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Fleury Lab: inovação e startups

InovaBra

“Tomamos alguns riscos que não faríamos em uma unidade de negócio tradicional”, é assim que Rodolpho Meschgrahw, gerente sênior de Marketing e Inovação no Grupo Fleury descreve como ocorre o processo de inovação na empresa. Projetos como o Genômica e o E-commerce rodam em unidades de negócio separadas da operação principal do laboratório. Os principais benefícios citados são a grande velocidade, maior foco do time, liberdade orçamentária, a capacidade de quebrar algumas barreiras e arriscar em decisões que não seriam feitas no modelo tradicional. Claro, todo o processo é acompanhado de perto pela liderança da instituição.

Conversamos durante uma manhã no InovaBra, espaço de empreendedorismo onde o Fleury aloca parte do time dedicado à inovação. Rodolpho contextualizou dizendo que a estratégia da empresa, em relação às startups, não se baseia, por enquanto, em modelos de aceleração ou investimento, mas que isso deve começar a mudar no segundo semestre. Pelo perfil de empresa, hoje eles trabalham para encontrar startups que sejam suas fornecedoras. Em dados abertos, ele cita um outro laboratório de porte semelhante que trabalha no modelo de investimento e aceleração com startups. No último ano, esta empresa mapeou 250 startups e converteu 8 delas em aceleradas, uma taxa de 4%. Já o Fleury também mapeou a mesma quantidade, mas converteu cerca de 20% em projetos de parceria. Ou seja, há espaço para todo tipo de estratégia de inovação com startups, depende do foco da empresa.

São três as áreas de concentração de esforços do time de inovação: produtividade médica, diagnóstico minimamente invasivo, e “-omics”. “Um bom exemplo que mostra porque nem sempre o caminho para uma relação com uma startup é o investimento são os modelos alternativos de coleta de sangue. Nessa situação eu estou procurando novas formas de ter o resultado sem estarem envolvidos a tradicional agulha e enfermeiro. Para citar o microagulhamento a vácuo, não faz sentido investir. Eu não quero ser uma empresa que vende “tubinho”, eu quero ter uma vantagem competitiva. Estamos iniciando um piloto para ver como funciona, as vantagens e desvantagens, e depois ajudar essa startup no processo de validação e entrada no Brasil, e assim, tê-los como fornecedores.”, explicou Rodolpho.

Apesar da inovação ocorrer de forma fisicamente descentralizada, o Fleury Lab foi um conceito criado para empacotar todas as iniciativas em uma identidade e estratégica única de inovação. No InovaBra ocorrem os projetos de inovação aberta, com as parcerias com as startups, mas existe um outro Fleury Lab em outra locação focado no desenvolvimento interno de soluções, especialmente digitais.

De forma genérica, a maioria dos projetos com as startups, que têm como base o compartilhamento de recursos, estão em estágio de desenvolvimento ou validação de sua solução. Para soluções mais maduras, ocorre a compra simples do produto, ou em alguns casos, a aquisição. Os projetos de compartilhamento de recursos são mais customizáveis e baratos, porém, têm um longo prazo.

Um exemplo desse tipo de parceria é a DataH, uma startup brasileira de inteligência artificial. No formato, a DataH entra com a expertise técnica de AI e o Fleury com a equipe de radiologia, para o desenvolvimento de um algoritmo para a detecção de pneumonia em Raio-X e identificação de idade óssea. De acordo com Rodolpho, por mais que já existissem soluções de mercado nesse sentido, ainda havia o sentimento de que isso não estava completamente adequado para o público brasileiro.

A startup, que tem negócios nos segmentos de robótica e carros autônomos, acabou de entrar para o segmento de saúde. “Trabalhar com imagens têm sido algo desafiador para quem trabalha com AI, mas nos últimos anos temos conseguido resultados surpreendentes nos padrões que a máquina consegue enxergar.”, disse Celso Azevedo, CTO da DataH, e completou, “A radiologia é um método super barato para o apoio ao diagnóstico. O que falta, as vezes, é dar rapidez no processo de laudo e conhecimento específico e amplo dos casos. Quando transferimos para a inteligência artificial, conseguimos resolver esses dois processos simultaneamente.”

Ele conta que o Fleury se aproximou da DataH após a empresa ter participado de uma competição internacional, e ficado na frente de grupos de Stanford e do MIT, com um projeto de identificação de idade óssea utilizando inteligência artificial. “O Fleury se dispôs a trabalhar em parceria e forneceu o principal insumo que precisávamos, dados e médicos qualificados. Se a gente não tem acesso a essas informações, não importa o que façamos, porque não vamos chegar a nenhum lugar. A validação deles, dos nossos resultados, foi muito importante para garantir os resultados gerados porque nós não temos nenhum conhecimento médico.”, disse Celso sobre a importância da parceria.

Gustavo Meirelles, radiologista e gestor médico de Inovação do Grupo Fleury, reforçou que o trabalho é realmente uma parceria. Segundo ele, a DataH está sempre disposta a aprender e interagir com a equipe médica. Para o projeto de identificação de pneumonia, foi disponibilizado um banco de 3 mil imagens para que a DataH possa usar, além dos dados públicos.

“Mal arranhamos a superfície desse iceberg, mas imagino que entre os próximos passos estão o desenvolvimento de um algoritmo de suporte à decisão e aplicar AI em outros casos. Só na radiologia de tórax já pensamos em mais umas 6 aplicações, por exemplo.”, diz Celso, explicando que o roadmap ainda está em trabalhar com imagens estáticas.

O Fleury participa do programa TechEmerge, financiado pelo Banco Mundial, e tem projetos atualmente com três startups: Exalenz, Combinostics e Aidoc. Esta última, muito parecida com a DataH. Rodolpho cita, que apesar da startup também utilizar AI em imagens, existem algumas diferenças importantes, dentre elas que a Aidoc trabalha com imagens dinâmicas, como tomografias e ressonâncias, enquanto a brasileira, com imagens estáticas, como o raio-x. Outra diferença é o nível de maturidade e desenvolvimento da solução. A customização para os interesses do grupo está bem mais próximo da DataH do que da startup Israelense. Por último, na Aidoc são identificados achados críticos, mas não necessariamente se sabem quais são.

