9.000 associados do Rotary de diversos países participaram da Audiência Jubilar na Praça São Pedro, a convite do Papa Francisco. 

Foto - http://photos.prnewswire.com/prnh/20160430/362014

Uma delegação liderada pelo presidente do Rotary International, K.R. Ravindran, conheceu o Papa após a Audiência, onde ele enfatizou a importância das vacinações contra a poliomielite e pediu ao Rotary que continue.

O pontífice segue a mesma linha dos Papas Paulo VI e João Paulo II no que diz respeito à conexão com o Rotary para incentivar o apoio a um mundo mais pacífico e compassivo.  

"É uma honra muito grande participar da Audiência", disse Ravindran. "O Papa Francisco inspirou homens e mulheres do mundo inteiro – independentemente de suas religiões – com seus atos de bondade e sua simpatia. Seu apelo para tratarmos as causas da pobreza extrema e do sofrimento humano transcende qualquer crença, idade, fronteira geográfica e posicionamento político. Rotarianos de todas as religiões, países e credos compartilham do espírito de compaixão do Papa Francisco, que nos inspira a agir para superar os maiores desafios do mundo."

Ao promover a paz, combater doenças, lutar contra a pólio, fornecer água limpa, saneamento e higiene, apoiar a educação, proteger mães e filhos, e desenvolver economias locais, os associados do Rotary causam mudanças positivas e duradouras em comunidades de todo o globo.

O Rotary e seus parceiros na Iniciativa Global de Erradicação da Pólio estão prestes a entrar para a história pelo fim da paralisia infantil – a segunda doença humana a ser erradicada. Os casos de poliomielite, que podem ser prevenidos pela vacina, diminuíram em mais de 99,9%, indo de cerca de 350.000 casos por ano em 1988, para apenas 74 em 2015. Desde o lançamento do programa Pólio Plus, em 1985, o Rotary já contribuiu US$1,5 bilhão à causa e dedicou incontáveis horas de trabalho voluntário para proteger 2,5 bilhões de crianças em 122 países contra a pólio. Mais de 13 milhões de pessoas que poderiam ter ficado paralíticas podem andar graças ao trabalho do Rotary.

O Papa Francisco vacinou uma criança contra a paralisia infantil no México em fevereiro deste ano. Quando era arcebispo em Buenos Aires, ele recebeu o título de associado honorário do Rotary, sendo o primeiro papa nessa categoria.

O Rotary

O Rotary é uma rede global de voluntários que se dedicam a grandes desafios da humanidade. Seja ajudando famílias menos privilegiadas ou lutando para erradicar a pólio no mundo, seus associados causam mudanças positivas local e internacionalmente. Para mais informações, acesse rotary.org e endpolio.org. Fotos e vídeos podem ser encontrados em http://rotary.thenewsmarket.com/.

FONTE Rotary

Hospital Santa Cruz lança livro de 77 anos de história

Capa livro

O Hospital Santa Cruz (HSC) está completando 77 anos de atividades. Para comemorar, a Instituição lança o livro “História do Hospital Santa Cruz - Sociedade Brasileira e Japonesa de Beneficência Santa Cruz (Dojinkai)”, que narra toda a trajetória do HSC.

A cerimônia de lançamento da publicação ocorrerá nesta sexta-feira, 29 de abril, às 19 horas, no Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, e contará com a presença do presidente do Hospital Santa Cruz, Renato Ishikawa, além de diversas autoridades e pessoas ilustres representando a comunidade nipo-brasileira.

“Estou muito feliz em honrar um compromisso que assumi frente à presidência do Hospital Santa Cruz. A publicação sobre o HSC é muito importante, pois trata-se de uma história muito rica e profunda e tinha de ser transformada em livro para que a memória da comunidade nipo-brasileira pudesse ser preservada”, afirma Ishikawa.

A publicação foi baseada em minuciosa pesquisa histórica em diversos arquivos e bibliotecas públicos e privados, em acervos pessoais e em depoimentos de alguns de seus protagonistas. A trajetória da Sociedade Brasileira e Japonesa de Beneficência Santa Cruz, também conhecida como Dojinkai, fundada em 1926, e do Hospital Santa Cruz, inaugurado em 1939, são um marco da história da imigração japonesa, assim como da fundação e do desenvolvimento de uma comunidade nipo-brasileira em São Paulo e no País. Trata-se, portanto, de importante data da história dos hospitais, da medicina e da saúde no Brasil.

O livro fala sobre saga da chegada dos primeiros imigrantes japoneses na primeira década do século 20 ao Brasil. Eles enfrentaram muitas dificuldades, seja a de se relacionar com os brasileiros e falar a língua portuguesa, como a difícil adaptação às condições locais. Muitos contraíram graves doenças e não tinham condições de serem tratados de forma adequada. Na época, o atendimento médico era precário e os imigrantes japoneses sofriam muito.

A publicação relata sobre como foi essencial a intervenção do então Cônsul do Japão em São Paulo, senhor Iwataro Uchiyama, em 1931, para criar a Associação Pró-Construção do Hospital para atender a comunidade japonesa, que também contou com importante apoio do Imperador Hiroito, que fez uma relevante doação para a viabilização do projeto de construção do Hospital. Também conta sobre como o Hospital Santa Cruz se consolidou como um Centro de Referência de Medicina, Saúde e Bem-Estar para a comunidade nipo-brasileira.

O livro foi patrocinado por entidades e empresas parceiras do Hospital: CNL Empreendimentos Imobiliários, Construtora HOSS Ltda, Fundação Kunito Miyasaka, NEC Corporation e Sakura. Participaram da coordenação do projeto a comissão editorial, composta por Renato Ishikawa, Léo Ota, Akihiro Ikeda, Isidoro Yamanaka, Masato Ninomiya, Michi Yamanaka, Paulo Yokota, Sonia Ninomiya e Yuli Fujimura. O projeto e a realização ficaram por conta da Editora Narrativa Um – Projetos e Pesquisa de História.

