O preceito ‘casar e ter filhos’, que durante anos foi tido pela sociedade como o caminho certo a ser trilhado pelas mulheres, deixa de ser a primeira escolha de muitas mulheres. Elas não se prendem mais ao conceito de que a felicidade passa necessariamente pela maternidade. Ainda jovem para tomar esta decisão, a jornalista Bruna Laís Pereira, de 21 anos, afirma sua convicção: “Eu não quero ter filhos, prefiro me concentrar em outros aspectos, como em manter meu corpo bonito e focar na minha vida profissional. Ter filhos é apenas mais uma imposição da sociedade”, diz ela.

Dados do último Censo, divulgado pelo IBGE, apontam que o ciclo reprodutivo das brasileiras acaba aos 50 anos e, na última década, o número de mulheres que passam dessa idade sem filhos cresceu 20%. Maria Fátima da Silva Nascimento, 49 anos, está dentro desta estatística: “Foi por opção, pois me casei com 43 anos e não achei uma idade viável para ter filhos. Mas isso também nunca me incomodou, pois nunca tive aquele sonho de menina em casar e ser mãe”.

Quanto mais bem-sucedidas, menor é a vontade de ter filhos. Entre as mulheres que têm no currículo um diploma de ensino superior, pouco mais de um quinto optou por não experimentar a maternidade. E quase metade das brasileiras trabalha fora, cerca de 50% a mais do que no fim da década de 60. A maternidade vai sendo, então, empurrada para frente em nome da liberdade e do trabalho. A maioria das brasileiras atinge o ápice profissional aos 40, quando sente que o momento para ser mãe já passou.

Para evitar o uso prolongado de medidas contraceptivas e que podem falhar em algum momento, existem métodos que atuam de forma definitiva. É o caso da laqueadura cirúrgica, mas que tem os inconvenientes de um procedimento cirúrgico. Uma alternativa à laqueadura cirúrgica é o Essure, que não requer incisões ou o afastamento das atividades diárias.

Trata-se de um microimplante macio e flexível, de apenas quatro centímetros, em titânio e níquel (materiais que apresentam excelente compatibilidade com o organismo) que, introduzido pela vagina através de um equipamento extremamente fino (histeroscópio), é colocado em cada uma das tubas uterinas. Nas semanas que se seguem ao procedimento, o corpo e os microimplantes trabalham juntos para formar uma barreira natural que impede o espermatozóide de alcançar o óvulo. Por esse motivo, durante os três primeiros meses, a paciente deve continuar a usar outra forma de contracepção. Após este período, é realizada uma radiografia simples da pelve e, confirmada a oclusão, não é mais necessário o uso de outro método contraceptivo.

Considerado como primeira opção entre as mulheres europeias e norte-americanas, o método aprovado pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária começa a ser mais conhecido no Brasil por sua eficácia e praticidade, pois não oferece os riscos de uma cirurgia. O Essure também é especialmente indicado para mulheres que apresentam efeitos adversos a outros métodos contraceptivos, sendo uma excelente opção para as mulheres que apresentam alguma patologia como, por exemplo, hipertensão, cardiopatia, diabetes, obesidade, entre outras.

Depoimentos de quem já usou o método

Entre as centenas de mulheres que já adotaram o procedimento, Fabiana Cristofari Viero, 36 anos, afirma estar satisfeita com a opção: “Como já temos 2 filhos, eu e o meu marido achamos melhor optar por um método contraceptivo definitivo. Antes de saber sobre este novo procedimento, queria fazer a cirurgia de laqueadura, mas estava com receio devido a uma possível complicação e por ter que me afastar do trabalho durante alguns dias. Por ser um procedimento ambulatorial este método me proporcionou tudo o que eu precisava. Não senti dor, não tive nenhum efeito colateral e meu corpo também não sofreu nenhuma alteração. Como eu não posso tomar anticoncepcional, usava preservativo para evitar a gravidez, mas não me sentia totalmente segura. Hoje estou totalmente satisfeita com a escolha que eu fiz.”

Outra beneficiada com o novo método é Ivonete dos Santos, 37 anos. “Após o nascimento do meu filho, meu ex-marido tentou fazer vasectomia em um hospital particular, mas o médico se recusou a fazer e alegou que poderíamos nos arrepender depois. Meu atual namorado não queria que eu fizesse o procedimento, mas eu estava certa de que não queria mais ter filhos. Se eu tivesse concordado com eles, estaria hoje com 3 filhos.”

Mais informações sobre o método em www.essure.com.br.