Ultimamente a discussão sobre saúde no Brasil ganhou muitos rumos, saindo apenas da questão dos atendimentos e ganhando debates referentes aos profissionais de saúde, leitos e condições de trabalho. Os últimos dados divulgados pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), referente ao atendimento no País, indicam que o número de leitos nos hospitais públicos e privados diminuiu de 453.724 para 448.954 (4.770 a menos), entre 2007 e 2012. Atualmente, o Brasil tem 2, 3 leitos por mil habitantes, sendo que o padrão estabelecido pela Organização Mundial da Saúde é de 3 a 5.

O debate pode ir mais longe e analisar como, por exemplo, os hospitais administram as UTI’s. Uma Unidade de Tratamento Intensivo requer além de mais espaço físico, mais equipamentos e profissionais especializados. Demandas que crescem ainda mais, levando em consideração que os pacientes, nestes casos, necessitam de longa permanência no leito.

De acordo com o Ministério da Saúde entre 2005 e 2013, o número de leitos de unidade terapia intensiva (UTI) no Brasil passou de 13.245 para 18.085. Apesar do crescimento e da maior parte desse número ser da rede privada de saúde, muitos hospitais ainda não seguem as medidas do Ministério, que colocou como média entre 4% a 10% dos leitos dos estabelecimentos de saúde para pacientes de alto risco.

Muitos hospitais focados em pacientes agudos, porém, não precisam usar seus leitos para pacientes crônicos residentes, podendo deixá-los para atender as emergências e cirurgias recorrentes no cotidiano da saúde. A solução para os pacientes residentes são as clínicas de retaguarda ou hospitais de apoio.

Uma parceria entre hospitais agudos e focados em crônicos já começa a ser realidade em São Paulo e é muito benéfica para todas as partes. Os hospitais ganham leitos para atender os agudos e os pacientes crônicos recebem os cuidados necessários, uma vez que vão para uma instituição focada em seu atendimento. Baixo índice de infecção hospitalar e terapias intensivas são alguns dos benefícios deste tipo de clínica. Em São Paulo, Andréa Canesin, diretora da Clínica Acallanto, especializada em cuidados paliativos, retaguarda e prolongados, fala sobre o crescimento de pedidos de familiares de pacientes e dos próprios planos de saúde para o atendimento na clínica, que oferece uma proposta diferenciada. “Na Acallanto os quartos são individuais e temos estrutura para montar uma UTI, caso seja necessário, temos médicos 24h, mas o mais importante é o nosso corpo assistencial e multiprofissional que trabalha ativamente na melhoria da qualidade de vida do paciente crônico. Hospitais de apoio como a Acallanto conseguem cuidar deste paciente de alta complexidade potencialmente grave, o típico perfil do residente de uma UTI, em um ambiente aconchegante que estimula o contato familiar, sua relação e atividades que não poderia fazer em um unidade hospitalar intensiva”.

A partir dessa perspectiva, a Clínica Acallanto demonstra sua preocupação com o cenário da saúde brasileira e tem contribuído, cada dia mais, para conquistar a qualidade e referência que o País necessita. Em 2012, a Clínica dividiu seus atendimentos em dois espaços físicos distintos – unidade Kids e unidade Adulto – podendo se especializar, ainda mais, em cada caso. As duas unidades possuem profissionais preparados para cuidar dos pacientes, aliviar seu sofrimento físico, psicológico e social. Diariamente, a Acallanto busca seguir nas ações duas de suas filosofias: importância à vida e sempre há o que fazer.