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Alto custo/hora de uso do centro cirúrgico é grande vilão nas cirurgias

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As justificativas são custo fixo e a ociosidade, dois vilões da saúde

Apesar da redução drástica de cirurgias eletivas, canceladas durante período mais delicado da pandemia, a média de custo/hora dos centros cirúrgicos é de R$ 783, segundo indicadores do 1º Semestre de 2021 do levantamento realizado pela Planisa - empresa líder em soluções de gestão de saúde - envolvendo 112 hospitais privados e públicos. O valor considerável ocorre porque, mesmo não sendo utilizada, trata-se de uma unidade de alto custo e, boa parte deste, fixo.

“Os custos fixos são aqueles cujo valor não altera quando se aumenta ou reduz a quantidade de volume dos serviços produzidos, ou seja, se mantêm mesmo que sem produção, envolvendo, por exemplo, infraestrutura, segurança ou iluminação”, explica o diretor de Serviços da Planisa e especialista em gestão de custos hospitalares, Marcelo Carnielo. “O custo fixo é um vilão na saúde em momentos de ‘sumiço’ de pacientes, como na pandemia. Menos pacientes significa maior custo unitário, maior número de atendimentos resulta em menor custo unitário”, completa.

Nos seis primeiros meses do ano, em 83 hospitais analisados - 75% deles realizaram menos de três cirurgias diárias por sala. A pandemia contribuiu para a situação, mas Carnielo pontua que há uma problemática no que diz respeito à ociosidade dos centros cirúrgicos, mesmo em cenário pré-Covid. Em pesquisa feita pela Planisa em 2019, com 110 hospitais, o número não foi muito diferente, com 3 procedimentos por sala, por dia.

“A ocupação do centro cirúrgico representa ainda um desafio na maioria dos hospitais brasileiros que, associado ao custo fixo alto destas unidades, geram fortes impactos nos custos de todos os procedimentos cirúrgicos, enquanto a receita contínua variável, um descompasso entre custos e receita no setor”, salienta.

O especialista lembra que os centros cirúrgicos possuem estruturas que dificultam ocupações mais robustas, uma vez que, ao contrário das unidades de internação, que são ocupadas regularmente, tanto no período diurno, quanto noturno, esses espaços raramente têm agendamento cirúrgico após as 19 horas. “Embora não tenha uma agenda fechada, o centro cirúrgico precisa manter pelo menos uma sala para atendimento de emergência, o que gera ociosidade, impactando na ocupação geral do centro cirúrgico”, fala.

Outra questão ressaltada por Carnielo que impacta na produtividade dos centros cirúrgicos, em cenário estável, são os cancelamentos de procedimentos. “Quando isso ocorre, estas salas ficam montadas aguardando pelo paciente e somente depois de algum tempo é que a comunicação de suspensão da cirurgia é feita, trazendo custos adicionais à instituição e causando transtornos, tanto para os pacientes, quanto para os profissionais envolvidos”, salienta.

Para Carnielo, é preciso ações efetivas para diminuir o custo assistencial. “Uma alternativa é a elaboração de um mapa cirúrgico bem dimensionado, visando a adequada administração nos intervalos de utilização das salas. Com esse planejamento, é possível diminuir o tempo de ociosidade das salas cirúrgicas; melhorar a administração dos intervalos de utilização das salas, acarretando a diminuição dos atrasos; possibilitar uma maior flexibilidade na agenda dos cirurgiões e diminuir o tempo médio de dias de internação, tendo em vista a facilidade de realizar o remanejamento das cirurgias quando for necessário”, lista.

Além disso, parcerias com clínicas também é uma medida, permitindo a ocupação nos horários em que as salas de cirurgia ficam desocupadas, além de bonificação da equipe médica para os horários de baixa utilização ou até a diminuição de salas cirúrgicas, ajustando a relação oferta versus demanda. “Defendo a ideia de que o custo hospitalar deve ser visto como variável ao longo do tempo, sempre com olhar na relação oferta versus demanda. Não faz o menor sentido, salvo raras exceções, um hospital se manter ocioso ao longo do tempo. Este é o maior desperdício do setor saúde brasileiro”, conclui.

Indicadores

Os indicadores da Planisa são provenientes da ferramenta KPIH (Key Performance Indicators for Health), pertencente à empresa e que, atualmente, é a maior plataforma de custos hospitalares da América Latina, com mais de 200 instituições de saúde ativas. A metodologia utilizada na apuração é padronizada, os dados são avaliados rigorosamente pela Central de Análise da consultoria e somente os indicadores validados são elegíveis para o painel.

Além destas informações, a publicação da Planisa oferece um conjunto de indicadores que podem colaborar na mensuração do crescente passivo assistencial provocado pela Covid-19.

Sobre a Planisa

Líder em gestão de resultados para organizações de saúde, a Planisa dá apoio na gestão de custos em 31 mil leitos, 458 salas de cirurgias e 142 mil colaboradores em hospitais e instituições de saúde de todas as regiões do Brasil, alcançando 21 estados e o Distrito Federal.

Desde 1988, a Planisa vem se destacando como referência em consultoria especializada para o segmento da saúde, visando a melhoria contínua da produtividade na área em todo o Brasil e no exterior.

Sobre o KPIH (Key Performance Indicators for Health)

O sistema KPIH, desenvolvido pela Planisa, é uma plataforma totalmente web, criada com tecnologia de ponta e com aprimoramento constante junto à comunidade de clientes que o utilizam, com funcionalidades específicas de acordo com as características da Unidade. A ferramenta disponibiliza o comparativo de vários indicadores de custos, econômicos e de performance.

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