SERVIÇO

Evento de lançamento do livro “História do Hospital Santa Cruz - Sociedade Brasileira e Japonesa de Beneficência Santa Cruz (Dojinkai)”

Data: 29 de abril de 2016 (sexta-feira)

Hora: 19 horas

Local: Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil

Endereço: Rua São Joaquim, 381 - 9º andar - Liberdade - São Paulo/SP

Sobre o Hospital Santa Cruz

O Hospital Santa Cruz em 29 de abril completa 77 anos de atividades ininterruptas, sendo a única entidade fundada pelos primeiros imigrantes em plena atividade e considerado um marco de intercâmbio nipo-brasileiro na área da saúde. Conhecido antigamente como “Nihon Byouin”, que significa Hospital Japonês, o Santa Cruz é referência em Oftalmologia, Ortopedia, Neurologia, Cardiologia entre outras especialidades e é reconhecido pelo atendimento humanizado e personalizado com profissionais bilíngues. Hospital de médio porte, com centro cirúrgico capacitado para atender todos os tipos de procedimentos, desde os mais simples até os de alta complexidade, dispõe de quatro salas para cirurgias oftalmológicas, nove salas para cirurgias em geral, 30 leitos de UTI (geral, neurológica e coronariana, sendo 10 leitos em cada um) e 139 leitos de internação. O Pronto Atendimento, bem como o Ambulatório, está preparado para atender as mais variadas especialidades médicas.

Site: www.hospitalsantacruz.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/santacruzhosp

LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/hospital-santa-cruz

Tecnologias auxiliam no diagnóstico precoce do câncer colorretal

shutterstock_359141591

Identificar um câncer no início aumenta, e muito, as chances de cura do paciente. Por isso, os médicos lançam mão de uma série de exames que possibilitam o diagnóstico precoce. No caso do câncer colorretal, o exame mais indicado é a colonoscopia. “Esses aparelhos evoluíram muito e, hoje, permitem uma visão em alta definição do intestino, o que amplia as possibilidades de identificar o tumor ainda no início”, afirma o Dr. Artur Parada, coordenador de endoscopia do Hospital 9 de Julho.

Além de diagnosticar a doença, a colonoscopia também é usada no tratamento. O médico explica que acessórios com alta tecnologia agregados ao equipamento são utilizados para retirar pequenos tumores ou pólipos (lesões pré-cancerígenas) somente com o procedimento, que é minimamente invasivo. “Dessa forma, o paciente fica menos exposto a complicações e tem uma recuperação mais rápida”, diz.

Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se para 2016, no Brasil, 16.660 casos novos de câncer de colorretal em homens e de 17.620 em mulheres. “É um tipo de tumor que está muito associado ao envelhecimento da população e, por isso, tem aumentado o número de casos nos últimos anos”, explica o Dr. Artur Parada.

Ele destaca que o exame de colonoscopia é indicado para homens e mulheres acima dos 50 anos que não têm histórico familiar. Para quem possui casos na família, a prevenção deve começar ainda mais cedo e a idade certa deve ser avaliada pelo médico do paciente.

“Entre 30% e 40% da população acima de 50 anos possui pólipos no intestino. Com isso, a colonoscopia é especialmente efetiva, pois na maior parte dos casos o câncer colorretal se origina a partir dessas lesões”, esclarece. “Portanto, medidas que promovam a identificação e remoção destes pólipos, ainda em fase pré-maligna, podem reduzir consideravelmente o surgimento desse tipo de câncer”, completa.

O câncer colorretal em fase inicial não costuma ter sintomas, o que torna ainda mais importante o acompanhamento médico. Em fase mais avançada, ele pode causar sangramento nas fezes, dores abdominais, fraqueza, anemia, entre outros.

Evento

O rastreamento do câncer colorretal será um dos temas discutidos no Fórum Doenças do Aparelho Digestivo “Ciência e Tecnologia em Alta Complexidade”, que acontece nos dias 17 e 18 de maio, durante a Feira Hospitalar. O evento será promovido pelo Grupo de Doenças do Aparelho Digestivo (GAD) do Hospital 9 de Julho.

“Com o avanço da tecnologia e suas aplicações em medicina achamos de fundamental importância a divulgação e discussão das novas fronteiras que se abrem no diagnóstico e no tratamento das doenças do aparelho digestivo”, afirma o Dr. Artur Parada. Serão tratados ainda temas como intolerâncias e alergias alimentares, diabetes, obesidade, cirurgias e procedimentos minimamente invasivos, robótica, entre outros.

Saúde Preventiva através de Smartphone e Big Data

shutterstock_223814797

Em janeiro desse ano tivemos um anúncio interessante relacionado a saúde digital. A IBM Watson [1] e a Medtronic [2] anunciaram na última CES em Las Vegas um protótipo de uma “app” em smartphone para “predizer” quando um paciente diabético vai ter hipoglicemia três horas antes desse evento ocorrer. A “app” irá manipular dados em tempo real das bombas de insulina e dos glicosímetros (medidores do nível de glicose), combinando eles com informações contextuais, e analisando-as para fazer a referida “predição” de hipoglicemia [3].

Existem alguns pontos muitos importantes por trás dessa aplicação:

(a) o uso do smartphone será cada vez maior na área de saúde. No futuro a monitoração de uma pessoa usando um smartphone pode gerar 10 milhões de dados por dia (p. ex., pressão, batimento cardíaco, temperatura da pele, etc) segundo o investidor Vinod Khosla [4]. Ele também acha que teremos “saltos” a cada de 2 anos para as novas gerações de algoritmos de saúde em smartphones de 2015 (versão 0) até 2029 (versão 7) [5]. Muita “gente” acredita que “o futuro da medicina está (ou estará) no seu smartphone” [6] mas ainda não é muito claro como essa assertiva caminhará na direção da massificação (na minha opinião) e alcançará as camadas mais pobres da população. No dia que isso acontecer – não tenha dúvida – o smartphone terá um grande sucesso na saúde! Aqui temos algumas ideias das atividades efetuadas com smartphones no segmento de saúde [6.1 – 6.3];  

(b) a tecnologia “wearable” [6.4] será muito importante na transformação da saúde pois será através dela que mediremos parâmetros vitais de saúde e/ou bem estar das pessoas (ou pacientes) e os levaremos para processamento pelos smartphones. A manipulação dos dados primários coletados pelos dispositivos “wearable” serão muito importantes para a saúde das pessoas [7] e [8]. Um grande problema aqui é a preocupação que os dados de pacientes não sejam utilizados para outros fins [9]. Esse é um ponto que ainda terá vários desdobramentos. O mercado de “wearables” alcançará 10,7 BUS$ em 2023 [9.1];

(c) os dados dos pacientes obtidos pela tecnologia “wearable” serão fundamentais para efetuar análises preditivas (big data) [10] sobre diversas condições clínicas dos pacientes. Esses dados serão capturados pelos smartphones que age como um “gateway” de dados e enviado para armazenamento em uma estrutura de “cloud”. A partir daí, serão executados os algoritmos de análise preditiva (big data). Os dados podem comandar achados importantes que possibilitarão a descoberta de “padrões” nos dados clínicos e algoritmicamente permite a criação de novos procedimentos clínicos. Segundo Vinod Khosla [4] “os dados coletados podem fazer a diferença e “dentro” dos dados nós temos resultados impressionantes”. Os algoritmos de “big data” serão muito importantes na Prevenção de Saúde de diversas doenças crônicas pois - com o aumento cada vez maior da expectativa de vida da população - estas doenças serão cada vez mais críticas nos orçamentos de saúde das operadoras de saúde e dos governos. Por exemplo, aqui temos uma boa oportunidade de monitorar e atuar sobre a prevenção da diabetes Tipo 2 que acomete 7% da população brasileira e existe a expectativa de atingir a 15% da população nos próximos 10 anos [11].