“Temos feito parcerias com algumas empresas para explorar o que cada um tem de melhor. Na Aidoc, entre encontrar uma notificação e isso ser visto pelo nosso grupo médico, demoramos até 20 minutos, devido à priorização do workflow, o que resulta em uma melhoria de resultado para o paciente. Antes o tempo era variável, mas isso poderia chegar até 1h. Um ponto interessante é que podem ser encontrados achados urgentes de forma incidental [em exames para outros fins], que seriam laudados na rotina entre 1 e 2 dias. Na DataH, nós começamos com a detecção automática de pneumonia e já atingimos 92% de acurácia. Eu vejo as duas como soluções complementares.”, conta Gustavo.

Para ele, o maior desafio para startups é ter um banco de dados de qualidade, com anotações realizadas por radiologistas e que sejam confiáveis. Os bancos de dados públicos existentes possuem muitos dados sujos e inadequados, por exemplo, imagens de pneumonia rotuladas como câncer. Hoje sobram imagens e faltam labels qualificados. “Até quando dizem que a inteligência artificial vai substituir os radiologistas, eu acho que será o contrário, teremos mais trabalho ainda. Os radiologistas precisarão ensinar as ferramentas que irão surgir para interpretar essas imagens.”, finaliza o gestor médico de inovação.

Unimed Fesp investe em Plataforma Digital

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O Sistema Unimed do estado de São Paulo, que representa 22% dos clientes da Unimed no Brasil, reúne mais de 20 mil médicos e 3,8 milhões de beneficiários, tem atuado de maneira integrada para disponibilizar recursos tecnológicos alinhados à estratégia do Sistema. Este trabalho está sendo realizado pela Federação das Unimeds do Estado de São Paulo (Unimed Fesp) em conjunto com as Unimeds paulistas, por meio do Comitê Estadual de Tecnologia e dos dirigentes do estado. Como resultado desse movimento, em abril de 2019 foi lançada uma plataforma de TI que une importantes parcerias de mercado, além de trazer o know-how de startups consolidadas no segmento de saúde.

“Este investimento é mais uma das frentes de trabalho que desenvolvemos em nosso objetivo de fortalecer as Unimeds filiadas em diversos aspectos da gestão, incluindo no uso da tecnologia”, destacou o Dr. Omar Abujamra Jr., presidente da Unimed Fesp.

A plataforma já tem adesão de mais de 80% das Unimeds paulistas no uso do aplicativo mobile, que permitirá autorizações via token, integração com prontuário eletrônico, guia médico, gestão de saúde, controle de medicamentos, entre outras facilidades. Além disso, a Sara, que é o primeiro chatbot com inteligência artificial implantado no segmento da saúde, também faz parte da plataforma de TI, e inclui reconhecimento de voz e integração com WhatsApp e redes sociais.

“O aprimoramento de ferramentas e sistemas de TI é fundamental para as operadoras de saúde se aprofundarem no relacionamento com médicos, parceiros e clientes, resultando em uma assistência médica de alta qualidade. Por isso, estamos atuando com um forte direcionamento neste sentido”, analisou o Dr. Otto Cezar Barbosa Jr, diretor-superintendente de TI.

Outra grande novidade que vem sendo desenvolvida pela Unimed Fesp será o e-commerce, pelo qual pessoas físicas poderão contratar um plano direto pelo portal, sem burocracia e com segurança e, ainda, o HUB de Inovação, que em breve será lançado oficialmente.

Toda esta trajetória, ancorada na evolução tecnológica e modernização em processos administrativos, representa um novo direcionamento para as Unimeds paulistas, promovendo a redução de burocracia e entregando um atendimento de excelência.

As apostas do mercado de medicina diagnóstica para 2019

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Em tempos em que a prática da medicina é auxiliada, cada vez mais, pela tecnologia, contar com equipamentos de diagnóstico por imagem que tenham uma interação maior com sensores, câmeras e dispositivos robóticos não é mais uma realidade distante do cotidiano de médicos e pacientes.

Os algoritmos de Inteligência Artificial (IA), ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas, por exemplo, já tem sido aplicado e muito bem explorado para auxiliar o diagnóstico em diversas modalidades da área médica.

Quando falamos de algoritmos de Inteligência Artificial, falamos de uma infinidade de possibilidades. Mais do que assistentes de voz encontrados em smartphones ou sugestões de rotas que atuam em aplicativos de trânsito e navegação, já tão conhecidos e utilizados pela maioria das pessoas, estamos falando de máquinas criadas para analisar dados e auxiliar na recomendação de tratamentos e diagnósticos de doenças.

Especialmente para o setor de medicina diagnóstica, o que vemos este ano como aposta no mercado são equipamentos de ultrassom, radiografia digital, tomografia computadorizada e ressonância magnética que utilizam diversos dados baseados em IA e formam um conglomerado de dispositivos com um objetivo que vai além da simples detecção de patologias. Tais equipamentos ampliam a assertividade das investigações médicas e as possibilidades de detecção precoce de doenças, além de tornar o fluxo de trabalho dos profissionais de saúde muito mais eficiente.

Para citar um exemplo, o mercado já possui equipamentos de ultrassom com softwares baseados em Inteligência Artificial para a análise mais precisa de lesões mamárias. Neste caso, o benefício é alcançado por meio de um sistema de geração de relatórios e dados de imagens mamárias que auxiliam os profissionais – e, consequentemente, os pacientes – na classificação de lesões mamárias suspeitas. O equipamento, complementado pela IA embarcada no produto, torna-se ferramenta útil para apoiar e orientar, inclusive, a análise de alterações nas glândulas por médicos não especializados em imagens desta parte do corpo ou, ainda, profissionais com pouca experiência.

