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Hospital Moinhos de Vento e Grêmio se unem para pesquisa e desenvolvimento da Medicina do Esporte no RS

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Simpósio de Cardiologia do Esporte foi o primeiro evento científico em conjunto e reuniu especialistas para discutir o cuidado do atleta competitivo

Episódios de parada cardíaca em atletas, como do astro do futebol americano Damar Hamlin, no início do mês, e do jogador dinamarquês Christian Eriksen, em 2021, causam preocupação e trazem para o debate a importância de preparar equipes e também a população para atuar nas primeiras manobras de ressuscitação. Ambos sobreviveram devido ao rápido socorro.

A avaliação e acompanhamento de atletas, os desafios da prevenção e o atendimento em situações de alta complexidade, como casos de emergências cardiológicas no ambiente esportivo, foram os assuntos do primeiro Simpósio de Cardiologia do Esporte, promovido pelo Hospital Moinhos de Vento e o Grêmio Football Porto-Alegrense. O evento, realizado na última terça-feira, dia 24, foi a atividade oficial de início de uma parceria para promover a pesquisa e fortalecer a Medicina do Esporte no Rio Grande do Sul.

“O Hospital Moinhos de Vento tem buscado trabalhar na área do esporte visando a segurança de atletas e da população em geral adeptos às mais variadas práticas. Para tal, desenvolvemos junto ao Serviço de Cardiologia uma rotina de avaliação baseada em recomendações internacionais que incluem testes funcionais com foco na fisiologia do exercício. Poder dividir esse projeto com o departamento médico do Grêmio, foi muito honroso para nós. Nessa semana realizamos um simpósio para trocarmos conhecimento e práticas seguras de avaliação cardiopulmonar", afirmou o superintendente médico do Moinhos de Vento, Luiz Antonio Nasi.

De acordo com o coordenador do Departamento de Ciência, Saúde e Performance do Grêmio, Rafael Barleze, a produção científica para futebol da América Latina é a menor comparada com qualquer outro continente. “Gostaríamos de nos aproximar desses centros de excelência e ser também um exportador de ciência. E a melhor maneira de fazer isso é trazer nossos profissionais que são extremamente práticos e aliá-los aos especialistas que são referência em pesquisa e medicina, como acontece no Hospital Moinhos de Vento”, salientou.

A chefe do Serviço de Cardiologia da instituição, Carisi Polanczyk, também reforçou a importância da parceria para unir o conhecimento técnico e a medicina de ponta feita nos hospitais de referência com a prática de quem lida com os esportistas no dia a dia.

“O que precisamos é ter um acompanhamento contínuo e um conjunto de profissionais para que o atendimento seja feito em sua plenitude. Temos o desafio de fazer essa conexão com os times, com os esportes, tanto para o atleta competitivo como para aquelas pessoas que praticam atividades físicas tão intensas quanto um profissional, que são a maioria. É fundamental que todos façam uma avaliação para saber se é seguro e se estão bem amparados quanto à sua condição de saúde para aquele exercício”, explicou.

Avaliação física, prevenção e atendimento na medicina do esporte

Os debates iniciaram com a apresentação do cardiologista Anderson Donelli. Estudos comprovam que programas bem estruturados de avaliação física e acompanhamento de atletas competitivos reduziram os episódios de morte súbita durante a prática de exercícios nos últimos anos. O médico destacou a necessidade de conhecer o histórico médico, familiar, realizar exames e acompanhar o esportista. Além disso, o componente genético é um dos fatores de risco em alguns casos.

O coordenador da Unidade de Arritmia e Eletrofisiologia do hospital, Leandro Zimerman, falou sobre o desafio de prever quem são os indivíduos mais suscetíveis e como atuar no cuidado deles. Ao mesmo tempo, ponderou que casos de morte súbita no esporte são raros, porém acabam tendo grande repercussão.

“O esporte, de uma forma geral, é protetor da saúde e do coração. Além disso, cada vez temos mais pessoas treinadas em reanimação no cenário de morte súbita e isso tem repercutido de modo muito positivo. Nos últimos anos, os números de paradas cardíacas durante jogos competitivos se mantiveram iguais, mas as reanimações melhoraram e, como consequência, mais vidas foram salvas”, concluiu.

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