O analista de indústria Ernst Young considera as tecnologias smartphone, “wearable” e big data fundamentais para enfrentar o aumento dos custos que saúde vem enfrentado em função do aumento da incidência das doenças crônicas [11.1] entre outras razões. Essa combinação também pode ajudar nas morbidades não-comunicáveis (entre elas, diabetes, hipertensão e doença cardíaca) que hoje representam 75% do orçamento da saúde. Veja a lista delas aqui [11.2].

Vários médicos estão estudando o uso de dispositivos de tecnologia “wearable” para determinar se a monitoração das atividades dos pacientes pode ajudar a mantê-los mais saudáveis.

A tecnologia “wearable” tem sido abraçada por muitos corredores ou adeptos de “fitness” para a rastreamento das suas atividades físicas e calorias queimadas. Agora, um número crescente de médicos estão formalmente estudando se a tecnologia “wearable” pode melhorar a saúde dos pacientes, estimulando as pessoas a entrar em movimento.

Um bom nicho onde os médicos desejam atuar é na obesidade. Os médicos de cuidados primários do Massachusetts General Hospital estão trabalhando com obesos e esperam que os dispositivos de rastreamento “wearable” possam ajudar a motivar seus pacientes obesos fazer o que eles não foram capazes de fazer por conta própria: Perder peso! A fórmula utilizada pela maioria das pessoas para perder peso é bastante simples: queimar mais calorias do que consomem. É por isso que todos os planos que legitimam a perda de peso envolvem tanto a dieta e como o exercício.

Uma das coisas que o excesso de peso pode provocar é a Diabetes. Por essa razão, os médicos do Massachusetts General Hospital realizaram um estudo com 126 pacientes com Diabetes do Tipo 2. Para cada um destes pacientes foi fornecido um pedômetro FitLinxx [12]. Os pedômetros rastrearam quantos passos os pacientes andaram e a partir da conexão a um programa de software era determinado se os pacientes atingiram os objetivos do exercício. Com base no progresso dos pacientes no cumprimento de seus objetivos, nos dados dos seus registros médicos eletrônicos, e se o dia estava ensolarado ou chuvoso, os pacientes recebiam “dicas” (estímulos) motivacionais via mensagem de texto. Os pacientes que recebiam recebem as mensagens de “dicas” fizeram um trabalho melhor no controle dos níveis de açúcar no sangue que aqueles que não fizeram. Uma nova tecnologia está motivando a sua utilização em processos desse tipo que estimulam uma espécie de “competição”. Essa tecnologia chama-se “Gamification” [13]. “Gamification” começa a avançar na saúde e despertar um grande interesse [14] e [15].

O NHS – o famoso Serviço Nacional de Saúde britânico – está também considerando o uso da tecnologia “wearable” e com um enfoque bem interessante.

O foco da Saúde no passado era tentar curar o paciente doente. Mas as organizações ao redor do mundo, incluindo o NHS, têm agora uma oportunidade de mudar esse foco para o  de manter as pessoas saudáveis e antecipar-se a problemas de saúde antes que se tornem um problema. A capacidade de criar e capturar dados está explodindo e oferece um enorme potencial para o NHS salvar tanto vidas como economizar os recursos escassos. A Saúde está crescendo muito rápido e é uma das indústrias com maior impacto quando se trata da tecnologia de big data. O Reino Unido, enormes conjuntos de dados “anonimizados” estão sendo desenvolvidos para áreas tais como a pesquisa farmacêutica, com o objetivo de melhorar substancialmente a eficácia de medicamentos. A pesquisa sobre doenças também está sendo apoiada pela tecnologia big data com o objetivo de ajudar a combater doenças como a diabetes e câncer. Mas o Reino Unido tem a real oportunidade de ir muito mais longe para libertar o poder real de big data - o potencial para personalizar a saúde para todos os pacientes do NHS. A ideia é identificar as pessoas com risco de adoecer ou desenvolver uma condição crítica e fornecê-las a previsão de prescrever medidas preventivas de saúde é uma possibilidade muito real. Estamos falando aqui de saúde preventiva utilizando algoritmos de análise preditiva (big data).

O NHS admite que utilizar a análise de big data para predizer os problemas futuros de saúde pode motivar alguma posição contrária mas o potencial do uso de tal tecnologia na saúde é gigantesco. A inteligência preditiva tem um enorme potencial para o NHS.  Imagine se um médico pudesse dizer a um paciente que poderia acrescentar seis anos a mais na sua expectativa de vida se ele alterasse um comportamento ou mudasse um medicamento, a fim de reduzir o alto risco de desenvolver uma condição particular - um risco identificado através de big data. Embora atualmente protegidos por regras de privacidade, os dados pessoais que podem definir uma pontuação de risco (“risk score”) para cada paciente do NHS já existe. E isso já é muito mais centralizado e normalizado do que em países como os EUA, o que dá a oportunidade do Reino Unido se tornar o líder mundial em saúde.

Outras instituições de renome na área de saúde também estão apostando na tecnologia de “wearable” e smartphone. Na famosa Clínia Mayo, os médicos estão utilizando a tecnologia de Fitbit para rastrear seus pacientes após cirurgias cardíacas. Os pesquisadores já descobriram que os pacientes pós-operados que se movimentam mais depois da cirurgia cardíaca são aqueles os que recebem alta mais cedo. Essa descoberta está motivando a utilização de fisioterapeutas para estudar os pacientes que não estão se movimentando bem. Um outro interesse dos médicos da Mayo é monitorar os pacientes que não estão diretamente sobre seu controle (p. ex., como os idosos de 70 anos se movimentam quando vão para suas residências).