No segmento de radiografia digital, o uso da IA ainda pode auxiliar na redução do sinal ósseo da imagem de radiografia do tórax, revelando claramente os tecidos pulmonares ocultos pelos ossos e melhorando a detecção de nódulos de câncer de pulmão. Aplicações que, mais uma vez, revelam um novo momento da medicina e ganhos para todos os envolvidos nessa cadeia, sejam médicos ou pacientes, que já percebem as vantagens do uso da tecnologia aplicada à saúde e ao bem-estar.

Este ano, e daqui em diante a aposta nesse tipo de ferramenta aumenta e chega a um momento decisivo para que a sociedade entenda e se aproprie dos inúmeros benefícios proporcionados a partir do uso dessa inteligência. As aplicações e soluções, que podem ser incorporadas ao dia a dia de clínicas e hospitais no Brasil, são parte de um caminho sem volta para elevação da assertividade dos procedimentos diagnósticos a um novo patamar. É a inteligência sendo utilizada ao nosso favor e tornando-se forte aliada nas tarefas rotineiras e desafios clínicos do setor médico, gerando informações de valor aos profissionais e pacientes, e com grande potencial de aumentar ainda mais esse protagonismo. A apropriação de tudo isso é vital para o progresso do segmento. Basta fazermos uso consciente, sempre prezando pela ética e humanização dos processos.

Sobre o Autor:

Walter Brandstetter, gerente clínico da Divisão de HME (Health & Medical Equipment) da Samsung Brasil

Anvisa certifica solução wireless de acesso não invasivo a dados da pressão intracraniana da brain4care – nova marca da Braincare

Braincare

A startup brasileira, Braincare, que a partir de agora adota a nova marca – brain4care – celebra importantes passos rumo à consolidação de um novo sinal vital. A empresa obteve a certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para sua solução wireless de monitoramento não invasivo da complacência cerebral por meio da morfologia do pulso da pressão intracraniana (PIC), e sua tendência ao longo do tempo. A certificação Anvisa é prerrequisito para entrada da solução no mercado. Até o momento, a empresa oferecia a monitorização não invasiva por meio de um sensor a cabo. Esse fato aliado à conclusão da primeira rodada de captação de recursos – com aporte da ordem de US$ 5 milhões – que tem entre os investidores o empresário Horácio Lafer Piva, inaugura nova etapa dos negócios da brain4care.

Essas são as novidades da brain4care que serão anunciadas pelo CEO Plínio Targa durante a participação da empresa no HealthTech Conference 2019, realizado pela Startse, em 25 de abril, no ExpoCenter Norte, em São Paulo. Além de estande, onde a solução wireless de monitoramento não invasivo da complacência cerebral por meio do pulso da PIC será demonstrado pelo time da empresa, Plínio participa como palestrante, às 10h30, com o tema Nasce o primeiro sinal vital digital.

Estratégia 2019

Segundo Plínio, neste ano o foco da empresa é ampliar a adoção do método. A empresa já tem contrato assinado com quatro instituições, entre elas o Hospital Sírio-Libanês. “A meta é fechar 2019, com 30 hospitais em nosso portfólio de clientes”, afirma. Cabe destacar que diversos hospitais de referência já realizam pesquisas com a solução brain4care.

Durante o processo de certificação da agência reguladora ligada ao Ministério da Saúde coube à brain4care provar a segurança e eficiência do sensor de monitorização wireless por meio de especificações e dados de casos clínicos, além de passar pelo crivo técnico dos examinadores da Anvisa. A monitorização da pressão intracraniana já consta no rol da Agência Nacional de Saúde (ANS), portanto já tem cobertura dos convênios em hospitais. “Dessa forma, já temos a validação de nosso serviço e modelo de negócios”, diz o CEO. A empresa posiciona-se no mercado como uma prestadora de serviços, já que a comercialização da solução de monitorização não invasiva é feita por meio de uma assinatura mensal em torno de R$ 3.500,00 por sensor, valor fixo que independe da quantidade de monitoramentos realizados.

Para intensificar sua atuação comercial, a brain4care montou um time especialmente voltado a essa atividade. Inicialmente, os principais mercados-alvo são os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro e, também, hospitais de referência mapeados em todo o país. Contatos, realização de reuniões, participação em eventos da área médica e em cursos voltados a esse público fazem parte da estratégia de disseminação do método de monitorizarão da brain4care.

Benefícios da solução wireless

A monitorização não invasiva brain4care entrega informações sobre a complacência cerebral por meio da morfologia do pulso da PIC expressa em dois gráficos: um mostra a morfologia da curva minuto a minuto e a correlação entre seus pulsos e o outro, a tendência da pressão ao longo do período monitorado. As informações são coletadas com um sensor não invasivo posicionado na cabeça do paciente, que envia os sinais via bluetooth para um tablet ou celular Android, que exibe as curvas em tempo real em sua tela por meio de um aplicativo, manda as informações do paciente pela internet para uma plataforma em nuvem e emite relatórios em arquivos PDF que podem ser abertos e impressos a partir do próprio aplicativo ou site. Em ambientes com monitores hospitalares, a recepção dos sinais da PIC também passa a ser feita sem cabos. Toda solução de tecnologia da informação da brain4care segue o padrão norte-americano de segurança estabelecido pelo HIPPA (Health Insurance Portability and Accountability Act).

A monitorização com tecnologia wireless em relação à tecnologia a cabo oferecida anteriormente traz uma série de benefícios, afirma o Diretor Científico, Gustavo Frigieri. Entre eles, maior estabilidade do sensor pela própria inexistência do cabo; facilidade de mobilidade do paciente dentro do hospital; e, com o desenvolvimento do aplicativo, aliado à tecnologia wireless, a possibilidade de realizar a monitorização com ou sem um monitor multiparamétrico hospitalar, o que permite ampliar muito a adoção para auxílio na definição do diagnóstico e no acompanhamento dos pacientes. “Com a tecnologia wireless e nosso aplicativo, o médico ou o pesquisador pode acompanhar os dados do paciente de qualquer lugar com acesso a internet em um tablet ou celular e não apenas onde há um monitor hospitalar, como ocorria com nossa tecnologia com fio”, destaca. Além disso, a tecnologia wireless facilita a utilização do método brain4care em novos ambientes e contextos, como clínicas médicas que, em geral, não possuem o monitor multiparamédico e em UTIs móveis (ambulâncias).

