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Articles from 2003 In June


Colortel registra crescimento na locação de equipamentos

Com expectativa de faturamento de R$ 22 milhões para este ano, a Colortel,
empresa do setor de locação de eletroeletrônicos, apresentou uma linha de aparelhos de ar-condicionado bem mais econômicos e silenciosos que os convencionais na edição 2003 da Hospitalar. Entre os equipamentos, destacam-se os de Split System de grande porte, entre 60 e 80 btus.
Para Julio Cosentino, diretor comercial da empresa, os hospitais têm substituido as antigas centrais de refrigeração, que apresentavam um custo muito alto de energia elétrica e de manutenção.
Com mais de 50% do mercado nacional, a empresa tem na rede hospitalar a sua principal clientela. No caso das clínicas e hospitais, a terceirização da administração dos equipamentos é uma das opções para a instituição de saúde economizar. Segundo Cosentino, as vantagens da locação sobre a compra são muitas: manutenção gratuita dos equipamentos, troca imediata do aparelho em caso de pane, possibilidade de contar sempre com os modelos mais recentes do mercado e, ainda, dedução do aluguel de equipamentos do lucro real como despesa operacional, diminuindo o imposto de renda a pagar.

Fundação ABC inaugura laboratório ginecológico

A Faculdade de Medicina da Fundação do ABC inaugura amanhã (dia 1 de julho) o Ambulatório de Vulvovaginite (inflamação na vulva e na vagina), voltado para pesquisa e tratamento gratuito de pacientes com queixas no trato genital inferior. O objetivo do Ambulatório não é apenas realizar uma consulta padrão, mas sim o atendimento completo e o acompanhamento contínuo das pacientes, que só deixarão o local após estarem definitivamente curadas.
"A vulvovaginite é a queixa mais comum das mulheres nos consultórios ginecológicos. Nosso papel será diagnosticar a verdadeira causa da dor, identificar os agentes dessa causa e providenciar o devido tratamento. Muitas vezes as pacientes saem da consulta com a receita, mas não tem condições financeiras para a compra dos remédios. Como o intuito desse projeto é o acompanhamento médico para pesquisa, a disciplina firmou parcerias com laboratórios farmacêuticos e as mulheres atendidas sairão não somente com a receita, mas receberão também os medicamentos necessários gratuitamente", explicou o Dr. Milton Jorge de Carvalho, ginecologista da Faculdade de Medicina do ABC.
O local contemplará os três requisitos básicos que regem a Fundação do ABC: ensino, assistência e pesquisa. O atendimento do novo ambulatório será direcionado a uma linha de pesquisa que visa identificar as causas e apontar o melhor tratamento para a vulvovaginite. Serão avaliados todos os fatores envolvidos e realizados diversos exames bacteriológicos, em uma parceria da disciplina com o Laboratório de Análises Clínica da Faculdade.
O diagnóstico desse tipo de doença parece simples, mas é multifatorial e depende de diferentes aspectos, como fatores alérgicos, orgânicos e de higiene íntima, responsáveis pelo aumento da incidência das queixas e do número de casos não solucionados.
Devido a complexidade do atendimento e por não ser um procedimento superficial e sim de pesquisa, serão atendidos no máximo 15 pacientes por semana. Diariamente participarão do Ambulatório um médico ginecologista e uma enfermeira. Já o setor de Análises Clínicas contará com um técnico farmacêutico e um médico, além do acompanhamento e auxílio dos residentes em Ginecologia e Obstetrícia em ambos locais.