O poder de predição: Os sensores “wearables” médicos e a análise de dados podem ser utilizados para alimentar dispositivos médicos que podem prever resultados adversos antes que eles ocorram. Ao analisar conjuntos muito grandes de dados, os pesquisadores podem identificar marcadores sutis, tais como pequenas alterações nos sinais vitais ou comportamentos do paciente que podem ser correlacionados com o desenvolvimento de doenças graves, como insuficiência cardíaca ou insuficiência renal. Se pudermos aprender a “olhar” para os sinais certos, nós poderemos desenvolver um sistema de alerta precoce para uma crise médica iminente. É aqui que se insere a análise preditiva (big data) em saúde [15.1].

Combinar a análise de dados com os sensores médicos (no corpo ou implantáveis [15.2]) nos permitirá controlar melhor a saúde do paciente. Estes sensores podem capturar mudanças sutis na biometria, nos “biomarcadores” e outros dados do paciente ao longo do tempo. Usando a análise preditiva, os sensores inteligentes poderiam utilizar estas leituras para detectar sinais precoces de insuficiência renal, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e outras crises médicas, alertando aos profissionais de saúde antes de ocorrer eventos adversos. A análise de dados também pode ser utilizada para alimentar aplicativos inteligentes e/ou dispositivos que fornecem orientação contínua aos pacientes em resposta aos sensores de dados, a fim de ajudá-los a gerenciar de forma mais eficiente as suas condições crônicas. Aqui a monitoração e a coleta de dados de dados do paciente na sua residência vai ter um papel importante. O gerenciamento de doenças crônicas - onde hábitos, padrões e atividades representam um papel crítico da redução do custo da saúde – tem um ganho maior em conectar os pacientes na sua residência [15.3].

Com o poder da predição estaremos vivendo um novo momento na saúde onde ela será “orientada a dados” (ou “data-driven healthcare”) [16]. As tecnologias de “wearable” e big data terão um papel muito importante nessa nova realidade [16.1]. Um bom exemplo dessa “nova” saúde vem do “braço” médico do Google (a empresa Verily [16.2]) que um dos projetos é a monitoração de pacientes com esclerose múltipla e a CMO Jessica Mega (médica cardiologista que foi de Harvard) acredita que “data-driven healthcare cures” [16.3].

Em futuro próximo pequenos dispositivos conectados aos smartphones permitirão que sejam realizados diversos testes de laboratório no seu smartphone. Eletrólitos do sangue; funções do fígado, do rim e tireoide; análise da respiração, suor e urina – todos podem ser realizados com pequenas amostras de fluidos em pequenos dispositivos de laboratórios conectados aos smartphones [17-19].

O smartphone pessoal terá um papel importante de concentrador de dados dos sensores e dos dispositivos de testes de laboratório. Mas ela será um estágio intermediário (e provisório) no armazenamento dos dados das medidas de um determinado paciente. A seguir, a partir dessa coleta local, os dados devem ser transferidos para um ambiente de “cloud” que combina todos os dados individuais dos pacientes. Esse acúmulo dos dados permite uma análise de dados de saúde populacional dos pacientes que podem ser agrupados e comparados para diferentes tipos de morbidade (p. ex., diabetes, asma, etc). No futuro, esse volume gigantesco de dados permite diversos serviços diferenciados. Por exemplo, poderemos extrapolar os dados “online” de um paciente individual e compará-los a uma massa gigante de dados com a mesma morbidade. Finalmente, nós simplesmente não podemos (e sabemos) ainda imaginar o que vamos aprender com o “admirável mundo novo” dessa nova medicina aberta: enormes recursos de informação online que podem reunir dados de milhões e, eventualmente, milhares de milhões de indivíduos. Isso será uma nova realidade na área da saúde.

A combinação do smartphone e da tecnologia de big data (com o apoio da tecnologia “wearable” de sensores médicos) vai trazer um potencial gigantesco para a Saúde Preventiva que já podemos utilizar “imediatamente” nas doenças crônicas (p. ex., diabetes, insuficiência cardíaca, doença pulmonar) e outras (p. ex., idosos [20] e [21], doentes pré-renal, etc).

As grandes farmacêuticas (como p. ex. Novartis, Roche, Novo Nordisk, GSK, entre outras) não estão alheias a esse movimento e estão “cacificando” suas apostas em um novo conceito de “Medical Internet of Things” [21.1] e desenvolvendo inovadoras parcerias estratégicas com empresas de tecnologia [21.2].

Essa realidade vai desafiar o “modus operandi” da área de saúde, a saber: (a) a privacidade dos dados de saúde que preocupa a vários “players” envolvidos. No Brasil, a legislação médica estabelece uma série de “ponderações” sobre a utilização de processos de telemedicina e a utilização de dados de saúde [22-24]; (b) os Órgãos Reguladores de dispositivos de saúde – no Brasil, a ANVISA – devem estar sintonizados com essa nova realidade de saúde digital e muito ágeis na aprovação dos novos dispositivos digitais para não deixar o respectivo país a margem desse grande movimento de modernização da saúde mundial! Reflitam viu?!

Esse “novo e desafiador” nicho de Saúde Preventiva (com smartphone e big data) vai ter oportunidades para vários “players” de mercado que tenham visão estratégica de futuro a saber: “startups” de saúde, operadoras de saúde, operadoras de telecomunicações, empresas de tecnologia, integradores de sistemas, empresas de análise de dados, entre outros.

Referências:

[1] How to Combat the Diabetes Pandemic, IBM, 06.jan.2016 (video included)

http://www.ibm.com/blogs/think/2016/01/06/how-to-combat-the-diabetes-pandemic/

[2] Medtronic

http://www.medtronicdiabetes.com/home

[3] Medtronic, IBM Watson reveal prototype of diabetes app to predict low blood sugar, Field Medical Services, 07.jan.2016

http://www.fiercemedicaldevices.com/story/medtronic-ibm-watson-reveal-prototype-diabetes-app-predict-low-blood-sugar/2016-01-07

[4] Vídeo: Presentation in Big Data in Biomedicine, Vinod Khosla, Stanford, 2014

https://mediaspace.stanford.edu/media/Vinod+Khosla+Khosla+Ventures+-+Big+Data+2014/0_1rlq9hil

[5] Report - “20-percent doctor included”: Speculations and musings of a technology optimist, Khosla Ventures, 01.aug.2015

http://www.khoslaventures.com/20-percent-doctor-included-speculations-and-musings-of-a-technology-optimist

[6] Referências do Google sobre “The future of healthcare is based on the Smatphone”

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=%E2%80%9CThe+future+of+healthcare+is+based+on+the+Smatphone%E2%80%9D

[6.1] The Smartphone in Medicine: A Review of Current and Potential Use Among Physicians and Students, NCBI, 27.sep.2012