Nova marca

A nova marca brain4care está mais sintonizada ao posicionamento da proposta de valor da empresa para a saúde global. Conforme destaca Renato Abe, Diretor de Marketing, “a expressão ‘brain for care’ permite identificar aplicações de um sinal vital neurológico para diversas outras áreas da medicina além da neurologia, como a cardiologia, a hepatologia e a nefrologia, entre outras”. Além disso, “abriu a possibilidade para registro da marca brain4care nos diversos mercados globais”, informa Renato.

Quebra de paradigma da medicina

O desenvolvimento dessa solução inovadora foi possível graças aos estudos do Professor Sérgio Mascarenhas de Oliveira, físico e químico brasileiro reconhecido por sua atuação em Ciência e Educação no Brasil e no exterior, que derrubou um dos pilares da Doutrina de Monro-Kellie, estabelecida há 200 anos, que afirmava que a caixa craniana era inexpansível nos adultos. Com base nesse pilar da doutrina, para ter acesso à PIC era preciso realizar uma cirurgia no crânio para inserir um sensor.

Diagnosticado em 2005, aos 77 anos, com hidrocefalia, doença que provoca acúmulo de líquor em cavidades do cérebro, Mascarenhas fez uma cirurgia para implantar uma válvula que drena o excesso de líquido e retornou a sua vida normal. Movido pelo inconformismo diante da realidade dos tratamentos invasivos, realizou experimentos que provaram que o crânio é expansível e que essa deformação pode ser captada por fora, via sensores não invasivos. O resultado derrubou a afirmação referente à inexpansibilidade da caixa craniana e possibilitou o desenvolvimento do método brain4care, que abre novas e promissoras perspectivas em termos de diagnósticos, tratamentos e pesquisas.

Sobre a brain4care

A brain4care é uma startup brasileira que nasceu a partir do desenvolvimento de uma inovação disruptiva: método pioneiro no mundo capaz de monitorar a complacência cerebral (CC) por meio da morfologia do pulso da pressão intracraniana (PIC) e sua tendência ao longo do tempo, de maneira totalmente não invasiva. O propósito da brain4care é desafiar os limites da medicina para vivenciar histórias de saúde e felicidade. Sua missão é reduzir a dor e o sofrimento de milhões de pessoas estabelecendo um novo sinal vital, acessível a todos e em qualquer lugar. No Brasil, a empresa conta com escritórios nas cidades de São Paulo e São Carlos, e nos Estados Unidos, em Atlanta.

A brain4care foi acelerada pela Singularity University em 2017, escolhida entre mais de 500 candidatas de todo mundo. Além disso, foi finalista do Global Grand Challenge Awards by Singularity University, reconhecida pelo uso de tecnologias exponenciais para impactar positivamente a vida das pessoas em escala global e teve sua tecnologia exposta no Exponential Medicine 2017. Foi também vencedora do prêmio INOVA Saúde 2017, da ABIMO. Em 2018, foi apontada no ranking ‘100 Startups to Watch 2018’, um estudo das revistas PEGN e Época Negócios, da Editora Globo, e da Corp.VC, braço de corporate venture da consultoria EloGroup.

Cremesp conquista ampliação de desconto em anuidades para pessoas jurídicas

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A proposta do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), de ampliar os critérios para a redução nos valores das anuidades pagas por médicos que constituem empresa – com até dois sócios e faixa de capital de até R$ 50 mil – para prestar serviços em hospitais, clínicas e laboratórios, foi aprovada pelos tesoureiros do Conselho Federal de Medicina (CFM). De acordo com as regras atuais, apenas os médicos que atendem em seus consultórios têm direito ao benefício, excluindo os prestadores de serviço, que são a maioria das PJs médicas paulistas. A pauta do Cremesp agora segue para aprovação em plenária do CFM.

Hoje, são aproximadamente de 17,6 mil médicos paulistas com pessoa jurídica de capital social até R$ 50 mil, muitos dos quais abrem a empresa apenas para prestação de serviços. No entanto, esses médicos estão excluídos dos critérios estabelecidos pelo CFM para receber o desconto de 80% no valor das suas anuidades. Se aprovada em definitivo, a nova regra passará a valer em todo território brasileiro.

Com base em um estudo do Cremesp, que demonstrou a viabilidade da mudança, os novos dirigentes do Conselho consideraram necessário contemplar esses profissionais, muitos dos quais não têm consultório próprio e mantém empresas em seus endereços residenciais. A proposta dos conselheiros do Cremesp, consequentemente, impedirá a cobrança de duas anuidades desse perfil de profissionais que é inscrito como pessoa física e como pessoa jurídica.

“Atualmente o médico é praticamente obrigado a constituir PJ para poder trabalhar, como por exemplo, em plantões ou prestar serviços, por exigência da instituição que o contrata”, afirmou o conselheiro e segundo tesoureiro do Cremesp, Lucio Tadeu Figueiredo. “Não é justo que esse médico pague duas anuidades apenas para conseguir trabalhar”, ressaltou Figueiredo. “No entanto, ao tentar obter o desconto, era justamente esse profissional o excluído dos critérios estabelecidos na resolução do CFM. A aprovação da nossa proposta poderá corrigir essa injustiça a partir de 2020”, completou o conselheiro.

Economia

Além da atual conjuntura econômica do país, soma-se aos argumentos do Cremesp em prol da ampliação dos critérios de concessão do desconto, a austeridade com a gestão dos recursos. Apenas entre os meses de outubro de 2018 e fevereiro deste ano, o Conselho Regional economizou quase R$ 4 milhões. Entre outros ajustes administrativos, foram reduzidos o quadro de delegados regionais e os gastos com diárias, impressão de material gráfico e contratação de cargos comissionados.

