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Programa do governo do estado de São Paulo promete atendimento especializado a longa distância

Programa do governo do estado de São Paulo promete atendimento especializado a longa distância

A inovação digital tem conquistado a área da saúde. Com o suporte do Hospital Israelita Albert Einstein o governo de São Paulo lançou o programa Multisaúde de consultas especializadas a distância que visa agilizar o atendimento especializado à população. A meta é reduzir o tempo de diagnóstico e de início de tratamento por meio de teleconsultoria com médicos de hospitais renomados.

De acordo com informação da Secretaria da Saúde, a princípio a iniciativa conta com atendimento na área de dermatologia, na UBS – Unidade Básica de Saúde, na cidade de Catanduva, na região de São José do Rio Preto. O projeto também já está ativo em outras cinco cidades da região: Itajobi, Novo Horizonte, Pindorama, Pirangi e Tabapuã.

O programa funciona por meio de um aplicativo desenvolvido pelo governo de São Paulo, em que profissionais das UBSs vão coletar imagens de alterações na pele de cada paciente, bem como aspectos clínicos, e enviarão o conteúdo para teledermatologistas do Hospital Israelita Albert Einstein, por meio de parceria.  A partir da troca de informações, os especialistas do serviço parceiro vão emitir laudos à distância e sugestões terapêuticas, garantindo agilidade e eficiência.

Desta maneira, o paciente terá o atendimento concluído pelo estabelecimento e receberá o diagnóstico do quadro em que poderá ser encaminhado para uma avaliação presencial com um dermatologista em serviço de referência da região e, dependendo do resultado, ainda pode ser indicado para a realização de biópsia nos casos que indicarem suspeita de câncer.

Para o secretário de saúde, José Henrique Germann Ferreira, este tipo de iniciativa agiliza o diagnóstico de doenças e aumenta chances de cura, caso um câncer seja detectado. “O uso da tecnologia permite uma troca de informações entre profissionais da saúde da UBS e do hospital parceiro para a elaboração de diagnósticos de modo mais ágil e eficiente. Na luta contra o câncer, quanto mais rápida for a detecção da doença e o início do tratamento, maiores são as chances de cura”, ressaltou.

A Secretaria da Saúde informou que os profissionais da Atenção Básica dos municípios onde o Multisaúde funciona estão sendo capacitados para o uso do aplicativo. Eles passam por treinamento com teleconsultores para análise dos casos inseridos na nova ferramenta. “Além da rapidez diagnóstica, o uso da tecnologia vai reduzir encaminhamentos e consultas desnecessárias. O objetivo é oferecer maior conforto a pacientes e médicos, já que reduzirá eventuais deslocamentos para atendimento presencial.  A lógica será utilizada em todas as etapas do programa, que será expandido gradativamente no estado de São Paulo”, de acordo com comunicado oficial da instituição.

Estudo da Deloitte e IBRI revela alterações no ecossistema das Relações com Investidores

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  • 12ª edição da pesquisa elaborada pela Deloitte em parceria com o IBRI – Instituto Brasileiro de Relações com Investidores mostra que o ecossistema de RI está mais complexo; 
  •  Do total de 64 empresas respondentes, 69% investiram em novas ferramentas e formas de trabalhar. No entanto, apenas 8% aplicaram tecnologias de dados e automação cognitiva para funções de RI; 
  •  A maioria das empresas participantes afirmou ter conseguido manter seu quadro de profissionais de RI no último ano; 
  •  Seis em cada dez empresas identificaram um aumento de investidores pessoas físicas.

A pesquisa Novo Ecossistema das Relações com Investidores - Tecnologia e Comunicação na era dos negócios digitais, elaborada pela Deloitte em parceria com o IBRI – Instituto Brasileiro de Relações com Investidores, está em sua 12ª edição e lança luz sobre como os profissionais de RI estão lidando com um cenário de incertezas, um ecossistema multifacetado e um momento de intenso uso de tecnologias e novas plataformas de investimento. 

“As transformações na função de RI têm seguido principalmente a direção de acompanhar o atual dinamismo do mercado e apoiar um processo de comunicação mais eficaz e personalizado com os públicos de interesse. Para lidar com as mudanças em curso, advindas da evolução da tecnologia digital, o profissional de Relações com Investidores precisa agora desenvolver não apenas habilidades técnicas, mas também as chamadas soft skills – aquelas que se relacionam a características como comportamento, comunicação e liderança", declara Ronaldo Fragoso, líder do Centro de Excelência em Aspectos Regulatórios e Governança Corporativa da Deloitte Brasil. 

