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O que pode dar errado quando a infraestrutura de energia fica para trás?

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Equipamentos médicos de alta tecnologia demandam infraestrutura adequada para funcionarem bem. E, ao contrário do que muitos pensam, a modernização da instalação elétrica não é cara.

Ter máquinas com tecnologia avançada, capazes de fazer diagnósticos precoces e precisos ou tratamentos eficientes é um dos diferenciais de um hospital. Mas de nada adianta investir milhões em equipamentos quando se negligencia o que está por trás da tomada em que eles estão conectados. Deixar de olhar para as instalações elétricas de uma instituição de saúde representa um risco enorme para pacientes, visitantes e equipe que trabalha no hospital.

Segundo Marcos Felício, arquiteto de solução da Schneider Electric, apesar de que o monitoramento da infraestrutura representa menos de 3% do total de custos da construção, é comum encontrar hospitais que não possuem sistemas de automação das áreas elétricas, hidráulicas e de ar-condicionado. O uso desse tipo de sistema, antecipa a detecção de falhas, principalmente as elétricas que têm causado muitos incêndios em instituições de saúde e colabora com a redução dos riscos aos pacientes.  

Perigos invisíveis

Uma importante fonte de renda para os hospitais está nos cada vez mais detalhados exames clínicos, feitos com avançadas máquinas de imagens capazes de auxiliar muito nos diagnósticos reduzindo os tempos de tratamento e aumentando a eficácia do trabalho dos médicos.
Mas, se por um lado essas máquinas incríveis têm a força de avançar a medicina, por outro são delicadas e necessitam de uma infraestrutura adequada exigindo um fornecimento de energia “limpa” e condições controladas de temperatura e umidade. É aí que moram dois perigos invisíveis: A má qualidade da energia e o controle inadequado no ar-condicionado.

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“Nos últimos 30 anos, a elétrica passou por uma grande transformação, antes era muito comum que tivéssemos equipamentos eletromecânicos que tinham um comportamento mais resistivo (corrente alternada), como as lâmpadas de filamento, por exemplo. Hoje, com o advento da eletrônica, quase todos os dispositivos funcionam através de circuitos eletrônicos (corrente contínua) que reduziram em muito o consumo, caso das lâmpadas de LED. Seria ótimo, se essa mudança não viesse acompanhada do efeito colateral provocado por esses circuitos: A sujeira na rede elétrica.” Explica Marcos Felício. Ele conta que a energia é como a água. Você até pode ver que a água está transparente e sem cheiro, mas não dá para afirmar que está limpa sem uma análise mais apurada. Esse inconveniente, muitas vezes tira as máquinas de imagens de funcionamento por horas e às vezes dias. Podemos dizer o mesmo quando a temperatura da sala onde as máquinas estão, sai do range estipulado pelo fabricante. Esses perigos invisíveis, podem ser reduzidos com o uso de automação para a infraestrutura.  

Falta informação

Falar sobre o risco de acidentes causados por negligência na gestão da infraestrutura pode ser desconfortável. Mas é necessário. A questão de preço, de escolher o que é mais em conta em vez do que seria mais seguro, é cultural no Brasil. Porém, segundo Marcos Felício, nem sempre os gestores de hospitais têm informações técnicas o suficiente para pautar escolhas mais inteligentes. Se tivessem, o fariam, acredita ele.

“É comum ver projetos que passaram por uma ‘reengenharia’ com a intenção de reduzir os custos da obra. Esse conceito traz embarcado um risco que muitas vezes não está nas mãos de quem vai operar o hospital. Existe uma linha muito tênue entre o comprar o mais barato para atender uma determinada conta no início da construção e cometer um erro que pode comprometer a operação de todo o ciclo de vida do edifício. Quando você compra produtos que se preocupam menos com a segurança, pode colocar o projeto como um todo em risco. Comprar com inteligência é melhor do que comprar barato”, explica Marcos.

Por onde começar

Adequar-se para garantir a maior segurança e resiliência não é difícil, pois as soluções estão disponíveis e são modulares. Pode-se começar aos poucos e ir crescendo de forma estruturada. Em edifícios existentes e em operação, o primeiro passo pode ser o de implantação de medidores de energia em pontos estratégicos para monitorar a qualidade e a quantidade de eletricidade consumidos. Sensores de temperatura e umidade, podem ser posicionados nos pontos de maior risco como quadros de média tensão e transformadores. Diferente do que se imagina, esse primeiro passo não exige grandes somas de investimento, nem interrupções significativas e trazem uma segurança operacional muito rápida.”, explica Marcos. O segundo passo é subir esses dados coletados para a nuvem, onde um serviço de consultoria pode identificar quais são os pontos latentes para fazer a revisão.

Agora, quando há um projeto que vai começar do zero, a recomendação é seguir as normas internacionais. “As normas brasileiras são boas, estão alinhadas, mas na maioria das vezes, elas pedem o mínimo. E o mínimo nem sempre é o suficiente para o segmento”, lembra o especialista. “A eletricidade é perigosa e, ao mesmo tempo, faz parte do negócio do hospital. Quando se lembra que são apenas 3% do custo total do projeto para monitorar a infraestrutura hospitalar, com a intenção de reduzir riscos de aparecer nas páginas erradas dos jornais, acho que vale a pena saber um pouco mais sobre o assunto.”, conclui.

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