Humberto Costa define novas normas para transplante de córneas

O ministro da Saúde, Humberto Costa, assinou ontem, em Fortaleza (CE), duas portarias com o objetivo de melhorar a qualidade dos tecidos oculares oferecidos para transplante, informou a Agência Brasil. As portarias redefinem as normas de funcionamento e cadastramento dos Bancos de Tecidos Oculares Humanos e incluem na tabela de pagamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) a remuneração desses estabelecimentos pelo processamento de tecidos.
A assinatura das portarias ocorreu durante a Reunião Nacional dos Coordenadores Estaduais e Regionais de Transplante de Órgãos, na Universidade de Fortaleza (Unifor). Segundo as novas exigências, os bancos de olhos devem possuir instalações físicas, equipamentos e profissionais aptos a captar, transportar, processar e armazenar tecidos oculares de procedência humana para fins terapêuticos, de pesquisa ou de ensino.
Os bancos de olhos em funcionamento terão seis meses para se adaptar às novas regras e solicitar o cadastro de funcionamento sob pena de interdição. A intenção é garantir a qualidade desses tecidos, proporcionando mais segurança aos receptores.
A partir de agora, o processamento de Córnea/Esclera para transplante passa a ser cobrado pelos bancos de olhos. Atualmente, é o hospital transplantador que recebe pelo procedimento. O valor pago por processamento é de R$ 400.
Em 2002, foram realizados 7.921 transplantes de órgãos/tecidos, número 80,2% maior que em 1998, quando foram realizadas 4.299 cirurgias. O investimento do ministério da Saúde no setor cresceu 303,9% no período. No pagamento de cirurgias, medicamentos e todos os procedimentos associados aos transplantes, o ministério gastou, em 2002, mais de R$ 280 milhões. Em 1998, esse custo foi de cerca de R$ 78 milhões.
A lista de espera tem 55.801 pessoas. São 242 pessoas aguardam um coração; 22.082, córnea; 4.181, fígado; 93, pulmão; 28.659, rim; 171, pâncreas; e 373, rim/pâncreas.
O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) tem atuado, também, no treinamento de profissionais de saúde envolvidos no processo de captação de órgãos e tecidos, ministrando cursos de formação de coordenadores de transplantes. Nos últimos dois anos foram realizados 17 cursos, em 15 estados.
O SNT é composto de 22 centrais estaduais e oito centrais regionais, cobrindo praticamente todo país, com exceção do Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins. Estão credenciados 445 estabelecimentos de saúde e 1.017 equipes especializadas para a realização de transplantes no Brasil.
O SUS responde por 92% dos transplantes realizados no país.

Fiocruz prepara profissionais para comunicação em saúde

O departamento de Comunicação e Saúde (DCS) do Centro de Informação Científica e Tecnológica (Cict) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) oferece 25 vagas para a quarta edição do Curso de Especialização em Comunicação e Saúde que se realizada de 1º de setembro a 28 de novembro próximos. O curso se destina a profissionais que atuam ou desejem atuar no campo da comunicação e saúde em instituições governamentais, não-governamentais, meios de comunicação e movimentos sociais. A carga horária é de 360 horas, distribuídas em 3 módulos de 120 horas cada, sendo dois presenciais em horário integral e um a distância, com estudos e atividades supervisionadas, informa a Agência Brasil.
O objetivo do curso é oferecer subsídios para o planejamento, desenvolvimento e avaliação de políticas e práticas institucionais de comunicação no campo da saúde, visando a melhoria das condições de vida e saúde da população. As inscrições estão abertas até 4 de julho e mais informações pode ser obtidas na secretaria Acadêmica da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz pelos telefones (21) 2598.2557/2588, 0800-230085, fax (21) 2598.2727, ou e-mail seca@ensp.fiocruz.br), das 9 às 17h, de 2ª a 6ª feira. O departamento de Comunicação e Saúde também pode ser consultado pelos telefones (21) 3882.9146/91410, fax (21) 2290.4745, ou e-mail isoares@cict.fiocruz.br.

White Martins tem nova estratégia para saúde

Ser conhecida no mercado como provedora de soluções de saúde é a nova estratégia da White Martins, que atua no setor de gases industriais e medicinais, e desenvolveu um conjunto de soluções para atuar em áreas como otimização dos recursos hospitalares e segurança nas operações.
As quatro frentes de atuação da White Martins passam a ser serviços, equipamentos, homecare e gases medicinais. Para o atendimento domiciliar a White Martins aumentou investimentos com a inauguração do primeiro Centro de Serviços em Home Care de Porto Alegre (RS), onde, além de comercializar produtos, está prestando serviços complementares de apoio aos portadores de doenças respiratórias crônicas.
As demais soluções em saúde da White Martins envolvem a construção e operação de lavanderias hospitalares com atendimento a cerca de 50 hospitais em todo o país e também operação de Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) e Estações de Tratamento de Água (ETAs) em Hospitais.
Também está nos planos da empresa a venda e locação de equipamentos para CTIs e centros cirúrgicos e passará a oferecer um serviço de Engenharia Clínica que funcionará como ferramenta para gestão da tecnologia nos hospitais.