A edição de 2019 da pesquisa aborda os diferentes temas que compõem o universo das Relações com Investidores, tais como estrutura organizacional, percepção de valor, tecnologias emergentes, perspectivas para o mercado de capitais e novas regulamentações. 

“A pesquisa reforça como a adoção de tecnologia permeia todo o universo das Relações com Investidores, e pode ser aplicada de forma a apoiar uma estratégia robusta de comunicação para lidar com o aumento detectado de investidores pessoa física”, declara Guilherme Setubal, presidente da Diretoria Executiva do IBRI.

1.     Estrutura organizacional  

Apesar dos desafios colocados pelo recente cenário econômico e de negócios no Brasil, houve esforço das 

empresas participantes da pesquisa em preservar o seu capital humano de Relações com Investidores, bem como em identificar talentos no mercado. Três em cada quatro respondentes indicaram que o quadro de profissionais de RI de sua empresa manteve-se em 2018. Do total de respondentes, 75% mantiveram o seu quadro de profissionais de RI em 2018, 20% aumentaram e 5% diminuíram. Quanto às expectativas para 2019, 25% das organizações pesquisadas identificaram a tendência de aumentar a equipe de RI, enquanto 71% pontuaram que esperam manter o quadro de profissionais.  

“Os dados mostram que, embora ocorra uma perspectiva de se incorporar tecnologias para automatizar e digitalizar processos, há uma preocupação das empresas em manter a sua estrutura organizacional para atender às demandas advindas da transformação digital do ambiente financeiro e de negócios”, analisa Fragoso.   

Dois terços (67%) dos entrevistados afirmaram que o líder de RI de sua organização também lidera outra área da empresa. Este é um indicador na natureza interdisciplinar das Relações com Investidores e também demonstra que a estrutura das organizações brasileiras é enxuta para o relacionamento com acionistas e demais agentes de mercado. Em mais da metade (56%) dos casos em que o líder de RI responde também por outra área na empresa, esse profissional está à frente da área financeira. Ainda dentro do grupo que também responde por outra área, 12% conduzem as iniciativas de planejamento estratégico, o que revela que há um conjunto de empresas que busca, por meio de estrutura organizacional, aliar o relacionamento com investidores e acionistas aos objetivos de negócios da organização como um todo. 

2.     Tecnologia aplicada ao ecossistema de Relações com Investidores  

Há um esforço de grande parte dos entrevistados em acompanhar o desenvolvimento tecnológico por meio do investimento em novas ferramentas e formas de trabalhar. No entanto, a aplicação de tecnologias como analytics, robótica e inteligência artificial ainda não chegou com força às áreas de RI. Do total, 69% investiram em novas ferramentas e formas de trabalhar. No entanto, apenas 8% aplicaram tecnologias de dados, automação cognitiva para funções de RI e 62% ainda não pensaram a respeito da adoção dessas tecnologias na área.  

Entre as práticas de inovação mais adotadas pelas empresas estão acompanhar indicadores de RI, implementar novas tecnologias para ampliar os canais de comunicação e utilizar novos formatos de relatório. Esse é um indicador de como as transformações na função de RI têm seguido principalmente a direção de acompanhar o atual dinamismo do mercado e também a de apoiar um processo de comunicação mais eficaz e personalizado com os públicos de interesse. Quando perguntados sobre o uso de IA – Inteligência Artificial, 80% destacaram ainda não ter pensado a respeito de sua adoção no atendimento a investidores.  

“Essas tecnologias podem ajudar a área de RI a captar e monitorar frequentemente o valor percebido do mercado sobre sua organização por meio do acompanhamento dos diversos canais de comunicação da empresa, o que ajuda a tornar mais eficientes as suas estratégias de captação. A Inteligência Artificial pode ser, por exemplo, especialmente útil para a melhoria da percepção de valor de pequenos acionistas e investidores, que se apresentam de forma mais fragmentada”, frisa Ronaldo Fragoso. 

3.     Percepção de valor  

O monitoramento da percepção de valor de mercado de uma empresa por analistas e investidores é uma função complexa, que demanda do RI o estabelecimento de ferramentas e critérios consistentes e estruturados. É natural que o mercado tenha uma percepção de valor diferente sobre uma empresa do que os profissionais que nela atuam. No entanto, cabe ao RI o estabelecimento de ferramentas e critérios consistentes e estruturados.   

Administrar a lacuna entre a percepção do valor de mercado da empresa e a de analistas e investidores ainda é um desafio crescente para as organizações, especialmente em um cenário econômico incerto como o atual. Para 33%, há uma grande lacuna entre a percepção de valor de sua empresa e a de analistas e investidores. Já para 37%, existe uma pequena lacuna e a porcentagem daqueles que não enxergam lacuna é de 15%, a mesma daqueles que responderam que não têm certeza ou que a questão não era aplicável.  

