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Business Intelligence na Saúde: 3 aspectos permitidos pela tecnologia

Laptop with medical diagnostic software and stethoscope
Creative abstract healthcare, medicine and cardiology tool concept: laptop or notebook computer PC with medical cardiologic diagnostic test software on screen and stethoscope on black wooden business office table with selective focus effect
Integração de dados permite encontrar tendências desfavoráveis, além de verificar a performance de um determinado profissional para certos tipos de enfermidades e a eficiência de alguns diagnósticos

Quando se tem a integração de dados clínicos e financeiros, que geralmente são distintos, é possível encontrar tendências desfavoráveis, além de verificar a performance de um determinado profissional para certos tipos de enfermidades e a eficiência de alguns diagnósticos. Segundo especialistas, essa visão mais ampla, não permitida por análises individuais, é proporcionada pela tecnologia de Business Intelligence.

Na opinião Pietro Delai, gerente de pesquisa e consultoria na IDC Brasil, o Brasil passa por uma mudança de perspectiva: hoje, a tecnologia é vista como uma obrigação ou um mal necessário, e não como uma ferramenta de auxílio, que permite uma gestão mais ágil e, consequentemente, otimizadora de custos.

“Antes da concepção do BI, tem que se ter a clareza de que nós precisamos de informações, em primeiro lugar, estruturadas e, em segundo lugar, íntegras”, afirma Enrico De Vettori, sócio da área de Life Science e Healthcare da Deloitte.

Os especialistas citam três aspectos permitidos por ferramentas de BI em organizações de Saúde:

  1. Benchmarking: pelo business intelligence, é possível saber, por exemplo, o custo de de cada paciente e o número de consultas e exames necessários para seu atendimento. É possível comparar dados por região, por especialidade, por profissional da mesma empresa e das empresas concorrentes. Isso ocorre porque a ferramenta é capaz de integrar sistemas de diversos hospitais de uma mesma rede, o que permite acesso a dados de pacientes, de desempenho de profissionais, de fabricantes e fazer comparações com essas informações. Vale lembrar que não é raro no Brasil uma mesma rede hospitalar ter sistemas diferentes e não integrados: por isso a necessidade de haver uma ferramenta que consiga ter acesso a todos estes dados.

  1. Apoio diagnóstico: O BI serve também para apoio diagnóstico, já que a solução é capaz de detectar se uma pessoa corre risco de sofrer determinada doença, com base em seu histórico médico. A solução permite o acesso aos dados de consultas e a análise da evolução do quadro de saúde: por exemplo, se a pressão arterial do paciente vem aumentando em um curto período de tempo, há indícios que ele possa se tornar hipertenso. Embora muitas vezes o foco do Business Intelligence seja o monitoramento do desempenho com foco em otimização de custos, uma vez que se tenha a ferramenta implantada, ela permite criar a cultura da análise. Com essa evolução, já é possível fazer associação de determinados hábitos de pacientes com suas doenças, o que pode refletir na escolha de tratamentos.

  1. Confiabilidade: mesmo estando bem preparado, um gestor de Saúde não tem condição de agregar tantos dados com a mesma eficiência que soluções de BI. Dentro dessas condições, a máquina vai oferecer o mesmo conjunto de soluções para problemas semelhantes e cabe ao gestor seguir a recomendação. Tal constância garante a confiabilidade dos dados do sistema. Um gestor que usa a tecnologia a seu favor tende a melhorar sua própria gestão e evitar mais erros humanos na análise de dados e de diagnósticos. “Se o hospital não tem sistema, ou tem poucos sistemas com poucas inovações, é mais difícil extrair de um BI um ganho. O BI não é o primeiro sistema a ser implantado. Ele deve entrar quando já houver outros sistemas amadurecidos, quando você já tem alguma confiabilidade nos registros que você já tem. Então se passa a usar o BI para enxergar esses registros em outros ângulos”, explica o executivo da IDC.

Contudo, é preciso tomar alguns cuidados. “A tecnologia bem escolhida, com o parceiro correto, é a única fonte de sobrevivência. Quando mal escolhida, com parceiro errado e não implementada culturalmente, é um desastre. É melhor voltar para o papel porque vai custar horrores e vai se enganar. Cabe a governança da informação e a governança sabe priorizar”, finaliza Vettori.

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