Desta forma, a nova gestão do Cremesp reitera a viabilidade financeira do desconto proposto para esse segmento profissional.

FenaSaúde promove debate sobre Atenção Primária à Saúde na Saúde Suplementar

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Pauta central do 3º Encontro de Comunicação da Saúde Suplementar, realizado na última terça-feira (23/04), pela Federação Nacional da Saúde Suplementar (FenaSaúde), em São Paulo, a Atenção Primária à Saúde (APS) atraiu a participação de mais de 100 profissionais no Grand Mercure Hotel – entre jornalistas da grande imprensa e do trade de seguros, assessores de imprensa, representantes de instituições do setor e de operadoras de planos de saúde associadas à Federação. Na abertura do evento, João Alceu Amoro Lima, presidente da FenaSaúde, ressaltou a importância da APS como instrumento de promoção à saúde e melhoria na qualidade do atendimento ofertado ao beneficiário.

João Alceu observou que o assunto APS não é desconhecido, principalmente pelos brasileiros que se utilizam do Sistema Único de Saúde (SUS). Destacou, no entanto, que há 20 anos, quando a saúde privada começou a falar sobre atenção primária, tendo a figura do médico de família como o elo entre o paciente e seu tratamento, resultando em um atendimento mais coordenado, houve críticas relacionadas à restrição de acesso. “Na época, não houve o entendimento de que queremos usar a APS como ferramenta para melhorar a qualidade do atendimento ao beneficiário”, assinalou. A Lei 9.656/98 (conhecida como Lei dos Planos de Saúde) trouxe avanços importantes para o setor, mas indiretamente causou prejuízos ao modelo de atendimento ao paciente em razão do acesso irrestrito a especialistas. “Como consequência, temos hoje beneficiários perdidos nessa fragmentação”, frisou, acrescentando que APS é capaz de resolver em até 80% as demandas da saúde; em 17% as internações; e em cerca de 30% a procura por serviços de urgência e emergência.

Para Gustavo Gusso, professor de Clínica Médica e Propedêutica da Universidade de São Paulo (USP), a essência da APS pressupõe quatro requisitos – acesso, coordenação, longitudinalidade e cuidado abrangente. Ao palestrar no painel “A Jornada do paciente sem e com APS na Saúde Suplementar”, Gusso ressaltou que a atenção primária visa principalmente facilitar e qualificar o acesso do paciente, embora no Brasil a percepção seja contrária, muito em função de que os médicos especialistas acreditam ser generalistas. Com isso, se conhece muito pouco a jornada do paciente. De acordo com o professor da USP, a atenção primária implica na existência da secundária e na terciária. “A secundária praticamente não existe porque a jornada já passa pelo especialista. A APS deve ter um médico generalista e um especialista, no chamado atendimento compartilhado”, assinalou, acrescentando que a vantagem do médico de família é justamente conhecer o paciente.

Em sua participação no painel “APS na visão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)”, Rodrigo Aguiar, diretor de Desenvolvimento Setorial da agência, destacou o trabalho de mais de um ano da ANS para incentivar a adoção da Atenção Primaria à Saúde por parte das operadoras de planos, como forma, inclusive, de se instituir o cuidado coordenado. Por meio de duas normas – uma publicada no final de 2018 e outra no início deste ano –, a ANS criou o Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde, o que deve incentivar as operadoras a desenvolverem práticas que aperfeiçoem cada vez mais o cuidado com seus beneficiários. “O objetivo com a coordenação do cuidado é promover a qualidade em saúde, fazendo com que o cuidado seja seguro, efetivo e focado no paciente”. A outra norma dispõe sobre adoção de práticas de governança corporativa, com ênfase em controles internos e gestão de riscos, contribuindo para que a remuneração dos serviços seja focada em valor. “Para que o cliente tenha a real percepção de que foi bem atendido”, explica Aguiar.

Outras vantagens da adoção da atenção primária à saúde, como organização e planejamento do atendimento, atuação precisa nas necessidades do beneficiário e redução de custos, foram ressaltadas por José Cechin, diretor executivo da FenaSaúde, durante o painel “Jornada do paciente com APS nas operadoras de planos de saúde – resultados práticos”. Cechin reconheceu haver algumas barreiras para a adoção desse modelo assistencial, como a falta de profissionais que queiram assumir o papel de médico cuidador e a deficiência na infraestrutura física nas unidades de atendimento. “A prática da APS passa pela mudança de cultura em todos os níveis”, frisou. Em sua palestra, o diretor da FenaSaúde mencionou alguns resultados obtidos por algumas operadoras de planos de saúde que já desenvolvem programas de APS.

De acordo com ele, nas empresas que desenvolvem atenção primária, o índice de resolutividade é de 90%, enquanto a retenção de beneficiários também ultrapassa os 90%. Nessas operadoras, houve queda de 20% no número de internações em relação às que não têm programas desse tipo. Além disso, entre os idosos, houve redução de 67% dos pacientes crônicos e 65% nas internações. Na área de oncologia, informou que a adesão ao tratamento cresceu 44% e o índice de satisfação está em 98%.

Direito do Consumidor: conhecimento, informação e confiança do consumidor em relação à atenção primária foram debatidos no painel “Defesa do Consumidor”, dividido entre Ricardo Morishita, professor de Direito do Consumidor e presidente do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP Pesquisas), e Juliana Pereira, diretora executiva de Clientes da Qualicorp e ex-secretária da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Morishita destacou que, se o momento é de transição de modelos – assistencial e de remuneração –, é fundamental que o consumidor seja informado com qualidade para que possa decidir sobre em qual modelo deseja estar. Em sua avaliação, a falta de profissionais dispostos ao atendimento generalista e a ausência de infraestrutura para a realização de programas de APS podem ser resolvidos mais facilmente, mas o medo e a descrença dos consumidores são mais sensíveis. “Precisamos dar confianças às pessoas com a coragem moral de enfrentar essa desconfiança. Não apenas com informação, mas comunicação de qualidade que permita ao consumidor a liberdade de escolha”, sublinhou.