Para efeitos de comparação, na edição de 2014 da pesquisa, a porcentagem de respondentes que indicou haver uma grande lacuna naquele ano foi de 25% – o que revela que gerir a diferença na avaliação de analistas e investidores ainda é um desafio crescente para as organizações.  

Como principais práticas de aproximação com stakeholders, as organizações combinam ações presenciais como roadshows (81%), encontros anuais (59%) e investor days (54%) a iniciativas virtuais com o apoio da tecnologia, como os webcasts, que contam com a adoção de 65%. Outros canais digitais, como aplicativos e chatbots, podem ser explorados de forma mais adequada.

4.     Investidores pessoa física  

Com a maior disponibilidade de plataformas, canais de informação e agentes de investimentos, além da manutenção da taxa de juros em um patamar baixo, o mercado de capitais passa a se tornar mais atraente para as pessoas físicas. O que demonstra a necessidade dos profissionais de Relações com Investidores se prepararem para as demandas de um crescente público formado por pessoas físicas cada vez mais bem informadas.   

Seis em cada dez empresas identificaram um aumento de investidores pessoa física. No entanto, apenas 21% das empresas que notaram crescimento de investidores pessoa física têm uma prática voltada à captação desse grupo de investidores. Este resultado sugere que há um importante espaço para um posicionamento mais ativo das organizações.  

Ainda, de acordo com os entrevistados, os fatores que impulsionaram esse crescimento de investidores pessoa física foram o maior interesse pelo mercado de capitais, a popularização das plataformas de investimento, a baixa taxa de juros, a confiança na recuperação da economia e o aumento de agentes autônomos de investimento.

Metodologia da pesquisa    

A pesquisa Novo Ecossistema das Relações com Investidores - Tecnologia e Comunicação na era dos negócios digitais contou com a participação de 64 empresas – 30% das quais estão entre as 20 de maior liquidez no Ibovespa, 37% entre as 27 empresas do segmento N1 e 30% entre as 20 empresas do segmento N2.

Sobre a Deloitte 

A Deloitte oferece serviços de auditoria, consultoria empresarial, assessoria financeira, gestão de riscos e consultoria tributária para clientes públicos e privados dos mais diversos setores. Atendemos a quatro de cada cinco organizações listadas pela Fortune Global 500®, por meio de uma rede globalmente conectada de firmas-membro em mais de 150 países, trazendo capacidades de classe global, visões e serviços de alta qualidade para abordar os mais complexos desafios de negócios dos clientes. 

5 dicas para uma boa integração após fusão ou aquisição

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Os negócios estão indo bem na sua empresa? Isso pode significar que é hora de dar um novo passo: fusão ou aquisição. Seja incorporando outra empresa ou vendendo uma participação da sua companhia, essa nova etapa pode fazer bem aos negócios.

Ganhar escala, aumentar expertise por meio de talentos agregados e até "morder" uma nova fatia de mercado são as principais vantagens. Mas é preciso, também, tomar alguns cuidados para o tiro não sair pela culatra. Pequenas e médias empresas tradicionalmente familiares, ou que têm apenas um dono precisam se preparar para a convivência com outros sócios.

Além do aporte financeiro e de soluções para eventuais problemas de uma empresa em expansão, é preciso "abrir a cabeça" para lidar com outra cultura corporativa e diferentes perfis de liderança. Esse e outros fatores, inclusive, devem ser analisados antes mesmo da fusão ou aquisição, para evitar conflitos inconciliáveis. Nossa experiência mostra que é preciso realizar algumas etapas para que a experiência seja bem-sucedida.

1. Entenda cada companhia em profundidade

Quanto mais completa a análise da empresa, melhor. É preciso compreender estrutura, diferenciais competitivos, público-alvo, concorrentes e onde é possível ter sinergia. É preciso avaliar como a fusão impactará as operações e como a integração será feita - podem surgir temas delicados, como cortes.

2. Avalie os gaps de gestão

O melhor modelo de gestão é o que trará mais resultados de longo prazo e, em geral, é possível incorporar as melhores práticas de cada lado. Um dos fatores mais importantes a ser levado em conta é o objetivo da aquisição: a empresa é líder de vendas no segmento? Irá incorporar novas tecnologias? Eliminará concorrência? A partir daí, é possível estabelecer o planejamento de execução da fusão, com eventual troca ou redistribuição de talentos e recursos.

3. Cuide das pessoas que estão no seu negócio

Processos de fusão e incorporação geram medo e ansiedade que, por sua vez, trazem resistência e um clima de pouca ou nenhuma colaboração. A melhor forma de abordar esse problema é envolver as pessoas o quanto antes no processo, de forma transparente, minimizando a possibilidade de boatos e instabilidade emocional nos envolvidos.