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3510747/

[6.2] Healthcare delivery of the future: How digital technology can bridge time and distance between clinicians and consumers, PwC, November 2014 [PDF]

https://www.pwc.com/us/en/health-industries/top-health-industry-issues/assets/pwc-healthcare-delivery-of-the-future.pdf

[6.3] There’s an App for That: A Guide for Healthcare Practitioners and Researchers on Smartphone Technology, NCBI, 01.jul.2015

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4576443/

[6.4] Wearable, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Wearable_technology

[7] Can Data From Your Fitbit Transform Medicine?, The Wall Street Journal, 23.jun.2014

http://www.wsj.com/articles/health-data-at-hand-with-trackers-1403561237

[8] Could Fitbit's Wearables Transform Healthcare?, Motley Fool, 23.jun.2015

http://www.fool.com/investing/general/2015/06/23/could-fitbit-transform-healthcare.aspx

[9] Do Wearable Fitness Devices Like Fitbit Make a Difference?, Order Medical Records, 06.mar.2015

https://www.ordermedicalrecords.com/wearable-fitness-devices-like-fitbit-make-difference/

[9.1] Wearable Medical Devices Market to reach US$ 10,697.0 Mn in 2023, Transparency Market Research, 18.apr.2016

http://www.transparencymarketresearch.com/pressrelease/wearable-medical-devices.htm

[10] Big data: the next frontier for innovation in therapeutics and healthcare, NCBI, May 2014

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4448933/

[11] Diabetes cresce no Brasil e já atinge 7,4% da população, O Globo, 14.nov.2013

http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/diabetes-cresce-no-brasil-ja-atinge-74-da-populacao-10778330

[11.1] Technology and demographics converge to drive a once-in-a-lifetime transformation, Ernst Young

http://www.ey.com/GL/en/Issues/Business-environment/ey-megatrends-that-will-shape-our-future-7-health-reimagined

[11.2] List of Non-communicable Diseases, Just-heath.Net

http://www.just-health.net/Non-Communicable-Diseases-List.html

[12] FitLinxx

http://www.fitlinxx.net/

[13] Gamification, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Gamification

[14] Why gamification is serious business, Accenture, 2013  

https://www.accenture.com/us-en/insight-outlook-why-gamification-is-serious-business.aspx

[15] Gamification: The Synergies in Health and Games, HIMSS, 03.mar.2016

http://www.himssconference.org/sites/himssconference/files/pdf/246.pdf

[15.1] Referências do Google sobre “How to use Predictive Analytics in Healthcare”

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&rlz=1C1QJDA_enBR621BR649&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=How+to+use+Predictive+Analytics+in+Healthcare

[15.2] The Next Generation Of Wearables: Sensors Under Your Skin, Forbes Magazine, 15.mar.2015

http://www.forbes.com/sites/centurylink/2016/03/15/the-next-generation-of-wearables-sensors-under-your-skin-2/#5e0a16ec6577

[15.3] 3 ways technology will transform healthcare, Microsoft, 08.apr.2016

http://enterprise.microsoft.com/en-us/industries/health/3-ways-technology-will-transform-healthcare/

[16] The Age of Data-driven Healthcare [download PDF here]

http://pivotal.io/agile/white-paper/the-age-of-data-driven-medicine

[16.1] Ten emerging healthcare data analytics trends for 2016, Think Big Data, 13.dec.2015 http://thinkbigdata.in/top-ten-trends-in-healthcare-analytics-for-2016/

[16.2] Verily

https://verily.com/

[16.3] Meet the Top Doctor at Google’s Medical Moonshot Arm, Fortune Magzine, 22.apr.2016

http://fortune.com/2016/04/22/jessica-mega-google-medical-verily/

[17] The Future of Medicine Is in Your Smartphone, Eric Topol, Wall Street Journal, 09.jan.2015

http://www.wsj.com/articles/the-future-of-medicine-is-in-your-smartphone-1420828632

[18] Smartphone app aims for faster, more accurate, body fluid testing, Fierce Mobile Healthcare, 20.mar.2014

http://www.fiercemobilehealthcare.com/story/smartphone-app-aims-faster-more-accurate-body-fluid-testing/2014-03-20

[19] Medicine Unplugged: The Future of Laboratory Medicine, Clinical Chemistry, 15.oct.2012

http://www.clinchem.org/content/58/12/1644.full

[20] Older adults and mobile phones for health: A review, Science Direct, June 2013

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S153204641300083X

[21] mHealth Technologies: Applications to Benefit Older Adults, 2011 [PDF here]

http://www.phi.org/uploads/application/files/ghcah59qtuhe4iqhf3h7kp12v7q8xv15quh6u99569k1zuzce7.pdf

[21.1] Learn about "Medical Internet of Things" ... What means that?

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&rlz=1C1QJDA_enBR621BR649&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=%22Medical+Internet+of+Things%22

[21.2] Big Pharma's bet on Big Data creates opportunities and risks, Reuters, 26.jan.2016

http://www.reuters.com/article/us-pharmaceuticals-data-idUSKCN0V41LY

[22] Resolução CFM Nº 1.643 de 07 de agosto de 2002 do Conselho Federal de Medicina

https://www.cremesp.org.br/library/modulos/legislacao/versao_impressao.php?id=3106

[23] Resolução CFM Nº 1.974 de 19 de agosto de 2011 do Conselho Federal de Medicina

http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CFM/2011/1974_2011.htm

[24] Guia de Ética para Sites de Medicina e Saúde na Internet, Livros do CREMESP

http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Publicacoes&acao=detalhes_capitulos&cod_capitulo=27

Emitido por Eduardo Prado

Data: 21.abr.2016

Autor:

Eduardo Prado

Consultor de mercado em novos negócios, inovação e tendências em Mobilidade e “Big Data” em Saúde.

E-mail: eprado.sc@gmail.com

Outras matérias do mesmo autor:

 

1.

Convergência Digital

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=37

2.

Blog Saúde 3.0

http://saudebusiness.com/blogs/saude-3-0/

4 exemplos de sucesso em case management

medical-781422_1280

Coordenar o programa de cuidados dos pacientes é estratégia utilizada para melhorar os resultados clínicos e manter os custos assistenciais sob controle. O conceito, conhecido como case management, consiste em manter um gestor responsável por avaliar o programa e os serviços utilizados, orientar o paciente e seus familiares e colaborar com o médico em busca do tratamento mais efetivo para cada caso.

Baixe aqui o ebook sobre Case Management

O artigo Gerenciamento de caso: um novo enfoque no cuidado à saúde, publicado pela Revista Latino-Americana de Enfermagem, destaca que, na conjuntura brasileira, o case management, ou gerenciamento de cuidado (GC), pode ser benéfico tanto para os usuários como para os prestadores de serviços e fontes pagadoras.