Juliana lembrou que o sistema vigente, com a carteirinha que facilita o acesso e o livro que liga o beneficiário à rede, permite que o consumidor tenha acesso ao cuidado, mas não resolve a necessidade dos pacientes, por causa do fato de o cuidado ser fragmentado, o que faz com que as pessoas fiquem perdidas no sistema de saúde. “Esse cuidado precisa ser mais integrado e coordenado. O quarto elemento desse processo é o engajamento. Não podemos tratar o beneficiário com mero pagador de boleto”, enfatizou. A diretora da Qualicorp destacou, entre os inúmeros desafios da adoção da APS, justamente a construção da confiança. “O consumidor precisa compreender os conceitos envolvidos nesse modelo, de forma transparente. Se ele não for informado a ponto de não conseguir enxergar a jornada, corremos o risco de o assunto se reduzir a obstáculo de acesso, aumentando o espaço de atrito”, avaliou.

No encerramento do 3º Encontro de Comunicação da Saúde Suplementar, Sandro Leal, superintendente da FenaSaúde, resumiu o propósito do evento e os esforços que estão sendo feitos pelas operadoras de planos de saúde para melhorar a qualidade do atendimento aos beneficiários. Ao citar o economista Richard Thaler, prêmio Nobel de Economia, Leal ressaltou que sempre há a possibilidade de o consumidor não fazer as melhores escolhas para ele. Por isso sempre é necessário “um empurrão”. No seu entendimento, a Federação está dando esse estímulo ao promover debates com mais uma edição do Encontro de Comunicação. “As pessoas precisam desse empurrão. As operadoras estão fazendo isso e a FenaSaúde está fazendo a sua parte, trazendo e estimulando a discussão”.

Por fim, Fernando Pesciota, diretor da CDN Comunicação apresentou a receptividade da imprensa em relação ao tema “Atenção Primária à Saúde”, por meio de um balanço das matérias publicadas em jornais, revistas e sites.

Natulab conquista 11º posição no ranking do mercado farmacêutico

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A Natulab - companhia líder na produção e venda de medicamentos fitoterápicos e 5° colocada na categoria dos Medicamentos Isentos de Prescrição (MIP) - cresceu 30,4% em 2019, no acumulado dos últimos 12 meses (MAT). O índice é quase cinco vezes superior ao do mercado farmacêutico como um todo, que registrou crescimento de 6,3% em unidades vendidas. Os dados são do IQVIA – organização internacional de pesquisa que analisa o desenvolvimento, distribuição e venda de produtos farmacêuticos – e consideram os resultados de Fevereiro’19 na auditoria PMB.

Em fevereiro, a companhia comercializou 78,55 milhões de unidades, com um crescimento de 30,4% no MAT, enquanto o índice de crescimento registrado pelo mercado foi de apenas 6,3%. O desempenho levou a companhia a subir um degrau no ranking do IQVIA, conquistando a 11ª posição – o objetivo da farmacêutica é estar entre as TOP 10 maiores indústrias até 2020. De acordo com os índices do IQVIA, a companhia apresenta a melhor performance entre os principais concorrentes, crescendo duas vezes mais que seus principais concorrentes no período.

No segmento de medicamentos fitoterápicos, a Natulab mantém a liderança de mercado, tendo comercializado 8,3 milhões de unidades – quase duas vezes mais que o segundo colocado (4,6 milhões de unidades), no MAT. A companhia registrou crescimento de 10,1%, mantendo-se acima do desempenho do mercado no período (4,8%).

Quando considerados os resultados do mercado de Medicamentos Isentos de Prescrição, o mercado demonstra aceleração e a Natulab apresenta resultados ainda melhores. Enquanto a evolução do setor no período foi de 6,8%, a Natulab apresentou performance quase cinco vezes superior, com crescimento de 30,9%. O comportamento reflete o desempenho nas vendas de Maxalgina, líder de mercado na categoria, com maior ganho de Market Share em unidades (5,8%) e comercialização de 13,7 milhões de unidades a mais que o medicamento equivalente do segundo colocado (MAT).

No período (MAT-Fev’19), os melhores resultados foram obtidos nas vendas em R$ PPP tanto no Mercado Farmacêutico Total – MFT, quanto nos recordes de Medicamentos Isentos de Prescrição - MIP e de Fitoterápicos Nestes indicadores, a companhia apresentou evolução, respectivamente, de 38,9%, 38,9% e 19,0%; ante aos índices do mercado que foram 9,5%, 9,3% e 4,9%.

A Natulab comemora ainda as vendas de Viter C, que cresceram 60,3% em unidades no ultimo ano. Isto significa que o laboratório comercializou aproximadamente sete milhões de unidades, resultado que faz do medicamento o mais vendido do Brasil na categoria de vitaminas C.

Sharecare Brasil traz novas funcionalidades em sua plataforma

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Assim como o Facebook está para a vida social e o LinkedIn está para a profissional, a Sharecare está para a gestão da nossa saúde. O aplicativo, disponível para download na App Store e Google Play, é a plataforma que reúne todas as informações de saúde do usuário em um único lugar, além de ajudar na tomada de decisões e na adoção de hábitos saudáveis, de forma interativa e personalizada.

O app foi lançado no Brasil em fevereiro de 2018 e vem recebendo funcionalidades que ampliam a interatividade e engajamento do usuário, além de complementar os serviços Sharecare voltados para empresas e operadoras de saúde. Já estão disponíveis desde o lançamento as funções exclusivas: RealAge, teste que calcula sua idade real; Green Day, métrica que ajuda o usuário a acompanhar o progresso diário em direção às próprias metas; análise do estresse pela voz nas ligações, que permite ao usuário avaliar sua saúde emocional e conteúdos personalizados.