A liderança dos gestores é imprescindível: eles serão os responsáveis por receber e integrar novos talentos, transmitir mensagens claras sobre mudanças de paradigmas de gestão, neutralizar potenciais conflitos e trabalhar com a redução de danos em pontos mais delicados, como escolher quem deve sair quando houver duplicidade de cargos, e se é necessário enxugar equipe.

Transparência e abertura ao diálogo são os fatores decisivos para garantir a retenção de profissionais-chave, e o papel deles com a gestão de suas próprias equipes.

4. Administre o choque cultural

As transformações serão muitas: de cultura corporativa, às vezes de endereço, de chefia, de forma de trabalhar. Para que o processo seja o menos traumático possível, os gestores de cada departamento devem elaborar um plano de transição que identifique os pontos de conflito, insatisfação e como superá-los.

Se o potencial de conflitos for muito grande, planeje mudanças por etapas, para que as pessoas tenham tempo de assimilar os novos colegas, metodologias diferentes, novas tecnologias e processos. Invista em treinamentos e crie oportunidades de integração entre áreas e a empresa como um todo.

5. Fortaleça a cultura

Uma cultura corporativa sólida ajuda na fluidez das rotinas e funciona como uma "liga" que harmoniza os colaboradores ao redor de um objetivo único. Não é algo que se constrói da noite para o dia, e é preciso investir em comunicação para que os valores almejados sejam efetivamente estabelecidos.

Fusões são complexas por natureza, por isso, cabe a nós gestores olhar para as pessoas e processos de modo a extrair o melhor deles, com o menor impacto e maior satisfação de todos os envolvidos. Afinal, mais do que ter um "ganha pão", precisamos nos identificar com um propósito naquilo que fazemos dentro do horário comercial.

Sobre o autor

Valmir Colodrão é CEO da Praxio, empresa de tecnologia especializada na cadeira de transporte e logística.

Sobre a Praxio

Na Praxio, tecnologia é a ferramenta para descomplicar e mover o mercado, sempre em busca dos melhores resultados em gestão para transporte de passageiros e cargas. Após 30 anos atuando como a marca BgmRodotec, a empresa passou a se denominar Praxio desde novembro de 2018, e tem como novo posicionamento direções conectadas ao futuro.

Fleury lança Centro de Excelência Ortopédica

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Participamos no último mês da inauguração do Fleury Day Clinic, o mais novo empreendimento do grupo. Não é a primeira vez que a empresa vai além da estratégia de medicina diagnóstica, já que no primeiro trimestre do ano inaugurou seu primeiro Centro de Infusão.

Desta vez a aposta é em um Centro de Excelência Ortopédica focado em procedimentos de baixa e média complexidade, que não requerem internação. A área da ortopedia foi escolhida uma vez que 70% de suas cirurgias são de baixa complexidade e podem ser realizadas fora do ambiente hospitalar.

Com isso é possível uma redução de pelo menos 20% nos custos por maior eficiência, além de maior satisfação dos pacientes e redução dos riscos (principalmente de infecção quando consideramos uma menor estadia).

A abertura do centro faz parte da estratégia de expansão do Fleury na cadeia de valor de saúde, segundo Jeane Tsutsui, diretora executiva do grupo. Tendo como pilares a qualidade, eficiência, otimização e segurança, o foco é na experiência do paciente e na resolutividade clínica.

Fizemos uma visita guiada ao local que funcionará das 7h às 18h, com cirurgias programadas até às 13h30 para que o paciente tenha a alta até às 18h. O corpo de cirurgiões será aberto, porém a equipe de anestesia e de enfermagem serão fechados.

O local contará com prontuário eletrônico do paciente e toda infraestrutura necessária, salas cirúrgicas modernas, leitos privativos, vestiários, farmácia e consultórios. As cirurgias seguirão critérios internacionais de segurança e foram feitas parcerias com hospitais de retaguarda para eventuais emergências.

Esta expansão dá continuidade ao conceito One-Stop Shop da marca, ou seja, o cliente encontra em um único lugar toda a resolutividade que precisa. Conta com localização privilegiada, no bairro de Higienópolis, próximo a grandes centros de excelência médica. A ideia é incluir serviços também dentro de “pacotes”, oferecendo soluções fim-a-fim.

Carlos Marinelli, CEO do Grupo Flaury, finaliza relembrando que a empresa está sempre conectada com soluções para o futuro. A abertura do Fleury Day Clinic será mais uma expressão da marca na plataforma de negócios em saúde, assim como os centros de infusão.