Banco Mundial aprova US$ 100 milhões para AIDS no Brasil

O Banco Mundial aprovou um empréstimo de US$ 100 milhões em apoio ao programa brasileiro de prevenção e controle da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Esse é o terceiro projeto financiado pela instituição voltado para conter o avanço da doença que, segundo dados coletados no ano passado, atinge mais de 240 mil brasileiros. A verba será distribuída entre os 27 estados e 411 municípios que concentram 90% dos casos da doença. Organizações não-Governamentais que atuam com programas de prevenção e que apóiam pacientes infectados também serão beneficiadas.
O Brasil é reconhecido internacionalmente pelas iniciativas relacionadas ao controle do avanço dos sintomas da AIDS. O país já foi homenageado pela Organização Mundial da Saúde pelo desenvolvimento da Terapia Anti-retroviral, e também já venceu uma dura batalha na Organização Mundial do Comércio contra a indústria farmacêutica, quando conseguiu o direito de produzir remédios genéricos utilizados no tratamento em questão. A Terapia Anti-retroviral consiste em um coquetel de comprimidos que, se não elimina o vírus da doença, é capaz de controla-lo interrompendo o avanço dos sintomas. O método é oferecido gratuitamente pelo sistema público de saúde desde 1996. Parte do financiamento liberado será destinado a esse programa.
Ao longo do programa brasileiro de combate à AIDS, o Banco Mundial já financiou cerca de US$330 milhões. O primeiro empréstimo, aprovado em 1993, foi de US$160 milhões e tinha como objetivo testar e implementar as principais estratégias para acabar com a epidemia. O segundo, aprovado em 1998, foi da ordem de US$165 milhões e, embora seu enfoque tenha sido na prevenção, apoiou os esforços necessários nas áreas de treinamento, pesquisa, desenvolvimento de material e protocolo para a provisão de Terapia Anti-Retroviral.

Congresso apresenta novidades em transplantes

A cidade de Fortaleza (CE)vai sediar de amanhã até o dia 2 de julho, o VII Congresso Brasileiro de Transplantes. O evento reúne 180 conferencistas brasileiros e estrangeiros e aborda descobertas científicas sobre transplantes de fígado, coração, pulmão. Segundo o Dr. Henry Campos, integrante da Associação Brasileira de transplante de Órgãos (ABTO) e presidente da Comissão Organizadora, o objetivo do Congresso é destacar os mais recentes avanços clínicos, cirúrgicos e de áreas básicas, relacionados aos transplantes de órgãos, tecidos e células. "O evento irá proporcionar a troca de informações científicas e clínicas, relevantes para a prática dos transplantes e assistência dos pacientes", afirma. "O Congresso objetiva também estimular a doação de órgãos e tecidos e facilitar a discussão de aspectos sócio-econômicos, éticos e de regulação da prática dos transplantes".
Paralelo ao Congresso, acontecem também o VII Encontro de Enfermagem em Transplantes, o Fórum de Histocompatibilidade e o II Congresso Luso-Brasileiro de Transplantes.

CFM entrega dossiê para CPI dos planos de saúde

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Edson de Oliveira Andrade, entregou ontem um dossiê de denúncias formuladas por usuários de planos de saúde ao presidente da CPI dos Planos de Saúde da Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-RS), durante audiência pública.
Segundo o presidente do CFM, as denúncias são as mais variadas, desde o aumento exagerado no valor das mensalidades, passando por exames negados, o uso contínuo de material hospitalar descartável e o descredenciamento de médicos sem qualquer aviso aos pacientes. De acordo com Andrade, esses problemas são apenas a superfície de um relacionamento difícil entre os médicos, as operadoras dos planos de saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A classe médica reclama que a ANS se preocupa apenas com a viabilidade econômica do sistema, e que não existem garantias para os médicos e os pacientes nessa relação. De acordo com o presidente do CFM, cerca de 30 milhões de pessoas são usuárias de planos de saúde no país.
"Existem cerca de 700 operadoras de planos de saúde registradas e uma quantidade infinita de planos clandestinos e a ANS responde que todas estão funcionando em caráter provisório", afirmou Andrade.
Andrade salientou que a classe médica não está em campanha contra as atividades das operadoras dos planos de saúde, "mas é um tipo de atividade econômica que não pode se sobrepor às garantias sociais".

Cisa apresenta sistema de gestão da esterilização

A Cisa está trazendo ao Brasil o Itineris, um sistema de informação que controla o processo de esterilização dos instrumentos e acessórios cirúrgicos. O Itineris controla os instrumentos etiquetados com código de barras e interliga-se com os dispositivos externos, tais como autoclaves, soldadoras, sinais de alarme sonoro/óptico, impressoras, etc. O sistema permite arquivar todas as informações relativas ao processo de esterilização como instrumentos, operadores, ciclo de esterilização, tipo, êxito, data e hora do procedimento, departamento, tipo de kit e composição do kit. Os dados são compilados para a obtenção de informações estatísticas sobre o processo de produção necessário à otimização dos recursos, para o planejamento das atividades de suprimento e para gestão do estoque do material esterilizado.
Outro lançamento da Cisa é um sistema de carga e descarga automático para autoclaves. A partir do momento que o operador coloca os instrumentos em um carrinho apropriado da Cisa, o ciclo se inicia automaticamente com a abertura da porta, entrada do kit no sistema e abertura automática, assim que o ciclo é completado. O sistema de carga e automático para autoclaves custa em torno de R$ 60 mil, informa Fernando Fronza, do departamento técnico da Cisa.
Mais informações no telefone (11) 3068-8315.