Recentemente, a Sharecare lançou em sua versão patrocinada novas funcionalidades, como ‘Perfil de Saúde’, a função ‘Encontre Um Médico’, os atributos ‘Desafios e Incentivos’, além de milhares de novos artigos, vídeos, apresentações e opiniões de médicos dos principais hospitais e instituições – que serão incluídos gradualmente na plataforma. A curadoria de conteúdo é feita pela equipe multidisciplinar, que seleciona quais temas abordar, como novidades, dicas de saúde, bem-estar, alimentação, exercícios para fazer em casa e informações sobre doenças mais complexas.

“A Sharecare tem uma missão muito clara, que é melhorar a saúde das pessoas,” diz o presidente da empresa, Nicolas Toth, que também ressalta: “nossa plataforma foi e está sendo desenvolvida para compreender o perfil e as necessidades de cada indivíduo, de forma completa e personalizada, para dar o suporte que a usuário precisa no momento certo, com a melhor efetividade e o menor custo. Isto significa uma revolução para o mercado da saúde e irá impactar significativamente a forma como empresas, operadoras e governos lidam com a saúde de suas populações. ”

PERFIL DE SAÚDE

A partir de dados biométricos, demográficos e informações sobre condições de saúde, medicamentos, imunizações, estilo de vida e alergias do usuário, a inteligência artificial é capaz de selecionar os melhores conselhos de saúde de acordo com cada perfil de usuário, de forma automática e gratuita.

Pensando na interface com as empresas e operadoras de saúde, o serviço também oferece benefícios. “Nosso dashboard mostra aos nossos clientes corporativos – empresas, operadoras e governos, como é o perfil de sua população, tornando o serviço de gestão de saúde mais integrado”, afirma Toth.

ENCONTRE UM MÉDICO

Um mapa interativo permite aos usuários uma busca convencional de médicos identificando profissionais para consultas de uma especialidade a partir da sua geolocalização. Já os usuários corporativos, podem encontrar especialistas dentro da rede credenciada de sua empresa ou plano de saúde ou governo, integrados na plataforma.

DESAFIOS E INCENTIVOS

Em um sistema de gameficação, os Desafios estimulam o usuário a criar hábitos saudáveis ao convidá-lo a realizar pequenas tarefas, como andar certa quantidade de passos, por exemplo. Nos Incentivos, os clientes corporativos ou parceiros da Sharecare podem oferecer pontos e recompensas para os usuários para que eles completem o RealAge ou para que eles participem de desafios, incentivando, assim, o engajamento na própria plataforma.

“O progresso é atualizado diretamente na plataforma e é possível integrar os dados manualmente ou de forma automática com smartwatches, visualizar quem está na frente, quem entrou no desafio e como está o desempenho dia após dia. A gamificação permite aos clientes corporativos adequar a plataforma à cultura delas, oferecendo uma experiência única para seus usuários”, finaliza Dra. Ana Cláudia Pinto, Diretora de Produtos da Sharecare.

Sobre a Sharecare

A Sharecare é uma empresa líder na combinação de saúde digital com gestão de saúde integrada, que oferece soluções para mais de 70 milhões de pessoas em 4 continentes. Com produtos que favorecem a prevenção e coordenação de cuidados em saúde e bem-estar, ela proporciona a cada pessoa o controle e acompanhamento personalizado da sua saúde, de forma dinâmica e fácil. A Sharecare inova constantemente, apresentando tecnologias premiadas, protocolos cientificamente validados e ferramentas de assistência consideradas como as melhores, ajudando provedores de saúde, empregadores e planos de saúde a reduzirem seus custos com saúde de forma ampla e eficaz para toda sua população.

Projeto visa capacitar jovens líderes da saúde para gerir o setor nos próximos anos

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Após identificar a necessidade de formar bons gestores para comandar a saúde brasileira, Eduardo Santana, fundador e diretor executivo da Nobre Saúde, uniu-se ao CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde) para a construção de um projeto inovador que promete capacitar esses profissionais transformando-os em grandes líderes. Nomeada CBEXs Futuro, a proposta reúne 39 profissionais com até 39 anos de idade para uma formação altamente qualificada ao longo de 2019.

"Em uma conversa com Francisco Balestrin, presidente do Conselho Administrativo do CBEXs, e Luiz Felipe Costamilan, diretor executivo do Colégio, falamos sobre a carência de um espaço para reunir e formar jovens executivos de saúde. Foi quando começamos a desenhar o CBEXs Futuro", explica Santana, idealizador do projeto, destacando que a maioria das graduações em saúde estão focadas na transmissão de conhecimento técnico, e não de conhecimentos de gestão.

"O profissional sai muito bem capacitado a atender seus pacientes, mas muitas vezes terá sua própria clínica ou assumirá cargos de gerência em hospitais", complementa. "Ocorre com frequência do melhor cirurgião do hospital assumir a diretoria do centro cirúrgico. Porém, ele pode ser um excelente cirurgião, mas não um excelente gestor. E o resultado dessa decisão nem sempre é positivo. Precisamos entender que não é um problema ter um cirurgião gerindo o centro cirúrgico desde que ele tenha habilidades de gestão para tornar a instituição mais eficiente", explana.

Para Balestrin, a iniciativa foi uma surpresa muito positiva. "O Eduardo foi um dos inspiradores desse programa, um jovem executivo que compõe a nossa casa. Quando ele apresentou essa proposta junto ao Luiz eu me senti atropelado pela ousadia dessa juventude", declarou durante o primeiro encontro do CBEXs Futuro realizado dia 5 de fevereiro na FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

"Nossa expectativa está muito alta. Começamos pequenos, com os pés no chão, analisando o interesse desses profissionais em integrar o projeto. E teremos um público muito qualificado, com professores excepcionais", declara Santana.

A formatura da turma ao fim de 2019 será realizada em Chicago, nos EUA. Neste encerramento os alunos terão a oportunidade de aprender e conviver durante uma semana com os executivos americanos de saúde.