Como a Inteligência Artificial pode melhorar os resultados do cuidado com o paciente

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Ao utilizar a inteligência artificial, as instituições provedoras de assistência médica podem analisar grandes quantidades de dados para informar a tomada de decisão clínica no ponto de atendimento

A Inteligência Artificial (IA) e o Machine Learning existem há muitos anos. Na verdade, desde que passamos a considerar a ideia de uma máquina imitando a mente humana e construíram um cérebro virtual. Pesquisas em IA cresceram 12,9% nos últimos cinco anos, de acordo com um estudo recente. E desde o surgimento da Inteligência Artificial o setor de saúde estuda como essa tecnologia pode ser utilizada para melhorar os tratamentos e resultados dos pacientes.

Mas o que isso significa?

Todos os prestadores de serviços de saúde visam reduzir a variabilidade na prática, melhorar a qualidade, personalizar os cuidados dos pacientes e oferecer melhores resultados com custos mais baixos. O aumento do conhecimento que a Inteligência Artificial oferece pode ajudar a atingir esses objetivos.

Com a crescente quantidade de dados disponíveis, pode ser impossível classificá-los sem esta tecnologia. De acordo com o relatório da Dell EMC e da empresa de pesquisas IDC, os volumes de dados de saúde aumentam em 48% ao ano.

Utilizando IA, podemos analisar grandes quantidades de dados para colaborar com a tomada de decisão clínica no ponto de cuidado. Por meio de Soluções de Suporte à Decisão Clínica (CDS), os médicos têm a oportunidade de acessar e analisar uma grande quantidade de dados do mundo real, diminuindo a lacuna entre os experimentos e a realidade clínica. Isso produz práticas confiáveis ​​que podem ser aplicadas rapidamente na rotina dos profissionais de saúde.

Suportados por algoritmos avançados e recursos de Machine Learning, as ferramentas de CDS utilizam Inteligência Artificial para analisar dados existentes de pacientes e desenhar novas descobertas e hipóteses que muitas vezes não são consideradas em pesquisas científicas maiores ou mais tradicionais.

Além disso, os dados coletados dos médicos que usam essas soluções ajudam a fortalecer continuamente as recomendações fornecidas, proporcionando um processo contínuo de melhoria na tomada das decisões clínicas. Esse ciclo de retroalimentação permite reduzir as variações injustificadas e possibilita que os insights sejam utilizados na prática clínica e compartilhados entre os hospitais.

Ao usar Inteligência Artificial para filtrar os dados e fornecer as informações certas no momento certo, as CDS comprovaram que evitam erros médicos e reduzem custos. Por exemplo: com a ajuda de uma Solução de Apoio à Decisão Clínica de diagnóstico, os radiologistas demonstram redução de erros de diagnóstico em 19%, economizando custos em testes desnecessários e novos testes.

A tecnologia de IA continuará sendo um método proeminente para a compreensão do mundo de dados; mas são os médicos, pesquisadores e instituições que aproveitam essas informações para fornecer melhores cuidados, tratamentos e resultados que poderão trazer melhores benefícios para os pacientes.

Sobre o autor

Richard Loomis, M.D., é diretor de Informática de Clinical Solutions da Elsevier.

Sobre a Elsevier

A Elsevier é uma empresa global de informação analítica que ajuda instituições e profissionais a progredir na ciência e cuidados avançados com saúde e melhorar a performance para benefício da humanidade. Elsevier fornece soluções digitais e ferramentas nas áreas de gestão de pesquisa estratégica, R&D (Research & Development), performance, suporte para decisão clínica e educação profissional, incluindo ScientDirect, Scopus, ClinicalKey e Order Sets.

Depressão e Síndrome de Burnout afastam os brasileiros do trabalho

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Congresso realizado na Fiesp, em 4/7, discutirá alternativas e técnicas para prevenir a exaustão na rotina profissional e melhorar a saúde física e mental

O acúmulo de responsabilidades, a competitividade e o excesso de pressões e cobranças comuns no mercado de trabalho têm aumentado os casos de depressão e Síndrome de Burnout – considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma doença resultante de um estresse crônico e esgotamento mental e físico que não foram bem administrados.

A OMS aponta que até 2020 a depressão será o maior motivo de afastamento do trabalho no mundo e esse cenário gera um impacto na economia mundial de cerca de 1 trilhão de dólares por ano. Em 2017, por exemplo, os episódios depressivos geraram mais de 43 mil auxílios-doença previdenciários, inserindo a depressão na lista das 10 doenças que mais afastaram os brasileiros do mercado de trabalho, segundo dados divulgados pela Previdência Social.

