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Como implementar a inovação sem afetar a saúde mental

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O artigo “Construindo a confiança em tecnologias para a saúde mental”, que faz parte da Nota Técnica "Painel ABIMED: os impactos da transformação digital na área da saúde”, aborda o tema

A inovação é, sem dúvida, o principal caminho para que a indústria da saúde brasileira alcance o patamar competitivo mundial que pode alcançar. Mas, antes de tudo, temos o dever de discutir como isso será feito e como afetará os envolvidos. Os impactos dessa transformação em um setor que lida com a vida dos seres humanos não são poucos e precisam ser considerados para garantir a saúde mental de todos.

Saber como a tecnologia pode agregar valor na área da saúde foi um dos temas trazidos à tona pela ABIMED no "Painel ABIMED: os impactos da transformação digital na área da saúde”, um evento idealizado para debater os artigos que compõe a Nota Técnica, um documento por ela idealizado que na verdade trata-se de uma coletânea de artigos sobre Transformação Digital. 

O trabalho foi dividido em oito frentes: Prestadores e Fontes Pagadoras, Pacientes, Recursos Humanos, Marcos Regulatórios e Legais, Políticas Públicas, Modelos de Remuneração, Ecossistemas de Inovação e COVID-19 e conta com o registro do pensamento e posicionamento de um grupo de renomados articulistas: autoridades, agentes públicos e profissionais dos mercados de saúde e inovação. 

O primeiro que tomou espaço nos debates foi “Construindo a confiança em tecnologias para a saúde mental”, produzido por Cameron Fox e Mario Canazza, ambos do Fórum Econômico Mundial (WEF). E a proposta foi a de discutir as questões em relação às melhores práticas em saúde mental, apenas como um dos exemplos que podemos ter de quais impactos estamos falando.

Uma indústria que cresce a passos largos é a da criação de aplicativos móveis em todas as áreas. Na saúde não seria diferente, pois os aplicativos, assim como os wearables, têm um enorme potencial para não só indicar um caminho para o paciente, como para proporcionar, inclusive, um maior controle e maior responsabilidade sobre sua saúde e bem-estar.

Entretanto, conforme apresentado pela ABIMED, existem pontos fundamentais a serem considerados antes da aplicação de tais inovações tecnológicas, como os aplicativos para celular. No caso do estudo apresentado, foram observados mais de 10 mil aplicativos em lojas virtuais destinados ao cuidado psiquiátrico e psicológico, especialmente em tempos de pandemia.

Como resultado, constatou-se que somente cerca de 10% dos produtos possuem a transparência necessária para lidar com os dados de saúde e a violação de privacidade do consumidor e muitos não são baseados em evidências científicas, colocando os usuários sob riscos éticos significativos em termos de eficácia não testada ou alegações enganosas de benefícios à saúde mental. 

Isso sem falar em danos aos pacientes devido ao mau funcionamento, uma vez que estavam dedicados a um perfil extremamente delicado que é o do paciente de saúde mental e emocional. Isso sem falar na falta de responsabilidade nos aconselhamentos, além de consequências sociais e comportamentais de longo prazo aos pacientes. 

Dessa forma, uma indústria que precisa correr atrás da inovação e das oportunidades que a tecnologia apresenta não pode deixar de lançar mão de todo esse arsenal - e que está sendo consumido à larga por uma sociedade ávida por novidades -, mas não podemos deixar de ter especialistas alertando, o tempo todo, para a necessidade da segurança de dados médicos. Seja sobre a saúde mental, já que esses apps se tornaram tão populares, mas em todos os demais produtos voltados para a saúde e bem-estar. 

E pode-se estar falando em recursos tecnológicos como os aplicativos facilmente baixados pelo celular, softwares destinados às instituições de saúde ou gadgets, de uso individual ou conectados às instituições.

Dessa forma, o papel da ABIMED como direcionadora da indústria de dispositivos médicos e representando 200 empresas nacionais e multinacionais de tecnologia avançada na área de equipamentos, produtos e suprimentos médico-hospitalares foi o de construir uma Nota Técnica que auxilie na busca por uma inovação responsável e qualificada. 

“A preocupação é contribuir para ampliar o acesso da população às tecnologias avançadas para saúde, qualidade de vida e longevidade através de uma indústria que produza em solo brasileiro o que há de melhor. E nosso trabalho é seguir na construção de um futuro seguro para produtores e consumidores, oferecendo as bases para a confiança que sempre foi característica das empresas que representamos”, destaca o presidente executivo da ABIMED, Fernando Silveira Filho.

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