“É importante lembrar que a organização do setor saúde tem sido amplamente discutida durante os últimos anos no Brasil e em muitos outros países, na tentativa de se encontrarem alternativas que orientem o desenvolvimento e o funcionamento dos serviços na nova conjuntura socioeconômica e política, a qual mostra um sistema que se defronta com o problema de elevação de custos dos serviços, no geral de baixa qualidade, com insatisfação do usuário, falta de rede física, dentre outros problemas”, alertam as pesquisadoras. “Nesse sentido, considera-se importante aprofundar o estudo do GC, aplicando-o como uma tecnologia de gestão da clínica.”

Os resultados em case management são medidos por qualidade do cuidado, tempo de permanência, utilização de recursos e controle de custos. Veja como o conceito foi aplicado no Grupo Geriatrics.  

Caso 1: A.J., 92 anos, sexo feminino

Condição de saúde: Portadora de infecção do trato urinário de repetição (ITU), osteoporose e Alzheimer.

Histórico de atendimento: Precisou de duas antibioticoterapias em 15 meses. Agora recebe cuidados pontuais e retorna ao Case Management quando necessário.

Economia: Redução de custos de 80% em 15 meses, porque foram evitadas duas antibioticoterapias hospitalares e duas internações.

Caso 2: M.A.T., de 81 anos, sexo masculino

Condição de saúde: Portador de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), dependente de oxigênio, cardiopata e com hipotireoidismo.

Histórico de atendimento: Passou 91 dias internado em dois hospitais do Rio de Janeiro e foi encaminhado pelo plano de saúde para o programa Office Care (gerenciamento de saúde com equipe multidisciplinar). O programa indicado pela operadora não era o mais adequado e o paciente piorou após cinco  dias em casa. Passa para o home care, com cuidados 24 horas por dia, e para antibioticoterapia venosa por 14 dias. Depois do tratamento, voltou ao Office Care e, a partir de então, não precisou mais ser hospitalizado.

Economia: Redução de custos foi de 67%, se comparada a assistência domiciliar aos custos da antibioticoterapia num CTI.

Caso 3: E.S.V.P, 56 anos

Condição de saúde: Portadora de diabetes tipo 2 (DM2), com sequelas de acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico, Dependente de balão de oxigênio, gastrostomia (GTT), hipertensão arterial sistêmica (HAS)

Histórico de atendimento: Passou 192 dias internada, sofreu traqueostomia (TQT) e desenvolveu úlcera por pressão (UPP) estágio IV. Possuía agitação psicomotora intensa e a família tinha dificuldade para entender seu momento.

Economia: Com a passagem pela unidade de clinic care, a paciente deixou de ser dependente de balão de oxigênio e foi decanulada. Sua medicação foi ajustada, reduzindo a agitação, e ela passou a se alimentar parcialmente por via oral. A úlcera foi superficializada e a família passou por treinamento. A paciente saiu do case management sem necessidade de internação domiciliar. A economia foi de 70%, considerando que a paciente ficaria mais um período hospitalizada e depois seria encaminhada para internação domiciliar.

Caso 4: D.C., 60 anos, sexo masculino

Condição de saúde: Parada cardíaca por infarto agudo do miocárdio (PCR por IAM)

Histórico de atendimento: Passou 60 dias internado e foi direcionado pela operadora para o office care, mas o programa não era adequado, já que havia possibilidade de reabilitação. Foi encaminhado ao clinic care, para reabilitação funcional, e a família foi instruída sobre a nova realidade. O processo durou 65 dias e o paciente foi mantido em case management.

Economia: Com todas intercorrências atendidas em casa, foram evitadas duas internações: uma para a troca da gastrostomia e uma por pneumonia. Evitando uma nova hospitalização de longa permanência, a economia chegou a R$ 150 mil.

Análise SWOT no setor da saúde: Você sabe planejar? [Infográfico]

shutterstock_241266958

Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats são as palavras que sustentam a sigla SWOT. Uma ferramenta de análise em marketing que identifica e categoriza as Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças de uma instituição. É bastante efetiva porque compara assim as ações que tem impacto positivo na estratégia de negócios com o ambiente externo do planejamento.

Podemos fazer a análise para equipe de colaboradores de uma empresa, para lançamento de produtos, planejamento de marketing e outros campos como até o campo pessoal. Analisando as próprias forças, fraquezas, oportunidades e ameaças pessoais.

Entre muitos motivos, a análise SWOT é importante a ser considerada para gestão na saúde porque promove insights assertivos para respostas a mudanças no setor, por exemplo. Podemos, a partir da ferramenta, reconhecer as tendências do mercado e solucionar problemas internos tão recorrentes do setor médico, como o subfaturamento das instituições, subfinanciamento e a irresolvibilidade.

O infográfico publicado pelo CenterForBusiness Modeling explica como construir corretamente um diagnóstico do seu próprio negócio elencando os fatores da SWOT. Assim planejando meios para solucionar os problemas do mercado ou problemas da própria instituição, traçando novas metas e utilizando suas forças como vantagem para promover ações de marketing muito mais efetivas.

5443fb6dd2c73298972fe9d7d2efa9f8

Coca-Cola lança no Brasil versão com stevia e 50% menos açúcares

RIO DE JANEIRO, 27 de abril de 2016 /PRNewswire/ -- Uma nova versão de Coca-Cola se junta ao portfólio da marca no Brasil. Nos próximos dias, chega ao mercado a Coca-Cola com Stevia e 50% menos açúcares. O produto é parte do compromisso mundial da companhia de oferecer opções para quem quer reduzir o consumo de açúcar, sem precisar abrir mão do prazer de beber uma Coca-Cola.

A nova versão tem uma mistura de açúcar e Stevia, um adoçante de origem natural. Essa versão com stevia e açúcar já está em 25 países, e no Brasil o produto terá uma fórmula recém-desenvolvida. O lançamento da Coca-Cola com Stevia e 50% menos açúcares inclui o fortalecimento da distribuição de produtos com menos ou nenhum açúcar no mercado. O novo produto terá presença e destaque nos principais pontos de venda no país.

"Na Coca-Cola Brasil, trabalhamos constantemente com inovação no nosso portfólio, para que o consumidor tenha mais opções de bebidas para seus diferentes estilos de vida e momentos do dia. A Coca-Cola com Stevia e 50% menos açúcares faz parte desse esforço. Sabemos que a indústria tem que fazer sua parte para incentivar o consumo de produtos com menos açúcares", afirma o vice-presidente de Marketing da Coca-Cola Brasil, Javier Rodriguez. "O lançamento também está em linha com a estratégia global de marca única, que unifica a comunicação de todas as versões de Coca-Cola para aproveitar a força da marca".