Para discutir como enfrentar esse cenário, aumentando o bem-estar e a qualidade de vida dos colaboradores e, consequentemente, a produtividade das empresas, o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, realiza, no dia 4 de julho, a partir das 8h30, o Congresso Fiesp – Bem-estar e felicidade, na sede da entidade. O evento irá apresentar diversos painéis e workshops sobre temas como propósito de vida, saúde mental, bem-estar, relações sociais, comunicação, alimentação, inteligência emocional, tecnologia e inovação no sistema de saúde e carreira. As inscrições são gratuitas.

Segundo Luiz Hoffmann, diretor titular do CJE, os resultados das empresas estão diretamente ligados com o bem-estar dos profissionais e investir na saúde física e mental dos funcionários é a nova vantagem competitiva dos empreendedores. "O empregado quando não está bem, quando tem depressão, quando não rende, ele compromete a sua saúde, acaba sendo afastado e traz uma série de gastos para as empresas. A partir do momento que você tem um empregado que não se ausenta, não deixa de trabalhar, que está feliz e quer produzir, não só o empreendedor é beneficiado, mas todos os empregados", pontua.

Escale Health reduz 25% dos custos dos planos de saúde corporativos

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Integrada com seguradoras e operadoras, companhia investe em health data para analisar perfis de riscos de saúde dos colaboradores e implementar programas de prevenção para reduzir perdas com dias de afastamento do trabalho

A depressão será a maior causa de incapacidade no mundo até o ano de 2020, segundo estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, os transtornos mentais já são considerados a segunda causa de afastamento no trabalho, ficando atrás apenas das Lesões por Esforço Repetitivo (LER).

Cuidar da saúde é uma das grandes preocupações das empresas que buscam garantir uma melhor qualidade de vida para seus colaboradores e precisam minimizar os impactos negativos nos resultados do negócio por conta dos dias parados. De olho nesta demanda das organizações, a Escale Health lançou um software de big data que mensura a sinistralidade a partir da análise de dados sobre a saúde dos funcionários.

“Conseguimos saber qual hospital o colaborador utilizou, o custo do atendimento e a lista de material e medicamento dos procedimentos. Somos parceiros das principais seguradoras e operadoras, com isso conseguimos auxiliar na gestão de contratos corporativos, oferecendo tecnologia e um programa de gestão de saúde”, explica Sócrates Freitas, fundador e head responsável pela Escale Health.

Uma segunda vantagem, segundo ele, é reunir todas essas informações sobre o funcionário para entender o comportamento e os riscos futuros de ficar doente. “Agrupar todas essas informações permite trabalharmos em campanhas de prevenção e deixar de fazer um tratamento somente quando o caso já estiver mais grave, o que traria mais custos e mais dias parados”, comenta o head.

A Escale Health, que está no mercado há três anos e possui integração com seguradoras e operadoras - seguindo as normas da SUSEP, oferece um software que consegue decifrar mais de 75 mil códigos para detalhar todas as informações necessárias. Para o responsável pela Escale Health, infelizmente muitas empresas ficam dependentes das informações recebidas pelas operadoras e, por conta disso, acabam pagando por consultas, exames e tratamentos não realizados pelos funcionários. Ele revela que essa atualização constante de informação permite atingir uma redução de custos, em média, de 25%.

Mais que salário, as pessoas buscam carreiras significativas

Empresas que se preocupam com os resultados, precisam se atentar com a saúde dos funcionários. Os pesquisadores da London School of Economics and Political Science (LSE) realizaram um estudo em oito países e perceberam que a depressão custa coletivamente às nações do Brasil, Canadá, China, Japão, Coreia, México, África do Sul e

Estados Unidos mais de US$ 246 bilhões por ano como decorrência do afastamento do trabalhador e dias longe do trabalho.

O investimento de uma empresa na qualidade de vida dos trabalhadores reflete diretamente nos resultados da companhia. Um funcionário mais feliz sente-se mais motivado e, consequentemente, gera resultados melhores, além de diminuir muito o índice de afastamento por estresse. Assim, investir na saúde mental dos funcionários é bom para a empresa e ainda melhor para o empregado.

“Por exemplo, uma pessoa em função de histórico familiar pode ser um cardiopata no futuro. Com esta informação conseguimos identificar se é um caso crônico para determinada doença ou não. Analisando estes grupos começamos a trabalhar a prevenção, o que ajudar a reduzir sensivelmente o custo de sinistralidade porque investimos não só quando estão doentes”, analisa Sócrates.

A Escale Health possui em torno de 3500 clientes e já mapeou mais de dois milhões de pessoas. Os segmentos de atuação são variados: call center, lojas varejo, redes de supermercado, indústria, metalúrgica e outros setores.

