Considerado um dos seis hospitais de excelência no Brasil, o Moinhos de Vento, de Porto Alegre, projetou um novo complexo de saúde no bairro Restinga e no extremo sul da cidade paranaense. Em parceria com a Prefeitura Municipal e com o apoio do Ministério da Saúde, o hospital anuncia nesta terça-feira (2) a construção de um hospital e de um centro de especialidades, além de um centro de diagnóstico com laboratório integrado e 13 unidades do Programa Saúde da Família.

“Esse projeto visa atender as necessidades de uma região com cerca de 120 mil habitantes, o mesmo que 10% da população de Porto Alegre”, conta o superintendente executivo do Hospital Moinhos de Vento, João Polanczyk.

A área beneficiada, que atualmente conta com apenas uma unidade ambulatorial, terá toda uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que 80% das necessidades sejam supridas, assim como acontece em outras localidades.

O novo hospital está projeto para atender baixa e média complexidade e contar com 90 leitos, podendo ser expandido para 135, de acordo com a demanda. Adquirido por meio de permuta pelo Moinhos de Vento, o terreno, antes utilizado pela prefeitura, possui 40 mil m2 e já está pronto para o início das obras, que devem começar no início de março.

Segundo Polanczyk, um dos diferenciais do hospital é o conceito green building. “A unidade terá todos os preceitos de um prédio que tem sustentabilidade ambiental. A cobertura de 5 mil m2 do hospital será vegetal, dispensando o uso do ar-condicionado e colaborando para a redução de consumo de energia, por exemplo”, destaca.

Com previsão para ser concluído em meados de 2012, o hospital e toda a rede composta pelo projeto devem consumir inicialmente cerca de R$ 49 milhões.  

Embora ainda haja um tempo considerável para a inauguração do complexo da saúde, o Moinhos de Vento já está capacitando profissionais. Cerca de 60 pessoas do PSF já deram início aos treinos. “Vamos preparar a mão-de-obra local e também vamos preparar médicos, enfermeiras e dentistas para trabalhar no hospital e nos postos de saúde.” De acordo com o executivo, esses profissionais que vão trabalhar na Restinga têm a mesma política da gestão de pessoas do Moinhos de Vento.

O projeto foi detalhado ao longo de 2009 depois de ter sido descartado há sete anos por falta de fundos. “Vínhamos trabalhando esta ideia há muito tempo porque desenvolver um projeto social numa região que não tem cobertura dentro da questão da responsabilidade social é importantíssimo”, explica Polanczyk ao comentar que o projeto pode sair do papel após conseguir parte das contribuições sociais: “Ao invés de recolher mensalmente em banco nós usamos esse recurso, que não é suficiente mas é importante para podermos desenvolver projetos como este”, conclui.

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