A campanha de lançamento da Coca-Cola com Stevia e 50% menos açúcares vai ao ar em junho, com filme para TV, internet, distribuição de produtos (sampling) e materiais de pontos de venda. A nova versão de Coca-Cola também será incorporada à plataforma digital "Sinta o sabor", lançada em janeiro, que usa momentos do cotidiano para se conectar com os consumidores.

Inicialmente, a Coca-Cola com Stevia e 50% menos açúcares estará disponível nas embalagens PET de 1,5 litro, PET de 1 litro e lata de 350 ml, e terá o mesmo preço da Coca-Cola original. Nos próximos meses, haverá também outras embalagens.

Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016

Com o lançamento de Coca-Cola com Stevia e 50% menos açúcares, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 serão o primeiro grande evento a exibir todo o novo portfólio de Coca-Cola, patrocinadora oficial.

Como parte do compromisso de oferecer mais opções para quem quer reduzir o consumo de açúcar, a Coca-Cola também vai aproveitar o Revezamento da Tocha

Olímpica Rio 2016 - que vai percorrer 329 cidades do país ao longo de 95 dias, de maio a agosto – para aumentar a distribuição das embalagens de até 250ml de Coca-Cola original e Coca-Cola Zero. O objetivo é dar visibilidade às pequenas porções.

A meta é ter a minilata e a mini PET (250ml) disponíveis em 70% dos pontos de venda de todo o país até o fim dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Hoje, essas embalagens estão em 63% dos pontos de venda.

"Queremos que os consumidores de todas as cidades do Brasil tenham acesso aos nossos produtos e possam fazer suas escolhas", diz Flavio Camelier, vice-presidente da Coca-Cola Brasil para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Contato: Joana Carvalho - (21) 2559-1414 ou (21) 2559-1162

(Foto: http://www2.prnewswire.com.br/imgs/pub/2016-04-27/original/3013.png)

FONTE Coca-Cola Brasil

Ministério da Saúde deixa de executar 16% do orçamento previsto para 2015

shutterstock_330005462

Apesar da gestão pública da saúde enfrentar sérios problemas de subfinanciamento, o orçamento previsto para 2015 não chegou a ser executado totalmente. Apenas 84% dos recursos foram aplicados na saúde, deixando a população sem 16% do que era esperado, segundo levantamento realizado pela INTERFARMA (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).

A assistência farmacêutica, responsável pela compra de medicamentos, executou 79,2% do orçamento. Os medicamentos de alto custo, chamados de componentes especializados, tiveram o maior percentual de execução orçamentária, com 86,9%. Já as vacinas e os imunizantes ficaram na outra ponta, com apenas 62,9% do previsto executado.

“Por conta da crise econômica, o governo precisou reduzir despesas em muitas áreas, inclusive em saúde, apesar de ser uma área essencial e que já enfrenta limitações”, afirma Antônio Britto, presidente-executivo da INTERFARMA.

Em 2014, o Ministério da Saúde havia executado 86,8% do orçamento previsto, três pontos percentuais a mais, em comparação com o ano passado.

Execução orçamentária do Ministério da Saúde 2014-2015

2014 2015

Dotação* Pago Dotação* Pago

108.377 94.108 121.141 101.949

Nota: Dotação disponível para o ano aprovada na LOA (Lei Orçamentária Anual) com ajustes no orçamento (desconsiderando os cortes orçamentários). Fonte: Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento / Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Elaboração: Interfarma.

Ações em AF 2014 2015

CEAF - Componente Especializado da AF 91,4% 86,9%

CBAF - Componente Básico da AF 85,1% 80,7%

CESAF - Componente Estratégico da AF 66,5% 72,9%

Farmácia Popular 85,6% 85,7%

HIV/AIDS/DSTs 75,2% 75,9%

Imunobiológicos (soros e vacinas) 78,3% 62,9%

Doenças Hematológicas 62,5% 71,3%

Outras ações em AF 46,1% 75,5%

Total - Ações em AF 84,0% 79,2%

Ministério da Saúde 86,8% 84,2%

Fonte: Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento / Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Elaboração: Interfarma.

Sobre a Interfarma

A Interfarma possui 56 laboratórios associados, responsáveis pela venda de 82% dos medicamentos de referência do mercado e por 33% dos genéricos. As empresas associadas respondem por 43% da produção dos medicamentos isentos de prescrição (MIPs) do mercado brasileiro e por 52% dos medicamentos tarjados - 50% do total do mercado de varejo. As farmacêuticas associadas à Interfarma investem por ano cerca de R$ 38 milhões para realizarem 2.200 ações de responsabilidade socioambiental. O relatório Responsabilidade Social-2015 mostra também que 20% dos funcionários se dedicam a atividades voluntárias, percentual acima da média nacional de 11%.

Intuity Medical recebe liberação da FDA para comercializar sistema de monitoramento de glicose no sangue POGO® Automatic(TM)

SUNNYVALE, Califórnia, 26 de abril de 2016 /PRNewswire/ -- A Intuity Medical, Inc., uma empresa privada que desenvolve tecnologias inovadoras para administração de diabetes, anunciou hoje que recebeu liberação da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA para comercializar o sistema de monitoramento de glicose no sangue POGO® Automatic™. O Sistema POGO é o primeiro medidor de glicose e cartucho multi-exames a prover exame automático com lancetamento, coleta de sangue e análise em uma etapa única e fácil. Ao mesclar todos os suprimentos de teste de glicose necessários em um cartucho independente e conveniente para 10 exames, o POGO provê facilidade de uso e discrição para milhões de pacientes que precisam testar regularmente sua glicose sanguínea na gestão de sua diabetes.

O número de adultos com diabetes chega a incríveis 422 milhões em todo o mundo, com a doença sendo a 7a. principal causa de morte nos EUA. De acordo com a Associação Americana de Diabetes, aproximadamente metade dos 29 milhões de pacientes nos EUA não estão atingindo o controle glicêmico na gestão de sua diabetes. Os fardos associados com o exame de glicose no sangue estão entre as razões para o fraco controle glicêmico; para muitos pacientes, gerenciar o número de suprimentos necessários para desempenhar o teste de glicose pode ser desafiador. O POGO elimina a necessidade de carregar e usar suprimentos de exames separados, incluindo um dispositivo de lancetamento, lancetas e tiras para exame. Isso significa que os pacientes podem realizar um exame de glicose discreto e rápido, onde quer que estejam.