Sobre a Escale Health 

A Escale Health utiliza tecnologia e gestão de dados para oferecer uma nova experiência em benefícios. Com Atendimento Otimizado, Health Data e Gestão de Saúde é possível realizar uma Gestão e controle de um grande volume de dados de utilização, com análise dos relatórios das Operadoras e Seguradoras e orientações do melhor uso técnico do benefício.

Sesi-RS estimula cultura de prevenção nas indústria

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Iniciativa está alinhada à meta da ONU de reduzir a mortalidade prematura por doenças crônicas

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como as cardíacas e o câncer, são responsáveis por 41 milhões de mortes ao ano, o que representa 72% do total mundial. O incentivo à promoção de hábitos saudáveis é uma das ações defendidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como forma de redução de falecimentos precoces por essas enfermidades. De acordo com o relatório “Salvando vidas, gastando menos: uma resposta estratégica às DCNTs”, cada US$ 1 investido nessa área gera um retorno de US$ 7 à sociedade, em aumento de empregos, produtividade e longevidade. Essa questão está no radar da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” estabelece como meta reduzir em um terço a mortalidade prematura por essas enfermidades até 2030, além de promover a saúde mental e o bem-estar.

Atento a essas necessidades, o Serviço Social da Indústria (Sesi-RS) lançou a campanha “Sua empresa com mais saúde o ano todo”. Com participação gratuita e destinada a companhias de qualquer porte, o projeto oferece a aplicação da ferramenta Avaliação da Saúde e Segurança em Trabalhadores da Indústria (ASSTI), composta por um questionário detalhado destinado a uma amostra estatisticamente representativa de trabalhadores. A partir das respostas, será feita uma análise e o Sesi-RS entregará para as indústrias participantes um diagnóstico completo, que contribui para o direcionamento de investimentos em programas de saúde, a partir dos índices de produtividade, estilo de vida e percepção de segurança no trabalho da empresa.

A campanha também disponibiliza materiais educativos para promover a sensibilização dos trabalhadores sobre a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis, como forma de prevenção, a partir de 24 temáticas, distribuídas em 12 meses. Serão entregues conteúdos para divulgação interna das empresas, entre os temas abordados estarão doenças crônicas, atividade física, alimentação, estresse, saúde mental e o impacto do sono na produtividade. A ideia é contribuir para desenvolver uma cultura da saúde dentro das indústrias.

O edital faz parte da estratégia do Sesi-RS na promoção da saúde e do bem-estar dos trabalhadores da indústria do Rio Grande do Sul, contribuindo para reduzir os custos com afastamentos, aumentar a produtividade e competividade, dar mais sustentabilidade ao negócio e possibilitar um equilíbrio entre vida e trabalho. O período de inscrição segue até 31 de maio de 2020. As indústrias interessadas podem obter mais informações sobre a adesão no edital, por meio do link.

Confira cinco tecnologias que melhoram a rotina médica

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Hoje, um bom médico não é apenas aquele profissional que realiza o melhor atendimento, faz diagnósticos precisos e consegue melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para alcançar esses objetivos, ele também precisa trabalhar com equipamentos tecnológicos que o auxiliam no dia a dia de seu consultório. Há soluções voltadas para a organização financeira, outras que ajudam no tratamento dos pacientes e até que automatizam processos. Saber conciliar cada um destes recursos potencializa o atendimento. Veja cinco tecnologias já existentes e que melhoram a rotina do profissional de saúde.

1 – Prontuário eletrônico

É a principal ferramenta de gestão do consultório médico. Com ele, é possível emitir receitas médicas, armazenar o histórico do paciente, possuir uma agenda inteligente de contatos, agilizar a solicitação de exames e até mesmo fazer o controle financeiro completo, incluindo o faturamento de convênios. As melhores marcas do mercado ainda possuem a certificação NGS-2 do Conselho Federal de Medicina (CFM) com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS). Assim, o médico pode sincronizar a assinatura digital à plataforma e eliminar o uso de papel em sua rotina. Para acessar as recomendações do CFM e da SBIS sobre sistemas clique aqui.

2 – Dispositivos portáteis de monitoramento

Os wearables (vestíveis, na tradução) não chegam a ser uma novidade: as pulseiras que registram batimentos cardíacos, por exemplo, já estão nos braços dos adeptos de atividades físicas há algum tempo. Contudo, a evolução das possibilidades desse equipamento para a área de saúde o coloca como item essencial para a saúde nos próximos anos. Com eles, o médico pode ter acesso a dados importantes de seus pacientes, como pressão arterial, frequência cardíaca, controle calórico, entre outros. Isso permite uma análise mais detalhado no diagnóstico dos pacientes.

