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InCor inaugura centro de pesquisa de Cardio-oncologia

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É o primeiro centro nesta especialidade dedicado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Espaço será liderado pela dra Ludhmila Hajjar e dr Roberto Kalil Filho.

O sistema cardiovascular sofre impactos severos durante o tratamento de um câncer. Cerca de 30% dos pacientes nessa situação podem desenvolver complicações como a insuficiência cardíaca, a hipertensão arterial sistêmica, doença coronária e o tromboembolismo, devido às intervenções do processo terapêutico.

Em alguns casos, as decorrências podem gerar um risco de mortalidade até maior do que o próprio câncer. Uma mulher com câncer de mama, por exemplo, oito anos após seu diagnóstico, corre mais risco devido a problemas no coração do que pelo próprio câncer.

A atuação conjunta entre as disciplinas de cardiologia e oncologia auxilia tanto na cura, na busca de novos tratamentos, quanto na melhora da qualidade de vida e no aumento da sobrevida do paciente.

É com esse objetivo que o InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo -HCFMUSP) inaugurou oficialmente nesta quarta-feira (1/9) seu centro de cardio-oncologia, que já nasce como referência para o Sistema Único de Saúde (SUS), no tratamento das doenças cardiovasculares em pacientes em tratamento contra o câncer.

Nomeado como Unidade Clínica de Cardio-oncologia “Lilia Klabin Levine”, em homenagem à empresária que é benemérita do InCor em vários projetos, a nova unidade já nasce com mais de 300 pacientes em acompanhamento e com 20 pesquisas clínicas em andamento. Seu objetivo principal é reduzir o impacto do tratamento oncológico no sistema cardiovascular incluindo prevenção, diagnóstico, tratamento e seguimento tardio, prezando sempre pelo cuidado individualizado e humanizado.

Liderada pelo Dr. Roberto Kalil Filho e pela Dra. Ludhmila Hajjar, a nova Unidade atua em parceria com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) – também do Complexo HC, referência na América Latina no acompanhamento de pacientes oncológicos. 

“Além de ser um dos maiores centros de cardiopneumologia do mundo, o InCor é também o maior publicador de estudos científicos do continente sul-americano. Inaugurar essa área de atendimento, ensino e pesquisa em cardio-oncologia nos permite aumentar a capacidade de trazer a ciência para perto dos pacientes, especialmente do SUS,  que precisam de novas alternativas da medicina para seus tratamentos”, afirma o presidente do Conselho Diretor do InCor, Dr. Roberto Kalil Filho.

“Temos agora um centro integrado de assistência de ensino e pesquisa atuando no Sistema Único de Saúde (SUS). A nossa proposta é ter a facilidade do cuidado multiprofissional no que se refere ao sistema cardiovascular. Além do atendimento médico, os pacientes também passam por exames, avaliação a farmácia clínica, nutrição, enfermagem, fisioterapia e reabilitação cardiovascular. Trazer ao país um centro de pesquisa como este pode abrir portas para procedimentos inovadores, capazes de tratar a doença e minimizar os efeitos deletérios ao coração do tratamento oncológico””, afirma a Dr. Ludhmila Hajjar, cardio-oncologista e diretora do novo centro de pesquisa do InCor.

Os pacientes com risco de desenvolverem complicações cardiológicas secundárias ao tratamento oncológico serão acompanhados pela equipe de médicos e especialistas multiprofissionais do centro de Cardio-oncologia “Lilia Klabin” InCor. Eles podem também participar de estudos clínicos com novas terapias, em andamento nesse novo centro.

Pesquisas em andamento

Inicialmente, a nova área acompanha 302 pacientes que estão inseridos em 20 estudos clínicos em andamento. Entre eles, uma pesquisa sobre o uso de um exame de diagnóstico, chamado angiotomografia de coronárias, como método para entender os diferentes graus de risco cardiovascular pré-operatório em pacientes oncológicos submetidos a cirurgias de grande porte. 

Também está sendo realizado um ensaio clínico para avaliar um medicamento como uma nova terapia farmacológica que possa prevenir a cardiotoxicidade, ou seja, que tem ação danosa ao coração, em pacientes com linfoma submetidos à quimioterapia.

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