Para realizar um exame, o paciente simplesmente pressiona a porta de exames do POGO, e o POGO automaticamente lanceta o dedo, coleta uma amostra de sangue e exibe o resultado após quatro segundos. O medidor só requer uma pequenina amostra de sangue de 0,25 microlitros para analisar o valor da glicose. Após todos os dez testes serem concluídos, o paciente se desfaz do cartucho independente, eliminando a necessidade de lidar com tiras de exame usadas ou lancetas visto que elas permanecem dentro do cartucho. Isso reduz os agentes patogênicos de lancetas usadas e tiras de exame usadas em lugares públicos.

"O POGO traz recursos novos e exclusivos ao monitoramento de glicose no lar", comentou Steve Edelman, MD, Professor Clínico de Medicina na Universidade de San Diego e Diretor-Fundador de Taking Control of Your Diabetes (TCOYD). "Ao reduzir o número de etapas e suprimentos necessários ao teste, o POGO trata de algumas das barreiras comuns para exames e dá aos pacientes uma nova maneira de testar sua glicose. Como clínicos, tornar os exames mais convenientes ao paciente é essencial ao seu cuidado com diabetes."

Quando mesclada com a aplicação de Administração de Diabetes Patterns® , da Intuity Medical, um sistema seguro baseado na nuvem para administração das informações de glicose, o POGO proporciona tanto a profissionais de assistência à saúde quanto a pacientes uma plataforma compartilhada abrangente para detectar e gerenciar padrões e tendências importantes que impactam o controle geral da glicose.

"A tecnologia exclusiva e patenteada do POGO tem o potencial de mudar as vidas de milhões de pacientes que veem o exame de glicose como fatigantes. Mais da metade dos 287 pacientes em nosso estudo clínico central relataram que prefeririam aderir ao cronograma de testes recomendado por seu profissional de assistência à saúde usando o POGO, quando comparado com seu medidor atual", comentou Emory V. Anderson, presidente e CEO da Intuity Medical. "Com esse marco da liberação da FDA,a equipe da Intuity estará focada em arrecadar capital e desenvolver a infraestrutura da empresa para o lançamento comercial do POGO."

A Intuity Medical está focada em proporcionar soluções para diminuir os esforços diários de pessoas que vivem com diabetes. A tecnologia do POGO proporciona aos pacientes um exame de glicose fácil e de etapa única.

Sobre a Intuity Medical
A Intuity Medical está comprometida em simplificar a administração da diabetes ao desenvolver tecnologias próprias e inovadoras para tratar de barreiras comuns do exame de glicose. O POGO da Intuity Medical é o primeiro medidor de glicose no sangue e cartucho multi-exames projetado para automatizar os exames em uma única e fácil etapa, sem a necessidade de suprimentos de exames separados. O design integrado exclusivo do POGO dá aos pacientes a flexibilidade de testar com a frequência recomendada por seu profissional de saúde, a fim de auxiliá-los em sua administração diária da diabetes. Os investidores atuais da Empresa são Accuitive Medical Ventures, Emergent Medical Partners, Investor Growth Capital, U.S. Venture Partners, Venrock e Versant Ventures.

Para mais informações sobre o POGO e a Intuity Medical, acesse www.presspogo.com.

Sobre os Investidores da Intuity Medical
Para mais informações sobre os investidores da Intuity Medical, acesse:

Accuitive Medical Ventures www.amvpartners.com

Emergent Medical Partners www.emvllp.com

Investor Growth Capital www.investorgrowthcapital.com

U.S. Venture Partners www.usvp.com

Venrock www.venrock.com

Versant Ventures www.versantventures.com

FONTE Intuity Medical, Inc.

Liderança: 10 citações dos 10 empresários mais bem sucedidos

shutterstock_308694506

O que exatamente faz um líder de sucesso? É uma pergunta que, com certeza, todos fazemos diariamente para gerir com eficiência, mas também sabemos a árdua tarefa que é transformar a vitória em uma espécie de resultado de qualquer lista de recomendações, como gostamos de comparar a receita de bolo.

O que faz do líder, um líder é demonstrado nos resultados excelentes e outras características que podemos adotar para perseguir o sucesso. E para chegarmos mais perto da resposta para pergunta feita anteriormente, elencamos as citações mais interessantes sobre liderança e empreendedorismo dos melhores no negócio.

  1. Marc Andreessen, co-founder of Andreessen Horowitz.

"My goal is not to fail fast. My goal is to succeed over the long run. They are not the same thing."

"Meu Objetivo não é falhar tão rápido. Meu objetivo é atingir o sucesso a longo prazo. E isso não é a mesma coisa"

2. Andrew Carnegie, empresário do séc. XIX.

"No man will make a great leader who wants to do it all himself, or to get all the credit for doing it."

"Nenhum homem se torna um grande líder fazendo tudo sozinho ou tomando todo o mérito por fazê-lo.

3. Arianna Huffington, co-fundadora do site de notícias The Huffington Post.

"Success is not a straight line, it's much more of a dance and being open to possibilities."

"Sucesso não é sobre uma linha reta, é muito mais sobre dançar e ser aberto a possibilidades."

4.  Ray Kroc, mastermind do McDonald's

"The quality of a leader is reflected in the standards they set for themselves."

"A qualidade do líder é refletida nos padrões que ele cria para sí mesmo."

5.  Indra Nooyi, CEO da PepsiCo

"Just because you are CEO, don't think you have landed."

"Não pense que você decolou, só porque é um CEO."

6. Virginia Rometty, CEO da IBM

"Your value will be not what you know; it will be what you share."

"O seu valor não está em o que você conhece e sim em o que você compartilha".

7. Sheryl Sandberg, chefe operacional do Facebook

"Leadership is about making others better as a result of your presence, making sure that impact lasts in your absence."

"Liderança é sobre fazer todos trabalharem melhor na sua presença e ter certeza que o impacto dure quando você não está".

8. Jack Welch, former chairman/CEO da GE

"If you're a leader and you're the smartest guy in the room, you've got real problems."

"Se você é o líder e também é o mais esperto da equipe, você tem problemas sérios."

9. Oprah Winfrey, denominada "Queen of All Media"

"You get in life what you have the courage to ask for."

"Na vida, você ganha o que tem coragem para pedir."

10. Mark Zuckerberg, co-founder do Facebook

 "If you do the things that are easier first, then you can actually make a lot of progress."

"Se você fizer primeiro as coisas mais fáceis você vai ter feito um grande progresso, na verdade."

O artigo foi postado pelo portal Entrepreneur.