Processo seletivo – Cerca de 100 profissionais associados ao colégio se inscreveram para participar do CBEXs Futuro e o processo seletivo foi bastante rigoroso. Para concorrer a uma vaga, o interessado deveria enviar seu currículo junto com uma redação sobre o futuro da saúde e uma carta de recomendação de alguma importante liderança do setor. Após a primeira seleção, mais de 60 profissionais foram entrevistados pessoalmente e questionados a respeito das principais competências de um líder de saúde.

"Foi muito difícil escolher e tivemos uma grata surpresa ao ver que a maioria dos nomeados já ocupam cargos de liderança. Teremos um público muito diverso, vindo dos quatro cantos do Brasil, e altamente qualificado dentro da cadeia produtiva de saúde", diz Santana.

Grade curricular – O CBEXs Futuro promoverá 20 encontros para reunir os 39 participantes em palestras e aulas dedicadas a esmiuçar cinco competências principais: liderança, comunicação e gestão de relacionamentos, responsabilidade social e profissional, sistema de saúde e negócios. As aulas, que abordarão diversas questões inerentes à atuação de um líder de saúde, desde inovação, negociação e ética até mesmo leis e regulações, serão ministradas pelos principais líderes da saúde brasileira.

"O programa de formação visa a construção de lideranças internacionais, então nos preocupamos em criar uma grade curricular de peso. Para isso, buscamos o órgão máximo da saúde mundial no quesito de gestão – que no nosso entendimento é o IHF (Federação Internacional de Hospitais) – e traduzimos o que eles apontam como as principais habilidades que um líder de saúde deve ter", comenta o idealizador.

Cada aula de cada módulo terá um mentor. "Escolhemos os melhores profissionais para abordar cada uma das temáticas do programa e ficamos muito felizes pois 100% dos convidados aceitaram o desafio. Assim, teremos os maiores líderes da saúde brasileira como professores do CBEXs Futuro", comemora Santana.

Mais informações sobre o corpo docente e a grade curricular podem ser visualizadas no hotsite do CBEXs Futuro clicando AQUI.

Sobre a Nobre Saúde

Primeira Unidade Médica de Transição e Retaguarda do Grande ABC, a Nobre Saúde é especialista na transição e retaguarda de pacientes que necessitam da continuidade do tratamento hospitalar, porém num ambiente acolhedor e altamente especializado. Após estabilização do quadro clínico realizado no hospital geral, o paciente é encaminhado pelo médico responsável para que, lá, possa receber cuidado humanizado e altamente especializado voltado à média e longa permanência ou reabilitação pós-operatória. O objetivo da Nobre é proporcionar um serviço especializado de internação voltado aos pacientes crônicos e/ou de recuperação prolongada com a promoção do preparo seguro para alta e atendimento domiciliar.

Sobre o Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde

O Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde é uma entidade dedicada à promoção da excelência na gestão da saúde por meio de educação, de capacitação técnico-científica e de certificação dos executivos do setor público e privado.

Reconhecendo um ambiente desafiador e que está em constante evolução, o compromisso do CBEXS é com a melhoria contínua das lideranças e com a sustentabilidade do sistema de saúde.

Posicionando-se como entidade sem fins lucrativos, o Colégio tem também foco no caráter associativo e de representatividade profissional.

Construindo Hospitais em Realidade Virtual

BIM Capa

De acordo com o US National Building Information Model Standard Project Committee, Building Information Modeling (BIM) é a representação digital das características físicas e funcionais de um edifício. É uma fonte de conhecimento compartilhado sobre uma edificação que forma uma base confiável para tomada de decisão durante todo seu ciclo de vida; da concepção à demolição.

Originalmente os projetos eram feitos em duas dimensões – basicamente compostos por plantas, elevações e cortes. Além do 3D, que agrega a dimensão de profundidade, o BIM se extende também para o 4D (tempo) e 5D (custo). Já existem também referencias de 6D (análise de sustentabilidade) e 7D (gerenciamento de ciclo de vida). A verdade é que quando lidamos com a simulação de um edifício real de maneira virtual, existem inúmeras dimensões que podem ser incoporadas à esse modelo, como normas especifícias ou até mesmo operações. No caso de modelos hospitalares, imagine se pudessemos incorporar a RDC 50 – Resolução da ANVISA – aos projetos, de forma à garantir o atendimento as normas básicas. Ou se pudessemos agregar informações da operação para simular o funcionamento de um departamento ou até do hospital inteiro para subsidiar tomadas de decisão.

Essas simulações podem economizar inúmeros recursos a longo prazo, mas demandam investimento de tempo e dinheiro na fase de modelagem e discussão de cenários. Ainda lidamos com uma cultura imediatista, onde economizar 10 reais hoje muitas vezes é mais importante que economizar 1.000 reais em 2 anos. A fim de entendermos os reais benefícios do BIM é preciso mudar essa mentalidade!

O primeiro passo para um projeto bem sucedido em BIM é PLANEJAMENTO - determinar quais informações deverão ser extraídas do modelo no futuro, ou seja, qual será o nível de detalhe. A quantidade de informações a serem extraídas é igual a quantidade informações a serem inseridas no modelo durante a sua criação. Pense numa porta: ela pode ser representada por um simples retangulo em planta, caso apenas a representação 2D dela seja necessária para a construção, ou pode ter agregada a ela informações sobre o batente, dobradiças, maçanetas e parafusos, tudo isso incorporado ao modelo. Sendo assim o tempo de criação de um modelo é variável e único de cada projeto.

Todos entendemos os benefícios básicos do BIM, como coordenação interdiciplinar, diminuição de erros em obra e facilidade de visualização, mas ainda estamos longe de explorar todo o potencial dessa ferramenta. O escopo completo do BIM que incorpora além de projeto e construção, também a operação e manutenção desses edifícios, abre uma serie de novas oportunidades de utilização e interação com o modelo. Especialmente para edíficios de alta complexidade como os de saúde, o BIM deve ser visto como um importante aliado nessa jornada que começa muito antes da construção.