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Ebserh assina acordo para construir hospitais em regiões críticas

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Parceria foi feita com universidades federais de Roraima e Campina Grande, estando prevista outras como Acre, de Rondônia, Amapá e de Tocantins

Os investimentos giram em torno de R$ 28 milhões, provenientes do Ministério da Educação (MEC), e incluirão as universidades federais do Acre, de Rondônia, do Amapá e de Tocantins, que devem assinar em breve o mesmo acordo.

Um dos grandes desafios da saúde brasileira é reduzir as disparidades regionais, para possibilitar as atividades de ensino, pesquisa e trabalho nos hospitais universitário federais. Para isso, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) assinou última quinta-feira (30) acordo com as universidades federais de Roraima (UFRR) e Campina Grande (UFCG) para viabilizar a construção de hospitais universitários.

Os investimentos giram em torno de R$ 28 milhões, provenientes do Ministério da Educação (MEC), e incluirão as universidades federais do Acre, de Rondônia, do Amapá e de Tocantins, que devem assinar em breve o mesmo acordo.

Para os projetos de construção das unidades, a Ebserh vai contar com o Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (Unops), entidade com expertise em projetos de infraestrutura complexas, inclusive de hospitais em regiões críticas no mundo todo.

De acordo com a Ebserh, a iniciativa prevê a expansão do número de vagas de medicina e de residência médica, além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou ausência de profissionais.

Levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), em 2013, mensurou a desigualdade em relação ao número de médicos espalhados pelo território nacional. Enquanto a região Sudeste possui 2,67 médicos com registro ativo no CFM para cada mil habitantes, a região Norte apresenta apenas 1,01 médico para mil pessoas. A desigualdade fica ainda mais explícita quando são comparadas as capitais. Cidades como Porto Alegre e Rio de Janeiro contam, respectivamente, com 8,73 e 6,18 médicos para mil habitantes, enquanto Rio Branco e Macapá apresentam 1,91 e 1,38, respectivamente.

Assumindo a gestão
Também na última quinta-feira (30) o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Zaki Akel Sobrinho, e o reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Mauro Augusto Burkert Del Pino, firmaram parceria com a Ebserh para administração dos hospitais ligados às instituições de ensino.

Com isso será iniciada a implantação de um plano de reestruturação das unidades hospitalares, ação executada de forma conjunta entre as universidades e a empresa. Os planos preveem a adoção de medidas para a recuperação da infraestrutura física e tecnológica. Além disso, incluem a recomposição do quadro de pessoal, por meio de concurso público.

Para o reitor Sobrinho, o Hospital de Clínicas e a Maternidade Victor Ferreira do Amaral, embora permaneçam vinculados à universidade, passarão a contar com a expertise dos técnicos da Ebserh na resolução dos problemas das unidades hospitalares.

Com as novas assinaturas, a Ebserh passa a gerir 27 hospitais universitários federais em 17 estados e no Distrito Federal.

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