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Case inovador do Hospital Sancta Maggiore Morumbi integra programação do European Healthcare Design

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Assinado pela Perkins&Will, projeto de planejamento em saúde adaptou torre corporativa para uso hospitalar com soluções inéditas

Em toda a história, os hospitais no mundo todo eram predominantemente horizontais. No entanto, os cenários econômico, sanitário e urbanístico dos últimos oito anos exigiram novas alternativas para absorver a demanda crescente por atendimento hospitalar – especialmente em planos de saúde, necessidade que se intensificou ainda mais com a pandemia da COVID-19.

Entre as principais soluções está a adaptação de edificações pré-existentes, não necessariamente concebidas originalmente para o uso hospitalar. O reaproveitamento tem vantagens como: sustentabilidade, agilidade na ocupação e início da operação, proximidade de grandes centros urbanos, aproveitamento da tecnologia (no caso de edifícios mais modernos), entre outros. A transformação também apresenta desafios: é necessário um minucioso planejamento para que a verticalização não prejudique o funcionamento hospitalar e que as normas sanitárias e de segurança sejam completamente atendidas.

Exemplo bem-sucedido é o Hospital Sancta Maggiore Morumbi, da Prevent Senior, em São Paulo. Um dos líderes mundiais em arquitetura hospitalar, o estúdio global de arquitetura e design Perkins&Will desenvolveu o projeto que viabilizou a transformação de uma moderna torre corporativa em um dos hospitais mais avançados e inovadores do país. O case integra a programação do European Healthcare Design 2021, evento internacional de design hospitalar, que terá como tema “Desconstrução criativa: inovação de design para enfrentar ameaças existenciais” e será realizado entre 14 e 17 de junho. O projeto será apresentado no painel “Hospitais nas cidades”, no dia 14 de junho, às 16h30 (horário de Londres), pela arquiteta Lara Kaiser, Diretora de Healthcare e Operações do estúdio da Perkins&Will em São Paulo e líder do projeto.

 O hospital foi implantado na TEK Nações Unidas, torre corporativa Triple A na Marginal Pinheiros, com 31 lajes e 24 pavimentos, de cerca de 1,2 mil m² cada um – somando 24 mil m² –, além de quatro níveis de garagem, espaço térreo com pé-direito triplo, dez elevadores e heliponto, totalizando uma área construída de 41 mil m². A construção recente, aliada ao alto padrão da edificação, colaborou ativamente com o projeto de adaptação para o uso hospitalar.

Um dos principais desafios do projeto foi a adequação das rotas de fuga, cujas características originais não atendiam aos critérios de uso hospitalar”, afirma Lara. A classificação de excelência da torre eliminou a necessidade de grandes adaptações de infraestrutura interna. “A tecnologia do prédio também possibilitou a instalação de tablets em painéis localizados ao lado das portas dos apartamentos de internação e integrados ao sistema de TI Médico, colaborando com o trabalho da equipe médica”, conta.

Outras configurações originais colaboraram com estratégias de design para proporcionar bem-estar. O amplo espaço do hall facilitou a criação de uma livre circulação de pessoas e a instalação de paredes verdes trazem os benefícios da conexão com a natureza. Os caixilhos do chão ao teto permitem a entrada de luz natural e o acesso à vista, que colaboram diretamente com a redução de  estresse e depressão nos pacientes, acompanhantes e colaboradores. Já o heliponto, preexistente na torre, permite o atendimento de traumas e o transporte de pacientes entre unidades.

O Hospital Sancta Maggiore Morumbi tem diversas características inovadoras que o tornam uma referência em atendimento médico. Os apartamentos de internação e enfermarias alojam 184 leitos, todos equipados com a quantidade de acessos de gases e elétrica necessária para o atendimento intensivo. “Os leitos flexíveis evitam que o paciente precise ser deslocado em caso de necessidade de atendimento de UTI, além de possibilitar o aumento de capacidade de leitos de UTI em caso de surtos de pacientes e reduzir o risco de contaminações cruzadas”, conta Lara.

O hospital conta também com centros cirúrgicos dedicados por andar de internação, precavendo cruzamento de fluxos em elevadores diminuindo a possibilidade de infecções hospitalares além do aspecto humanizado onde o acompanhante aguarda a família no mesmo andar. “Em caso de surto de doenças infectocontagiosas, como a COVID-19, a possibilidade de isolamento de setores e pavimentos”, explica. 

Os quartos ainda contam com dependências exclusivas para os acompanhantes, assegurando a melhor experiência para ambos e estimulando o cuidado entre a família e o paciente durante o período de estadia deste na unidade. Os equipamentos de uso da equipe de atendimento, como cilindros, balões de oxigênio e lavatórios, foram embutidos em painéis decorativos logo na entrada dos apartamentos para colaborar com o design no padrão de hotelaria.

Outro desafio foi a instalação de um avançado centro de diagnóstico por imagens no 2º pavimento. Para a colocação de aparelhos de grande porte, como a ressonância magnética e a tomografia, retiraram-se algumas vidraças da fachada para que as máquinas fossem içadas com a ajuda de guindastes para dentro do edifício. “Os caixilhos do piso ao teto – mais uma característica de edifícios novos – foram de grande ajuda nesse processo”, conta Lara.  O subsolo, por sua vez, foi transformado em estacionamento de ambulâncias e abriga áreas de apoio logístico, “aproveitamos esses espaços já que no uso hospitalar, não foram necessárias todas as vagas previstas para o uso original”, explica.

A reformulação da torre resultou em um dos mais completos e modernos hospitais gerais da América Latina, com características inovadoras que o tornam uma referência em edifícios de saúde, mostrando que é possível quebrar paradigmas sem deixar de cumprir normas e regras.

* O texto sofreu alterações em 12/05/2021 a pedido da assessoria de imprensa. 

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