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Seriam os médicos mais interessados em mHealth que os pacientes?

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PricewaterhouseCoopers’ Health Research Institute (HRI) publicou um report de mHealth com as tendências para a indústria de saúde em 2015.

PricewaterhouseCoopers’ Health Research Institute (HRI) publicou um report de mHealth com as tendências para a indústria de saúde em 2015, com base em uma pesquisa com 1000 consumidores nos Estados Unidos e entrevistas com executivos em saúde.

“Com os consumidores liderando o caminho, gerando mais custos e tomando mais decisões, a mudança está surgindo na indústria de saúde. Companhias de saúde estabelecidas e as startups de saúde estão desenvolvimento produtos custo-eficientes e serviços personalizados para os consumidores.”, disse Kelly Barnes da PwC.

A pesquisa encontrou que 68% dos consumidores se disseram preocupados com seus dados de saúde armazenados no celular, enquanto 78% estavam preocupados com a segurança dos dados médicos em geral.

Dentre os produtos “DIY”, em que o paciente realiza o seu próprio exame em casa, como, por exemplo, urina, foi percebido que os médicos estão mais seguros com esta modalidade que os pacientes. Cerca de 30% dos pacientes disseram que fariam este tipo de exame em um device de análise de urina, enquanto mais de 50% dos médicos pesquisados disseram que usariam dados deste tipo de device para tratar pacientes ou decidir se eles precisam realizar uma consulta.

A empresa determinou 10 assuntos que devemos trabalhar no próximo ano:

  1. Saúde DIY: A população, pelo  menos americana, já está pronta para este tipo de tecnologia em saúde. Os wearable devices, os aplicativos de mHealth e outros devices conectados já são a prova disso.
  2. Balanceamento de privacidade e conveniência: A privacidade já vai perder espaço para a conveniência em 2015, já que pacientes devem começar a adotar ferramentas digitais e serviços que agreguem e analisem suas informações.
  3. Pacientes de alto custo inspirarão inovação de redução de custos: É preciso dar um foco neste tipo de paciente para que tenhamos redução de custo de forma a manter a qualidade do cuidado ou, ainda, melhorar.
  4. Fazer o salto de aplicativo móvel para medical device: A alta quantidade de aplicativos médicos de mHealth para pacientes pode tornar o diagnóstico mais conveniente e há ainda mais a necessidade de fortalecer a segurança destas informações.
  5. Colocar um preço em resultados positivos: Com altas tecnologias surgindo, é preciso termos mais evidências de bons resultados associadas a cada uma delas, é importante que passemos a ter mais evidências científicas acerca dos produtos.
  6. Abrir tudo para todos: Novas iniciativas de transparência estão focando em dados clínicos, resultados reais e relacionamentos financeiros entre médicos e empresas farmacêuticas.
  7. Conhecer o perfil dos novos segurados: Este ponto é mais focado no mercado americano, devido ao Medicare, mas deve ser uma constante no mercado brasileiro, com o aumento da classe C nos últimos anos.
  8. Extensores de médicos vistos como um papel importante no cuidado: Ao delegar tarefas, monitorar os pacientes digitalmente e entrar em modelos de pagamento com base em risco/resultado, os médicos passam a criar outra linha de cuidado com eles.
  9. Redefinir saúde e bem-estar para a geração Y: Os baby boomers estão se aposentando já e os empregadores e as seguradoras de saúde precisam encontrar novas tecnologias em saúde que sejam maneiras de engajar, reter e atrair uma nova geração de consumidores.
  10. Parceria de vitória: Segundo a PwC, em 2015, novas parcerias, colaboração aberta e associações não-convencionais vão tirar a saúde da zona de conforto para a tomada de novas decisões estratégicas.

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