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Exame tríplice da próstata substitui, com vantagens, o temido Exame de Toque

Em 2011, dentre os mais de 15 mil homens com idade entre 45 e 70 anos que passaram por consultas médicas com grupos de oncologia e doenças da próstata do Centro de Referência em Saúde do Homem, cerca de 3 mil (20%) se recusaram a submeter-se ao exame de toque retal. Questões culturais, crenças religiosas e o medo de colocar a própria masculinidade sob suspeita estão entre as principais causas de o homem recusar o toque retal. A fama de fugir do consultório por motivo tão despropositado é mais prevalente na America Latina quando comparado com o restante do mundo, principalmente com os Estados Unidos e alguns países europeus, nos quais a cultura de prevenção é aceita. Mas, agora, já é possível substituir o exame de toque pelo exame tríplice da próstata, com alto grau de segurança no diagnóstico.

O câncer de próstata é uma doença silenciosa, quase assintomática e os raros sintomas iniciais são semelhantes aos do aumento benigno da glândula, como dificuldade para urinar ou a necessidade de urinar mais vezes que o normal. O ideal é detectar a moléstia no princípio, quando as chances de cura são altíssimas (80% a 90% dos doentes). Se o tumor se tornar invasivo, se estender para os órgãos e tecidos ao redor da próstata, a chance de cura cai para 30%.

É necessário que o homem se consulte anualmente com seu urologista, após os 45 anos, para orientar a conduta e solicitar os exames laboratoriais e de imagem necessários a cada caso. Atualmente existem 3 métodos para rastrear o câncer de próstata: a dosagem do PSA no sangue, o toque retal e o exame tríplice US, Doppler e Elastografia:

• Ultrassonografia de alta resolução, para rastreamento de áreas de alteração textural anômalas suspeitas de neoplasias;

• Estudo com Power Doppler para rastreamento de vascularização anômala prostática;

• Elastografia para rastreamento de áreas de consistência aumentada.

O exame tríplice aumenta a probabilidade de se detectar o câncer prostático na sua fase inicial, com maior chance de cura e é realizado em um só equipamento, num único procedimento.

Sempre que se utiliza mais de um método diagnóstico aumenta-se a probabilidade da falha de um método ser detectada pelo outro. “Se os médicos utilizassem apenas os batimentos cardíacos do paciente para dizer que estão bem, deixariam de realizar uma imensa quantidade de diagnósticos importantíssimos”, compara a médica Dra. Lucy Kerr que, com base na literatura mundial, unida à sua experiência clínica, já está aplicando o exame tríplice em sua clinica em São Paulo, substituindo com vantagem o temido exame de toque.

“Não tenho nenhuma dúvida de que o acréscimo da Elastografia no exame da próstata, ao identificar a consistência prostática, antes possível apenas pela palpação digital, permitiu substituir o toque retal por outro mais moderno e sofisticado, que examina inclusive as áreas inacessíveis ao toque digital e que, aliado à Ultrassonografia e Doppler durante este procedimento único, aumenta consideravelmente a sensibilidade diagnóstica para detectar o câncer prostático. É o recurso ideal para o rastreamento do câncer de próstata e permite substituir o toque retal para o exame anual da próstata após os 45 anos por outro exame mais compatível com os avanços tecnológicos de nossa era”, finaliza.

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