Into realiza mutirão de cirurgias de joelho

Termina hoje, no Rio de Janeiro, a II Jornada de Imersão e o Projeto Mutirão do Hospital de Traumato-Ortopedia (Into). Além de beneficiar diretamente pacientes que aguardam por cirurgias de joelho, em alguns casos, há três anos, o projeto visa também a capacitação de diversos profissionais, muitos deles vindos de regiões distantes e carentes, como o Norte do país. Ambos os eventos são realizados na unidade assistencial do Hospital de Traumato-Ortopedia (HTO), informa a Agência Saúde. O Into registra mais de 2000 pacientes na lista de espera - só para este tipo de cirurgia - e a seleção dos que vão participar do mutirão foi realizada levando em consideração a ordem cronológica de chegada e a gravidade do caso. São cerca de 43 pacientes, que sofrem de artrose (80%) e artrite reumatóide e osteonecrose (20%). Em condições normais, o HTO realiza, por semana, oito cirurgias desses casos.
A equipe médica, comandada pelo chefe da Cirurgia de Joelho do HTO, Dr. Lais Turqueto, é formada por seis especialistas do próprio hospital e outros seis médicos convidados. Além dos profissionais diretamente envolvidos na realização do mutirão, estão sendo aguardados cerca de 200 médicos de várias regiões do país, como São Paulo, Minas Gerais, interior do estado do Rio e, principalmente, dos estados da região Norte.
O Into foi instituído pelo Ministério da Saúde, em 1994, como órgão normatizador de procedimentos em ortopedia no país. A instituição presta diversas consultorias ao Ministério da Saúde na área de traumatologia de alta complexidade, como, por exemplo, na avaliação de hospitais públicos e privados para credenciamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na tabela de remuneração feita pelos SUS aos serviços prestados por esses hospitais e ainda na compra de material, como no caso de implantes ortopédicos em geral. Além dessa consultoria, o instituto é responsável pelas gestões do HTO e do Hospital Anchieta, que está em fase de reformas.
O HTO - a unidade assistencial do instituto - oferece à população, através do SUS, serviços médicos e clínicos em 13 especialidades ortopédicas, contando com uma equipe de mais de 50 médicos e 1.110 funcionários. O hospital foi fundado em 1973, quando o antigo Hospital dos Acidentados, adquirido pelo INPS, passou a prestar atendimento exclusivo na área traumato-ortopédica e mudou de nome.
Em 1989, o Hospital de Traumato-Ortopedia inaugurou o Banco de Ossos - até hoje o único do Estado - fornecendo ossos a outros hospitais que atuam na área de transplantes e integrados ao Into.
O Into vai transmitir as cirurgias de joelho do mutirão, ao vivo, diretamente dos centros cirúrgicos para o auditório do HTO, fornecendo um treinamento prático-teórico intensivo para os profissionais de outros hospitais. Essa iniciativa reduz drasticamente o tempo de aprendizado dos cirurgiões para uma semana. Em condições normais, esse processo levaria três meses.
É ainda uma variante do Projeto Suporte, que visa à integração e assistência em traumato-ortopedia e reabilitação em regiões que não possuem atendimento de alta e média complexidade nessas áreas. O projeto beneficia, principalmente, a população do interior das regiões Norte e Nordeste do país. No Suporte, os especialistas do Into se deslocam até essas regiões carentes e promovem mutirões, ao mesmo tempo que capacitam os profissionais locais e colocam à disposição dos estados tecnologia de ponta na área de traumato-ortopedia.
O projeto foi apresentado ao ministro Humberto Costa em fevereiro. O primeiro convênio assinado foi em maio, entre o Ministério da Saúde, o Into e o governo do Acre, que tinha pacientes que esperaram até cinco anos para serem submetidos a uma cirurgia dessa natureza. Rondônia será o próximo a se beneficiar com o Projeto Suporte já no mês de julho. Roraima, Amapá e Amazonas também estão na lista de espera para assinaturas de novos convênios.