Responsável pelo banco de sangue de mais da metade dos hospitais particulares em Brasília – entre eles Santa Lúcia e Santa Helena –, a Hemoclínica promove campanha alusiva ao Dia Nacional de Doação de Sangue, celebrado em 25 de novembro. Entre os dias 19 e 30 deste mês, a instituição pretende estimular que mais pessoas se tornem doadoras, de modo a evitar baixa nos estoques e comprometimento do tratamento de pacientes hospitalizados.

Segundo Eduardo Ribeiro, hematologista e coordenador do serviço, expectativa é aumentar o número de doações em 30%, em comparação ao ano passado. “É uma questão de fundamental importância para salvar vidas. Nosso foco é trazer a temática para o dia a dia das pessoas, fazendo com que novos doadores percam o medo e compareçam à central de coleta”, complementa Ribeiro.

A coleta e o condicionamento de todo o estoque dos hospitais são realizados na Hemoclínica, localizada na Asa Sul, e a redistribuição é feita conforme a necessidade de cada unidade hospitalar. Cerca de 60 a 70% do estoque são alimentados pela atuação espontânea de familiares de pessoas hospitalizadas. Os receptores, em geral, são pacientes que sofrem de doenças crônicas e têm a necessidade da transfusão para complementar o tratamento. Ainda de acordo com Ribeiro, pacientes em tratamento de câncer são mais propensos a transfusões, devido às ações complexas que os envolvem, como radioterapia, quimioterapia e cirurgias de alta complexidade.

O doador potencial passa por triagem, entrevista e análise clínica antes de ser direcionado para a coleta. Uma amostra de sangue é retirada para verificação clínica do paciente. O sangue coletado só é direcionado para o banco após o resultado do exame. Este é um cuidado para evitar contaminação em transfusões. Todo o material utilizado para a coleta é descartado, garantindo, assim, a segurança do doador.

Após a coleta, o sangue é separado em plaquetas, hemácias e plasma. Esta divisão é essencial, pois cada hemocomponente tem uma validade, tipo de refrigeração e utilização diferenciada. O concentrado de hemácias, por exemplo, é o mais utilizado em transfusões de sangue para pacientes com anemia. Diariamente, amostras do material coletado são enviadas ao laboratório especializado em detectar precocemente hepatites B e C e o vírus HIV. O resultado é entregue ao doador, enquanto os hemocomponentes são direcionados para o uso de acordo com a necessidade de cada hospital.

Como se tornar um doador – Os candidatos devem ter entre 16 e 67 anos, ter acima de 51 quilos e estar bem de saúde, sem crises alérgicas, resfriados ou gripes recentes. Os menores de idade precisam da autorização dos pais ou do responsável. Para os homens, a indicação é doar a cada dois meses, enquanto o intervalo para as mulheres é de 90 dias. A coleta é rápida, dura no máximo 10 minutos, mas após a retirada de sangue é importante que o doador reponha as energias. Por isso, o posto de coleta oferece uma sala de convivência com café da manhã para o descanso do doador.

Recomendações para o dia da doação

• Alimentação: não ingerir alimentos gordurosos, leite e derivados quatro horas da doação. Dê preferência para frutas, sucos, torradas e alimentos leves.

• Horas de sono: durma bem antes de doar, pelo menos seis horas.

• Álcool e tabaco: não ingira bebida alcoólica 24 horas antes da doação. Para os tabagistas, o consumo deve ser interrompido duas horas antes.

• Lactantes: não é recomendável a doação.