Vendo uma oportunidade gerada pela falta de institutos especializados no assunto, o Centro de Tratamento Intensivo da Dor (CTIDor), que há dois anos lançou sua rede, pretende expandir o projeto para todo o Brasil por meio de franquias, ou apenas filiais.

A padronização e o planejamento do modelo utilizado para o tratamento da dor no CTIDor, conhecido por biopsicossocial, são as ferramentas essenciais para o sucesso do conceito de franquia da empresa. Além de acompanhar os pacientes, que representam 30% da população brasileira, o projeto visa a redução de custo no tratamento da dor em até 1/3 do preço convencional.

“Nós precisamos de pessoas jurídicas para o mercado funcionar. Essas pessoas serão estruturadas pelo nosso pessoal e vão agir como suporte para que tudo possa acontecer de fato”, conta o médico responsável pelo CTIDor, José Ribamar Moreno.

A unidade que serviu de projeto-piloto está localizada no bairro do Leblon, na cidade do Rio de Janeiro, e recebeu investimentos de R$ 2 milhões entre estrutura e equipamentos. Uma equipe multidisciplinar voltada para o atendimento e planejamento do tratamento de cada paciente faz a diferença no instituto. “À medida que se evolui cientificamente o modelo de tratamento se torna mais aprofundado.”

Comparado com o modelo utilizado para pacientes com dependência química por tratar o corpo, a mente e o ambiente, o instituto deve custar de R$ 600 mil a R$ 1 milhão para médicos e investidores interessados em abrir uma franquia. “Não vai ser difícil expandir a ideia para outras cidades. Municípios pequenos podem até mesmo fazer o financiamento para a implantação do projeto pela própria prefeitura local”, ressalta.

A estrutura desses centros deve seguir o mesmo padrão com um espaço de cerca de 120 m2, além de serem divididos em três setores: atendimento e administrativo; laboratório de procedimentos minimamente invasivos; e de reabilitação mental e corporal.

Ribamar afirma que esse serviço tem uma demanda muito forte no País. Nos Estados Unidos, o modelo já está consolidado em cerca de 1,5 mil clínicas. “Quando trabalhamos com demanda, a gente faz a comparação e seguimos uma projeção que pode ser mais ou menos a mesma que aqui no Brasil. E nossa demanda se aproxima das constatadas em outros países do Ocidente”, comenta o executivo, ao citar a necessidade de se adequar em infraestrutura e logística para trazer as inovações internacionais para dentro do País.

O melhor caminho encontrado foi criar uma unidade em Miami, nos Estados Unidos. O CTIDor montou uma empresa de inteligência no país norte-americano para ajudar a facilitação de inteligência. “Tudo que tiver de avanço naquele país será pesquisado pela nossa empresa que, consequentemente, será responsável por trazer para o Brasil”, explica Ribamar.

A equivalência do modelo biopsicossocial com o modelo utilizado nos Estados Unidos está sendo realizada por um consultor interno do CTIDor. Além disso, a unidade já dispõe de um setor jurídico especalizado para atuar diretamente na parte de legalização e regulamentação de franquias.

Embora o projeto esteja um pouco atrasado de acordo com o planejamento inicial do instituto, a meta é que investidores entrem em treinamento em março deste ano. O CTIDor já registrou o interesse de mais de 30 médicos de diferentes estados, sendo que sete já foram qualificados para iniciar o treino mencionado.

A expectativa é que em 24 meses sejam montados 10 institutos em regiões consideradas ouro: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Recife.

“Em 10 anos devemos montar 200 unidades e, a partir daí, introduziremos o modelo no setor público. O governo federal já fez um planejamento de montar 179 centros de referência de dor, mas depois de 2002 o projeto foi jogado de lado e até hoje não implantou nenhum, mas nós implantaremos”, conclui.

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