Uma equipe de 80 profissionais pensando em uma tecnologia que possa promover a saúde dos pacientes e até mesmo do hospital. Esse é o tamanho da equipe própria em gestão de tecnologia da Rede Labs D´or. “Estamos arrumando a casa para o crescimento”, avisa o superintendente médico da Rede D´or, João Pantoja. Depois de sete anos vivendo nos Estados Unidos, o diretor afirma que o sistema da rede próprio não perde em nada para o que ele viu lá fora. “Sabemos que a tecnologia é única e inevitável se quisermos continuar trabalhando com primazia.” A rede conta com 14 hospitais espalhados em locais estratégicos do Brasil e, principalmente, no Rio de Janeiro. Somente as unidades do Rio, batizadas de Barra D´Or, Copa D´Or, Quinta D´Or e Rios D´Or, atendem juntas, hoje, 20 mil pacientes por mês, além de realizar 1.700 cirurgias e 2.300 internações.

Na Rede Labs D´or cada aquisição ou desenvolvimento de tecnologia é avaliado por um comitê, formado pelo próprio presidente do grupo, Jorge Moll, e representantes de cada área relacionada. Essas reuniões estratégicas são realizadas de 15 em 15 dias e nelas são avaliadas questões como a necessidade, situação do mercado e posicionamento das fontes pagadoras. “De nada adianta implantarmos uma nova tecnologia se ela ainda não é prevista pelos planos de saúde, que formam 98% da nossa fonte pagadora.” Essa análise, no entanto, não acontece somente dentro das paredes do grupo. Os gestores do hospital realizam viagens ao exterior, em convenções e empresas fornecedoras, para conferir o que há de mais novo tecnologicamente. Resultado disso é o Hospital Quinta D´Or, que possui hoje um centro de tecnologia estado da arte e que recebeu em dezembro de 2007 o nível de excelência da ONA. “A acreditação tem como resultado uma melhoria dos processos e da segurança. O que colabora ainda mais com a performance dos hospitais”, salienta.

Questão de estratégia

A visão estratégica que impulsiona a empresa está justamente centrada na vanguarda em medicina diagnóstica, sempre aliada à excelência médica. Embora não seja só de tecnologia médica aplicada que viva a Rede Labs D´or. De 2007 até o fim deste ano a empresa investirá cerca de R$ 11 milhões somente em suporte, como banco de dados, servidores e software assistencial. Sendo que a maioria dos programas é desenvolvida pela equipe multidisciplinar interna, que conta com 80 profissionais entre técnicos em tecnologia e da área médica, e parceiros externos. Caso da fornecedora WPD, de Recife (PE), que há anos desenvolve ao lado da Rede Labs D´or soluções com as características e necessidades próprias do grupo. “Eles cresceram muito conosco”, conta Pantoja. Outro caso foi a plataforma de exames por imagem, que foi realizado em parceria com a antiga Kodak, atual Carestream, mas com mão-de-obra própria. “O sistema que resultou desse processo é muito amigável e está sempre sendo atualizado por nós mesmos”, revela Pantoja. Essa parceria também se estende à questão financeira. Embora nos investimentos de pequeno e médio porte a rede Labs D´or arque com recursos próprios. No caso de mega investimentos é realizada uma associação com o próprio fornecedor dos equipamentos que, na maioria das vezes, oferece financiamento internacional.

Na busca por essa melhoria na gestão dos hospitais, a rede agora planeja uma plataforma informatizada que irá interligar todas as unidades, tanto as do Rio de Janeiro como aquelas coligadas. “Poderemos ter acesso real aos dados de pacientes internados ou externos, a partir de qualquer unidade, já em 2010”, sonha o executivo. Essa novidade também envolve a gestão dos hospitais, pois com um banco de dados com acesso em tempo real, o grupo poderá planejar melhor suas ações estratégicas. “É fundamental estarmos atualizados e ajudarmos o corpo clínico a entrar na era da tecnologia. A complexidade administrativa de um hospital exige tudo isso”, afirma João Pantoja.

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