faz parte da divisão da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Demora para incorporação de tecnologias por planos de saúde

_MG_6777

ABIMED e ANS debatem processos e prazos para incorporação de tecnologias médicas pelos planos de saúde

Descompasso entre o surgimento de novos procedimentos e o tempo de aprovação pode afetar 47 milhões de usuários

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está analisando 74 propostas de incorporação de novas tecnologias médicas pelos planos de saúde. Os pedidos, submetidos no início de 2019, englobam 58 tipos de equipamentos, dispositivos e procedimentos médicos, entre eles válvulas cardíacas, biópsias, terapias para pé diabético e hiperplasia benigna da próstata. Se forem aprovados, estarão disponíveis aos pacientes em 2021.

Os dados foram apresentados pela Especialista em Regulação da agência, Marly Corrêa Peixoto, que participou do Seminário ANS e as Transformações no Setor de Dispositivos Médicos, promovido pela ABIMED - Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde.

Peixoto disse que o rol de produtos e procedimentos disponibilizados aos usuários de planos de saúde – 47 milhões de pessoas no final de 2019 – é atualizado a cada dois anos, depois de um longo processo de análises técnicas e de impacto econômico.

“A incorporação precisa ser acessível para planos de saúde de todos os portes e estar disponível em todo o Brasil. Dois anos é o período necessário de planejamento para que sejam estabelecidos os contratos com a rede de fornecedores”.

Já Fernando Silveira Filho, presidente-executivo da ABIMED, destacou que o ciclo bienal de avaliação de tecnologias cria um descompasso entre sua incorporação e a velocidade da inovação no setor de dispositivos médicos, deixando os usuários dos planos sem acesso aos tratamentos e procedimentos mais avançados.

“Em função do envelhecimento da população e do avanço das tecnologias digitais, estamos vivendo uma nova saúde, na qual a centralidade tem que estar no indivíduo e na promoção de uma saúde de qualidade. Esse cenário traz uma série de novas perspectivas e requer que todos reavaliem processos para tornar as inovações acessíveis a todos ”, afirma Silveira