3 – Telemedicina

A expressão diz respeito a tecnologias que facilitam a relação entre médicos e pacientes à distância. O atendimento remoto para tratamento e diagnóstico é mais uma fronteira que está sendo ultrapassada graças aos recursos tecnológicos. Hoje, já é possível realizar conversas por vídeo em tempo real com as pessoas, ideal em casos mais urgentes, analisar resultados de exames e até orientar o primeiro tratamento em determinados casos. Isso gera não só uma economia financeira para ambas as partes, como também agiliza o atendimento por evitar o deslocamento até o consultório. O CFM está trabalhando para regulamentar o uso da telemedicina e, em breve, os profissionais de saúde deverão ter acesso a orientações detalhadas sobre como usá-la.

4 – Inteligência Artificial

A união de dados e equipamentos tecnológicos é a base da Inteligência Artificial, uma das principais tendências esperadas na medicina. O conceito explica a capacidade dessas ferramentas aprenderem a partir dos processos realizados. Assim, elas conseguem, sozinhas, executar determinadas funções. Em um consultório, por exemplo, soluções de IA podem automatizar a gestão financeira, por exemplo, ou até ajudar na organização das informações do paciente, antevendo situações de diagnóstico.

5 – Impressão 3D

Ainda é cara e restrita a grandes grupos hospitalares, mas é questão de tempo para as impressoras 3D se transformarem em tecnologias comuns também nos consultórios médicos. Afinal, a popularização e o maior uso tendem a diminuir os custos de produção nos próximos anos. Assim, os profissionais de saúde podem agilizar os atendimentos aos pacientes em determinados casos, uma vez que eles mesmos podem imprimir próteses e equipamentos, por exemplo. Contudo, a evolução da biotecnologia pode elevar esta questão a um outro patamar, como a impressão de pele e tecidos sintéticos.

Grupo Fleury lança plataforma de transformação digital e inovação

 Grupo Fleury lança plataforma de transformação digital e inovação

Tendo em vista os trabalhos desenvolvidos e voltados para a área digital, o Grupo Fleury resolveu inovar e lançar a plataforma Fleury Lab. Localizada na região da avenida Paulista, em São Paulo, a iniciativa também conta com um portal que disponibilizará conteúdo para atender profissionais do setor e colaboradores internos, além de também publicar oportunidades em projetos de pesquisa.

O projeto tem como objetivo agilizar a transformação digital na instituição. “O Fleury Lab é um conceito que engloba as áreas de inovação, P&D e Digital, além dos espaços físicos mencionados e o laboratório interno de pesquisa, no qual cerca de 30 colaboradores desenvolvem novos produtos diariamente. Como foco da iniciativa, é possível ressaltar o incentivo ao intraempreendedorismo (por meio da Central de Ideias), criação de produtos digitais e codesenvolvimento com times interno de P&D e startups”, explica a gerente sênior de Estratégia e Novos Negócios do Grupo Fleury, Natália Nakagawa.

Ela ainda completa que “o conceito da plataforma Fleury Lab é reunir um complexo de iniciativas que visa a promoção de inovações e a Transformação Digital da companhia. Portanto, os benefícios são sentidos por todos os stakeholders da cadeia de saúde, incluindo os usuários, uma vez que o conceito abrange mudanças e melhorias nos fluxos internos e de atendimento ao cliente. Já a plataforma online traz ao público em geral conhecimento sobre as novidades no mundo da tecnologia em saúde, além de mostrar o que está sendo feito pelo Fleury”.

O grupo também lançou uma outra vertente do projeto: o Fleury Lab Startups, que tem foco em parcerias com startups, ou seja, empresas emergentes. Ele é realizado por meio de iniciativas voltadas para a prospecção de “antenas de inovação” para a geração de negócios baseados em tecnologias digitais disruptivas. “O InovaBra habitat é uma dessas antenas do Fleury no Brasil, em que mais de 50 startups foram mapeadas desde 2018, destacando-se, por exemplo, projetos como a construção de inteligência artificial para identificação de pneumonia em imagens de raios-X junto à startup Data H”, revelou Natália.

Ao todo foram mais de 200 startups mapeadas no mundo durante o período de seis meses. Entre as parceiras estão a brasileira “Data H”, que tem como projeto o uso de inteligência artificial para identificação de pneumonia em imagens de raios-X e identificação de idade óssea; a filandesa Combinostics que tem como principal objetivo usar inteligência artificial para detectar precocemente demência; e a israelense Aidoc que também usa a inteligência artificial para detectar anormalidades em tomografias e avisar sobre a necessidade de priorização do tratamento, trabalhando com imagens dinâmicas – como tomografias e ressonâncias. No Fleury, está em funcionamento para a detecção automática de trombos no pulmão (embolia pulmonar).